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Blog integrante do "Faça Fisioterapia"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Artes marciais são a causa de 12% das lesões nos quadris



Os brasileiros descobriram o MMA, abreviação de Mixed Martial Arts, um esporte que engloba todas as artes marciais e mistura modalidades de lutas em pé, como karatê e boxe, e no solo, como judô e jiu-jitsu. As artes marciais, de maneira geral, são muito praticadas em todo mundo e integram o programa dos Jogos Olímpicos. Mas, é importante destacar que tanto os atletas profissionais como os recreativos devem ter cuidado na execução dos golpes para não lesionar os quadris.

"As artes marciais requerem muitos movimentos rotacionais que dependem da estabilidade articular. Mais do que outras atividades físicas, exigem muita carga e sustentação, amplitude de movimento e elasticidade da articulação para realizar os golpes. São esportes com muita 'explosão', ou seja, muita aceleração e desaceleração na execução dos golpes", explica Dr. Marcelo G. Cavalheiro (CRM-SP 87147), ortopedista integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Lesões

As mesmas lesões podem acometer atletas profissionais e praticantes recreativos, mas por motivos diferentes. "Estudos mostram a ocorrência de até 12% de lesões em praticantes de artes marciais. As lesões nos atletas recreativos, geralmente, ocorrem devido a um preparo físico insuficiente e por erro de técnicas. Nestes casos, a prevenção adequada às lesões é mais falha, deixando o praticante mais sujeito a uma intercorrência. Nos atletas profissionais, há maior exigência pela extensa carga de treinos. Isso pode favorecer a ocorrência de lesões, que são mais vinculadas à hipersolicitação, fadiga, realização de movimentos de alta complexidade e dificuldade", esclarece Dr. Marcelo.

Segundo o especialista, "as principais lesões são os estiramentos e as inflamações músculo-tendíneas (músculos e dos tendões). Com menor incidência, mas com importância pelas suas consequências, a síndrome do impacto femoroacetabular pode ocorrer quando não há um encaixe perfeito entre a cabeça do fêmur e a cavidade da bacia, o que pode resultar em lesões do labrum e da cartilagem e, a longo prazo, em artrose".

Tratamentos

Apenas um médico poderá diagnosticar a lesão e indicar o tratamento adequado. "Se for uma lesão músculo-tendínea, geralmente, não há necessidade de cirurgia. O conceito é somar medidas terapêuticas para auxiliar na cicatrização da estrutura lesada e para eliminar a inflamação local, evitando posições ou atividades que possam 'alimentar' a inflamação. Entre essas medidas, estão a imobilização ou o 'isolamento' da estrutura lesada, fisioterapia, meios físicos para analgesia, termoterapia, bandagens, medicações, manipulações, infiltrações locais, acupuntura, reabilitação e cinesioterapia (terapia do movimento). Em apenas alguns casos, como na lesão completa do tendão, o tratamento é cirúrgico", detalha o ortopedista.

De acordo com o Dr. Marcelo G. Cavalheiro, se for diagnosticada a síndrome do impacto femoroacetabular, normalmente, a indicação é cirúrgica. "São muitas variáveis a serem consideradas para definir o tipo de tratamento. Quando se opta pelo tratamento não cirúrgico, medidas são empregadas para administrar o problema, procurando deixar o paciente assintomático. No entanto, por se tratar de um problema biomecânico do quadril, a resolução definitiva se faz com cirurgia, com o objetivo de abordar diretamente a causa, ou seja, corrigir a estrutura anatômica responsável pela lesão", esclarece. Nesses casos, o procedimento mais adequado é a artroscopia do quadril, uma cirurgia minimamente invasiva, realizada com uma câmera, uma ótica de 4 mm, e outros instrumentos cirúrgicos finos e estreitos e acompanhada por meio de de um monitor de vídeo.

"Os objetivos do tratamento são tirar a dor, restaurar a função do quadril em sua plenitude, permitir que o atleta volte com total desempenho e desenvolva o seu potencial durante as competições, além de dar um prognóstico melhor para a articulação, evitando que o quadril progrida para uma degeneração, ou seja, para uma artrose", revela.

Recuperação

O ortopedista ressalta que tanto no tratamento cirúrgico, como no não cirúrgico, há a necessidade de "poupar" a região e, portanto, a prática do esporte é interrompida momentaneamente. "Nessa fase, exercícios e atividades físicas são executados para favorecer a reabilitação e para manter o condicionamento físico. No caso de realização da artroscopia de quadril, a alta hospitalar é no mesmo dia. O pós-operatório depende do tratamento e dos procedimentos que foram feitos durante a cirurgia", explica.

"Infelizmente, a reincidência de lesões músculo-tendíneas em atletas é comum. Isso se deve ao retorno precipitado ao esporte, ainda sem a cicatrização completa da lesão. No caso de tratamento do impacto femoroacetabular, a correção tende a ser definitiva após a cirurgia", comenta.

