O ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano e, como consequência, uma das mais vulneráveis.  A sua complexa estrutura ...

isioterapia na Prevenção das Lesões do Ombro em Nadadores: Revisão Bibliográfica





O ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano e, como consequência, uma das mais vulneráveis.  A sua complexa estrutura anatômica é composta por três articulações: glenoumeral, acromioclavicular e esternoclavicular; por três sistemas osteotenomioligamentares: subacromial, umerobicipital e escapulotorácico; por 14 ligamentos e por 19 músculos. A integridade e a funcionalidade dessas estruturas são fundamentais para a ação conjunta do braço e antebraço, cuja finalidade é dar amplitude de movimento tridimensional. Além dessa importante função, o ombro participa, como restante do membro superior livre, dos mecanismos de equilíbrio e propulsão do corpo como um todo (1).

Com pequena estabilidade estática e grande estabilidade dinâmica, o ombro depende da ação integrada das estruturas anatômicas mencionadas, as quais são responsáveis pelos mecanismos de deslizamento e estabilização, que garantem a firma justaposição da cabeça do úmero à cavidade glenoidal, feita não só pela capsula articular e pelos ligamentos, mas também pela ação do manguito rotador (músculos subescapular, supraespinhoso, redondo menor e infraespinhoso) e da cabeça longa do músculo bíceps braquial e secundariamente pelos músculos deltoide, trapézio, serrátil anterior, rombóde, grande dorsal e elevador da escápula (2).

Os movimentos repetitivos do membro superior à cabeça, como nos movimentos da natação, resultam em aumento do estresse nas estruturas da articulação e aumento do potencial de lesão do manguito rotador. As lesões do manguito rotador podem ser classificadas conforme a duração (aguda ou crônica), a extensão (parcial ou total) e a etiologia (traumática ou degenerativa). Neer dividiu as lesões do manguito rotador em três fases. Na primeira fase ocorre o edema, hemorragia, dor no ombro, dor à movimentação e limitação da rotação interna. Na segunda fase, a fibrose e a tendinite propriamente dita e a terceira fase, a laceração do rotador, rupturas do tendão bicipital e esporões ósseos (3).

A natação é uma modalidade popular praticada desde a infância, tanto para forma de recreação quanto para treinamento e competição. É indicada para promover a manutenção de bons níveis de saúde, tanto cardiovascular como musculoesquelético, além de proporcionar melhora na percepção corporal. Existem quatro tipos de nado: crawl, costas, peito e borboleta. Apesar das vantagens, as exposições constantes a gestos motores repetitivos e sobrecargas representam riscos à intensidade das estruturas corporais (4).

As lesões na natação foram descritas pela primeira vez em 1968, onde Councilman estudou a prevalência de lesões em nadadores de competição e identificou um maior acometimento no ombro, com 37% do total, seguida do joelho, 28%, pé e do tornozelo, ambos com 19%. O mesmo relatou que as lesões musculoesqueléticas nos nadadores podem ser de origens traumáticas ou secundárias, por overtraining. As lesões traumáticas agudas são raras e as lesões de overtraining ocorrem predominantemente em atletas de competição. Os atletas estão sujeitos a sofrerem lesões, seja em fase de treinamento ou em competição. Essas lesões estão diretamente relacionadas a fatores predisponentes: os intrínsecos, inerentes ao próprio atleta como a idade e sexo, os extrínsecos que estão relacionados às características do tratamento como volume de trabalho, intensidade de esforço e o gesto atlético específico realizado pela modalidade; e a ausência de um programa preventivo (5).

Os atletas de natação realizam treinos intensos para aumentar a resistência muscular, porém durante esses treinos ocorre fadiga da musculatura periescapular, do manguito rotador e alteração do posicionamento da escápula durante o movimento da braçada, sobrecarregando os tendões e favorecendo a lesão das estruturas. Muitas dessas lesões são causadas pela inadequada mecânica de realização do gesto esportivo. Entre as patologias mais prevalentes temos: bursites, tendinopatias e tenossinovites (6).

A tendinite na região do ombro é um dos mais sérios problemas que os nadadores de competição enfrentam. O impacto da bolsa subacromial, supraespinhoso e o tendão do bíceps contra o acrômio é muito alta. Esta condição leva os nadadores a uma sobrecarga e microtraumas desenvolvendo uma instabilidade nos ombros que é a falência progressiva dos ligamentos e cápsulas.  Se o atleta continuar a realizar os movimentos apesar da dor haverá fibrose e tendinite crônica do manguito até que finalmente haja ruptura completa com alterações e prejuízos estruturais e funcionais que só serão resolvidas através da intervenção cirúrgica. Um programa específico e individual deve ser elaborado conforme a condição clinica patológica (7).

O presente artigo tem como objetivo mostrar que a estratégia de prevenção é cada vez mais necessária por gerar segurança ao atleta e a redução de lesões.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foi conduzida uma revisão sistemática de literatura. As seguintes fontes pesquisadas foram: google acadêmico, scielo, lilacs e bireme, com busca de período de 2003 a 2014, respectivamente. Utilizou-se como palavras chaves fisioterapia x natação x lesão x prevenção, no idioma português.

RESULTADO E DISCUSSÃO

Foram analisadas quatro publicações (Tabela 1) que consistiam em estudos com atletas nadadores do sexo masculino e do sexo feminino, com idade mínima de 16 anos. As lesões que mais prevaleceram foram: bursite subacromial, tendinite do supraespinhoso, tendinopatias, síndrome do impacto, discinesia escapular e tendinite da cabeça longa bíceps (8).

A prevenção é uma palavra chave no panorama esportivo atual. A prática competitiva pode repetir-se negativamente na integridade física do nadador, situação que pode ser confirmada através de uma metodologia de intervenção que inclua o fator prevenção. A incidência de lesões na atividade desportiva tem aumentado nos últimos anos devido às grandes exigências físicas e psíquicas, fatores de riscos inerentes à lesão que essa atividade pressupõe. A identificação desses fatores bem como a implementação de processos que os modifiquem antes da competição, reduz a incidência de algumas lesões e tipo de lesões. Em relação à prevenção fisioterapêutica, Cunha relata há uma similaridade em relação ao tipo de prevenção que consiste no ganho de força muscular específico, da flexibilidade do mesmo e do treino de propriocepção. Em um deles também foi utilizado exercícios educativos dentro e fora da água com relação à técnica do nado, além da postura adequada. Sobre o mecanismo de lesão foi observado sobrecarga, movimentos repetitivos e a realização inadequada de determinados movimentos, sendo como as principais causas desencadeadoras de lesão (9).

