Na luta a lesão por entorse é bastante comum, então verifiquei que existe grande interesse por parte dos praticantes em relação a lesões e...

Entorses no treinamento de esportes de combate




Na luta a lesão por entorse é bastante comum, então verifiquei que existe grande interesse por parte dos praticantes em relação a lesões esportivas, como preveni-las e tratá-las, então seguem informações e dicas para que a prática do esporte seja satisfatória e saudável.

Uma das lesões mais encontradas nos praticantes de esportes de contato é o entorse de joelho e tornozelo, articulações que suportam o peso do corpo e ao mesmo tempo servem de apoio para mudanças bruscas de direção no gesto esportivo (golpe, drible, ataque, taquear).

Em geral, o peso está apoiado sobre o joelho, com o pé preso ou aderido no piso, e o joelho é forçado para dentro, com lesão das estruturas internas (mediais), podendo haver um componente de rotação, o que agrava o quadro.

Dependendo da força e da continuidade do movimento, vários graus de lesão podem ser originados, desde apenas a lesão do ligamento colateral medial, uma estrutura periférica e que é a primeira a estabilizar este movimento, passando pelo menisco medial, uma estrutura já dentro da articulação até chegar no ligamento cruzado anterior, o eixo central da articulação e que, quando lesado, origina um inchaço importante do joelho que pode ser acompanhado de um estalo audível.

· Ligamento Colateral Medial: é uma estrutura fora da articulação e portanto, quando lesado, pode se regenerar pela cicatrização espontânea e fisioterapia, retornando o atleta à atividade após um período de 3 a 6 semanas, dependendo do grau de lesão do ligamento.
· Menisco Medial: já é uma lesão mais grave, que afeta uma estrutura dentro da articulação, levando a um derrame (inchaço da articulação), necessitando de uma avaliação mais criteriosa, muitas vezes complementada através de ressonância magnética do joelho, e que pode, dependendo da lesão, necessitar de uma artroscopia (pequena cirurgia) para o seu tratamento, com um tempo de retorno variando de 2 a 3 meses.
· Ligamento Cruzado Anterior: é uma lesão grave, que gera uma instabilidade do joelho em movimentos de rotação e mudança de direção, o que, em muitas situações exige o tratamento cirúrgico para a sua correção, reconstruindo o ligamento lesado com o uso de um enxerto vizinho (tendão patelar, tendão do semitendíneo, etc), afastando o atleta por mais de 6 meses de suas atividades.

Uma boa maneira de prevenir os traumas nas articulações é manter uma musculatura bem condicionada, forte e alongada e evitar praticar esportes em excessiva fadiga.

O Pilates ganhou muita força no Brasil nos últimos anos. Além de fazer parte da preparação física de muitos brasileiros comuns, que prat...

Pilates na preparação física e na recuperação de lesões no alto rendimento




Resultado de imagem para pilates atleta

O Pilates ganhou muita força no Brasil nos últimos anos. Além de fazer parte da preparação física de muitos brasileiros comuns, que praticam esportes com certa regularidade, se tornou uma alternativa rápida e eficiente para a falta de tempo para uma atividade física regular. Mesmo aqueles que ainda não praticaram o Pilates percebem seu desenvolvimento e disseminação, principalmente entre as mulheres. Mas a suavidade dos movimentos e o pouco ganho de músculos adicionais, não impediu a prática do Pilates por atletas com altas cargas de treinamento e fortalecimento muscular. Clubes de Futebol, Vôlei e outros tantos esportes já incluíram a nova tendência em seus processos de preparação e recuperação de atletas.

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Um grande exemplo é a jogadora de vôlei de praia Juliana. Após sofrer uma grave lesão no joelho direito no dia 18 de Junho, menos de dois meses antes dos Jogos Olímpicos de 2008, a atleta se viu obrigada a descartar uma cirurgia reparadora do ligamento cruzado devido a proximidade da competição. Uma carga de 16 horas diárias de tratamentos colocou Juliana numa rotina árdua de sessões de fisioterapia, exercícios na piscina e aulas de Pilates. Fundamental no processo de recuperação, o Pilates forneceu à atleta mais equilíbrio, flexibilidade e segurança. Assim, Juliana se preveniu das sequelas no local da lesão e de outras contusões em músculos usados em seus movimentos para compensar a deficiência no joelho. Como o prazo de recuperação era muito curto e o nível de competitividade na busca por uma medalha olímpica é muito grande, Juliana acabou ficando de fora do torneio. Sua parceira Larissa competiu ao lado da reserva da equipe brasileira, Ana Paula. Com a decisão da desistência, a jogadora resolveu fazer a cirurgia e mais uma vez se valeu das técnicas do Pilates para sua recuperação.

A preocupação com os benefícios do Pilates também se observa em outros esportes. Sabidamente um dos clubes de futebol com melhor estrutura do Brasil, o São Paulo se gaba de possuir o melhor REFFIS do país. Destino de muitos atletas das mais variadas modalidades o Núcleo de Reabilitação Esportiva são-paulino conta desde 2010 com uma ampla e equipada área de RPG e Pilates. Outro líder em estrutura em sua modalidade, o Vôlei Futuro também conta com instalações semelhantes eu seu centro de treinamento. Além das instituições que lidam com atletas de alto rendimento, clubes e associações de menor porte também se renderam ao Pilates. Atletas de futsal em idade de desenvolvimento físico são cada vez mais submetidos a esse tipo de treinamento, já que as técnicas de aperfeiçoamento do movimento de chute em curto espaço acabam formando músculos maiores, menos flexíveis e mais propensos a lesões.

A flexibilidade e o equilíbrio providos pela prática do Pilates, além da prevenção de lesões graves, dentre outros tantos benefícios entrou de vez na rotina dos atletas de alto nível de competitividade. Isso só corrobora o que todo o Brasil já vinha percebendo: o Pilates é uma excelente alternativa para quem quer adquirir condicionamento físico e não tem tempo ou paciência para exercícios convencionais. Se o Pilates tem papel fundamental na rotina desses atletas que sempre atuam no limite da condição física e sofrem com os impactos e choques bruscos de sua prática esportiva, imagine o que ele pode fazer pelo seu corpo. Não perca tempo, mexa-se.

Se você fosse realizar um treinamento de força ou condicionamento físico para atletas ou simplesmente pessoas normais com o que há de mais...

Treinamento funcional x Treinamento tradicional da força


Se você fosse realizar um treinamento de força ou condicionamento físico para atletas ou simplesmente pessoas normais com o que há de mais recente no mundo do fitness, certamente a palavra que viria prontamente em sua boca seria o treinamento funcional. O termo funcional elevou o treinamento físico em todo o mundo a um novo patamar.

Muitos profissionais fazem esses exercícios porque parecem legais, mas na realidade eles não têm a menor idéia da finalidade destes exercícios. Em alguns casos o treinamento funcional assumiu as mais comuns técnicas de treinamento tradicional. Isto é ruim? Eu acho que não, contanto que você possa justificar o porquê e para quê você está fazendo o determinado exercício.

Muitos especialistas e pesquisadores têm opiniões diferentes sobre o treinamento funcional, mas a maioria deles tem uma definição comum sobre o que deve ser.

O treinamento funcional pode ser declarado como "exercícios específicos que mais se aproximam a replicar e melhorar as atividades que você deseja fazer fora do plano de três dimensões". (Outra descrição retrata o treinamento de força funcional como meio de realizar o trabalho contra a resistência especificamente de uma maneira que a força adquirida beneficie diretamente a execução das atividades da vida diária (AVD) e movimentos associados a esportes).

Transferindo os aumentos de força que foram alcançados através de um movimento e, em seguida, conectá-los de volta para a melhoria do desempenho de outro movimento, afetando o sistema neuromuscular é o principal objetivo do treinamento de força funcional.
Treinamento de Força

Técnicas tradicionais que são mais comuns entre os entusiastas da musculação, ainda é parte importante do treinamento de força. O foco principal do treinamento de força tradicional está no isolamento de um músculo individual para maximizar a sobrecarga.

Os exercícios mais tradicionais podem incluir pressão ou extensão de pernas, com o auxilio de máquinas ou pesos livres. Então, dependendo do que você está treinando os exercícios tradicionais podem ajudá-lo a atingir seu objetivo, até mais do que os exercícios funcionais. Embora, considerados exercícios tradicionais podem também ser funcionais, dependendo do seu objetivo. Se a musculação é o seu objetivo principal, este também pode ser considerado exercício funcional.

A funcionalidade depende não só do exercício em si, mas também de muitos outros fatores, tais como o padrão de execução, as características do atleta, repetições e o modo de execução, a fase de formação, a interação com outras formações, ao atual estado físico e mental do atleta, o programa global de formação e várias outras variáveis.

Se você é um jogador de futebol, então você está treinando para se tornar mais funcional e eficiente no campo. Se você gosta de jardinagem, mas é muito difícil para você fazer, então a função que você está tentando melhorar pode incluir a possibilidade de trabalhar no jardim, sem tornar-se demasiado cansado. Não importa qual atividade você exerça, é possível treinar o seu cérebro e músculos para ajudá-lo a realizar estas atividades com mais eficiência.

Os movimentos do treinamento funcional exigem do aluno coordenação, equilíbrio e controle, além de tempo para as contrações do músculo. O ajuste mais importante do corpo do aluno para melhorar o desempenho funcional, inclui a coordenação, a amplitude de movimento, tipo de contração e velocidade de circulação.

Já treinamento de força tradicional não é tão eficaz para melhorar as coisas tanto quanto o treinamento funcional, pois cada máquina que é utilizada tem certo tipo de movimento limitado para uma determinada função. Porém os exercícios funcionais permitem que o corpo desafie grandes variações de eixos e planos.

A velocidade do movimento não é tão difícil de controlar com o treinamento de força tradicional, mas as limitações que exerce sobre o movimento podem ter efeito não significativo sobre o exercício. Além disso, os métodos tradicionais de treinamento têm objetivos de maximizar os ganhos de força e hipertrofia assegurando ao mesmo tempo a pessoa que executa o movimento uma real segurança de proteção na realização do exercício.

Uma das coisas mais importantes que o treinamento funcional ajuda a fazer é aumentar a estabilização do núcleo. Com a estabilização do núcleo aumentado, somos capazes de controlar nosso corpo através de diferentes planos e movimentos. A estabilização do Core pode ajudar os idosos em suas tarefas diárias e ainda transformar os atletas mais eficientes na sua modalidade.

As pesquisas mostram que a melhoria no desempenho vem após o treinamento de um músculo usando o mesmo tipo de contração que o teste é realizado. Isso mostrar que o treinamento funcional é definitivamente eficaz, porque todo o propósito é treinar para o movimento ou atividade que você está executando.

Se um jogador de futebol quer tornar-se mais explosivo, um exercício funcional para ele não seria o Leg Press, mesmo que ele ajude a aumentar a força, o exercício funcional ideal nesse caso seria alguma variação de um Levantamento Olímpico. Nesse outro exemplo, se uma avó quer ser capaz de brincar com seus netos, fazendo exercícios onde ela está em uma posição fixa que só permite certa limitação de movimento não é recomendável, o ideal é que ela faça algo que movimente seus pés levantando e baixando, considero mais apropriado para a atividade que ela quer exercer.

Fonte

Sugestão de tema dado pelo Thiago Fernandes, pelo Facebook

Avanços tecnológicos têm levado ao desenvolvimento de equipamentos de testes musculares isocinéticos que permitem a execução de exercícios e...

Exercícios excêntricos isocinéticos x Fisioterapia do esporte



Avanços tecnológicos têm levado ao desenvolvimento de equipamentos de testes musculares isocinéticos que permitem a execução de exercícios excêntricos em associação à atividade concêntrica. O uso deste tipo de equipamento vem e popularizando no Brasil, por meio dos conhecidos dinamômetros isocinéticos que têm viabilizado
a execução de pesquisas e avanços importantes na área da reabilitação desportiva, sobretudo usando e valorizando o treinamento muscular excêntrico.

Em linhas gerais pode-se dizer que uma vantagem do exercício isocinético, segundo Zuluaga et al. (2000), é fornecer um método de carregar dinamicamente os músculos em contração a uma velocidade que pode ser facilmente manipulada. O músculo é, portanto, capaz de manter um estado de máxima contração em toda a sua amplitude,  permitindo uma demanda máxima da sua capacidade de trabalho. As velocidades angulares podem ser ajustadas para permitir que o músculo funcione em relação às condições dinâmicas simulando as demandas impostas pelas atividades funcionais do atleta (em relação à biomecânica dos gestos motores do esporte).