Prevenção

A prevenção das lesões é feita com treinamentos com orientação, técnica e equipamentos adequados; preparação física paralela, com fortalecimento, alongamento, equilíbrio muscular, propriocepção, postura, descanso adequado e respeito ao tempo da adaptação do corpo ao progresso dos treinos; e condições ideais de treinamento, como local, vestimenta, alimentação e hidratação. "A prevenção minimiza a incidência de lesões, mas não impede de ocorrer. Uma vez diagnosticada, o indicado é iniciar o tratamento o quanto antes para não permitir um agravamento do quadro e para possibilitar uma resolução mais rápida", finaliza o médico.

Autor: Dr. Marcelo G. Cavalheiro (CRM-SP 87147) é formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP).


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Primeiros socorros em esportes de aventura

Introdução

Para se aventurar com segurança, um dos itens mais importantes é a preocupação com os primeiros socorros. Saber o que levar e, principalmente, como utilizar cada equipamento é fundamental para que a sua aventura traga ensinamentos e experiências agradáveis e inesquecíveis, mesmo se algum imprevisto acontecer no caminho. Confira abaixo as dicas de Simone Kurotusche, médica do esporte e consultora em segurança e emergências em atividades outdoor.

Quando pensamos em primeiros socorros, lembramos de curativos, atendimento, uso de aparelhos e equipamentos. Porém, para que esse socorro seja possível e eficiente, deverá ser organizado muito antes da aventura, na sua etapa de planejamento.

Se você parte para aventura acompanhado por guias ou com alguma agência operadora, verifique se a empresa está tomando todos os cuidados necessários com a sua segurança e se seus guias estão preparados para prestar primeiros socorros, caso seja necessário. Questione sobre os equipamentos de primeiros socorros, se os profissionais possuem treinamento adequado e atualizado, qual a infraestrutura disponível para lidar com acidentes, etc.. Não arrisque-se desnecessariamente aventurando-se com empresas que não tenham a devida preocupação com o assunto.

Sozinho ou com a ajuda de agências, outro ponto importante é a procura por informações sobre os lugares que serão visitados. Dependendo do local, é necessário tomar uma série de precauções em relação a sua saúde e segurança. Por exemplo: ao fazer uma viagem para regiões onde existam focos de febre amarela, o aventureiro deverá tomar a vacina pelo menos dez dias antes da viagem, para que a mesma seja eficaz. Por isso, nada de preparações de última hora.

Informações sobre as características geográficas, a fauna, flora e condições climáticas também fazem parte de um planejamento adequado: saber o que vestir, precauções em caso de alergias a certas plantas e animais, etc.

É importante saber que tipo de animais há na região, para que sejam levados medicamentos específicos. Para áreas onde haja animais silvestres, morcegos, etc, antes de partir, é bom estar vacinado contra raiva, pois todos eles são transmissores desta doença.

Informações sobre vacinas e pesquisa das características locais também são importantes quando a aventura está programada para acontecer em outro país. Tomar água na Índia, por exemplo, pode significar problemas estomacais, já que a maior parte da água disponível não é tratada. Para orientar os viajantes, alguns hospitais e institutos reservam áreas especiais. É o caso do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo (011 - 3061-5633, ramal 142).


Preparando o kit básico

Independente do esporte a ser praticado na natureza, é importante nunca deixar de levar itens básico em seu Kit de primeiros socorros. Prepare-o também com certa antecedência para que, depois de reunir o básico, possa providenciar o que há de específico para a atividade que você vai praticar, para o local e para as pessoas que participarão da atividade.

Os itens básicos são os seguintes:

- Barreiras universais: são as proteções que todos precisam ter na hora de prestar socorro para evitar contato direto com o sangue e secreções das vítimas; prevenindo contra contaminações, que podem transformar o socorrista numa segunda vítima. As principais barreiras universais são as seguintes:

- Luvas de latex: protege a vítima e o socorrista; todo kit deve ter no mínimo dois pares de luvas, para o caso de rasgar ou de precisar prestar socorro a mais de uma vítima (nunca usar a mesma luva em pessoas diferentes pois desta forma a luva poderá ser um veículo de contaminação entre as vítimas).

- Máscara para respiração boca-a-boca: as melhores possuem "válvula de não-retorno", que permitem que o socorrista insufle os pulmões da vítima de parada respiratória, e evitam que o mesmo entre em contato com as secreções da vítima.

- Óculos: Qualquer tipo é útil para proteger os olhos do socorrista; isso evita o risco de contaminação via mucosa ocular. Existem modelos modernos e eficientes que podem ser encontrados nas principais lojas de aventura. Já há modelos adaptados especialmente para esportes outdoor.

Além das barreiras universais, são necessários materiais para eventuais curativos, como gaze e ataduras. Também é preciso levar, para limpar ferimentos, água limpa ou soro. Vale lembrar que água e sabão é o que há de melhor para ser usado na limpeza de ferimentos, inclusive os provocados por animais.