Segundo Valentim, os atletas competitivos podem nadar cerca de 10 a 20 km por dia durante 6 a 7 vezes por semana, equivalente a aproximadamente 2.500 braçadas em um único dia. Esse volume excessivo de treinamento torna o atleta mais apto a desenvolver a lesão, já que quando estão em estado exaustivo e fadiga são mais propensos a cometer erros e adotar técnicas inadequadas, favorecendo processos lesionais (10).

Tabela 1 – Descrição dos artigos utilizados na revisão.

Estudo Nº de atletas  Lesões no ombro Fisioterapia Preventiva
Cunha, R.S  et al (2002) [9]  

12

 

Síndrome do Impacto

Alongamentos e exercícios dentro e fora da água
Schwartzmann, N.S et al(2005) [14]  

 

14

 

Tendinite do supraespinhos,tendinite da cabeça longa do bíceps e bursite

Ganho da flexibilidade, fortalecimento muscular específico e treino proprioceptivo
Valentim, A (2011) [10]  

 

16

 

Síndrome do impacto

Ganho de força muscular, alongamentos e adoção da postura adequada
Venâncio, B.O et al (2012) [12]  

71

 

Tendinite e Bursite

Força muscular específica, alongamento e propriocepção

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto Busso relata que os estilos de nado crawl, costas e borboleta são responsáveis pelo surgimento da síndrome do impacto, por causa do movimento repetitivo e acima da cabeça. Os músculos infraespinho e supraespinhoso têm alta atividade nas fases de recuperação e o redondo menor tem alta atividade durante a fase de tração nestes estilos de nado. Entendo que o infraespinhoso e o redondo menor contribuem para a abdução promovendo a rotação lateral necessária para evitar que a grande tuberosidade encontra-se com o acrômio, enquanto o subescapular é o responsável por guiar posteriormente a cabeça do úmero, opondo-se às forças de deslocamento anterior, enquanto que a linha que a linha de ação do suraespinhoso tem um componente translatório para cima, ao contrário dos outros músculos desta estrutura que o possuem para baixo, sendo ele, por tanto, ineficaz para anular a tendência de deslocamento superior da cabeça umeral provocado pela ação do deltoide, mas apropriado para manter, através do deslizamento, a cabeça do úmero na cavidade glenóide (11).

Para Venâncio, a proposta preventiva tem importância fundamento em proporcionar melhorias no condicionamento físico do nadador e da resistência do tecido muscular do manguito rotador, preservando o atleta. As condições músculo-esqueléticas frequentemente mostram padrões de desequilíbrios. As atividades nas quais ocorre o uso persistente de certos músculos sem o exercício adequado de músculos antagonistas são as grandes responsáveis por desequilíbrios musculares e esses, por sua vez, são de possíveis causas de lesões. Desta forma, o fortalecimento muscular além de proporcionar estabilidade articular para prevenir lesões no ombro do nadador, equilibra também os músculos do ombro de forma que todos tenham um nível proporcional de força muscular, já que o treino exclusivamente aquático permite ganho de força apenas na musculatura que é requisitada ao movimento da técnica do nado (12).

Na prevenção é importante obter plena estabilidade dinâmica articular e equilíbrio muscular através da promoção de força em músculos específicos do ombro, além da boa flexibilidade, sendo decisiva para o normal funcionamento do atleta. A estabilização é o segredo para manter a integridade do ombro e prevenir o mesmo. Os músculos estabilizadores escapulares (trapézio, serrátil anterior e romboides) devem ser treinados progressivamente para suportar o crescente estresse imposto pelo treinamento árduo. O uso de faixas elásticas como rotina de treino fora da água para nadadores devem ser estimulados, pois estimula o mecanismo de cada estilo, aproximando-se muito do movimento da braçada e trabalha especificamente os músculos em diagonais. Também tem que adicionar ao treinamento, exercícios para os rotadores externos e internos. Para iniciar treino de fortalecimento é necessário estar atento à quantidade de treinos por semana para que não haja sobrecarga muscular e nem fadiga. O método utilizado para obter ganho de resistência de força usualmente faz-se com 40% a 60% de carga máxima, de 15 a 25 repetições, séries de 3 a 5 e intervalo de 0,5 a 1,5 minutos (13).

Contudo, Schwartzmann, comenta que uma das técnicas mais utilizadas para a prevenção de lesão desportiva é o alongamento que visa obter uma melhor flexibilidade articular e uma amplitude de movimento ideal para cada articulação envolvida na execução na habilidade esportiva. Exercícios de alongamento resultam sempre na promoção de restabelecimento postural, melhorias em nível muscular na busca do desempenho atlético, prevenção de lesões musculo-tendineas, melhorias na coordenação evitando esforços adicionais no desporto e outros. Para aprimorar a flexibilidade foram desenvolvidas técnicas: alongamento balístico, alongamento estático e facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) que utiliza contrações. No caso em que o atleta necessita melhorar a sua amplitude articular do ombro é coerente propor o uso da ténica FNP, porém para os atletas que atingiram uma amplitude ideal, o alongamento ainda deve ser realizado para que a amplitude seja mantida, logo o alongamento estático é o mais válido para essa situação (14).

Matzker define que a propriocepção é o uso de imput sensitivo a partir de receptores bis fusos musculares, tendões e articulações para discriminar a posição e o movimento articular, incluindo direção, amplitude, velocidade e tensão relativa dentro dos tendões. Na natação, a propriocepção refere-se à habilidade do nadador sentir e controlar a água com eficiência, ter percepção do fluxo, pois a mão do nadador sempre propulsiona contra a pressão da água em movimento e melhoria postural da cintura escapular. Quando uma articulação é lesionada, os proprioceptores dos músculos, tendões, ligamentos e cápsulas podem ser alterados, causando desequilíbrios. Além disso, devido à posição antálgica, adquirida como um mecanismo pessoal de proteção há formação de uma nova memória ou egrama sensorial patológico, reforçando ainda mais esses desequilíbrios (15).

A correção e a reeducação do sistema proprioceptivo e coordenativo permitem que seja menor o número de músculos que intervêm em cada movimento, diminuindo a fadiga e o estresse. A técnica individual, aliada a uma coordenação entre os músculos agonistas e antagonistas permite que as ações de contração e relaxamento ocorram sem risco. Assim sendo, o esforço e a ação desportiva que os atletas estão continuamente sujeitos durante a atividade podem conduzi-los a situações perigosas de instabilidade, sendo apropriado e aconselhado o uso frequente de exercícios proprioceptivos e coordenação (16).