Importante ressaltar, ainda, que o exercício isocinético excêntrico tem aplicabilidade em esforços controlados e determinados. Isso significa dizer que sistemas de dinamometria isocinética que possuem a interação de biofeedback visual fazem pacientes com tendinites/epicondilites crônicas (tendinite patelar, de tríceps surral, cotovelo
de tenista) se proverem de tal recurso, conforme estudo de Croisier et al. (2001). Nesse estudo, faz se a aplicação de protocolos que consistem em descobrir o pico de torque (força máxima) do membro não lesado; determinam-se, então, porcentagens de carga e velocidade, de maneira progressiva, aplicada no membro lesado. Por meio de estudos de ressonância nuclear magnética, comprova-se o efeito benéfico de redução do espessamento (patológico) de tendão. Referenda que os benefícios são provenientes de microrupturas, desenvolvendo reagudização do processo crônico, fazendo com que haja a neovascularização e melhoras nos aspectos macro e microscópico do tendão.
Andrews et al. (2000) preconizam que a capacidade de oferecer atividades isocinéticas excêntricas ao atleta (normalmente já em fase avançada de reabilitação) contribui significativamente para a reabilitação geral do atleta, haja vista que as contrações musculares excêntricas exercem um importante papel também em suas atividades funcionais de vida diária. Sirota et al. (1997) afirmam que especialmente as contrações excêntricas, no movimento de rotação externa de ombro de arremessadores, podem ser as mais importantes na prevenção de lesões durante a fase de desaceleração do arremesso.

Hillman (2002) relata que o torque muscular produzido excentricamente durante sessões de treinamento isocinético aumenta à medida que a velocidade cresce e que inúmeras evidências sugerem que há uma tendência para o aumento na geração de força durante os exercícios excêntricos isocinéticos entre 60 e 200 graus por segundo
de velocidade angular. No entanto, o posicionamento do atleta durante a realização da avaliação ou do treinamento isocinético revelou-se um fator fundamental tanto para a realização de atividades concêntricas quanto excêntricas.

Portanto, durante a prática isocinética é de cabal importância que o fisioterapeuta considere devidamente a artrocinemática da articulação envolvida bem como a patologia do paciente antes de selecionar a posição do treinamento isocinético, visando tanto a segurança do atleta quanto a otimização do processo reabilitacional.

Retirei daqui

É o outro segmento também bastante lesado na prática de vários esportes e, em especial, aqueles ligados ao peso, como halterofilismo, fisi...

Coluna lombar e o esporte


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É o outro segmento também bastante lesado na prática de vários esportes e, em especial, aqueles ligados ao peso, como halterofilismo, fisiculturismo e os com impacto axial repetitivo, como o vôlei, basquete e pára-quedismo que podem levar a fraturas por fadiga.

Eles ocorrem principalmente entre quarta e quinta vértebras lombares e a quinta lombar e a primeira vértebra sacral, levando as chamadas espondilolises e espondilolisteses (escorregamento vagaroso de uma vértebra sobre a outra). As lombalgias mais simples são provocadas por distensão na musculatura e ligamentos lombares, principalmente se o esforço é muito grande, e se o atleta não estiver devidamente condicionado e alongado, adverte o médico. As hérnias de disco são mais comuns entre a quarta e quinta vértebra lombar e a quinta lombar e primeira sacral que podem ser agudas ou crônicas.

Elas acontecem como conseqüência de um esforço excessivo em flexão, rotação e carga, comuns em halterofilistas, arremessadores de disco e de martelo, boliche e handball.

Cada disco vertebral fica interposto entre duas vértebras, ele tem uma parte central semilíquida (núcleo pulposo) e duas placas cartilaginosas que separam os núcleos dos corpos vertebrais. Ele serve como uma articulação que fornece mobilidade à coluna e age como colchão ou absorvedor de choques.

Com a sobrecarga o núcleo pulposo é forçado posteriormente para o canal medular, em direção a raiz nervosa comprimindo-a, levando a sinais neurológicos em um ou os dois membros inferiores, como a dor, dormência, formigamento e perda de força, com sensação de "choque" no membro afetado. O diagnóstico é feito através do exame clínico, raios X simples, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

As fraturas que ocorrem na coluna lombar são associadas à alta energia cinética, como a queda de altura, quedas assentadas, principalmente no atleta mais velho com o comprometimento degenerativo e de osteoporose da coluna.

O tratamento das espondilolise e espondilolistese pode ser conservador ou cirúrgico, mas a interrupção temporária do esporte é necessária. As lombalgias simples respondem ao tratamento com analgésico, antiinflamatório, relaxante muscular, fisioterapia e em alguns casos cinta abdominal. As hérnias de disco respondem na grande maioria com tratamento conservador que seria um repouso maior, as medicações acima descritas e fisioterapia.

A manipulação da coluna, alerta o médico, deve ser indicada com critério, e executada por profissional habilitado de preferência o próprio ortopedista. Nestas situações, normalmente podem ser usadas injeções de substâncias como a papaína (quimio-nucleólise) que "dissolve" a hérnia (ainda em fase de estudos).

A cirurgia é reservada para os casos em que os tratamentos não obtiveram sucesso e o retorno ao esporte, principalmente se profissional, deve ser questionado, mudando-se às vezes o tipo do esporte. O tratamento das fraturas quando não acomete nervos pode ser conservador se não levou a uma instabilidade da coluna, se esta ocorreu, faz-se osteosíntese entre os corpos vertebrais através da colocação de placas e parafusos.

Finalizando o especialista – membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia lembra que prevenir é essencial e, antes de iniciar a prática de qualquer atividade, as pessoas deveriam passar por uma avaliação médica, com o objetivo de conhecer melhor sobre os impactos da prática esportiva para o corpo humano.

Este livro apresenta, de forma cuidadosa, abrangente e atualizada, os diversos aspectos que cercam a atuação da med...

Medicina do Esporte



Medicina do Esporte

  • Este livro apresenta, de forma cuidadosa, abrangente e atualizada, os diversos aspectos que cercam a atuação da medicina na prática da atividade física e do esporte. Sua principal característica é exprimir a longa experiência pessoal dos autores, não a simples apresentação da literatura, fato comum em muitas publicações da especialidade. A obra apresenta duas áreas: a da Medicina do Esporte propriamente dita, abordando principalmente os aspectos clínicos e preventivos, e a Traumatologia do Esporte, tão peculiar e característica. Na área geral, mostra os diversos setores que norteiam a prática da atividade física nos diferentes grupos etários e os aspectos preventivos e terapêuticos nas disfunções orgânicas. Aborda as especificidades na área da avaliação e controle de atividades recreacionais, terapêuticas ou competitivas, mostrando ainda a área de atuação de cada especialidade médica na prática esportiva. Destaca também aspectos psicológicos e nutricionais. Na área de traumatologia, apresenta as lesões específicas em cada esporte, abordando as diversas articulações corpóreas, tanto aquelas relacionadas às estruturas miotendíneas quanto as que ocorrem em outros aparelhos corpóreos abdominais, torácicos, urológicos, oftalmológicos, otorrinolaringológicos, dermatológicos, hematológicos, reumatológicos e neurológicos.
  • Editora: Roca
  • Autor: MARCO M. AMATUZZI & JOAO GILBERTO CARAZZATO
  • ISBN: 8572414932
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2004
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 676
  • Acabamento: Capa Dura
  • Formato: Grande
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Fraturas da coluna lombar são raras nos atletas, devido a grande massa muscular presente na região. A energia necessária para causar uma ...

Fraturas da coluna lombar nos esportes



Fraturas da coluna lombar são raras nos atletas, devido a grande massa muscular presente na região. A energia necessária para causar uma fratura deve ser intensa, estando relacionada a esportes de alta velocidade, como o automobilismo, motociclismo e esportes de inverno.

A classificação das fraturas da coluna tóraco-lombar é baseada no conceito de estabilidade das "três colunas". A coluna anterior é constituída pelo ligamento longitudinal anterior, a porção anterior do corpo vertebral e o disco intervertebral. A coluna média é representada pelo restante do corpo vertebral, disco intervertebral e ligamento longitudinal posterior. A coluna posterior inclui o processo espinhoso, os ligamentos interespinhosos e supra-espinhosos, as articulações inter-apofisárias posteriores, e os pedículos.

As fraturas com lesão de duas colunas são classificadas como instáveis. Cada fratura deve ser abordada individualmente, sendo o seu diagnóstico realizado por história, exame físico e com o auxílio dos métodos radiológicos. As radiografias simples em incidência ântero-posterior e de perfil possibilitam a visualização da fratura e da estrutura óssea. A tomografia computadorizada fornece informações a respeito do canal vertebral e possível compressão do saco dural por fragmentos ósseos. A ressonância magnética permite avaliação da estrutura ligamentar, do disco intervertebral e das estruturas nervosas presentes no saco dural.

O tratamento das fraturas é iniciado no local aonde ocorreu o trauma através de imobilização do atleta e sua remoção para um centro médico. A manipulação indevida do atleta pode causar danos transitórios ou permanentes, podendo promover incapacidades não somente para a prática esportiva, mas também para o convívio social. As fraturas consideradas estáveis são tratadas com o uso de órteses (colete de Putti ou de Boston), feitos sob molde, por um período entre 8 à 12 semanas. As fraturas instáveis geralmente necessitam estabilização cirúrgica, com tempo de recuperação mais prolongado.

Quatro tipos de fraturas são observadas na atividade esportiva: do processo transverso ou da costela (nas proximidades da articulação...

Fraturas de coluna toracica nos esportes


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Quatro tipos de fraturas são observadas na atividade esportiva: do processo transverso ou da costela (nas proximidades da articulação transverso costal); do corpo vertebral por extensão forçada; do corpo vertebral por compressão e as fraturas com luxação.

As fraturas do processo transverso são estáveis e relacionadas ao trauma direto da região paravertebral, na região correspondente a articulação costal transversa. O principal sintoma é dor local, que se acentua durante os movimentos respiratórios. Ao exame físico observa-se equimose e intensa dor à palpação. O paciente pode apresentar aumento da cifose ou escoliose antálgica. O diagnóstico pode ser confirmado radiograficamente e quando necessária tomografia computadorizada e cintilografia óssea.

O tratamento é clínico com analgésicos e reabilitação precoce. A utilização de órteses para imobilização é controvertida, visto que a fratura é estável e alguns pacientes relatam desconforto devido a imobilização. O retorno às atividades esportivas deverá ser gradual e dependerá do limiar de dor do atleta.

As fraturas do corpo vertebral por extensão forçada (hiperextensão) são desencadeadas por movimentos bruscos, os quais tracionam as estruturas anteriores da coluna, principalmente o ligamento longitudinal anterior e o periósteo, podendo promover avulsão óssea e lesão da placa terminal. Este tipo de fratura incide em atletas durante a adolescência, enquanto não ocorre a maturidade do esqueleto axial, com persistência de tecido cartilaginoso nos planaltos vertebrais. Entre as modalidades esportivas, a ginástica olímpica impõe aos atletas movimentos abruptos, podendo desencadear estas lesões.

O diagnóstico é realizado com a anamnese e exame físico, que reproduz a dor ao se realizar uma extensão forçada da coluna. A visibilização da fratura é difícil com radiografias simples. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética facilitam o seu diagnóstico.

O tratamento envolve medidas analgésicas e utilização de órteses tóraco-lombares (colete de Boston) por um período entre 8 a 12 semanas.

As fraturas por compressão do corpo vertebral são as mais freqüentes nessa região, devido à falha da região anterior do corpo vertebral quando um movimento de flexão é aplicado na coluna. A maioria das fraturas por compressão nos atletas não causa descontinuidade do muro posterior do corpo vertebral, portanto não oferecem riscos de compressão medular por desprendimento de fragmentos ósseos dentro do canal vertebral.

Nos atletas jovens a presença de acunhamento vertebral pode ocorrer na ausência de trauma, sendo devido a uma osteocondrite da placa terminal (doença de Scheurmann). Nos atletas idosos as fraturas por compressão podem ocorrer após traumas triviais, devido à osteoporose.

Ao exame físico, acentuação antálgica da cifose dorsal, com espasmo muscular paravertebral, dor à palpação e limitação do arco de movimento. O exame neurológico deve ser minucioso no sentido de identificar alterações neurológicas consequentes a traumas raquimedulares.

O diagnóstico é confirmado por meio de radiografias simples com incidências ântero-posterior e de perfil, que permitem visibilizar alterações na altura do corpo vertebral. A tomografia computadorizada permite evidenciar o traço de fratura, além de avaliar a integridade do canal vertebral. O diagnóstico de doença de Scheurmann (dorso curvo com hipercifose) deve ser afastado em atletas jovens.

As fraturas com acunhamento vertebral anterior de até 25%, geralmente não acometem as estruturas vertebrais posteriores, mantendo a estabilidade da coluna . As fraturas com até 50 % de acunhamento vertebral podem se associar às lesões ligamentares posteriores e comprometimento do canal vertebral.

As fraturas com acunhamento vertebral, superior a 50 % estão associadas a traumas com maior energia, sendo geralmente instáveis e com grande possibilidade de apresentarem lesões do canal vertebral. O tratamento destas fraturas deve ser individualizado de acordo com a idade, a gravidade da fratura e a modalidade esportiva praticada pelo atleta. O objetivo do tratamento é proporcionar analgesia, evitar deformidades crônicas residuais, prevenir lesões neurológicas e reabilitar o atleta para que retorne com a menor brevidade para suas atividades.