Não esqueça de levar os remédios que você toma regularmente, de preferência acompanhados da receita médica devidamente carimbada e com a orientação clara e legível, para o caso de alguém precisar medicar e você estiver inconsciente.


Procedimentos básicos

A tecnologia e os equipamentos na área de primeiros socorros estão cada vez mais avançados. Porém, sem treinamento adequado, mesmo o melhor equipamento pode ser uma ferramenta inútil. Até para quem não faz aventuras das mais radicais, mas gosta de encarar trilhas no fim de semana, é importante o conhecimento básico em primeiros socorros.

Há opções de cursos em todo o país. Para conhecê-los, entre em contato com os principais centros médicos de sua região. Em São Paulo, já há algumas alternativas específicas para esportes outdoor. Uma opção é a própria Laborativ, (agência de treinamento ligada ao National Safety Council, instituição norte-americana, líder mundial em educação e treinamentos em emergências médicas e segurança; oferece cursos básicos, intermediários e avançados, com protocolos e credenciamento internacionais).

Em cursos básicos ou avançados, serão aprendidos procedimentos importantes que podem salvar vidas em casos onde o socorro médico está distante ou não tem como chegar com a rapidez necessária.

Saiba o que não fazer - Caso surja a necessidade da prestação de primeiros socorros em alguma atividade de aventura, o primeiro procedimento é manter a calma para analisar corretamente o contexto. Mais importante do que fazer algo imediatamente é saber o que não deve ser feito para não agravar a situação da vítima ou colocar a própria segurança em risco.

Observe a pessoa que está machucada e, se ela estiver consciente, procure saber onde ela sente dor. Caso ela tenha sofrido um corte superficial e esteja sentindo-se bem, deixe-a o mais confortável possível e cuide do ferimento: limpeza e curativo.

Caso exista a menor suspeita de lesão na coluna, principalmente no pescoço, evite manipular a vítima, caso não seja extremamente necessário. Manter o pescoço imobilizado e a coluna alinhada é fundamental para preservar a vida e a qualidade de vida das vítimas com lesão na medula. Qualquer movimento brusco pode causar ferimentos sérios, muitas vezes fatais.

Bom senso e tranqüilidade são essenciais para prestar um socorro adequado. Sempre que não souber exatamente como proceder, a melhor atitude é deixar a pessoa ferida em um local confortável e procurar ajuda, caso não seja arriscado deixar a vítima sozinha. Por isso é tão importante nunca enfrentar os desafios da natureza sozinho. O correto é estar sempre em grupo para que o socorro fique mais fácil.

Curtir a aventura não significa colocar-se em risco de forma irresponsável e inconseqüente. Ao contrário, ser um aventureiro de verdade significa planejar sempre para evitar erros e sofrimento desnecessários. Cuidar da saúde e forma física, informar-se com profissionais confiáveis, procurar operadoras que respeitem sua segurança e integridade física, buscar treinamentos de qualidade, utilizar equipamentos adequados e acima de tudo amar e respeitar a vida e a natureza, certamente garantirão muitos e maravilhosos anos na aventura.

Fonte


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sindrome do Impacto em nadadores

    A Sindorme do impacoto é freqüentemente vista em pessoas que possuem atividades ocupacionais onde o braço é forçado a ficar constantemente na posição erguida, e também em atletas em que o gesto esportivo exija amplitudes de movimentos contínuas do ombro acima de 90º[5,7].

    Em 2002, Kralinger et al.[10] sugeriram que desportos diferentes impõem cargas de trabalho diferentes ao ombro, classificando-os de acordo com o envolvimento desta articulação em menor ou maior grau durante o gesto esportivo, da seguinte maneira: os esportes do tipo I são aqueles em que o ombro é pouco solicitado e não sofre tensões excessivas, como o ciclismo e a corrida; os esportes que ocasionam pressão moderada ao ombro são os do tipo II, incluindo o esqui, e a natação; os do tipo III são aqueles que oferecem grande sobrecarga ao ombro, ininterruptamente, como é visto no vôlei, no handball e no basquete.

    Entretanto, Ejnisman et al.[11] confrontam a idéia de que o nado proporciona um impacto moderado ao ombro. Devido aos movimentos baliísticos efetuados, esses autores afirmam que a natação é, conceitualmente, uma modalidade de arremesso[3], apresentando, apenas, uma variação biomecânica específica, porém, predispondo o ombro às mesmas lesões típicas daquelas do tipo III de Kralinger.

    A natação é o segundo esporte mais praticado no Brasil. Sua vantagem em relação a outras atividades é que o meio aquático tem ampla funcionalidade, propiciando desde espaços recreativos e educativos, até ambientes de campeonatos amadores ou profissionais. Dentro destes dois últimos grupos, uma diferença significativa de desempenho pode ser notada, uma vez que, indivíduos amadores nadam por prazer, sem exigência de performance técnica, enquanto que atletas profissionais são treinados para obterem o máximo de rendimento físico possível durante a prática esportiva[6,12].