CONCLUSÃO

Perante as referências estudadas, é coerente a realização de um programa fisioterapêutico preventivo baseado em exercícios de alongamento, exercícios de fortalecimento muscular para equilíbrio da articulação e exercícios proprioceptivos, visando o melhor controle neural da articulação e coordenação do movimento.

REFERÊNCIAS

[1] Sleutjes ,L., Anatomia humana- revisada e ampliada, 2ª ed, 2008, págs 44-51.

[2] Sizínio K. H.; Filho, T.E. P. de B.; Xavier, R.; Junior, A.G.P.; Ortopedia e traumatologia: princípios e práticas, 4ª ed, 2009, págs 166-169.

[3] Joseph, H.; Knutzen, K. M.; Bases de biomecânica do movimento humano, 3ª ed, 2012, págs 146-162.

[4] Da Silva, R.S; Moraes, L.C; Dutra, C.M; Zaniboni, G.R; Silva, D.R; Hessel, M.; Santos, J.T; Incidência de lesões musculoesqueléticas em nadadores de águas abertas, vol 12, nº 01, 2013.

[5] Cohen, M.; Abdalla, R.J.; Ejnisman, B.; Schubert, S.; Lopes, A.D.; Mano, K. Da S.; Incidência de dor no ombro em nadadores brasileiros de elite; Rev Bras Ortop, v.33, Nº 12, 1998.

[6] LASMAR, Neylor e et al. Medicina do Esporte. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.

[7] Gatti, R.G.O; Erichsen, O.A; Melo, S.I.L; Respostas fisiológicas e biomecânicas de nadadores em diferentes intensidades de nado; Rev Bras, v.06, nº01.

[8] Guimarães, D.F; Liberato, F.R.C; Morais, C. de A.; Ferro, P.N.A; Lesões que mais acometem ombro de atletas nadadores e tratamento fisioterápico preventivo para esses distúrbios; Revista Digital, Buenos Aires, año 19, nº191, 2004.

[9] Cunha, R.S; Driemeier, D; Panato, D; Pinto, R.S; Silva, F.B; Terra, L.L.; Prevenção de lesões em um grupo de atletas de natação da academia Mapi; 2002.

[10] Valentim, A.; Fisioterapia na prevenção do ombro do nadador, 2011.

[11] Busso, G.L.; Proposta preventiva para laceração no manguito rotador de nadadores, R.bras. Ci e Movi, Brasília, v.12, n.3, 2004.

[12] Venâncio, B.O.; Tacani, P.M.; Deliberato, P.C.P.; Prevalência de dor     nos nadadores de São Caetano do Sul; Rev Bras Med Esporte, v.18, Nº06, 2012.

[13] Martins, M.F; A importância do equilíbrio muscular entre rotadores externos e internos dos ombros de nadadores do estilo crawl; Rev Cient, v.01, nº03, 2005.

[14] Schwartzmann, N.S; Dos Santos, F.C; Bernardelli, E.; Dor no ombro em nadadores de alto rendimento: possíveis intervenções fisioterapêuticas preventivas; Rev. Cient Med, 2005.

[15] Metzker, C.A. B.; Tratamento conservador na síndrome do impacto do ombro, Fisioter. Mov, v. 23, 2010.

[16] Junior, De A.S.R.; Equilíbrio muscular em atletas adolescentes de natação: a importância da fisioterapia desportiva com enfoque da prevenção de lesões; 2009.

Introdução As lesões musculares dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes no campo da medicina esportiva. 1 and 2 Um estudo pros...

Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura



Introdução

As lesões musculares dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes no campo da medicina esportiva.1and2 Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. 3 demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos. Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte. 4and5 A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Os objetivos da reabilitação nas lesões dos isquiotibiais são: recuperar o atleta para o esporte no mesmo nível funcional anterior à lesão e retornar o atleta com um risco mínimo de recidiva.6Muitas intervenções são amplamente usadas para alcançar a plena reabilitação. Essas incluem o PRICE (Proteção, repouso, gelo, compressão e elevação) para controlar o processo inflamatório7; exercícios terapêuticos para fortalecer e recuperar a funcionalidade da musculatura8; termofototerapia para modulação da inflamação9; massagem e mobilização para realinhar e aliviar a tensão dos tecidos moles10; terapia manual articular e neural;11and12 e finalmente a reabilitação funcional. No entanto, as evidências da eficácia dessas modalidades de tratamento ainda não estão completamente estabelecidas devido à baixa investigação científica sobre o tema.

Portanto, o presente estudo tem como objetivo investigar as evidências atuais sobre as abordagens fisioterápicas usadas na reabilitação das lesões dos isquiotibiais.


Metodologia

Foi feita uma revisão da literatura nos bancos de dados Pubmed, Lilacs, Scielo e Cochrane Databases Systematic Reviews (Cochrane Library). A pesquisa usou como palavras-chave: muscle injury, hamstrings injury, muscle strain, functional rehabilitation e physical therapy.

Os critérios de inclusão estabelecidos para esta pesquisa foram: estudos com alta qualidade de evidências, como revisões sistemáticas, metanálises, ensaios clínicos controlados e randomizados, e literaturas clássicas com temáticas relevantes para atingir os objetivos propostos. Os critérios de exclusão foram bibliografias que não correspondiam à temática proposta.

Classificação

Lesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido.13

Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.14 O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em: grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal; grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função; e grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional.15 Ekstrand et al. 3 demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

A outra forma é a contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento.15 Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidos.14

Um novo e abrangente sistema de classificação, denominado consenso de Munique, foi desenvolvido por especialistas16 e distingue quatro tipos: desordem muscular funcional (tipo 1: relacionada com o esforço excessivo e tipo 2: distúrbios de origem neuromuscular). Essas desordens são caracterizadas por não apresentar evidência macroscópica de lesão na fibra muscular. E desordem muscular estrutural (tipo 3: lesões musculares parciais e o tipo 4: lesões totais ou subtotais que podem apresentar avulsão tendínea). Oferecem evidência macroscópica de lesão, isto é, dano estrutural. Subclassificações são apresentadas para cada tipo.