Nas fraturas com acunhamento vertebral anterior de até 50%, sem sinais de instabilidade, o tratamento é realizado com órteses (colete de Boston) de polipropileno, feitas sob medida, abrangendo toda a coluna tóraco-lombar com apoio pélvico. O período de imobilização varia entre 8 à 12 semanas, mantendo durante este período o condicionamento físico e cardio-pulmonar. O retorno ao esporte pode ser iniciado assim que o atleta não sentir dor. As fraturas com mais de 50% de acunhamento vertebral anterior e sinais de instabilidade devem ser tratadas cirurgicamente.

As fraturas com luxações da vértebra estão relacionadas à traumas de alta energia. Os esportes mais propensos a este tipo de lesão são automobilismo, motociclismo, esportes de inverno e paraquedismo. Este tipo de fratura está relacionado à lesão neurológica em 85% a 100% dos casos. Nessa situação os pacientes são politraumatizados com múltiplas lesões graves, necessitando equipe médica de várias especialidades.

O diagnóstico desta lesão inclui, desde radiografias simples até a ressonância magnética, devido ao alto índice de lesão neurológica. A abordagem terapêutica é multidisciplinar (enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos), pois as seqüelas físicas e sociais podem ser graves. O tratamento cirúrgico é indicado para a restituição da anatomia da região, sendo realizado assim que o paciente apresente condições clínicas.O tratamento cirúrgico precoce permite antecipar o início da reabilitação, prevenindo complicações pulmonares e dermatológicas, como as escaras.

A TAF é definida como sendo a combinação de: desordem alimentar , amenorréia e osteoporose . É uma desordem muitas vezes não reconhecida, ...

O que é a Tríade da Atleta Feminina (TAF)?



A TAF é definida como sendo a combinação de: desordem alimentar, amenorréia e osteoporose. É uma desordem muitas vezes não reconhecida, e suas complicações podem ser devastadoras para a vida da atleta. Apesar de não se saber a prevalência exata deste distúrbio, vários estudos mostraram que cerca de 15% a 62% das atletas universitárias norte-americanas têm uma desordem alimentar. A amenorréia é encontrada em 3,4% a 66% das atletas femininas enquanto em 2% a 5% das mulheres em geral. Muitas atletas femininas passam despercebidas devido à natureza secreta dos distúrbios alimentares e pelo fato de muitas considerarem como uma conseqüência normal a cessação menstrual durante as atividades físicas competitivas.

Os distúrbios alimentares podem ser manifestados de diferentes formas, sendo a anorexia nervosa e a bulimia nervosa os dois extremos deste amplo espectro. Mesmo que muitas atletas não venham a apresentar todos os sintomas necessários para o diagnóstico dessas duas entidades acima, elas apresentam com freqüência uma combinação de ambas. A anorexia nervosa é caracterizada por um medo intenso de ganhar peso mesmo quando magra, mantendo o peso em menos de 85% do esperado. Há uma influência exagerada do peso e forma corporais na auto-avaliação da pessoa, e uma negação da seriedade e da gravidade da perda de peso exagerada. Há, nas mulheres que já começaram a menstruar, uma parada na menstruação por pelo menos três ciclos consecutivos (amenorréia). Essas pacientes podem vir a ter momentos de compulsão para alimetarem-se utilizando posteriormente, o vômito, diuréticos e laxantes para expelirem o excesso de comida da qual fizeram uso. A bulimia nervosa por sua vez, caracteriza-se por uma falta de controle alimentar, onde a pessoa come uma maior quantidade de comida em um pequeno espaço de tempo (2/2hs). Há comportamentos compensatórios inapropriados para prevenir o ganho de peso como indução de vômitos, uso de diuréticos e laxantes, jejum prolongado e atividades físicas intensas.

A amenorréia pode ser primária (atraso da primeira menstruação) ou secundária (ausência de menstruação após ciclos anteriores). Quando relacionadas ao treinamento físico excessivo, são causadas por alterações hipotalâmicas (cerebrais), que levam a uma diminuição de estrogênio circulante.

A osteoporose é definida como a perda de tecido ósseo diagnosticado através da diminuição da densidade óssea. Isso leva à fragilidade óssea, predispondo a fraturas de estresse (quando atletas) e a fraturas de coluna e quadril (quando mais velhas). No caso da TAF, ela é causada pela diminuição do estrogênio circulante. A morbidade (grau de lesão e desconforto) associada à osteoporose é significante e a perda óssea pode ser irreparável.

A palavra flexibilidade é derivada do latim flectere ou flexibilis, "curvar-se". Talvez uma das definições mais simples seja a am...

Pilates na flexibilidade de atletas juvenis de futsal



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A palavra flexibilidade é derivada do latim flectere ou flexibilis, "curvar-se". Talvez uma das definições mais simples seja a amplitude de movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações, sendo limitada por ossos, músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares.

Ao contrário do que ocorre com a musculatura, a capacidade de alongamento de tendões, ligamentos e cápsulas é muito limitada, devido a sua função de estabilização articular. Weineck descreveu a influência dos diferentes tipos de tecidos que contribuem na flexibilidade para resistência articular: cápsula e articulação, 47%; musculatura, 41%; tendões, 10%; e pele, 2%.

A flexibilidade é uma capacidade individual, pois depende de fatores como: herança genética, sexo, idade, volume muscular e adiposo, além de fatores externos como treinamento, temperatura ambiente, etc.

Essa capacidade vai se perdendo com a idade, principalmente durante a adolescência e, acentuadamente, no sexo masculino. Acredita-se que até os 17 anos a flexibilidade possa ser recuperada e, inclusive, incrementada por programas de treinamento adequados. Após essa idade, tanto para homens quanto para mulheres, essa capacidade tende a reduzir-se progressivamente.

Com o aumento da flexibilidade muscular, os exercícios podem ser executados com maior amplitude de movimento, maior força, mais rapidamente, mais facilmente, com maior fluência e de modo mais eficaz. Enfim, a falta de flexibilidade é um fator limitante ao desempenho esportivo, sendo um fator facilitador de lesões musculares.

O futebol de salão (futsal) é um esporte em ascensão mundial, atraindo cada vez mais adeptos. Devido à facilidade de encontrar espaços para sua prática, é um dos esportes mais difundidos no Brasil, sendo jogado por mais de 12 milhões de brasileiros, segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol de Salão – CBFs.

Grau(10) afirma que, quando adolescentes entram em centros de formação futebolísticos, os treinamentos intensos, a musculação e, talvez, programas de flexibilização mal-elaborados formam um atleta com pouca flexibilidade. Conseqüentemente, o gesto esportivo (no caso, o chute) apresenta-se menos preciso e menos potente, justamente pela deficiência de flexibilidade, especialmente na musculatura posterior de coxa (isquiotibiais).

Este grupo muscular, juntamente com o grupo posterior da perna (gastrocnêmios), são os mais propensos a estiramentos musculares (lesão gerada pelo alongamento exagerado das fibras ou contrações musculares bruscas). Estes músculos caracterizam-se por ser biarticulares e por solicitação excêntrica em grande parte do tempo (por exemplo, os isquiotibiais na fase de desaceleração do chute e os gastrocnêmios na aterrissagem).

As principais técnicas para o desenvolvimento da flexibilidade são: balística, alongamento, estática e FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva)(5). Entretanto, técnicas como o Pilates® vêm surgindo como novas opções a serem estudadas, testadas e comprovadas.

A técnica recebe esse nome por fazer referência a seu criador, Joseph Pilates (1880-1967). Os primeiros praticantes da técnica foram quase exclusivamente dançarinos e atletas. No entanto, nos últimos anos, o Pilates® tornou-se um método popular na reabilitação e no fitness. Nos Estados Unidos, são mais de cinco milhões de praticantes e em uma simples busca na internet surgem mais de 200 vídeos disponíveis sobre o assunto.

O treinamento de Pilates® pretende melhorar a flexibilidade geral do corpo e busca a saúde através do fortalecimento do "centro de força", melhora da postura e coordenação da respiração com os movimentos realizados. Visando o movimento consciente sem fadiga e dor, o método baseia-se em seis princípios: a respiração, o controle, a concentração, a organização articular, o fluxo de movimento e a precisão. É um método que trabalha com exercícios musculares de baixo impacto contracional, fortalecendo intensamente a musculatura abdominal. Entretanto, mesmo com os efeitos benéficos proporcionados pela técnica, existe escassez de estudos acerca dessa modalidade terapêutica, sobretudo em atletas.

Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito sobre a flexibilidade proporcionado por um programa de Pilates® em uma população altamente propensa a limitações dessa capacidade e que pode usufruir de inúmeros benefícios com o incremento da mesma.

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Tendo em vista que o surf e o bodyboard é um esporte amplamente praticado no Brasil, e abrange a todas as pessoas desde crianças até a melho...

Fisioterapia x Surf


Tendo em vista que o surf e o bodyboard é um esporte amplamente praticado no Brasil, e abrange a todas as pessoas desde crianças até a melhor idade, obter informações e um trabalho específico que possam contribuir para a prevenção, preparação e performance do praticante, é de extrema necessidade. A Fisioterapia Preventiva tem o intuito de promover a saúde e colaborar com o desenvolvimento do esporte radical, conseqüentemente proporcionar aos nossos surfistas e bodyboarders um período maior de recreação dentro e fora da água.

A dor lombar se justifica pelo fato desta ser a maior queixa em relação a dores musculares entre surfistas e bodyboarders. Desta forma, esse projeto visa completar uma lacuna , a nível científico, que aborde este problema tão comum no cotidiano dos surfistas, mas que parece não estar recebendo a devida importância, afastando muitas vezes os surfistas de dentro da água e no caso dos profissionais, prejudicando as suas carreiras.

A paixão pelo surfe, leva a muitos surfistas a passarem horas ininterruptas dentro da água, remando em busca de ondas perfeitas procurando aperfeiçoar suas manobras. Mas a prática do surf assim como a de outros esportes leva a sobrecargas nas estruturas do corpo humano. Como exemplo destas sobrecargas, temos o problema de dores lombares (BABOGHLUIND, 2002).

Os surfistas e bodyboarders que apresentam esse problemas ficam dias sem surfar ou com no mínimo apresentam a sua performance bem comprometida e desconforto local. Além do fator estressante da musculatura no momento da remada no surf e bodyboard; um fator muito importante que observo é a falta ou a má qualidade no alongamento antes e depois do surf.

Houve vários casos de surfistas profissionais que tiveram que se afastar http://www.blogger.com/img/blank.gifde sua vida profissional, por algum tempo, submetendo – se a tratamentos, devido às dores nas costas. Sem falar na grande quantidade de surfistas que ao redor do mundo sofrem com este problema e não se sabem sequer como proceder para sana-lo ou mesmo preveni-lo.

Pra mim esporte é sinônimo de lesão; e é devido a esse fator que busco através da pesquisa observar e verificar as lesões na coluna decorrentes do surf e bodyboard e as condutas preventivas realizadas por estes indivíduos. E descobrir como podemos intervir nessas lesões através da fisioterapia e por que elas ocorrem?
Acredito que novas descobertas através desse estudo poderão contribuir para o desenvolvimento do esporte e da fisioterapia preventiva (quero mostrar que a fisioterapia não é apenas reabilitação no esporte); afinal surf é sinônimo de saúde; e saúde é conhecimento.

Fonte

A dor lombar é uma das dores mais incapacitantes no esporte, principalmente quando se trata de ciclistas, corredores e triatletas. Na minha ...

Dor lombar x Ciclismo


A dor lombar é uma das dores mais incapacitantes no esporte, principalmente quando se trata de ciclistas, corredores e triatletas. Na minha prática de fisioterapeuta esportiva, esse é um quadro muito comum, e que torna a prática da atividade desprazerosa e preocupante.

A lombalgia pode ser originada por diversos fatores, e na maioria das vezes, esta acontece por um conjunto deles, e não por uma causa isolada. Bastou um treino muito longo, umas subidas muito íngremes, um terreno muito acidentado, uma noite mal dormida, uma postura errada na cadeira do escritório... para que o quadro álgico se instalasse!

Algumas pessoas já têm certa predisposição a ter dor lombar por alterações estruturais nas curvaturas da coluna, por hábitos posturais incorretos, por desequilíbrios musculares, pela técnica incorreta da atividade esportiva, por falta de mobilidade da coluna. Mas todo atleta está suscetível a ter dor lombar na prática de sua atividade. Por isso é tão importante a prevenção e a preocupação com os cuidados necessários para que ela não apareça. A própria dinâmica do esporte tende a gerar desequilíbrios entre a musculatura, e a criar posturas sustentadas por longos períodos de tempo, posturas estas que muitas vezes não são fisiológicas, e criam situações de dor.