    Em 1999, foi quantificado que, em média, competidores de elite perfazem cerca de 300.000 braçadas e percorrem aproximadamente 15.000 metros diários durante a fase pré-temporada[7]. Dentro deste contexto, cabem os achados de Souza et al.[12] , que, num estudo comparativo, observaram dores articulares em pelo menos um dos ombros em grande parte dos atletas de alto nível avaliados, o que não foi encontrado com a tanta freqüência nos indivíduos que nadavam de 2 a 3 vezes por semana.

    A expressão "ombro de nadador" foi descrita pela primeira vez em 1974 para designar um quadro doloroso causado por sucessivos estresses na região da cintura escapular durante o nado. Atualmente, a maioria dos estudos ainda demonstra que, em média, 65% dos nadadores queixam-se de dor nesta área[2,7,11,12,13,15,19].

    Apesar de a natação apresentar baixo risco traumático, seu próprio gesto esportivo pode contribuir para o aparecimento de lesões, principalmente se este não for orientado corretamente. Condições como trabalhar com o membro superior constantemente elevado, agregando padrões repetidos de rotações interna e externa, somados ainda à resistência imposta pela água, predispõem o ombro a sofrer microtraumas por sobrecarga[2,6].

    Em 2004, Busso[2] descreveu em seu estudo que o MR é uma estrutura que possui um papel crucial durante todo o ciclo das categorias crawl, borboleta e costas, da seguinte maneira: o supra-espinhal realiza tração, roda externamente e abduz o ombro na recuperação nos estilos crawl e costas; o infra-espinhal estabiliza a articulação no início da recuperação nos modos crawl e borboleta; o subescapular realiza tração, rotação interna nos estágios de propulsão, e adução do braço submerso nos nados crawl e borboleta; e o redondo menor age como estabilizador em todas as etapas .

    Para Cohen et. al.[14], o nado borboleta é o que mais representa riscos ao complexo do ombro, uma vez que o úmero roda internamente de 70 a 120º ao mesmo tempo em que se sustenta em abdução.

    Cohen e Abdalla[15], porém, relataram mais recentemente que durante a fase de tração do crawl, o braço também adota uma posição de desvantagem ao sair de uma adução com rotação interna para, em seguida, entrar em uma abdução.

    Maglischo[16] confirma esta tese quando sugere que o ombro faz uma rotação interna excessiva sempre que o nadador estende o braço contra a força da água para emergi-lo.

    Yanai et. al.[17], por sua vez, observando as orientações do membro superior durante o nado crawl, atestaram que o maior pico de sobrecarga recai sobre o ombro no momento em que há elevação máxima do braço (para que o mesmo entre na água) e quando o ângulo de rotação interna ultrapassa seu limite normal de amplitude ativa, o que ocorre na fase de recuperação.

    Dessa maneira, conclui-se, então, que séries de rotações internas máximas, tanto na fase de tração do crawl, como na fase de recuperação dos nados crawl e borboleta, prejudicam o ombro, podendo causar dor e desgaste articular[2,7,15,17].

    Na natação, diferente do que acontece em outros esportes, grande parte das injúrias é procedente dos treinos e não das disputas em si. Nessas circunstâncias, os mecanismos supracitados passam a ser ainda mais prejudiciais na medida em que são executados incessantemente durante os treinamentos, sem tempo para descanso e reparo das estruturas envolvidas, deixando-as mais vulneráveis a lesões[6].

    Estudos destacam que a combinação entre overtrainning e overuse é muito observada em nadadores durante o estágio de pré-competição, o que favorece o desencadeamento de traumas, visto que intensos treinamentos com cargas excessivas de trabalho, em busca de melhores resultados, podem levar o esportista à exaustão prematura e, conseqüentemente, provocar compensações indesejáveis[2,6].

    Sabendo-se que 90% da força de propulsão dos nadadores estão nos braços, a fadiga torna-se um elemento agravante, pois, os músculos ativos, além de serem exigidos dinamicamente em potência e resistência, também precisam cumprir um papel estático para preservar a estabilidade articular[2,6,18].

    A partir disso, um ciclo vicioso é provocado, quando o nadador, na tentativa de se manter com o mesmo condicionamento físico, passa a fazer uso de gestos compensatórios. Porém, o resultado é adverso, uma vez que condutas inapropriadas despertam desequilíbrios musculares, incoordenação de movimentos, disfunção escapulotorácica e mau alinhamento dos membros, podendo o atleta experimentar um declínio significativo em seu desempenho[6,18].

    Músculos e tendões em pressões constantes estão propensos a desenvolver microtraumas cumulativos. Em atletas competitivos de natação, essas agressões ocorrem, em particular, sobre o supra-espinhal e a cabeça longa do bíceps braquial, tendo, na maioria das vezes, como causa primária a instabilidade glenoumeral passiva (decorrente de lassidão ligamentar) ou transitória (decorrente da fadiga dos músculos estabilizadores)[6,11,12,13].