Mecanismo de lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al. 6 apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo. Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso. 17and18

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.19and20

Fatores de risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis.21

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.22and23 Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.24and25 O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco,26and27 porém é um fator contestado, pois outros estudos evidenciam que o déficit de flexibilidade não apresentou relação com a lesão.28 Durante o processo de reabilitação é importante o terapeuta identificar esses fatores para que o retorno do atleta ao esporte seja mais eficaz.21

Em relação aos fatores de risco não modificáveis, destaca-se o fato de o atleta ter um histórico de lesões prévias dos isquiotibiais, que é considerado por muitos autores como o principal fator de risco para lesão muscular dos isquiotibiais.29,30and31

Fisiopatologia

Jarvinen et al. 32 descreveram as fases da cicatrização das lesões musculares:

Fase 1: destruição (três a sete dias) - caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) - consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) - período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

O fisioterapeuta necessita entender o processo de cicatrização para usar as abordagens terapêuticas no período apropriado, para conduzir de uma forma adequada a reabilitação.

Reabilitação

Crioterapia

A conduta tradicional nas lesões musculares agudas é descrita pela sigla PRICE, que quer dizer em inglês proteção, repouso, gelo, compressão e elevação (Protection, Rest, Ice, Compression e Elevation). 33and34 O efeito mais facilmente reconhecível da crioterapia é a redução de temperatura do tecido. De fato, praticamente todos os efeitos que observamos na crioterapia são resultados diretos da mudança de temperatura do tecido.35 Esses efeitos são: redução da perfusão, redução dos sinais inflamatórios (calor, rubor, edema e dor) e redução da taxa de metabolismo.7

Acredita-se que o objetivo mais importante da crioterapia seja a redução das taxas metabólicas do tecido resfriado. Tal redução é benéfica, pois aumenta a capacidade de um tecido sobreviver aos eventos da lesão secundária que se seguem ao trauma primário. Assim, limitamos a quantidade total de tecido lesionado, por conseguinte, reduzimos o tempo necessário para a reparação do dano e o retorno à atividade.7and36

Os autores recomendam aplicação de crioterapia por 20 minutos a cada duas horas durante o estágio agudo das lesões musculares.37

Ultrassom terapêutico (UST)

O ultrassom terapêutico (UST) é um recurso comumente usado nas lesões musculoesqueléticas.38 Segundo Backer et al., 39 as vibrações acústicas produzidas pelo UST induzem alterações celulares que modificam o gradiente de concentração das moléculas, dos íons cálcio e do potássio, que excita a atividade celular. Esse evento pode resultar em diversas alterações, como aumento da síntese proteica, secreção de mastócitos, proliferação de fibroblastos e estímulo à angiogênese, dentre outras.

No entanto, a efetividade do UST no processo de reparo da lesão muscular ainda é muito discutida. Enquanto alguns autores encontram resultados positivos no uso do UST,40and41 outros não encontram a mesma efetividade.36and42 Alguns fatores, como a intensidade e a frequência do tratamento com o ultrassom e, sobretudo, a não calibração dos aparelhos e a falta de um protocolo para determinação de uma dose específica para cada indivíduo, contribuem para essa divergência de resultados.38

Laser de baixa intensidade (LBI)

O laser de baixa intensidade (LBI) é uma fonte de luz que se diferencia das demais por ser monocromático, coerente no tempo e espaço e colimado, o que permite boa penetração tecidual.43

A grande incidência de lesões musculares tem ocasionado um aumento dos estudos relacionados a recursos fisioterápicos que estão envolvidos no processo de reparo da lesão.44 Dentre os mais usados, o laser de baixa intensidade (LBI) se destaca por desencadear a produção de adenosina trifosfato (ATP),45 potencializar a migração de células satélites e fibroblastos e favorecer a angiogênese.46 Esses efeitos são primordiais para tornar a regeneração muscular mais efetiva e evitar a fibrose tecidual.9 A conclusão da última revisão sistemática sobre o tema corrobora esses achados e evidencia os efeitos positivos do LBI sobre o processo de reparação muscular.47

Terapia manual

É uma abordagem que consiste em avaliar e tratar o sistema articular, neural e muscular. Por meio do contato manual estimulam-se mecanorreceptores, que produzem impulsos aferentes e causam neuromodulações no sistema nervoso central para proporcionar uma resposta analgésica e uma melhoria na função muscular e articular.48

Cibulka et al. 11 propuseram a hipótese de uma relação entre a lesão muscular dos isquiotibiais e as hipomobilidades da pelve. Em seu estudo foi verificado um ganho de torque na musculatura flexora e um retorno mais rápido ao esporte no grupo experimental, que recebeu um tratamento tradicional de reabilitação de lesões musculares dos isquiotibiais, com manipulações articulares da pelve durante a reabilitação. Em virtude desses fatos, o autor sugere uma avaliação pélvica detalhada em indivíduos com lesão muscular dos isquiotibiais, na qual o paciente pode se beneficiar com manipulações ou mobilizações articulares.

Outra abordagem é a mobilização neural, que consiste num conjunto de técnicas de terapia manual que permitem fazer uma mobilização e um estiramento controlados do tecido conjuntivo circundante aos nervos e do próprio nervo, o que por sua vez melhora a sua condução nervosa e mobilidade intrínseca.49 Embora seja uma complicação incomum, alguns estudos descreveram que a formação do tecido cicatricial após as lesões musculares dos isquiotibiais pode causar déficit de mobilidade do nervo isquiático.12 Em um recente estudo de caso, Aggen e Reuteman50 relataram tal complicação em um atleta que havia sofrido uma lesão grau III dos isquiotibiais. Com o objetivo de melhorar a mobilidade neural e reduzir sua mecanossensibilidade, técnicas de deslizamento neural foram iniciadas. O tratamento conservador demonstrou-se efetivo. Os autores sugerem que as técnicas de deslizamento neural devem ser usadas quando o Slump Test for positivo após uma lesão muscular dos isquiotibiais.

Exercícios terapêuticos

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual.6 Exercícios terapêuticos, como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.51

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.51Askling et al. 52 demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo. O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva. Heiderscheit et al. 6 salientam a importância de restaurar a flexibilidade nessa fase para promover melhor orientação das fibras durante a cicatrização. No entanto, é importante respeitar a tolerância ao alongamento do paciente.