Assim, é necessário que o atleta faça um trabalho paralelo ao seu treinamento, visando corrigir esses desequilíbrios musculares, trabalhando principalmente a musculatura estabilizadora do tronco. Além de proteger a coluna, esses músculos fazem com que os movimentos se tornem mais precisos, facilitando a correção postural e melhorando o movimento dinâmico dentro do esporte.

Trabalhar a mobilidade da coluna também é de fundamental importância, o que acontece em paralelo com o trabalho de consciência corporal do atleta. Existem diversos exercícios com esse objetivo, e que trazem resultados muito benéficos.

A postura que o atleta fica no dia-a-dia é outro fator que deve ser observado por ele. Por mais que o atleta faça um trabalho específico para correção de desequilíbrios, na maioria das vezes ele passa mais tempo trabalhando do que fazendo sua atividade física. Assim, ele deve se preocupar em manter uma postura correta mesmo não estando em cima da bike ou pelas ruas com seus tênis de corrida.

O Bike Fit feito por um profissional capacitado também é fundamental, e muitas vezes a mudança do tamanho do avanço ou a alteração da distância entre o banco e o guidon já basta para que este incôdomo desapareça.

A natação, o Pilates, a musculação, o treinamento funcional, o Yôga e a Osteopatia são exemplos de atividades paralelas que vão te ajudar a ter um corpo saudável e preparado para atividades físicas intensas, e para que o ganho de performance aconteça de forma natural e gradativa.

Fonte: Pedal.com.br

O UFC 133 ficou marcado pelas lesões que tiraram de ação muitos dos lutadores escalados para o evento. Rogério Minotouro, Phil Davis, Nic...

Fisioterapeuta de Anderson Silva conta histórias das lesões no MMA


O UFC 133 ficou marcado pelas lesões que tiraram de ação muitos dos lutadores escalados para o evento. Rogério Minotouro, Phil Davis, Nick Pace, Kid Yamamoto, Riki Fukuda, Vladimir Matyushenko e Alessio Sakara foram anunciados oficialmente no card antes de se lesionarem e se retirarem do evento, que acontece neste sábado na Filadélfia. Para ficar de fora de grandes lutas, porém, é preciso uma contusão das mais sérias, conforme comprova a experiência de Jackeline Figueiredo, fisioterapeuta de astros do MMA como Anderson Silva, Rafael Feijão e Ronaldo Jacaré e que já viu os casos mais bizarros de lesão em 15 anos de atuação no mundo das lutas.

Segundo Jackie, como é chamada pela turma da luta, o limiar de dor desse tipo de atleta é muito diferente dos demais. Enquanto muitos jogadores de futebol não entram em campo se tiverem qualquer lesão muscular na perna, alguns lutadores convivem com até 12 hérnias de disco e seguem treinando. Para tratá-los, é necessário um conhecimento do esporte e dos limites de cada atleta.

O caso de Érica Paes, única lutadora a derrotar a campeã dos pesos pena do Strikeforce, Cris Cyborg, é um exemplo disso. A lutadora, que está planejando sua volta aos combates após seis anos afastada, sofreu uma hérnia de disco lombar extrusa que, segundo dois médicos, exigiria cirurgia e encerraria sua carreira aos 30 anos de idade. Nas mãos de Jackie, porém, Érica fez tratamento específico e, em dois meses, está pronta para voltar aos treinos.

Érica Paes e Jackeline Figueiredo fisioterapia (Foto: Adriano Albuquerque/SporTV.com)

- O médico também tem que ter esse conhecimento, senão vai dizer que o lutador não pode lutar. Médico quer fazer a prevenção - conta Jackeline, que trabalha com médicos que também são praticantes de lutas ou que têm experiência no futebol, como Victor Favilla.

As lesões são as mais variadas possíveis, mas as mais comuns acontecem na lombar e nas articulações, castigadas com as muitas imobilizações do jiu-jítsu. Para todas, há um "jeito" de tratar e levar para a luta, exceto as lesões na costela, que Jackeline "não negocia". Mesmo assim, Anderson Silva enfrentou Chael Sonnen em setembro de 2010 com uma contusão na região - na época, ele estava treinando nos EUA e não fez tratamento no Rio. O "Spider" foi à clínica de Jackie no começo do ano passado, logo após passar por cirurgia no cotovelo direito, do qual retirou fragmentos para recuperar a extensão total do braço.

- Ele chegou aqui cerca de 20 dias depois de operado, sem força no braço. Ele recuperou rápido e fomos acresentando exercícios de força. No quarto dia de sessão, ele já tinha recuperado bastante, e eu disse, "Anderson, bota o quimono e vai fazendo trabalho de pano", porque eles trabalham muita pegada. Ele disse OK. Aí, me ligou o Rogério (Camões, técnico de Anderson) e perguntou, "Jackie, você liberou o Anderson pra treinar? Porque ele está aqui jogando saco de 40kg com o Feijão"... Aí eu disse, "Pronto, acabou a fisioterapia"... Ele nunca mais veio, só falou por telefone - lembra a fisioterapeuta, que recebeu uma câmera filmadora de presente do lutador para registrar o tratamento.

Entre os pacientes de Jackie, estão vários membros da família Gracie. Royler, tetracampeão mundial de jiu-jítsu, foi o primeiro lutador a requerer seus serviços, e lutava normalmente mesmo com fraturas no pé. Além dos Gracie, ela atende atletas da equipe X-Gym como Roberto Corvo, que sofreu uma luxação no ombro na mesma semana de uma luta, fez tratamento intensivo, lutou e venceu.

Nenhum deles, porém, supera as histórias de Ronaldo Jacaré, atual campeão dos pesos médios do Strikeforce. Antes de sua última luta, em que defendeu o cinturão contra Robbie Lawler e venceu por finalização, Jacaré apareceu na clínica dizendo que estava muito bem, só com um pequeno incômodo nas costas. Quando levantou a camisa, tinha um edema enorme no quadril. Era uma desinserção no transverso do abdome, um dos músculos mais fortes do corpo humano.

- Com uma lesão dessas, uma pessoa normal já estaria internada. Mandei ele pro Victor Favilla, e ele disse, "Que é isso, cara? Nunca vi na minha vida!", e eu disse, "vai se acostumando, porque só vou mandar daí em diante!" Ele quase fez uma fratura. Fez essa lesão na luta anterior e foi treinar. Tratamos e em uma semana ele estava ótimo. Levaria um mês e meio pra recuperação numa pessoa normal, talvez tivesse até que andar de muletas ou cadeira de rodas - explica Jackie.

Ronaldo Jacaré fisioterapia (Foto: Divulgação)

Outra história memorável de Jacaré aconteceu numa de suas lutas com Roger Gracie no Mundial de Jiu-Jítsu, categoria absoluto. Roger conseguiu uma chave de braço, mas Jacaré se recusou a bater. Seu braço eventualmente estalou, dando um susto em Roger, que soltou a posição e pediu que a luta fosse encerrada. Mesmo com o antebraço pendurado, Jacaré não desistiu, colocou o braço colado na faixa e terminou derrotando o rival.

- Não fizemos cirurgia, fizemos uma desinserção muscular. (O prazo era de) 75 dias pra voltar; ele voltou em 35, pronto pra lutar de novo. Ele vinha pra fisioterapia de manhã e de tarde, fazíamos muito trabalho na piscina, e às vezes ele sumia lá dentro. O Jacaré estava sentado dentro da piscina, fazendo exercício de apneia, testando o fôlego. Hoje, esse braço dele é mais forte que o outro - diz Jackie.

Embora pareça impossível evitar lesões num esporte com tanto contato e queda, Jackeline diz que é possível prevenir as contusões com um trabalho de profilaxia, que ainda não é muito seguido pelos grandes nomes e está fora de alcance para lutadores mais humildes.

- Isso já acontece nos esportes olímpicos e coletivos, que têm toda uma assistência, com médico, preparador, fisioterapeuta, e isso não acontece muito com o MMA. Fisioterapia não é só pra quando machucar, é antes também, pra não deixar ficar machucado. É alongamento, trabalho de flexibilidade, de musculatura. Claro que eles vão se machucar, mas pode melhorar muito. Mas isso também tem um custo e eles não têm como pagar uma fisioterapia. A grande maioria que ainda não chegou lá não tem patrocinador, plano de saúde.

Sabe aquela dor que você sente no dia que segue um treino pesado? Ela é chamada de Dor Muscular de Início Tardio ou DOMS (Delayed Onset Musc...

Dor Muscular de Início Tardio


Sabe aquela dor que você sente no dia que segue um treino pesado? Ela é chamada de Dor Muscular de Início Tardio ou DOMS (Delayed Onset Muscle Soreness), às vezes também conhecida como febre muscular.

Esse fenômeno se dá através de dor ou enrijecimento muscular que aparece várias horas após a realização de exercícios para os quais seu corpo não estava acostumado ou após uma sessão de treinamento de carga e/ou volume elevados. Ela é percebida como uma dor “chatinha”, que se evidencia apenas quando o músculo é alongado, contraído ou colocado sob pressão. Geralmente sua intensidade aumenta nas primeiras 24hs, alcança seu pico entre 24 e 72hs, entrando em declínio e desaparecendo depois de 5 a 7 dias após a realização dos exercícios.

Essa dor, ainda hoje, é associada ao acúmulo de ácido lático nos músculos. De fato, esse supbroduto da produção anaeróbia de energia para a contração muscular causa uma dor aguda que, entretanto, desaparece tão logo o fluxo sangüíneo da região exercitada seja reestabelecido. Atualmente sabe-se que o ácido lático é eliminado do organismo em até 3 horas após o término da atividade física.

A teoria mais aceita na atualidade é que a dor tardia está associada aos microtraumas musculares, provocados pelo esforço de um determinado exercício. O corpo responde um uma inflamação local, acompanhada de edemas e dores.

E então, isso é benéfico ou não? Eu diria que sim, uma vez que, no processo de regeneração das microlesões, o músculo vai se remodelando como forma de se adaptar ao exercício, o que resulta em fortalecimento. Entretanto, A força muscular diminui durante o processo doloroso. Para o dia seguinte ao treino, são necessários repouso, reposição nutricional e hídrica para que o músculo recupere sua integridade. Se for treinar, este deve ser composto de exercícios regenerativos.

Masoquismo ou não, acredito que a maioria dos triatletas irão concordar comigo de que essa é uma “dor gostosa”, sinal de que seu corpo está reagindo e buscando melhorar sua performance. Mas não seja cabeça dura! Se o quadro de dor for muito forte ou prolongado, reduza a intensidade dos treinos e procure um especialista!

Fonte

As lesões, na maioria das vezes, são ocasionadas por choque direto de características violentas ou não, e alguns casos por contato direto co...

Fisioterapia no voleibol


As lesões, na maioria das vezes, são ocasionadas por choque direto de características violentas ou não, e alguns casos por contato direto com outra pessoa ou uma superfície rígida. Também podem ser provocadas pelas repetições de gestos, acelerações, deslocamentos para bloqueio e cortadas, que são os principais fundamentos deste esporte. Por este motivo o voleibol é uma atividade esportiva de grande variabilidade de lesões (2,8).

A maior incidência de lesões em atletas de alto nível, segundo a FIVB (1982), ocorre em períodos de competições, com uma relação de 2:1 a respeito das lesões encontradas durante os treinamentos (8).

A epidemiologia das lesões, de acordo com a Tomada de Protocolo de Ferreti (1996), por estruturas anatômicas x por tipo de lesões mais freqüentes no voleibol podem ser visualizadas nos quadros seguintes (2):

Estrutura Anatômica

Dedos (mãos)

Cotovelo

Ombro

Pulso

Dedos (pés)

Joelho

Tornozelo / Pé

Tronco

Coluna

Lesão Muscular

Lesão por Estresse

Número de lesões

130

6

84

40

36

22

14

52

43

42

3

Porcentagem (%)

46,13

2,13

29,8

14,2

12,76

7,8

4,96

18,39

15,2

14,9

0,91

Quadro 2 - Tipos de lesões mais freqüentes no voleibol

Fonte: FERRETI, A. Volleybal Injuries - A colour Atlas of Volleyball Traumatology. Federetion Internationale de Volleyball, 1996.

Lesões

Entorse de tornozelo

Tendinopatia patelar/condromalácia patelar

Lombalgia

Entorse de joelho

Entorse / luxação de falanges

Tendinite aquiliana

Fascite plantar

Hérnia / protusão discal lombar

Rotura meniscal

Incidência (%)

13,0 - 25,0

3,0 - 10,0

6,1 - 7,8

3,6 - 4,61

2,7 - 17,09

3,0 - 3,9

1,5 - 3,8

1,0 - 2,3

1,0 - 2,45



Por conseguinte, as lesões no voleibol são bastante diversificadas quanto à incidência, local anatômico, comprometimento, modificações biomecânicas e outros. O voleibol deve se preocupar em muito a respeito das técnicas de treinamento esportivo para prevenir as lesões.