    A irritação e a inflamação músculo-tendínea, quando recorrentes, e mal tratadas, podem vir a se transformar em lesões crônicas degenerativas. A cronicidade desorganiza a sincronia dos grupos musculares, enfraquece a relação agonista-antagonista, e, assim, reduz a força do membro afetado. Todo esse processo patológico torna iminente a chance de lacerações, rupturas e conseqüente desenvolvimento da SI, modificando a mobilidade da cintura escapular e aumentando a incidência de dor no ombro, o que, nitidamente, limita o rendimento do atleta[4,6,13,18].

Retirado daqui


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Joelho, um grande problema no Basquete


lesao-joelho


O basquete é uma das modalidades esportivas onde podem ocorrer mais lesões por ser um esporte dinâmico e de muito contato físico. Poderia citar várias, mas vou escrever apenas sobre a articulação do joelho, por ser uma articulação que tem alta freqüência de entorses.

O joelho tem uma importância muito significativa para os movimentos corporais. Ele é composto pelos ossos fêmur (coxa), tíbia (perna), patela (antigamente chamada de rótula), por ligamentos (colaterais e cruzados) e pelos meniscos (que absorvem o impacto do nosso corpo). Essas estruturas, quando lesionadas, impedem que o atleta tenha bom desempenho desportivo para alcançar seus objetivos.

Os ossos do joelho são conectados uns aos outros através de ligamentos e cápsulas articulares. Eles agem unindo os ossos para manter a estabilidade da articulação.

Uma lesão ligamentar, por exemplo, pode afastar um jogador por vários meses, pois deve-se respeitar o processo de reestruturação e cicatrização do tecido lesionado. Caso contrário, isso poderá trazer sequelas de difícil tratamento. O tempo para cicatrização é de, aproximadamente, 60 dias. Os ligamentos podem se regenerar espontaneamente, porém, com a fisioterapia esse processo é acelerado. O retorno do atleta ás atividades vai depender do grau da lesão:

colagem_joelho


  • Grau 1: ocorre lesão de apenas algumas fibras, sendo capaz ainda de manter a estabilidade da articulação.
  • Grau 2: ocorre uma ruptura parcial das fibras.
  • Grau 3: essa lesão ocorre quando há uma ruptura total do ligamento tornando a articulação instável, onde seria necessário a realização de cirurgia para a reconstrução do mesmo.

Qualquer trauma direto sobre o joelho ou uma mudança brusca de movimento (torção), pode acarretar em lesão. Em uma torção dos joelhos os meniscos podem ser afetados, como fraturas dos mesmos, tendo indicação de correção cirúrgica por vídeo artroscopia.

Sobrecarga (excesso) de treinamento pode causar inflamações (tendinites) no joelho do atleta. É de suma importância realizar fisioterapia preventiva com o fisioterapeuta para minimizar a ocorrência de lesões através de reequilíbrio muscular, ganho de flexibilidade e exercícios proprioceptivos.

Sempre que o atleta sentir dores e desconforto na articulação é necessário procurar orientação médica e fisioterápica para ter diagnóstico e iniciar o tratamento o mais precocemente possível.

Escrito por: Lilian Santos


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como é o trabalho do fisioterapeuta que trabalha com esporte?


A Fisioterapia, ou reabilitação, é um programa dinâmico de exercícios prescritos para prevenir ou reverter os efeitos deletérios da inatividade enquanto o indivíduo recupera seu nível de competição. Diferentemente da reabilitação convencional, na qual o retorno completo da função poderá não ser possível, a reabilitação atlética combina o exercício e as modalidades terapêuticas com a finalidade de restaurar os atletas ao seu nível normal de atividade. A reabilitação atlética não inclui apenas a restauração completa do desempenho irrestrito, mas se esforça também para um nível de condicionamento maior do que o nível que o atleta possuía antes da lesão.
 
Terá que levar em conta força muscular, potência, flexibilidade e resistência (endurance), assim como equilíbrio, propriocepção, momento apropriado e desempenho cardiovascular. Cada programa de reabilitação deve ser individualizado de forma a atender as necessidades individuais de cada atleta.
A fisioterapia desportiva, ou reabilitação atlética abarca principalmente a restauração das estruturas músculo-esqueléticas traumatizadas. 

Só raramente uma lesão é tão leve a ponto de tornar desnecessária alguma forma de reabilitação, e, como regra, quanto mais séria for a lesão, mais prolongada e necessária será a reabilitação. A eficácia da fisioterapia no período de recuperação, tanto após uma cirurgia quanto após um traumatismo, geralmente determina o grau e o sucesso da futura competição atlética. Além do mais, as lesões sofridas durante a participação atlética são em geral, produzidas em circunstâncias inerentes ao desporto especifico: portanto, o atleta pode ficar exposto a um traumatismo recidivante idêntico, o que torna mais provável uma nova lesão. Esse potencial para sofrer uma nova lesão torna necessária um tratamento fisioterápico exaustivo e completo.