Na fase final da reabilitação é recomendada a progressão do treinamento excêntrico e do treinamento neuromuscular de alta velocidade específico do gesto esportivo do atleta, em preparação para o retorno ao esporte.32,51and53 Sherry et al. 4 compararam dois programas de intervenção, um composto por exercícios específicos de alongamento e fortalecimento progressivo dos isquiotibiais e o outro composto por um treino progressivo de agilidade e estabilização lombopélvica. Os autores verificaram que o tempo de retorno ao esporte e a taxa de recidiva foram menores no grupo que fez o treinamento funcional, o que demonstrou a importância dos exercícios de agilidade e da estabilização lombopélvica durante a reabilitação. Outra estratégia indicada para melhorar a capacidade reativa do sistema neuromuscular é o treinamento pliométrico, conceituado como um exercício que ativa o ciclo excêntrico-concêntrico do sistema musculoesquelético e proporciona um ganho da capacidade mecânica, elástica e reflexa muscular.54

Critérios de retorno ao esporte

O estabelecimento de critérios objetivos para determinar o momento adequado para devolver um atleta ao esporte continua a ser um desafio e uma importante área para pesquisas futuras. Com base nas melhores evidências disponiveis,6, 55 and 56 recomenda-se que os atletas liberados para voltar às atividades esportivas sem restrições necessitam fazer habilidades funcionais (corrida, saltos, dribles) em plena velocidade sem queixas de dor ou rigidez. A flexibilidade necessita ser similar ao membro contralateral sem queixas. Ao avaliar a força, o atleta deve ser capaz de completar quatro repetições consecutivas de esforço máximo sem queixas álgicas no teste de força manual de flexão de joelho. Se possível, teste de força isocinética também deve ser feito em ambas as condições de ação concêntrica e excêntrica, o pico de torque deve ter um déficit menor de 10% em relação ao lado contralateral.

Considerações finais

As lesões dos isquiotibiais são comuns na população atlética e têm uma alta taxa de recorrência. Por meio de uma avaliação física completa e do entendimento do mecanismo de lesão e dos fatores de risco, o especialista em reabilitação pode determinar o tratamento mais apropriado e individualizado. A reabilitação adequada deve abordar déficits de força muscular, flexibilidade, controle neuromuscular, estabilidade lombopélvica e fortalecimento excêntrico, uma vez que esses tenham sido mostrados como importantes objetivos terapêuticos para obter um retorno bem-sucedido do atleta ao esporte e com menor risco de recidivas. Além disso, o laser de baixa intensidade aparece como um importante recurso no auxílio ao reparo da lesão. Pesquisas futuras devem incluir a avaliação da eficácia dos programas de reabilitação atuais, identificar critérios de retorno ao esporte apropriados e desenvolver estratégias de prevenção eficazes para diminuir a ocorrências das lesões.

REFERÊNCIAS

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POR

Gabriel Amorim Ramos

Gustavo Gonçalves Arliani* 

Diego Costa Astur

Alberto de Castro Pochini

Benno Ejnisman

Moisés Cohen

O risco de lesões está presente em qualquer modalidade esportiva. Todos que praticam atividade física – seja qual for a modalidade – conv...

Uso da Osteopatia e o Esporte


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O risco de lesões está presente em qualquer modalidade esportiva. Todos que praticam atividade física – seja qual for a modalidade – convivem quase que regularmente com algum tipo de dor. A osteopatia é eficaz para prevenir e aliviar dores nos músculos, tendões, ligamentos ou dores nevrálgicas. O método consiste em uma ciência terapêutica baseada na biomecânica do corpo. Trata-se de um processo de diagnóstico e terapias manuais das disfunções de mobilidade articular e tecidual.

Acesse o blog da Fisioterapia

A osteopatia  atende a atletas amadores, profissionais e a quem pratica esportes em benefício da saúde. A terapia manual faz um diagnóstico aprofundado, identificando restrições articulares, hábitos alimentares e até problemas emocionais que possam impactar a performance e o desempenho da prática esportiva.

Na maioria dos casos, a dor causa uma limitação de movimento, dificultando ou impossibilitando a prática do esporte. Com as técnicas que a osteopatia oferece é possível ter uma melhora considerável ou até a solução do problema, melhorando o desempenho e a qualidade de vida.

Essa técnica pode ser indicada para tratar diversas lesões, entre elas, tendinites, distensões, contusões, entorses de joelho, tornozelo, punho, dor ciática etc.

Nessas categorias, os motivos mais frequentes de dores relatadas são de praticantes de atividade física. Porém, uma parcela significativa dessas dores e tensões é de origem secundária, ou seja, decorrente de problemas anteriores.

A prevenção é o melhor remédio!

Em geral, praticantes de atividade física procuram tratamento quando já têm algum tipo de problema (lesão). A prevenção é a solução para evitar as lesões, restabelecer a função articular e muscular e diminuir as chances de fraturas e luxações.

A atividade física regular é, sem dúvida, uma das maiores aliadas à saúde global e à manutenção do bem estar físico e mental. Mas não se esqueça que o corpo tem de estar em perfeita harmonia. Respeite sempre os seus limites.

Publicado em 02/06/11 e revisado em  06/11/19
 

A fisioterapia ajuda no fortalecimento muscular e a prescrição cinesioterapêutica é uma ferramenta base para o fisioterapeuta. Dentro da cin...

Cinesioterapia ajudando na coordenação motora de Atletas




A fisioterapia ajuda no fortalecimento muscular e a prescrição cinesioterapêutica é uma ferramenta base para o fisioterapeuta. Dentro da cinesioterapia, há os exercícios isométricos, que tem um papel importante no trabalho com atletas. O trabalho isométrico, aliado ao trabalho com movimento aparente pode fazer com que o atleta fique mais resistente a lesões, ou tenha uma certa potência muscular em um determinado ângulo do movimento.

A contração muscular sem a realização de movimento evita que as articulações sejam forçadas, o que, além de diminuir a sobrecarga articular, ainda desenvolve a resistência dos ligamentos e tendões, resultando assim no aumento da flexibilidade. Esses fatores tornam a isometria benéfica não somente para quem quer evitar lesões, mas também para quem está se recuperando.


Os exercícios isométricos fazerem parte da formação de qualquer fisioterapeuta, eles são apenas uma parte dos exercícios que podem ser usados na fisioterapia. Ainda assim são ótimos exercícios.

É uma ferramenta útil não só no tratamento de lesões, mas também no fortalecimento muscular de atletas e prevenção de lesões. Ela também é bastante útil para treinos de estabilidade articular, ideal para alguns esportes.

Para o tronco (abdômen e coluna), a isometria pode ser até mais eficientes do que exercícios que envolvam muito movimento articular. Como os músculos da coluna são projetados para manter o tronco erguido contra a ação da gravidade, movimentos amplos associados a grandes cargas podem ser prejudiciais, já que aumenta o risco de surgimento de hérnias de disco.