Intervenção fisioterapêutica

O voleibol, nas ultimas décadas, vem passando por diversas mudanças, tanto na parte tática, técnica, física, administrativa, quanto em suas regras. Levando as empresas a investirem mais no atleta. Todavia, estes avanços trouxeram uma maior cobrança aos resultados almejados.Com o objetivo de melhorar, os profissionais de área iniciaram uma corrida na procura de alternativas para o aumento da eficácia de suas equipe. No entanto, na mesma proporção do progresso do voleibol, houve o crescimento do número de lesões, em virtude das inúmeras exigências ao atleta.

Devido a estes problemas, haja vista os jogadores lesionados ficarem inviabilizados totalmente ou parcialmente aos jogos. Em 1969, surgiu oficialmente a fisioterapia desportiva, organizada pelo comitê dos XX jogos Olímpicos e pela primeira vez a fisioterapia entrou como uma unidade nos jogos Olímpicos de 1972.

A fisioterapia desportiva possui atuação preventiva e de reabilitação de lesões, basicamente utilizando os mesmos recursos da fisioterapia ortopédica traumatologia, diferenciando-se desta na especificidade, intensidade, freqüência e objetivos de tratamento (3,5,7).

Os recursos fisioterápicos mais utilizados para o tratamento das lesões esportivas são: eletroterapia, crioterapia, hidroterapia, massoterapia, cinesioterapia e mecanoterapia. Observando-se suas indicações e contra-indicações, além das alterações fisiológicas ocorridas com tais técnicas. Cujas principais finalidades são (5,7):

Manter a imagem psico - sensorial e motora do atleta;

Promover a recuperação muscular, tendinosa e articular; melhorar a circulação arterio-venosoa e linfática;

Promover o relaxamento com movimentos rítmico e dinâmico;

Melhorar a coordenação; aumentar o tônus, trofismos muscular e amplitude de movimentos;

Combater algias e edemas.

Contudo, para o melhor desempenho do esporte é fundamental:

A formação de uma equipe técnica de alto nível e a mais especializada possível;

Traçar metas a serem alcançadas durante a temporada, planejar fases de treinamentos e a divisão das tarefas durante elas;

Fazer uma avaliação física;

Realizar uma avaliação médica e fisioterápica, pois por intermédio da avaliação é possível desenvolver um trabalho preventivo mais eficiente, onde pode-se dividir o grupo pelas lesões, pelas deficiências físicas existentes e pelas posições que os jogadores atuam. Desta forma evita-se a perda de tempo e não sobrecarrega os atletas com exercícios desnecessários.

A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alonga...

Pliometria aplicada a recuperação de atletas


A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alongamento-encurtamento, ou seja, um mecanismo fisiológico cuja função é aumentar a eficiência mecânica dos movimentos, nos quais ocorre uma contração muscular excêntrica, seguida, imediatamente, por uma ação concêntrica (1).

Um dos meios pelo qual se ativa o ciclo alongamento-encurtamento é a pliometria. Esse
método é conhecido por desenvolver potência muscular em atletas. A potência representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema (2).

O termo pliometria foi introduzido pelo treinador norte americano Fred Wilt em 1975. Essa técnica tornou-se popular nos anos 60 e 70 e foi responsabilizada pelo sucesso dos atletas do leste europeu na época(3). Os treinadores norteamericanos já usavam saltos com bancos o pular corda, porém não conheciam sua base fisiológica.

Foi, então, o treinador soviético Yuri Verkhoshanski, durante o final da década de 60, quem começou a transformar o que eram apenas saltos aleatórios, em treinamento pliométrico organizado (2, 4).

Os exercícios pliométricos são definidos como aqueles que ativam o ciclo excêntricoconcêntrico do músculo esquelético, provocando sua potenciação elástica, mecânica e reflexa(5).

O propósito dos exercícios de ciclo alongar e encurtar ou de contra movimento é melhorar a capacidade de reação do sistema neuromuscular e armazenar energia elástica durante o préalongamento, para que esta seja utilizada durante
a fase concêntrica do movimento(6). Esses exercícios promovem a estimulação dos
proprioceptores corporais para facilitar o aumento do recrutamento muscular numa mínima quantidade de tempo(7).

Além da importante contribuição desta técnica para o ganho de potência,de auxílio na melhora do desempenho de controle neuromuscular, porém somente há pouco a sua importância na prevenção e reabilitação de lesões está sendo discutida (8).

Dessa forma, este trabalho de revisão bibliográfica tem como objetivo descrever as bases mecânicas, elásticas e neurofisiológicas da pliometria, assim como, o seu papel na reabilitação e prevenção de lesões em atletas, haja visto que eles precisam retornar de forma precoce e segura ao esporte competitivo.

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O termo propriocepção foi primeiramente introduzido por Sherrington em 1906, que a descreveu como um tipo de feedback dos membros ao sistema...

Exercícios proprioceptivos preventivos


O termo propriocepção foi primeiramente introduzido por Sherrington em 1906, que a descreveu como um tipo de feedback dos membros ao sistema nervoso central (SNC) (Dover & Powers, 2003); propriocepção é um tipo de informação vinda dos membros até o SNC (Lephart et al., 1997). O SNC processa estas informações vindas de terminações nervosas especializadas ou de mecanoceptores que estão localizados na pele, músculo, tendão, cápsula articular e ligamento. Juntamente com os inputs vestibular e visual, os mecanoceptores fornecem ao SNC informações sobre a posição do membro (Beynnon et al., 1999).

Hoje a propriocepção é descrita como a conciliação do senso de posição articular (habilidade do indivíduo identificar a posição do membro no espaço) e da cinestesia (movimento articular) (Dover et al., 2003); outros autores ainda consideram que o termo propriocepção tem um sentido mais amplo, que inclui nesta definição o controle neuromuscular (Laskowski et al., 1997).



Proprioceptores



Para a formulação de um programa de reabilitação-treinamento proprioceptivo é fundamental um conhecimento da fisiologia básica, isto é, de como estes mecanoceptores musculares e articulares funcionam conjuntamente na produção de movimento fluente, controlado e coordenado (Ellenbecker, 2002).

Três tipos de mecanoceptores nos músculos e articulações sinalizam a posição estacionária dos membros e a velocidade de direção dos membros em movimento: (a) receptores especializados sensíveis ao estiramento muscular, denominados receptores do fuso muscular; (b) órgãos tendinosos de Golgi, receptores do tendão que são sensíveis a fora de contração e ao esforço exercido por um grupo de fibras musculares; e (c) receptores localizados nas cápsulas articulares que são sensíveis à flexão ou extensão da articulação (Kandel, 2003).



Vias proprioceptivas



Esses mecanoceptores iniciam o laço aferente do feedback proprioceptivo ao SNC (Laskowski et al., 1997). Os axônios que transportam informações dos órgãos para a medula são chamados de aferentes e são denominados de acordo com seu tamanho, ou seja, I, II, e assim por diante, conforme o diâmetro e a velocidade de condução relativa. Transportam as informações dos órgãos do fuso (Ia) e dos órgãos de Golgi do tendão (Ib) (Cailliet, 2000).

Muitos axônios que trazem a informação proprioceptiva entram no corno dorsal da medula e fazem sinapses com os interneurônios. A essência da integração aferente com a coluna espinhal é quando estes sinais se encontram com os interneurônios e estes se conectam com os altos níveis do SNC. A maioria dessas informações proprioceptivas propaga-se até os altos níveis do SNC através do trato dorsal lateral ou trato espinocerebelar. Os dois tratos dorsais laterais estão localizados na região posterior do corno espinhal e finalmente carregam os sinais ao córtex somatosensorial. Embora a maioria das sensações que este trato é responsável seja toque, pressão e vibração, grande quantidade da compreensão consciente do senso de posição articular e cinestesia também é atribuída a este trato (Riemann & Lephart, 2002).



Exercícios proprioceptivos preventivos



Os exercícios proprioceptivos são uma parte integral do processo de reabilitação e talvez seja prudente o uso clínico na prevenção de lesões desportivas, pois os estudos realizados comprovaram que a prescrição destes exercícios melhora o senso de posição articular e evita que as lesões ocorram (Dover et al., 2003).

A prática regular de exercícios proprioceptivos ajuda a manter uma excelente resposta do sistema somatosensorial, comprovando que a utilização destes exercícios auxilia na manutenção do equilíbrio (Gauchard, 1999).

O programa de exercícios proprioceptivos, para compor um trabalho proprioceptivo preventivo, deve ter exercícios dinâmicos, multidirecionais e específicos de cada esporte. Estes exercícios trabalham principalmente com componentes da estabilidade dinâmica das articulações (unidades músculo-tendíneas) que mantém os membros e as articulações estáveis durante os movimentos. Este treinamento de exercícios dinâmicos específicos de cada esporte, permite facilitações na adaptação proprioceptiva na articulação do joelho em atletas (Hewett, 2001).

Em um estudo controlado prospectivo de 600 jogadores de futebol relacionou os possíveis efeitos preventivos de um treinamento proprioceptivo. Trezentos jogadores foram instruídos a treinar 20 minutos por dia com 5 diferentes fases de dificuldade aumentada. A primeira fase consistiu de treinamento equilibrado sem qualquer prancha de equilíbrio, a fase 2 de treinamento em uma prancha de equilíbrio retangular, fase 3 de treinamento em uma prancha redonda, fase 4 de treinamento em uma prancha retangular e redonda combinado, fase 5 de treinamento em uma prancha chamada BABS. Um grupo controle de 300 jogadores de outros times comparáveis treinava normalmente e não receberam qualquer treinamento. Ambos os grupos foram observados durante três temporadas e possíveis lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) foram diagnosticadas por exames clínicos. Um total de 10 lesões de LCA foram encontradas no grupo propriocepção, contra 70 lesões nos jogadores que somente realizaram o treinamento normal foram registradas. Este trabalho concluiu que o treinamento proprioceptivo pode reduzir significativamente a incidência de lesões de LCA nos jogadores de futebol (Caraffa, 1996).

No futebol Suíço durante as temporadas de 1999 e 2000, 101 jovens atletas participaram de um grupo de intervenção, realizando diversas atividades que tinham o intuito de prevenir lesões, entre elas um programa de exercícios destinados a aumentar a estabilidade das articulações do tornozelo e joelho, enquanto 93 jovens atletas do grupo controle continuaram a praticar o esporte normalmente. A incidência de lesões no grupo de intervenção foi de 6.7 a cada 1000 horas de treinamentos ou jogos, enquanto no grupo controle foi de 8.5, o que representa um número 21% menor de lesões no grupo de intervenção comprovando claramente que a incidência de lesões no futebol pode ser reduzida com um programa de prevenção (Junge et al., 2002).

Em um trabalho nos anos de 2000 e 2001 com jogadoras de futebol com idade entre 14 e 18 anos de equipes norte-americanas, 1041 e 844 atletas participaram do grupo de intervenção no primeiro e segundo ano respectivamente, enquanto o grupo controle contou com 1905 e 1913 em cada ano do estudo. O grupo de intervenção realizou um programa de treinamentos neuromusculares e proprioceptivos, além de exercícios de aquecimento, alongamento e fortalecimento, com o intuito de reduzir o índice de lesões dos ligamentos cruzados anteriores destes atletas enquanto o grupo controle continuou sua rotina normal de treinamentos. No primeiro ano de estudos ocorreram 2 lesões de ligamento cruzado anterior no grupo de intervenção, enquanto no grupo controle ocorreu 32 lesões deste ligamento. No segundo ano de pesquisa ocorreram 4 e 35 lesões do ligamento em questão no grupo de intervenção e no grupo controle respectivamente. Ocorreram 88% e 74% menos lesões do ligamento cruzado anterior no grupo de intervenção em comparação com o grupo controle no primeiro e segundo ano respectivamente (Mandelbaum et al., 2005).

No estudo com 1263 jovens atletas de futebol, basquetebol e voleibol dos sexos masculino e feminino para verificar a incidência de lesões de joelho em atletas do sexo feminino. Havia dois grupos de atletas do sexo feminino, o grupo de intervenção que foi submetido a um programa de treinamento neuromuscular durante 6 semanas que consistia de alongamentos, exercícios pliométricos e treinos com pesos enfatizando as características de cada esporte, o grupo controle em que continuou realizando sua prática desportiva de modo habitual e um terceiro grupo controle de atletas do sexo masculino. Ocorreram 14 lesões severas de joelho durante o estudo, em que 10 ocorreram no grupo controle de atletas (8 lesões sem contato) e 2 (0 sem contato) lesões no grupo de intervenção de atletas do sexo feminino respectivamente. E no grupo controle de atletas do sexo masculino ocorrera 2 lesões severas de joelho, sendo que uma lesão de contato e outra sem contato. O menor número de lesões severas de joelho em atletas que se submeteram ao treinamento neuromuscular pode ser devido ao aumento da estabilidade dinâmica articular destes atletas (Hewett, 1999).