Em qualquer lesão, ocorrem eventos fisiológicos específicos em resposta ao traumatismo. Cabe ao fisioterapeuta reduzir a gravidade desses efeitos fisiológicos, otimizar o tempo de cicatrização e devolver o atleta à competição o mais cedo possível sem comprometer seu bem-estar. Os objetivos de todo o programa de fisioterapia incluem:

1) Redução da dor;
2) Redução da resposta inflamatória ao traumatismo;
3) Retorno da amplitude ativa de movimento plena e isenta de dor;
4) Redução do derrame;
5) Retorno de força, potência e endurance musculares plenas
6) Retorno às atividades funcionais assintomáticas plenas no nível pré-lesão

Tumefação, dor e espasmo podem inibir a instituição precoce de um programa de fisioterapia. O uso de várias modalidades pode ser essencial no controle e na redução dessas respostas, permitindo ao atleta iniciar precocemente os exercícios de amplitude de movimento e de fortalecimento. No entanto, a modalidade propriamente dita nunca é considerada a cura para a maioria das lesões atléticas. Apenas através do exercício terapêutico será possível recolocar a parte ou as partes corporais lesadas em seu nível pré-lesão. Se um programa de reabilitação não for instituído em combinação com as modalidades terapêuticas, o ciclo da lesão poderá prosseguir.

O exercício precoce é essencial para a reabilitação. Os atletas podem aprimorar sua condição física em cerca de 1% ao dia , enquanto perdem de 3% a 7% de sua aptidão diariamente quando permanecem totalmente inativos. Portanto, quanto mais longo o período de tempo durante o qual o atleta permanece inativo, mais longo será o período necessário para completar o programa de reabilitação. O uso apropriado do exercício pode acelerar o processo de cicatrização, e a falta de exercício durante os estágios iniciais da reabilitação pode resultar em incapacidade permanente. Algumas limitações poderão ser necessárias para proteger um reparo cirúrgico ou permitir que ocorra a cicatrização adequada da lesão. As condições ideais para a cicatrização dependem de um equilíbrio delicado entre a proteção contra o estresse e o retorno à função normal no período mais precoce possível.

Cada programa de fisioterapia deve ser individualizado; não existe um programa de reabilitação do tipo "livro de receitas culinárias" para todas as lesões e que possa ser adotado para todos os atletas. Um programa de fisioterapia deve ser elaborado de forma a atender as necessidades do atleta, abordar as deficiências específicas e a levar em conta as demandas funcionais específicas do atleta para cada atividade esportiva, em vez de encaixar o atleta em um determinado plano de tratamento.

Os objetivos gerais da fisioterapia já foram mencionados. Antes de iniciar um programa de reabilitação, o fisioterapeuta, o técnico e o atleta deverão elaborar um conjunto de objetivos a curto, médio e a longo prazo baseados na lesão do atleta ou no procedimento cirúrgico realizado e na necessidade da competição. O uso do protocolos de reabilitação preestabelecidos como diretrizes para a progressão do atleta através do programo de reabilitação pode ser valioso. Os protocolos deverão fundamentar-se em princípios derivados da pesquisa sobre o tempo de cicatrização e cinemática articular. Os objetivos podem ser delineados em relação à amplitude de movimento, à sustentação do peso e à progressão dos pesos nos exercícios com resistência progressiva. Entretanto, os protocolos de reabilitação são apenas diretrizes e os indivíduos toleram a dor diferentemente e cicatrizam com ritmos variáveis. O avanço da reabilitação no atleta deverá basear-se na avaliação diária do fisioterapeuta quanto aos relatos subjetivos e achados objetivos. A progressão de uma fase para outra somente deverá ocorrer depois que o atleta alcançou os objetivos esboçados na fase atual.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Epicondilite lateral em atletas



Etiopatogenia:

Os danos causados na epicondilite lateral consistem em microtraumas na parte dos tendões e dos músculos no epicôndilo lateral. Os microtraumas promovem o surgimento de hiperplasia fibranginosa no tendão acometido, como resultado de estímulos repetitivos crônicos. Esses achados sugerem que a epicondilite crônica constitui uma entidade mais degenerativa que inflamatória. Depois do trauma inicial, estas áreas se lesam com mais freqüência, conduzindo a hemorragia e a formação com depósitos de tecido granulosos e de cálcio dentro dos tecidos circunvizinhos4.

Cerca da metade dos atletas que jogam ou praticam com freqüência o tênis sofrerão de dores no cotovelo. A dor geralmente é exacerbada em decorrência do golpe de backhand e em cerca de 95% dos casos ocorre em quem joga este golpe com somente uma das mãos. Geralmente acomete pacientes dos 35 aos 50 anos de idade.