A prescrição cinesioterapêutica é uma ferramenta base para o fisioterapeuta, com o passar dos anos os profissionais foram dedicando e procurando por várias outras técnicas e deixando esta de lado, assim, esta ferramenta passou a ser prescrita de uma maneira equivocada por 90% dos profissionais.

O curso Exercício para Ganho de Força Muscular: Prescrição Terapêutica vem direcionar você estudante e profissionais a fazer uma prescrição com objetividade, organizando as variáveis, frequência, duração, intensidade e repouso, conforme os objetivos no qual você quer chegar com seu paciente. Clique aqui e saiba mais!

  É mais comum do que a gente imagina: o esportista seja amador ou profissional costuma se empolgar com os resultados e, muitas vezes, i...

Principais lesões provocadas por treinamento de corrida



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É mais comum do que a gente imagina: o esportista seja amador ou profissional costuma se empolgar com os resultados e, muitas vezes, ignora os sinais de exaustão que o corpo dá. Aí, pode acontecer o que chamados de super treinamento, o treino exagerado.

Esse treino pode resultar em lesões nos atletas. Pode ser resultado de exercícios de curta duração e alta intensidade ou por exercícios de longa duração e baixa intensidade. A prevenção para essas lesões é evitar grandes aumentos no volume (número de dias por semana) ou na intensidade do treinamento (por exemplo, levantar peso, aumentar a distância da corrida). Pode-se aplicar a regra dos 10%, que sugere que não se aumente mais do que 10% na intensidade ou na duração do treinamento.
Por exemplo, um corredor que corre 20 quilômetros por semana pode aumentar a sua distância na semana seguinte para 22 quilômetros.

Alguns hábitos podem favorecer o aparecimento das lesões. O uso de calçados inadequados: com a tecnologia atual pode-se contar com calçados específicos para cada modalidade esportiva. Os pés são o ponto de apoio que permitem ao indivíduo adotar as posturas adequadas às várias atividades físicas. Portanto, se o alicerce não for bom, a construção pode desmoronar e é isto que pode acontecer com o corpo humano, além das dores nos pés, tornozelos, joelhos e na coluna.

Superfície de treinamento: evitar correr em superfícies muito duras, como asfalto e concreto, tanto em aclives como em declives.

Principais lesões em esportes que lidam com corrida:

Tendinite do tendão tibial posterior 
A lesão ou degeneração causa dor na parte interna do pé, que pode irradiar ao longo da linha do tendão. Essa lesão é mais comum do que se imagina e é frequente em pessoas com mais de 40 anos, principalmente mulheres.

Fratura por estresse do calcâneo
O calcâneo é o osso que forma o calcanhar e o maior e mais volumoso do pé. Em atletas de corrida, a lesão mais comum no calcâneo é a fratura por estresse. Ela é diagnosticada, geralmente, em praticantes mais pesados e que não utilizam um tênis com amortecimento ou que não tenham uma boa biomecânica da corrida.
 
Tendinopatia dos tendões do pé e tornozelo
A tendinopatia é uma lesão de sobrecarga ou por esforço repetitivo, que afeta um ou mais tendões, gerando muita dor, inflamação e até deformidades ósseas quando crônicas. Os tendões são estruturas anatômicas que unem os músculos aos ossos, dando movimento aos mesmos. Portanto, em todo corpo, onde há tendão, pode haver tendinite.

Fascite plantar
Para quem pratica corrida de rua, os pés podem ser focos de lesões devido à natureza da atividade física. E um dos problemas mais comuns nessa parte do corpo é a fascite plantar. Também conhecida como fasceíte, ela é sentida através de uma fisgada na planta do pé, que aparece porque a área tem uma curvatura natural e precisa se acomodar ao solo (que em geral é reto), tensionando e sobrecarregando suas estruturas.

Cãibra muscular
Se existe um quadro que pode ser considerado um verdadeiro fantasma para o corredor, sem dúvida é um episódio de cãibra. Trata-se de um espasmo (contração involuntária) de um ou mais músculos que, por manterem-se nesse estado de contração vigorosa, provocam um quadro de dor geralmente muito intensa.

Tendinite patelar
Nos treinos, você começa a sentir uma dorzinha chata no joelho, e de repente ela piora para uma dor crônica, principalmente ao subir escadas e cruzar as pernas. Pode ser tendinite patelar, síndrome gerada pelo excesso de exercícios e falta de alongamento.

Joanete
Aquele osso saltado na lateral do pé que incomoda e sempre dói quando se está com um sapato fechado durante um tempo. Sabe do que se trata? Se você pensou em joanete, está certo. Muitos reclamam desse "dedo a mais", principalmente os atletas.

Dor no quadril
Você está no meio da corrida e sente uma fisgada dolorosa no glúteo. Antes de entrar em pânico, é importante checar a dor, que pode ir de um desconforto - devido a um treino mais pesado - a um indicativo de lesão no quadril. Correr sobrecarrega as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo.
 
Inflamação na canela
Você está fazendo aquele longão ou participando de uma prova que sonhou há tempos, quando sente a sua canela doer, como se não pudesse pisar no chão. Popularmente conhecida como canelite, a síndrome da tensão tibial medial (STTM) é comum nas pessoas que praticam corrida, principalmente nos iniciantes que ainda não se adaptaram às atividades, ou que exageram no ritmo e na intensidade dos treinamentos.

Publicada em 18/4/13 e revisada em 28/8/19

Você está treinando muito e sentindo um incômodo na parte traseira da perna, perto do pé? Pode ser tendinite do tendão tibial posterior....

Tendinite do tendão tibial posterior causa dores na parte interna do pé




Você está treinando muito e sentindo um incômodo na parte traseira da perna, perto do pé? Pode ser tendinite do tendão tibial posterior. A lesão ou degeneração causa dor na parte interna do pé, que pode irradiar ao longo da linha do tendão. Essa lesão é mais comum do que se imagina e é frequente em pessoas com mais de 40 anos, principalmente mulheres.

A tendinite do tendão tibial posterior é uma lesão causada pelo esforço (overtraining e overuse) e degeneração do tendão por conta de uma inflamação aguda. Se não for tratada em seus primeiros sintomas de dor, pode ocorrer uma avulsão parcial (onde o tendão se afasta do osso) do anexo ao osso navicular (um dos ossos do tarso). O músculo tibial posterior passa pela parte de trás da perna e sob o maléolo medial (proeminência óssea do lado de dentro do tornozelo). Ele é usado para flexão plantar (como em subir em seus dedos) e inverter o pé (dos pés para dentro).