No estudo com 765 jovens jogadores (523 do sexo feminino e 242 do sexo feminino) de basquetebol e voleibol foram divididos no grupo de intervenção (373 atletas) que participaram de um programa de treinamento de equilíbrio e no grupo controle (392 atletas) que mantiveram suas atividades desportivas rotineiras. O programa de exercícios escolhidos para a realização do trabalho foi baseado nos exercícios usados durante a reabilitação de lesões de joelho e tornozelo. Os exercícios foram divididos em 5 fases, sendo que da fase 1 a 4 foi desenvolvida durante 4 semanas antes do início da temporada com a realização dos exercícios 5 vezes por semana. A fase 5 do treinamento ocorreu após o início das competições com a realização dos exercícios 3 vezes por semana. O objetivo foi verificar a incidência de lesões de tornozelo nestes atletas, e o grupo de intervenção teve significativamente menos lesões o grupo controle (1.13 e 1.87 lesões de tornozelo a cada 1000 horas de prática esportiva). Então, um programa de treinamento de equilíbrio reduziu significativamente o risco de entorses de tornozelo em jovens atletas de futebol e basquetebol (de McGuine & Keene, 2006).

Em pesquisa realizada durante a temporada 2001-2002 do voleibol holandês masculino e feminino sobre treinamento proprioceptivo com o objetivo de diminuir o número de entorses de tornozelo contou a participação de 641 jogadores no grupo controle e 486 jogadores no grupo de intervenção. O programa de treinamento consistiu em 14 exercícios básicos com e sem o uso de pranchas de equilíbrio, e foram realizados durante as 36 semanas da temporada de voleibol. O entorse de tornozelo teve incidência de 0.5 por 1000 horas de jogo no grupo de intervenção e 0.9 por 1000 horas de jogo no grupo controle. A incidência total de lesões no grupo de intervenção foi de 2.1 por 1000 horas de treinamentos ou jogos, enquanto no grupo controle foi de 2.9 por 1000 horas. Concluiu-se que um programa proprioceptivo em pranchas de equilíbrio foi suficiente para prevenir a ocorrência de entorses de tornozelo (Verhagen et al., 2004 ).

O treinamento em discos de tornozelo influenciou o tempo de reação de músculos selecionados durante um entorse de tornozelo simulado em pessoas sem lesões prévias e sem instabilidade funcional do tornozelo (Sheth et al., 1997).

Fonte

Um obra para o treinamento dos especialistas em ortopedia e medicina esportiva, que estão aumentando em número e ganhando cada vez mais...

Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte


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Um obra para o treinamento dos especialistas em ortopedia e medicina esportiva, que estão aumentando em número e ganhando cada vez mais independência dentro de uma equipe de saúde.

  • Editora: Manole
  • Autor: JAMES A. GOULD
  • ISBN: 8520401074
  • Origem: Nacional
  • Ano: 1993
  • Edição: 2
  • Número de páginas: 692
  • Acabamento: Capa Dura
  • Formato: Grande

Esporte e Exercício - Avaliação e Prescrição é dividido em 7 partes ilustradas, num total d...

Esporte e Exercício: Avaliação e Prescrição



Esporte e Exercício - Avaliação e Prescrição é dividido em 7 partes ilustradas, num total de 18 capítulos, sendo destinado a profissionais das áreas de Educação Física, Esporte e Medicina Esportiva.

Em linhas gerais segue a escola européia, com conceitos: sistêmico de avaliação e global de cineantropometria, apresentando um modelo energético pouco divulgado entre nós.

Condição a aptidão física são aqui utilizadas de forma distinta da literatura da área específica , buscando similaridades de outras áreas de conhecimento.

A separação das variáveis aeróbia e anaeróbia em potência e capacidade, também, ainda é pouco utilizada. São apresentados, de maneira sintética, aspectos morfológicos, cardiológicos e de flexibilidade, e alguns resultados dos aspectos psicossociológicos, só pesquisados nos últimos anos.

Diferentes estudos com grupos de Portadores de Necessidades Especiais são abordados em dois dos capítulos.

Atenção especial foi dada aos aspectos de exercício e esporte em crianças e adolescentes.

Editora: Roca
Autor: MARIA AUGUSTA P.D. KISS
ISBN: 8572414622
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 407
Acabamento: Capa Dura
Formato: Médio


O uso das mãos na maioria dos esportes é de extrema necessidade, uma vez que sua exposição freqüente aumenta os riscos de lesões. Estatístic...

Cirurgia da mão em esportes


O uso das mãos na maioria dos esportes é de extrema necessidade, uma vez que sua exposição freqüente aumenta os riscos de lesões. Estatísticas apontam que 3 a 9 por cento das lesões da região mão/punho são decorrentes pela exposição da mão no esporte. Por isso é importante que o atleta tenha um acompanhamento especializado, evitando, desde o início, qualquer tipo de trauma para adquirir total desempenho em suas atividades.

Cuidar bem das mãos prolonga a vida esportiva do atleta. Por isso a Associação Brasileira de Cirurgia da Mão (ABCM) lançou no mês de maio a "Campanha Nacional de Prevenção a Acidentes e Traumas da Mão", visando divulgar ao público riscos e maneiras de prevenir uma futura lesão.

A maioria das lesões deste segmento corporal vem de um trauma agudo (contusão ou fratura) ou de esforços repetitivos. Em primeiro lugar, temos os seguintes fatores: a técnica incorreta, o aumento da intensidade de treino e o tratamento inadequado de lesões anteriores. Uma lesão cada vez mais comum, principalmente nos jogadores de tênis, é a lesão do complexo de fibrocartilagem triangular - estrutura que dá suporte e estabilidade ao punho. Esta lesão pode estar relacionada aos movimentos rotacionais do punho e da carga repetitiva. Mas o trauma que ainda prevalece no mundo dos tenistas é a tendinite, causadas por movimentos repetitivos e/ou traumas, sem contar os famosos cistos, uma espécie de hérnia da membrana que reveste os tendões.

Além de dor, os traumas provocam sensação de formigamento e anestesia em determinadas regiões do punho, além da capacidade atlética alterada.

O primeiro atendimento após o acidente com as mãos é de extrema importância, já que dele depende toda a evolução do caso. O socorro mal conduzido gera graves sequelas ao acidentado, podendo causar incapacidade funcional e aumentando seus gastos. Este pesadelo é a realidade de muitos trabalhadores braçais, artistas, profissionais liberais, esportistas, etc.

Para que estes problemas tenham uma melhor solução, é que foi criada a especialidade de Cirurgia da Mão, que tem além de conhecimento profundo de anatomia, fisiologia e fisiopatologia, um aprimoramento da técnica cirúrgica. O objetivo da Cirurgia da Mão nos traumatismos é recuperar a mão acidentada o mais rápido e o mais perfeito possível para que essas pessoas voltem às suas atividades.

Fonte:http://www.cirurgiadamao.org.br/

Pilates ganhou muita força no Brasil nos últimos anos. Além de fazer parte da preparação física de muitos brasileiros comuns, que praticam...

Pilates ganha espaço na preparação física e na recuperação de lesões de atletas de alto rendimento


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Pilates ganhou muita força no Brasil nos últimos anos. Além de fazer parte da preparação física de muitos brasileiros comuns, que praticam esportes com certa regularidade, se tornou uma alternativa rápida e eficiente para a falta de tempo para uma atividade física regular. Mesmo aqueles que ainda não praticaram o Pilates percebem seu desenvolvimento e disseminação, principalmente entre as mulheres. Mas a suavidade dos movimentos e o pouco ganho de músculos adicionais, não impediu a prática do Pilates por atletas com altas cargas de treinamento e fortalecimento muscular. Clubes de Futebol, Vôlei e outros tantos esportes já incluíram a nova tendência em seus processos de preparação e recuperação de atletas.

Um grande exemplo é a jogadora de vôlei de praia Juliana. Após sofrer uma grave lesão no joelho direito no dia 18 de Junho, menos de dois meses antes dos Jogos Olímpicos de 2008, a atleta se viu obrigada a descartar uma cirurgia reparadora do ligamento cruzado devido a proximidade da competição. Uma carga de 16 horas diárias de tratamentos colocou Juliana numa rotina árdua de sessões de fisioterapia, exercícios na piscina e aulas de Pilates.

Fundamental no processo de recuperação, o Pilates forneceu à atleta mais equilíbrio, flexibilidade e segurança. Assim, Juliana se preveniu das sequelas no local da lesão e de outras contusões em músculos usados em seus movimentos para compensar a deficiência no joelho. Como o prazo de recuperação era muito curto e o nível de competitividade na busca por uma medalha olímpica é muito grande, Juliana acabou ficando de fora do torneio. Sua parceira Larissa competiu ao lado da reserva da equipe brasileira, Ana Paula. Com a decisão da desistência, a jogadora resolveu fazer a cirurgia e mais uma vez se valeu das técnicas do Pilates para sua recuperação.

A preocupação com os benefícios do Pilates também se observa em outros esportes. Sabidamente um dos clubes de futebol com melhor estrutura do Brasil, o São Paulo se gaba de possuir o melhor REFFIS do país. Destino de muitos atletas das mais variadas modalidades o Núcleo de Reabilitação Esportiva são-paulino conta desde 2010 com uma ampla e equipada área de RPG e Pilates. Outro líder em estrutura em sua modalidade, o Vôlei Futuro também conta com instalações semelhantes eu seu centro de treinamento. Além das instituições que lidam com atletas de alto rendimento, clubes e associações de menor porte também se renderam ao Pilates. Atletas de futsal em idade de desenvolvimento físico são cada vez mais submetidos a esse tipo de treinamento, já que as técnicas de aperfeiçoamento do movimento de chute em curto espaço acabam formando músculos maiores, menos flexíveis e mais propensos a lesões.

A flexibilidade e o equilíbrio providos pela prática do Pilates, além da prevenção de lesões graves, dentre outros tantos benefícios entrou de vez na rotina dos atletas de alto nível de competitividade. Isso só corrobora o que todo o Brasil já vinha percebendo: o Pilates é uma excelente alternativa para quem quer adquirir condicionamento físico e não tem tempo ou paciência para exercícios convencionais. Se o Pilates tem papel fundamental na rotina desses atletas que sempre atuam no limite da condição física e sofrem com os impactos e choques bruscos de sua prática esportiva, imagine o que ele pode fazer pelo seu corpo. Não perca tempo, mexa-se.


Por Hebert Soares

A maioria dos praticantes de triathlon já sentiu aquele desconforto na virília ou dores na lombar. Mas enfim, qual pode ser a causa destas...

Músculo Psoas: vilão ou aliado dos triatletas?


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A maioria dos praticantes de triathlon já sentiu aquele desconforto na virília ou dores na lombar. Mas enfim, qual pode ser a causa destas dores?

O músculo psoas, associoado a outros músculos (mais 29 músculos que fazem parte do Core) são os grandes estabilizadores da região lombar-pelve-quadril, controlando e suportando os movimentos da perna durante a atividade.

Este grande CENTRO (lombar-pelve-quadril) é responsável pera geração e dissipação de forças para o resto do corpo, principalmente para os membros inferiores. Isto é válido tanto para o ciclismo quanto para a natação e corrida.

Os triatletas, principalmente os de Ironman tem por rotina de treinamento um grande volume sobre a bike em cima do clip. Nesta posição de “fechamento” o músculo psoas está em encurtamento e é constantemente solicitado na puxada do pedal e na estabilização para uma boa pedalada.

Este músculo extremamente encurtado e rígido leva a um desequilíbrio muscular da pelve. Isso se explica porque um músculo rígido e encurtado não trabalha na sua maior eficiência, comprometendo a mobilidade da pelve e coxofemural, diminuindo também sua capacidade de produção de força e por um mecanismo neurológico chamado de inibição recíproca: quando um músculo contrai o oposto relaxa, e neste caso como o psoas está sempre em tensão ele acaba inibindo o glúteo máximo (outro estabilizador pélvico) causando assim um desequilíbrio pélvico maior ainda.

Esta instabilidade e desequilíbrio muscular pélvico gera um uso excessivo e inadequado de toda unidade funcional inferior sendo responsável não só por dores na própria região pélvica (piriforme, glúteos, adutores, púbis), mas também por dores e lesões lombares e de todo membro inferior (tendinites de posteriores de coxa, quadríceps, aquiles, fasceítes plantares).

Por estes motivos o tratamento destas lesões deve ser muito bem planejado, visando primeiramente o reequilíbrio desta região pélvica, tanto nos encurtamentos e mobilidade natural quanto na reativação dos músculos que estão inibidos e consequente estabilização central e somente então tratar se necessário a lesão em si. Caso contrário estas lesões irão sempre reincidir, pois não será solucionada a causa do problema.

Sendo assim, se dermos atenção devida aos alongamentos, mobilidade e estabilidade desta região pélvica o músculo psoas pode passar de vilão à aliado dos triatletas. Já que esta área em constante equilíbrio é uma grande produtora de forças para a melhora da performance e auxilía na prevenção de lesões dos mais variados tipos!

Treine com saúde! Previna!