É de causa mecânica e os principais fatores de risco podem assim ser resumidos:
v Ao manter contraída a musculatura extensora por um período prolongado durante um jogo, ao segurar o cabo da raquete com muita força, o atleta gera mais força na massa muscular, o que pode sobrecarregar os tendões. Deste modo, para prevenir a lesão, a contração deve ocorrer somente no momento da batida, e não precisa ser tão grande;

v No saque, além da força, uma série de torções de punho e cotovelo são necessárias; por esse motivo, precisam ser treinadas e orientadas com a técnica correta – a chamada cadeia cinética de movimento, que vai desde a geração de potencia dos membros inferiores até os elos de força do membro superior (ombro e cotovelo) devem agir sincronicamente, para evitar a sobrecarga de alguma estrutura em particular;

v Rebatidas impróprias às bolas durante o backhand (revês) são o fator que mais pode gerar a lesão. Essas bolas devem ser rebatidas com o cotovelo em extensão, na hora do impacto da bola, o que somente é conseguido quando se gira rapidamente o tronco na preparação do golpe. Se essa posição ainda estiver incompleta (bater de frente para rede), com a bola em alta velocidade, vai ocorrer uma vibração maior em todo o membro superior, nos prono-supinadores no punho e os extensores no cotovelo.

Quadro clínico:

Os músculos traumatizados, na epicondilite, são os extensores do punho e dos dedos. É um estresse mecânico e conseqüente a um único trauma, ou mais frequentemente, no caso do tênis, a vários micro-traumas.
Os músculos podem inchar no antebraço criando um estresse altamente focalizado nas áreas de inserção dos tendões no cotovelo.

Dor na parte externa do cotovelo, ocasionalmente irradiada para o braço, punho e ombro são os sintomas mais frequentes. A dor ocorre levantando ou dobrando o braço, agarrando objetos tais como um copo de café ou até mesmo num aperto de mão, nos quadros mais avançados.

Diagnóstico

Clínico

O diagnóstico clínico leva em consideração vários aspectos relacionados à prática esportiva do tênis. Uma anamnese bem detalhada sobre o desenvolvimento da disfunção, assim como o tempo de prática do esporte, as formas de aumento e diminuição da dor, movimentos básicos realizados pelo atleta e os testes especiais específicos (teste de Maudsley, teste Cozen7 e o teste de Mill7), praticamente fecham o diagnóstico9.

Radiológico
O exame radiológico simples é realizado de rotina, nas incidências ântero-posteriores e perfil. O Ultra-som na maior parte das vezes pode ser utilizado para o diagnóstico, mas sempre que possível, principalmente nos casos crônicos ou de recidiva a ressonância magnética é feita trazendo dados mais precisos.

Diagnóstico diferencial

O teste do dedo médio auxilia o diagnóstico diferencial da síndrome do nervo interósseo posterior com a epicondilite lateral. Deve ser realizado com o cotovelo em extensão e punho em posição neutra. Pressiona-se o terceiro dedo, evitando que este faça extensão ativa. O aumento da dor nessa manobra sugere síndrome do interósseo posterior. Outro teste utilizado no diagnóstico diferencial entre essas duas patologias é realizado com a infiltração de 1,0 ml de lidocaína no nível do epicôndilo lateral. Nos casos de epicondilite lateral, os sintomas desaparecerão, enquanto que, na síndrome do nervo interosseo posterior, persistirão.9

Tratamento

Clínico e cirúrgico

Quando nos deparamos com uma lesão aguda, o tratamento é realizado através de analgésicos e antiinflamatórios não hormonais. Essa conduta, no entanto, é sempre indicada junto ao tratamento fisioterápico.

A cirurgia da epicondilite lateral só ocorre em casos extremos. Quando os sintomas ainda são aparentes por mais de seis meses e ocorreram o insucesso do tratamento médico não-cirúrgico e fisioterapeutico, a cirurgia é indicada. Essa cirurgia consiste na retirada do tecido fibrótico e / ou liberação parcial da origem do extensor no epicôndilo lateral do úmero (figura da cirurgia da epicondilite lateral). Em alguns casos associa-se a ostectomia do epicôndilo.

Mais recentemente temos utilizado o tratamento com infiltração de plama rico em plaquetas (PRP) como alternativa a cirurgia. Estamos no momento com 40 casos tratados nos últimos 3 anos, e em breve publicaremos os resultados, que em princípio são promissores, desde que o atleta siga as recomendações de ficar afastado do esporte por pelo menos 6 a 8 semanas apos a infiltração. O tratamento com PRP visa proporcionar um melhor aporte sanguineo ao tendão degenerado, possibilitando a progressão da cura por meio de um adequando trabalho de estresse excêntrico no tendão, que é realizado através de um programa especifico de fisioterapia.