CAUSAS

* Alongamento prolongado do pé e tornozelo em eversão (pé para fora);
* Desgaste do tendão;
* Excesso de esforço;
* Pés em pronação excessiva.

COMO EVITAR

- Alongar, principalmente, os músculos posteriores (panturrilha);
- Usar tênis firme e estável;
- Usar palmilha para melhorar a biomecânica do pé.

TRATAMENTO

- Aplicar terapia fria para reduzir a dor (Crioterapia – gelo);
- Alongar os músculos na parte de trás da perna (panturrilha);
- Consultar um profissional especialista em esportes, principalmente seu professor;
- Aplicar eletroterapia como ultrassom para ajudar com a dor;
- Aplicar técnicas de massagem desportiva no tendão e músculo;
- Aconselhar sobre exercício tibial posterior para fortalecer o músculo e tendão;
- Prescrever palmilha, se necessário, para corrigir a biomecânica do pé;
- Se o tendão é rompido, então ele deve ser reparado cirurgicamente.

FALANDO SOBRE A MASSAGEM ESPORTIVA

Essa é indicada para pessoas que praticam algum tipo de esporte. O foco dela são os grupos musculares mais solicitados na realização da atividade física em questão, para que não surja futuros problemas musculares.

Massagem Desportiva sendo aplicada na perna esquerda de um atleta

Seus benefícios incluem o relaxamento da musculatura e melhora da circulação do sangue e oxigenação das células. Como consequência o atleta é capaz de recuperar seus grupos musculares mais rápido.

Benefícios da massagem desportiva:

  • Prepara a musculatura para o exercício
  • Aumenta a circulação sanguínea
  • Elimina as toxinas da musculatura
  • Previne lesões da musculatura e tendões
  • Tonifica o tecido muscular
  • Estimula a produção de adrenalina
  • Alivia as dores pós-treino
  • Melhora o transporte de oxigênio e nutrientes para os músculos
  • Ajuda a soltar músculos contraídos
  • Melhora a mobilidade das articulações
  • Reduz os espasmos musculares
  • Reduz edemas e processos inflamatórios
  • Traz maior conhecimento corporal
  • Tem um efeito relaxante ou estimulante no sistema nervoso central
  • Diminui o tempo de recuperação entre os treinos
  • Ajuda a eliminar as toxinas e resíduos metabólicos
  • Ajuda a prevenir lesões
  • Reduz a ansiedade
  • Combate a depressão
  • Promove a sensação de bem-estar
  • Combater o estresse
  • Estimula a circulação sanguínea e linfática
  • Reduz a tensão e a dor muscular
  • Elimina toxinas e resíduos metabólicos
  • Aumenta a sensação de bem-estar e concentração
  • Melhora o padrão de sono
  • Identifica áreas de tensão ou inflamação a serem tratadas antes de ocorrer uma lesão
  • Fornece feedback cenestésico
  • Ajuda a criar um estado mental positivo
  • Aumenta a sensação de facilidade na realização dos movimento
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Ebook Cinesioterapia Funcional - Reabilitação e Treinamento Funcional




Apresentar um modelo de trabalho onde o fisioterapeuta atue ativamente em conjunto com o profissional de educação física, através do ensino de técnicas de avaliação e correção de padrões de movimento comprometidos, exercícios corretivos e as suas progressões, bem como técnicas de terapia manual para a construção de um trabalho íntegro, da reabilitação à performance esportiva.

Como promover a integração entre estas duas áreas de atuação de forma que contribua para a continuidade e integridade do trabalho desenvolvido com o aluno/paciente antes, durante e/ou depois de uma lesão?

Com o intuito de responder esta pergunta, foi desenvolvido a Formação em Cinesioterapia Funcional, que se propõe a apresentar meios de unir e complementar o trabalho desenvolvido por profissionais de educação física e fisioterapeutas, utilizando o treinamento funcional como base para a condução de um programa de reabilitação e treinamento.

Conteúdo do E-Book

  • Apresentação, Aspectos Gerais e Metodologia
  • Papel do Fisioterapeuta e Educador Físico e Trabalho Multidisciplinar
  • Anatomia Funcional, Funções e Sistema de Movimento (articular e muscular, Isolado e Integrado)
  • Neurofisiologia da Dor
  • Aprendizagem Motora e Desenvolvimento Motor
  • Biomecânica dos Movimentos
  • Capacidades Funcionais
  • Avaliação Cinesioterapia Funcional e Testes Especiais
  • Desenvolvimento do Método
  • Lesões Musculoarticulares
  • Respiração e Padrões Respiratórios
  • Recovery
  • Liberação e Treinamento da Fáscia Muscular
  • Utilização De Correntes Elétricas
  • Bandagem Funcional
  • Preparação de Movimento
  • Exercícios e Objetivos
  • Movimento Natural Funcional (MNF)
  • Treinamento com Kettlebell
  • Cinesioterapia Funcional Esportiva e Performance
  • Estudo de Casos Clínicos
  • Apêndice 01 - Modelo Avaliação Física
  • Apêndice 02 - Artigo Cientifico

Aprenda Nossa Metodologia de Cinesioterapia Funcional
Aplicada à Reabilitação e Treinamento Funcional

Sobre o Autor:

RAMIRO INCHAUSPE

Fisioterapeuta e Professor de Educação Física, Mestre em Ciências Médicas e Treinamento Físico e Nutrição, Doutorando em Ciências Médicas, Coordenador de Ciência e Aptidão Física da Federação Internacional de Basketball (FIBA), Treinador e Fisioterapeuta da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Professor Universitário e Pôs Graduação Fisiowork/Redentor, PUC/RS, Uniritter, Treinador CORE360°, Árbitro Internacional de Basketball, Pioneiro do Método Cinesioterapia Funcional.

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Lesões do ombro no Jiu-Jitsu




Segundo alguns historiadores, o Jiu-Jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o Jiu-Jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde se desenvolveu e popularizou-se.

O Jiu-jitsu desportivo abrange uma gama de seis técnicas permitidas em competições. São elas Projeções; Imobilizações; Pinçamentos; Chaves; Torções e Estrangulamentos.