Por Caroline Gassen

A articulação do joelho é a maior e a mais complexa das articulações sinoviais do corpo, nela estão inseridos, entre outros, o ligamento cru...

Eficácia da Fisioterapia na propriocepção do joelho após a ruptura do LCA


A articulação do joelho é a maior e a mais complexa das articulações sinoviais do corpo, nela estão inseridos, entre outros, o ligamento cruzado anterior (LCA), onde se vai incidir este estudo.

Esta articulação de carga, une dois ossos longos com superfícies articulares pouco congruentes estando sujeito a lesões traumáticas, sendo uma das articulações mais lesadas do corpo.

O LCA é o ligamento do joelho que apresenta ruptura completa com maior frequência, sendo responsável por 50% de todas as lesões ligamentares. A maioria das lesões do LCA ocorre em actividades desportivas, principalmente naquelas que envolvem movimentos de desaceleração, rotação e saltos.

A ruptura deste ligamento não causa apenas alterações articulares das estruturas e nas suas funções, mas também representa a perda da função proprioceptiva na articulação do joelho. Estes factores podem provocar alterações das propriedades eléctricas dos músculos que atravessam a articulação do joelho.

Posto isto, optou-se por aprofundar o tema: a propriocepção na articulação do joelho após a ruptura do LCA, diante desses aspectos o presente trabalho pretende responder “Será que a fisioterapia auxilia na reabilitação da propriocepção do joelho após a ruptura do LCA?”.

O objectivo principal deste estudo é aglomerar informações sobre os diferentes tratamentos fisioterapêuticos e valorizar a importância da incorporação de um elemento proprioceptivo, uma vez que em qualquer programa de reabilitação se justifica, pelo facto de restaurar a sensibilidade proprioceptiva e melhorar o funcionamento da articulação, diminuindo o risco de ocorrências de novas lesões. Para tal vai ser realizado um estudo quantitativo, descritivo e transversal.

O estudo vai ser aplicado no distrito de Bragança em centros que realizem fisioterapia (incluindo Hospitais, Centro de Saúde e Clínicas de Reabilitação) e serão seleccionados pacientes com ruptura do LCA, que respeitem os critérios de inclusão do referido estudo.

Como questões secundárias serão investigadas a idade, o tipo de enxerto, e as complicações após cirurgia.

O objectivo da fisioterapia no processo de reabilitação é de enfatizar o retorno às actividades de vida diárias normais, com integral amplitude de movimento e força adequada promovendo ao paciente estabilidade e funcionalidade na articulação lesada.

Este estudo é valido e exequível uma vez que o tratamento fisioterapêutico melhora a propriocepção da articulação do joelho após a ruptura total do LCA.

2. REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Anatomia do Joelho

O joelho, origem do latim Genu, é um complexo articular que envolve três estruturas ósseas que são as seguintes: o fémur; a tíbia e a rótula (GOROTRON, 2007).

A articulação do joelho permite mobilidade e estabilidade, alongando e encurtando o membro inferior para elevar e baixar o corpo ou mover o pé no espaço. Actua também no suporte de carga quando o indivíduo está em pé juntamente com a anca e tornozelo (KISNER & COLBY, 1998).

Posto isto podemos designar duas articulações funcionais tais como a articulação fémero-tibial, a articulação entre o fémur e a tíbia e a articulação fémero-rotuliana, entre o fémur e a patela, que permite a flexão e extensa, assim como a rotação quando está flectida, o que lhe permite aproximar ou afastar o extremo do membro da sua raiz (KAPANDJI, 2000).

2.1.1. Cápsula articular

No joelho encontram-se superfícies articulares alojadas na mais extensa cápsula do corpo. Cápsula essa que está suportada a nível estático como dinâmico devido aos ligamentos adjacentes e estruturas musculotentinosas (Gould, 1993, cit. por SILVA et al., 2008).

A cápsula articular do joelho é em geral muito fina e deficiente em algumas zonas, reveste as articulações tíbio-femural e fémuro-rotuliana. Esta tem quatro inserções, que são as seguintes, no fémur acima da fossa intercondilar; no bordo dos côndilos femurais; no bordo da rótula e nos bordos dos côndilos tibiais (GOROTRON, 2007).

Posteriormente a cápsula é reforçada por músculos e pelos ligamentos poplíteo oblíquo e arqueado. As laterais da cápsula são reforçadas pelos ligamentos colaterais. A parte anterior desta é forçada pela da rótula, pelo tendão do quadricípete superior e o ligamento rotuliano. Na zona anteromedial e anterolateral formam-se os retináculos rotulianos que são expansões do músculo vasto medial e vasto lateral, que vão da rótula e do ligamento rotuliano aos ligamentos colaterais (GOROTRON, 2007).

2.1.2. Ligamentos

Os ligamentos são constituídos por um feixe de tecido fibroso, formado por tecido conjuntivo, que unem duas estruturas ósseas de uma articulação ou mantém um órgão interno na sua posição habitual. Na sua constituição tem fibras colágenas ordenadas em feixes que lhe oferece grande resistência mecânica (KAPANDJI, 2000).

Todos os ligamentos do joelho são importantes para a sua estabilidade. Devido à tensão dos ligamentos em extensão, o end-feel do joelho é duro, embora não havendo embate ósseo (GOROTRON, 2007).

2.1.2.1. Ligamentos colaterais

Os ligamentos colaterais são extracapsulares. O ligamento colateral medial tem a sua origem no epicôndilo femural medial, orientado anteriormente para inserir-se na face medial da tíbia. Profundamente a este ligamento podem estar presentes uma ou mais bolsas. O ligamento colateral lateral, tem uma configuração mais arredondado e em forma de cordão. Este ligamento tem a sua origem no epicôndilo femural lateral e insere-se posteriormente, na cabeça do perónio. O ligamento colateral lateral não tem fixações no menisco ou na cápsula articular ao contrário do medial (GOROTRON, 2008).

2.1.2.2. Ligamentos cruzados

Os ligamentos cruzados são intra-articulares, estão localizados no centro da cápsula, encontrando-se fora da cavidade sinovial. Recebem esta denominação devido as suas inserções tibiais e por se cruzarem no centro do joelho. O LCA tem origem no côndilo femural lateral, na parte postero-interna deste, passando sob o ligamento transverso e de seguida insere-se na tíbia anterior. O ligamento cruzado posterior (LCP) por usa vez tem origem na parte interna do côndilo femural medial e de seguida insere-se na parte posterior da tíbia, este é menos oblíquo e tem um tamanho mais reduzido do que o LCA. Ambos os ligamentos têm fascículos que podem ser divididos em banda anterior medial e banda posterior lateral (GOROTRON, 2007).

2.1.3. Músculos

O principal músculo responsável pela extensão do joelho é o quadricípete, sendo o recto anterior a sua única porção que cruza as duas articulações. Os músculos responsáveis pela flexão são os ísquio-tibiais, auxiliados pelo recto interno, sartório e gémeos. Para Gardner (1988, cit. por GOROTRON, 2007) é improvável que o poplíteo contribua para a flexão do joelho. O bícipete femural é o responsável pela rotação lateral, enquanto o semitendinoso e o semimembranoso são responsáveis pela rotação medial. Segundo o mesmo autor, o semimembranoso não participa na rotação medial, mas sim o poplíteo, sendo considerado importante para “destrancar” a articulação.

A figura que se segue representa a anatomia do Joelho.


Figura 1: Anatomia do Joelho

Fonte: http://www.gustavokaempf.com.br/joelho/anatomia

A figura anterior (Figura 1) é composta por quadro imagens do joelho. A primeira imagem representa o plano ósseo da articulação do joelho, sendo ela composta pelo fémur, tíbia e a rotula. A segunda imagem ilustra a localização das bolsas, cápsula articular, a membrana sinobial, a cartilagem articular, entre outras. A terceira imagem representa a vista anterior em flexão, ilustrando toda a sua anatomia. Por fim a quarta imagem representa a vista posterior em extensão do joelho, ilustrando toda a sua anatomia.

2.2. Anatomia do LCA

O LCA e o LCP são estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho. São ligamentos extra sinoviais, apesar de serem ligamentos intra-articulares. Ambos recebem esta denominação devido à sua inserção tibial, e por se cruzarem no centro do joelho (CASTRO et al., 2003).

Os ligamentos cruzados têm como função promover a estabilidade ântero-posterior da articulação do joelho. Estudos realizados por Hebert, (2003, cit. por BORBA & PETROCHI, 2005) comprovam que o LCA tem comportamento mecânico individualizado. O LCA é o ligamento mais fraco, esta característica deve-se ao número reduzido de vasos sanguíneos e colágenos do tipo IV (Andrews, 2000; Harrelson, 2000; Wilk, 2000, cit. por SAVOLDI, 2005).

O LCA tem a origem na porção postero-lateral do intercondilo e a respectiva inserção dirige-se para a frente no centro do platô tibial no lado externo e à frente da espinha anterior da tíbia. Contudo, a inserção tibial é mais firme do que a inserção femoral por ocupar uma área mais ampla e deprimida (Campbell, 1996, cit. por BORBA & PETROCHI, 2005; Crenshaw, 1989, cit. por PAIZANTE & KIRKWOOD, 2007; Irrgang & Rivera, 1994, cit. por PAIZANTE & KIRKWOOD, 2007).

O LCA é o principal estabilizador do joelho contra a translação anterior da tíbia sob o fémur e contra a rotação externa do fémur sobre a tíbia, tendo também importante contri­buição (juntamente com o ligamento colateral medial) na estabilização contra o stress valgo. Além desta função mecâ­nica, tem sido descrito, ainda, um papel complementar proprioceptivo, por meio de terminações nervosas contidas no mesmo (Frank & Jackson, 1997, cit. por VIEIRA et al., 2005; MELLO et al., 2003).

2.3. Lesão do LCA

A faixa etária mais comum associado com rupturas do LCA está entre 15 e 25 anos de idade, porém esta lesão também tem sido vista em indivíduos activos com até 50 anos. Além disso, existem factores que predispõem o indivíduo à lesão do LCA inclui os seguintes: nó intercondilar estreito, rotação tibial, hipermobilidade, alinhamento do pé e largura da pelve no atleta do sexo feminino (Maxey & Magnusson, 2003, citado por SAVOLDI, 2005).

A ruptura completa do LCA é a ruptura do ligamento do joelho que se apresenta com maior frequência, sendo este responsável por 50% de todas as lesões ligamentares no desporto. Onde os principais mecanismos de lesão são: rotação externa, abdução e forças anteriores aplicadas na tíbia; rotação interna do fémur sobre a tíbia; hiperextensão do joelho; desaceleração e saltos. A lesão ligamentar do LCA pode também ocorrer por mecanismo directo, quando o joelho é atingido por um corpo externo (Barber-Westin & Noyes, 1993, cit. por LUSTOSA et al., 2007; Benedito & Reis, 2004, cit. por SAVOLDI, 2005; Bollen, 1998, citado por BONFIM & PACCOLA, 2000; Bollen, 1998, cit. por CARDOSO et al., 2008; Brito et al., 2009; Duthon et al., 2006, cit. por CARDOSO et al., 2008; Gould, 1993, cit. por SALVOLDI, 2005; Hebert, 2003, cit, por BORBA & PETROCHI, 2005; MELLO et al., 2003; Sampaio & Souza, 1997;).

Segundo Benedito e Reis (2005, cit. por SAVOLDI, 2005) o LCA tem basicamente duas funções, a mecânica e a proprioceptiva. Relativamente à função mecânica esta evita que o fémur se mova posteriormente durante a sustentação de peso; estabiliza o joelho na extensão total e evita a hiperextensão. Também estabiliza a tíbia contra a rotação interna excessiva e serve como limitador secundário para stress em valgo/varo quando o ligamento colateral estiver lesado. Relativamente à função proprioceptiva, esta por conter mecanorreceptores, o ligamento informa ao sistema nervoso central (SNC) sobre mudanças de posição e stress articular que ocorrem no membro. Com a ruptura do LCA o joelho fica desprovido tanto de informações proprioceptivas originadas do ligamento, quanto de sua função mecânica.

2.4. Cirurgia do LCA

Com a evolução das técnicas de anestesia, assepsia e terapia antibiótica, a abordagem cirúrgica no tratamento da lesão do LCA começou a ganhar espaço (PENTEADO et al., 2003).

A reconstrução do LCA é um dos procedimentos mais comummente realizados na área da medicina desportiva. Este procedimento obteve grande avanço nos últimos anos com a introdução da técnica artroscópica. Apesar da incidência das complicações ter diminuído, o cirurgião deve ter conhecimento profundo da anatomia e das técnicas cirúrgicas a serem realizadas, para procurar evitá-las (PENTEADO et al., 2003; FAUSTINO, 2004).

Para Kisner e Colby, (1998, cit. por SALVOLDI, 2005) a intervenção cirúrgica é indicada quando a instabilidade articular causa incapacidade e limitações funcionais ou pode eventualmente levar à deterioração das superfícies articulares.