Nesta terapia, retiramos de 20 a 30 ml de sangue do paciente, centrifugamos por cerca de 15 minutos a 3200 rotações por minuto, e depois retiramos o plasma rico em plaquetas, que é injetado no local da lesão, guiado por ultrassonografia. Após o procedimento o paciente realiza um tratamento fisiterápico para recuperação do arco de movimento e ganho progressivo de força muscular, e o retorno ao esporte ocorre de 2 a 3 meses apos o procedimento.

Fisioterápico

A reabilitação da epicondilite lateral ainda é muito controversa, talvez pelo fato de se usar muitas técnicas ao mesmo tempo a fim de recuperar o paciente o mais breve possível. As técnicas mais utilizadas para o tratamento são o uso de US, ondas curtas, eletro-estimulação e gelo. Alguns trabalhos na literatura buscaram comparar algumas técnicas de reabilitação enquanto outros fizeram estudos onde se compararam alguma técnica com o placebo.

Pienimaki et al8 comparou alongamentos e exercícios isométricos e isotônicos com US pulsado e, mostrou que a diferença media padrão na escala analógica visual de dor em repouso teve um efeito clínico grande. Já Vicenzino et al11 mostrou efeitos positivos aplicando um deslizamento lateral da cervical relacionado à escala visual analógica de dor e limiar de dor por pressão. Struijs et al10 comparou uma técnica de manipulação de punho com um tratamento combinado de fricção transversa, US pulsado e exercícios, e mostrou não haver diferença significante comparando as técnicas utilizadas, sendo que após 6 semanas a dor diminuir em todos os grupos. Enquanto que Basford et al2 e Krasheninnikoff et al5, mostraram que o Laser não teve efeito significante na dor, força muscular sem dor e melhora global e, Lundeberg et al7 mostrou melhora significante na escala analógica visual de dor e força muscular máxima quando comparado a placebo.

Complicações

A complicação mais relacionada ao tennis elbow é a recidiva da lesão (10% de recidiva)3. A persistência da dor após a cirurgia também pode ocorrer, porém em menor porcentagem12.


Prevenção

A epicondilite lateral em tenistas também pode ser prevenida utilizando equipamentos adequados, realizando a técnica apropriada (principalmente o backhand) e realizando exercícios de flexibilidade para o membro superior3.

Lembre dos seguintes métodos para prevenção da lesão, se você for tenista:

1. Procure jogar com bolas novas, sempre que possível

2. Utilize uma raquete com perfil largo, pois estas tem uma menor chance de causar a lesão

3. Procure utilizar cordas de tripa natural ou sintética, sempre que possível, pois estas absorvem parte do impacto gerado na rebatida

4. Evite atrasar os golpes, procurando deixar o cotovelo sempre atrás da zona de contato da cabeça da raquete com a bola

5. Faça sempre o complemento total dos golpes, para ajudar na dissipação da energia gerada durante o golpe

6. Faça a preparação adequada dos golpes no tênis rodando antes o tronco para gerar energia adequada para as rebatidas


Bibliografia

1. Andrews; et al. Reabilitação física das lesões desportivas. Ed. 2, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2000.

2. Basford J., et al. Laser terapy: a randomised, controlled trial of the effects of low intensity Nd:YAG laser irradiation on lateral epicondylitis. Arch Phys Med Rehabil, 2000, vol 81:1504-10.

3. Birrer R. B. Sports medicine for the primary care physician. Ed.2 , Library of Congress, 1994.

4. Canavan, P. K. Reabilitação em medicina esportiva: um guia abrangente. Manole:2001, São Paulo.

5. Krasheininnikoff M., et al. No effect of low power laser in lateral epicondylitis. Scand J Rheumatol, 1994, vol 23:260-3.

6. Lundeberg T., et al. A comparative study of continuous ultrasound, placebo ultrasound and rest in epicondylalgia. Scand J Rehabil Med, 1988, vol 20:99-101.

7. Magee, D. J.; Avaliação Músculo esquelética. Manole:2005. 4 ed. São Paulo.

8. Pienimaki T., et al. Progressive strengthning and stretching exercises and ultrasound for chronic

lateral epicondylitis. Physiotherapy, 1996, vol. 82:522.

9. Silva, R. T.; Lesões nos esportes: diagnostico, prevenção e tratamento: Cap. 50 Lesões esportivas no tênis. Editora Revinter, Rio de Janeiro, 2003.

10. Struijs P., et al. Manipulation of the wrist for management of lateral epicondylitis: a randomised pilot study. Phys Ther, 2003, vol 83:608-16.

11. Vicenzino B., et al. The initial effects of a cervical spine manipulative physiotherapy treatment oh the pai and dysfunction of lateral epicondylalgia. Pain, 1996, vol 68: 69-74.

12. Weinstein S. L., Buckwalter J. A. Ortopedia de Turek: Princípios e sua aplicação. 5 edição, editora Manole, São Paulo, 2000.


Prof. Dr. Rogerio Teixeira da Silva Mestre e Doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela UNIFESP


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