Todas são fundamentadas em princípios biomecânicos e podem causar sérios traumas aos adversários quando aplicadas com toda sua magnitude. Somente as imobilizações constituem um grupo que não têm como objetivo levar situações de perigo ao adversário e nem provocar lesões, e que devido a esse fato, esses movimentos não apresentam riscos de lesões tanto para quem aplica quanto para quem recebe a técnica.

Esportes competitivos, como o Brazilian Jiu-Jitsu, exigem treinamentos intensos, havendo sem dúvida sobrecarga ao corpo humano. Nos esportes de contato esta sobrecarga é ainda maior, pois ainda está envolvido o peso do outro atleta.  Essa modalidade esportiva utiliza arremessos (quedas), imobilizações, desequilíbrios, estrangulamentos e chaves aplicadas às articulações do corpo, onde sobrecarrega principalmente o ombro. Poucos estudos foram feitos sobre lesões no Jiu-Jitsu.

A grande parte das lesões que ocorrem nas extremidades superiores, vem de esportes que envolvem oscilações bruscas tais como, chaves de articulações, quedas, socos mal desferidos entre outros". Temos o ombro com a articulação mais lesionada (EINISMAN at al., 2011). No jiu-jitsu as chaves de articulações de ombros (Americana, Omoplata), causam um grande dano ao atleta. 

A maioria das lesões atléticas do ombro representa o resultado de uma atividade repetitiva realizada acima da cabeça e que pode ser classificada como micro traumática ou resultante de um mecanismo de uso excessivo.

A maioria dos esportistas já possui desequilíbrios musculares potencialmente nocivos para o complexo do ombro.Só é possível descobrir quais são esses desequilíbrios e como trata-los avaliando com cuidado a movimentação do indivíduo. Dê atenção especial aos gestos esportivos do atleta. É importante avaliar de qual maneira eles são feitos e qual risco apresentam à articulação. Outro ponto importante é avaliar como o corpo do praticante se comporta quando fadigado.

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Treinamento Funcional e Recuperação Musculoesquelética




Várias são as razões que justificam este curso: o crescente aumento do número de profissionais da saúde, em especial educadores físicos e fisioterapeutas que atuam com o treinamento funcional nos últimos anos cria a demanda de oferecimento de um curso de especialização que qualifiquem-os, aprimorando seus conhecimentos teórico, científicos, tecnológicos e práticos. Observa-se, porém, que ainda não está claro a todos os profissionais da área o conceito de treinamento funcional, a quem ele se destina e quais são as reais vantagens de sua aplicação.

As técnicas utilizadas no treinamento funcional seja para condicionamento físico, melhora da capacidade funcional ou para recuperação das lesões musculares e articulares são cada vez mais investigadas e sugeridas como proposta de intervenção na prescrição de exercícios ou reabilitações ortopédicas nos cenários nacionais e internacionais, sendo que os resultados destas pesquisas necessitam ser transmitidos aos profissionais envolvidos com a orientação do exercício físico, seja na perspectiva de qualidade de vida e saúde, como também, na perspectiva da recuperação musculoesquelética. O treinamento funcional foi criado nos Estados Unidos por diferentes autores e pesquisadores, e vem sendo muito bem difundido no Brasil, ganhando inúmeros praticantes na última década. Tem como princípio preparar o organismo de maneira íntegra, segura e eficiente através do centro corporal onde estão presentes os músculos profundos e estabilizadores da coluna vertebral, chamado nesse método por CORE. Proporciona ao corpo, maior autonomia e eficiência para desempenhar suas atividades de vida diária (AVDs) diminuindo o índice de dor lombar e lesões musculoesqueléticas, além de possibilitar resultados mais satisfatórios em termos de melhor ajuste postural e diminuição de lesões nos praticantes de atividades físicas de diferentes modalidades e atletas profissionais.

O mercado é crescente e precisa de profissionais competentes. De acordo com os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 80% da população mundial terá, ao menos, um episódio de dor lombar durante a vida, podendo levar a quadros mais graves de lesões. No Brasil é considerada adoença crônica mais comum, a segunda maior causa de aposentadoria por invalidez segundo dados da Escola Nacional de Saúde Pública, atingindo cerca de 36% da população. Cada dia mais indivíduos tem relatado a incidência de dor nas costas, perdendo apenas para relatos de cefaleia (dor de cabeça), quadro que tem se expandido devido a erros posturais, obesidade, posições incorretas no ambiente de trabalho e até a execução errada durante a prática de exercícios.

Atualmente é possível perceber um aumento no número de pessoas acometidas por lesões musculoesqueléticas específicas ou sintomas álgicos em regiões do corpo sem diagnóstico clínico. Tais indivíduos normalmente iniciam tratamento fisioterapêutico, visando amenizar os sintomas e recuperarem o tecido danificado. Recentemente novas evidências apontaram a necessidade da continuidade do processo de recuperação/reabilitação através do treinamento funcional no período pós-fisioterapia, visando á prevenção da reincidência da lesão e prevenindo o surgimento de novas lesões.

De acordo com American College of Sports Medicine (ACSM, 2015), o resultado da pesquisa anual 2015/2016 feita com cerca de 3000 experts no assunto, apontou o treinamento funcional, pelo segundo ano consecultivo, entre as dez modalidades com maior potencial de crescimento no mundo. É uma importante tendência contemporânea na área da atividade física e saúde, onde o planejamento do treinamento é feito levando-se em consideração as características do indivíduo e suas atividades do cotidiano. Exercícios feitos com o peso do próprio corpo e sem equipamentos para melhorar o equilíbrio, diminuir índice de dor e lesões e preparar o corpo para as atividades básicas do dia a dia ou do esporte são  recomendadas. A tendência é que esse tipo de treino seja mais aproveitado por adultos e por praticantes da terceira idade.

O crescente aumento do número de profissionais que atuam com o treinamento funcional nos últimos anos cria a demanda de oferecimento de um curso de especialização que qualifiquem-os para esta modalidade, aprimorando seus conhecimentos teórico, científicos, tecnológicos e práticos.

A aplicação do treinamento funcional exige a supervisão direta de um profissional especializado com uma boa base de conhecimento para atuação profissional. Dessa forma, o Curso de pós-graduação em Treinamento Funcional e Recuperação Musculoesquelética da Universidade Vila Velha- UVV pretende preencher uma lacuna existente na formação continuada de profissionais que lidam diariamente com a saúde, doença e prevenção nos seus ambientes de trabalho, como: academias, centros de treinamento, clínicas de reabilitação, estúdios, consultórios, hospitais, entre outros.


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