Segundo Ellenbercker (2002, cit. por SALVOLDI, 2005), os principais objectivos da reconstrução do LCA e de sua reabilitação são a restauração da estabilidade do joelho, preservação dos meniscos e das superfícies articulares, retorno seguro e rápido às actividades normais e identificação precoce de possíveis complicações.

2.5. Escolha do enxerto

A melhor escolha do enxerto para a substituição do LCA é importante para a melhor obtenção final da reconstrução (SAVOLDI, 2005).

Na selecção de um enxerto, temos que ter em conta as propriedades biomecânicas do enxerto, facilidade para a colecta e fixação do enxerto, a morbilidade para o local doador e preocupações individuais dos pacientes (SAVOLDI, 2005).

Na actualidade os enxertos mais utilizados são: o terço médio do ligamento rotuliano, os tendões dos músculos isquiotibiais (mais propriamente o músculo semitendíneo e recto interno), e o tendão quadricipital, por ordem de maior popularidade (PENTEADO et al., 2003).

O tendão rotuliano é o enxerto mais pretendido pelos ortopedistas, devido às suas propriedades mecânicas, à sua revascularização, resiste ao estiramento e porque a sua fixação é a mais forte (Jones, 1963; O’brien, 1992, cit. por PACCOLA et al., 2000; PENTEADO et al., 2003; Gould, 1993 cit. por SAVOLDI 2005).

Os enxertos homólogos ainda são pouco utilizados e obtêm-se a partir de cadáveres humanos, a justificação para tal é devido à baixa disponibilidade e ao seu custo elevado de processamento (PENTEADO, 2003). Como principais vantagens podemos referir a baixa morbidade do paciente, o tempo cirúrgico ser reduzido e a dor pós-operatório ser menor (PACCOLA, 2000; PENTEADO, 2005).

2.6. Propriocepção

Segundo Bacarin et al., (2004, cit. por SALVOLDI, 2005) o termo propriocepção é utilizado para descrever todas as informações neurais originadas nos proprioceptores das articulações, músculos, tendões, cápsulas e ligamentos, que são enviadas através de vias aferentes ao SNC, de modo consciente ou inconsciente, sobre as relações biomecânicas dos tecidos articulares, as quais podem influenciar o tónus muscular, programas de execução motora e coordenação, cinestesia, reflexos musculares, equilíbrio postural e estabilidade articular.

Nunes et al., (2003, cit. por OLIVEIRA et al., s/data) define propriocepção como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e a posição de uma articulação no espaço. É caracterizada por aferencias neurais cumulativas originadas de mecanorreceptores. Na articulação do joelho esses mecanorreceptores situam-se nas cápsulas, ligamentos, músculos e tendões com aferências ao sistema nervoso central.

Na avaliação da propriocepção do joelho, autores de vários estudos baseiam-se na utilização do aparelho de movimentação passiva contínua (Continuous Passive Motion – CPM) (BONFIM & PACCOLA, 2000; SAMPAIO & SOUZA 1994;).

2.6.1. Receptores proprioceptivos

Em 1992, Lemos (cit. por BENEDITO et al., 2008) define como mecanorreceptores estruturas terminais especializados, cuja função é de transformar a energia mecânica da deformação física (alongamento, compressão e pressão) em potenciais de acção nervosos que geram as informações proprioceptivas.

As estruturas músculo-cápsulo-menisco-ligamentares do joelho, além da função estabilizadora mecânica da articulação, são sede de corpúsculos mecanorreceptores, também chamados de proprioceptores, que constituem o órgão sensorial dessa articulação (Boyd, 1954; Clark & Burgess, 1975; Finsterbush & Friedman, 1975; Krause, 1974; O’Connor & McConnaughey, 1978, cit. por SAMPAIO & SOUZA, 1994) .

Segundo Bacarin et al. (2004, cit. por SAVOLDI, 2005) os proprioceptores são receptores mecânicos, também chamados de mecanorreceptores, que são sensibilizados durante a deformação articular, levando informações sobre a angulação e velocidade do movimento.

Para SAMPAIO e SOUZA, (1994) os mecanorreceptores oferecem informações para o SNC sobre as mudanças de posição, movimento e stress articular num determinado tempo de resposta, por sua vez o cérebro inicia reflexo de contracção da musculatura em torno do joelho, criando um campo de protecção e estabilização dessa articulação.

Silvestre e Lima, (2003) (cit. por SAVOLDI, 2005) classifica os principais proprioceptores em três tipos (tipo I, II e III). Em que o mecanorreceptores do tipo I, situam-se na camada externa da cápsula fibrosa. Responsáveis pela disposição ordenada dos músculos tónicos de adaptação lenta. Os mecanorreceptores do tipo II, situam-se na camada inferior da cápsula fibrosa. Responsáveis pelo sentido do movimento ordenado aos músculos fásicos de adaptação lenta. E por fim os mecanorreceptores do tipo III, situam-se próximos aos ligamentos da articulação. Responsáveis pelo efeito inibidor dos reflexos sobre os neurónios motores.

2.6.2. Proprioceptores do Joelho

Os principais proprioceptores são os receptores articulares, compostos por terminações livres e pelos corpúsculos de Ruffini, Paccini e Golgi, e relacionam-se com as sensações de posição e direcção do movimento, sendo sensíveis as variações de amplitude e velocidade angular, bem como à pressão intra-articular. Nos ligamentos, funcionam como protectores e informam a posição respectiva do membro além da tensão ligamentar. Os receptores são estimulados através da sua deformação, sendo esta por meio da tracção ou coaptação articular (Lehmkuhl & Smith, 1999, cit. por MARTIMBIANCO et al., 2008).

Os receptores do LCA fornecem informações sobre a mudança de posição, movimento e tensão da articulação para o SNC, que estimula a contracção activa dos músculos isquiotibiais. Existe um tempo ideal de latência na reacção neuromuscular, que se encontra alterada, após a lesão do LCA, e diminuída através do treino proprioceptivo (Beard, 1993, cit. por PAIZANTE & KIRKWOOD, 2007)

Em alguns estudos realizados, foram encontradas fibras nervosas que penetram os ligamentos cruzados. E identificados receptores tipo Golgi nas inserções do LCA, mais especificamente na superfície desse ligamento. Mais recentemente, foram descobertos receptores tipo Ruffini, Golgi e Paccini, que, em dissecções, mostraram ocupar 1% da área do LCA (Gardner, 1948; Kennedy et al., 1982; Schultz et al., 1984, cit. por SAMPAIO & SOUZA, 1994).

Segundo Ellenbecker, (2002, cit. por SAVOLDI, 2005) a informação proprioceptiva protege a articulação contra lesões causadas pelo movimento que excede a amplitude de movimento fisiológica e normal, ajudando a determinar o apropriado equilíbrio entre forças sinergistas e antagonistas.

Para Sampaio e Souza, (1994, cit. por PAIZANTE & KIRKWOOD, 2007) a perda de informação proprioceptiva no joelho, em decorrência de lesão do LCA, contribui para o agravamento da instabilidade devido à diminuição da sensação de posição e pela ausência do estímulo para a contracção muscular reflexa.

O fuso muscular é constituído por fibras intrafusais inervadas por neurônios motores aferentes tipo gama e neurônios motores aferentes tipo Ia e tipo II. Isto ocorre devido aos receptores estarem localizados na zona equatorial do fuso e serem estimulados quando o músculo é alongado (Voight & Cook, 2003, cit. por BENEDITO & REIS, 2008).

Já o órgão tendinoso de Golgi é um receptor localizado na junção músculo e tem por objectivo fornecer informações sobre a tenção no interior dos músculos (contracção). Por estarem conectados a um pequeno grupo de fibras musculares, estes receptores tornam-se muitos sensíveis (respondem a forças inferiores 0,1G impostas nas porções musculares) a qualquer alteração de comprimento do músculo demonstrando assim sua função protectora (BENEDITO & REIS, 2008).

2.6.3. Proprioceptores do LCA

Segundo BENEDITO e REIS, (2008) no LCA, encontramos mecanorreceptores de dois tipos de adaptação, rápida e lenta. O mecanorreceptor do tipo Golgi possui carácter dinâmico, adaptação lenta aos estímulos e registam a verdadeira posição articular estando localizados nas inserções deste ligamento. Já o mecanorreceptor do tipo Ruffini possui carácter estático e dinâmico, adaptação lenta aos estímulos e tem como objectivo informar a mudança na posição articular. O outro mecanorreceptor existente no ligamento é o que pertence ao tipo Pacini cujas características são de adaptar-se lentamente aos estímulos, possui carácter dinâmico e fornece informações sobre a velocidade articular.

Assim, o LCA exerce um papel importante na função sensitiva, enviando impulsos aferentes ao sistema nervoso central e, portanto, promovendo reflexos que inibem movimentos potencialmente lesivos ao joelho (Macnicol, 2002, cit. por SAVOLDI, 2005).

Para Voight e Cook, (2003, cit. por BENEDITO & REIS, 2008) após a reconstrução do ligamento, os principais objectivos da reabilitação são o retorno da força muscular; recuperação da amplitude de movimento; melhorar o equilíbrio estático e dinâmico sobre o membro operado.

2.7. Tratamento fisioterapêutico para ganho de propriocepção

Para Papler et al., (1999, cit. por SAVOLDI, 2005) o treino proprioceptivo tem papel importante no tratamento das lesões ligamentares. Parece haver uma interrupção no mecanismo de feedback mecânico nessas lesões, o que aparentemente se restabelecem parcialmente com a reabilitação, tanto no tratamento conservador como no tratamento cirúrgico.

Segundo Kerkour e Salgado, (2003, cit. por SAVOLDI, 2005) a reprogramação neuromotora tem como objectivo final colocar o paciente nas condições de informações sensoriais próprias para a execução dos programas motores. Pela estimulação de receptores, o indivíduo passa pela etapa de aprendizagem, em seguida de adaptação antes de automatizar o gesto.

Muitas pesquisas têm sido conduzidas no sentido de procurar uma melhor compreensão dos possíveis mecanismos neuromusculares envolvidos no controle da estabilidade articular (He et al., 1988; Ihara & Nakayama, 1986; MacDonald et al., 1996; Solomonow et al., 1987, cit. por AQUINO, 2004).

PAIZANTE e KIRKWOOD, (2007) constataram a importância do treino proprioceptivo pós-lesão do LCA, observando ser possível realizá-lo com materiais simples e de baixo custo, possibilitando assim fácil acesso aos profissionais da área de saúde.

Concluíram também que é clara a importância da propriocepção na reabilitação do joelho, contribuindo para a retoma eficaz da habilidade e confiança na realização de qualquer actividade que exija a utilização da articulação do joelho.

SAMPAIO e SOUZA (1994) observaram que em todos os relatórios da avaliação subjectiva dos pacientes, houve uma perda do medo no retorno às actividades e ao desporto devido à reeducação proprioceptiva.

No trabalho realizado por OLIVEIRA et al., (2007) foi encontrada diferença significativa no teste de actividade funcional entre o grupo de atletas e o grupo de sedentários, porém não foi encontrada diferença significativa entre o grupo da amostra de LCA em relação aos outros dois grupos.

BONFIM e PACOOLA, (2000) observaram no seu estudo que a reconstrução do LCA com o enxerto de ligamento rotuliano possui deficiência proprioceptiva significante quando comparado com o joelho contralateral normal. Dizendo por fim que não há diferença significante na propriocepção entre os joelhos reconstruídos com enxerto autólogo de ligamento rotuliano e os joelhos reconstruídos com enxerto homólogo de ligamento rotuliano.

Conclusão

O presente trabalho de investigação, tinha como principal objectivo verificar a eficácia da Fisioterapia na propriocepção do joelho após a ruptura do LCA, posto isto foram analisados inúmeros artigos científicos, que por sua vez foram utilizados na revisão bibliográfica. Verificamos que a ruptura do LCA é uma lesão que ocorre com bastante frequência nos dias que decorrem, principalmente na prática desportiva, isto devido, a desacelerações, rotações e saltos, como tal assume-se um grande desafio para a reabilitação.

Em concordância com os resultados obtidos em diversos trabalhos realizados por outros investigadores referidos no enquadramento teórico, prevê-se que a fisioterapia influencie de forma positiva o nível de reabilitação da propriocepção dos pacientes com ruptura do LCA.

O Fisioterapeuta, como profissional de saúde, inserido numa equipa multidisciplinar desempenha um papel muito importante na reabilitação de pacientes com ruptura do LCA, como também na sua prevenção.

Embora este estudo de investigação tenho sido apenas teórico, conseguimos recolher mais e melhor informação sobre esta lesão, para posteriormente, conseguirmos realizar de forma mais profissional o nosso papel de Fisioterapeuta.

Para finalizar, pode-se referir que foram sentidas algumas dificuldades devido à falta de experiência na elaboração deste tipo de investigação e da falta de referências bibliográficas no estudo da propriocepção do LCA.

Veja o trabalho todo, com bibliografia

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