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Artigo: A introdução da fisioterapia preventiva em uma equipe de esporte coletivo



    A evolução esportiva ocorrida nas últimas décadas exige um nível cada vez mais alto de aproveitamento das equipes e atletas. Os quais ficam muito próximos de seus limites fisiológicos e expostos, então, a um maior risco de lesões nos treinos e jogos. Embora os técnicos, atletas e espectadores envolvidos nos desportos tenham reconhecido que a lesão física é um fator de risco inerente à atividade esportiva, o trabalho de prevenção ainda é pouco difundido comparado às conseqüências dessas lesões para o atleta e a equipe (ANDREWS, 2000). Quando falamos de um esporte coletivo percebemos a permanente exigência da alta qualidade técnica e física, que se não for bem programado, corretamente executado e supervisionado pode predispor seus praticantes a lesões.

    A fisioterapia desportiva, através do trabalho preventivo, é de extrema importância nas equipes, pois vem quebrando os paradigmas da vertente curativa em saúde, já que, segundo Deliberatto (2002), é frequentemente visto como "o profissional da reabilitação", ou seja, aquele que atua exclusivamente no momento em que a doença, a lesão ou a disfunção já está estabelecida. Através de programas preventivos elaborados juntamente com a preparação física busca-se a melhora do desempenho físico e o bem estar geral do atleta.

    A prática esportiva vem sendo difundida por todo o mundo, devido os seus benefícios, dentre eles a melhora da qualidade de vida. Segundo Kettunem et al. (2001), o aumento da demanda de exercícios modernos e competitivos provocou o aumento simultâneo no risco de lesões, causando preocupações tanto para os praticantes de atividades físicas, quanto para treinadores e atletas de todas as esferas de rendimento, pois interrompem o processo evolutivo de adaptações sistemáticas impostas pelo treinamento.

    O local de lesão varia com o tipo de esporte praticado. O membro inferior é o local acometido pelo maior número de lesões, por existir íntima relação entre os esportes mais praticados pela população em geral, e os gestos esportivos como o alto e as corridas bruscas. Cerca de 90% das lesões esportivas localizam-se no quadril, coxa, joelho, perna, tornozelo e pé, dessas, 53,9% das lesões envolviam as partes moles. (COHEN, 2005).

    Para Gissane et al. (2001), os fatores intrínsecos podem ser definidos como os fatores individuais biomecânicos, psicossociais e biológicos que podem predispor os atletas a uma lesão. Os fatores mais citados na literatura são: as características físicas como idade, sexo, altura, peso, lesões precedentes, tipo físico, frouxidão ligamentar, tensão muscular, níveis de habilidade, nível de força estática e dinâmica, características psicológicas e psicosociais, nível escolaridade, experiência no esporte, interação com os demais atletas e voluntariedade de fazer exames preventivos.

    Já Gould (1993) classifica esses fatores como:

Estruturais, onde a estrutura do jovem atleta com suas condições especificas, defeitos congênitos potencialmente não detectáveis e mau alinhamento merecem nossa atenção como fator de risco;

Crescimento, que envolve o aumento da massa e tamanho dos tecidos músculo-esquelético do corpo.

    Sullivan (2004) afirma que, durante o inicio da adolescência, o nível de maturidade física e de força varia bastante entre os atletas. Ocorre um rápido ganho de força nos garotos durante o processo de maturação. Dessa maneira, quando a participação esportiva é dividida por idade, é muito difícil evitar desequilíbrios fisiológicos, principalmente quando tamanho e força são fatores importantes para a performance. Se a maturação tardia contribuir para o insucesso do atleta, pode haver comprometimento de sua auto-estima.

    Ainda Birrer (2004) relata que a participação nos esportes comporta o potencial de proporcionar experiências e resultados tanto positivos quanto negativos para crianças e adolescentes. A linha entre benefícios e riscos pode ser extremamente delicada, sendo importante aprimorar a relação de risco para beneficio para crianças e adolescentes que participam nos desportos. Técnicos, pais e a comunidade medica devem estar cientes dos benefícios e riscos potenciais, e deverão ser também bons administradores das experiências de crianças e adolescentes.

    O papel do profissional da saúde no cuidado do atleta lesado tem dois aspectos: o profissional deve orientar indivíduos sobre maneiras de diminuir o risco de lesões durante a atividade; e quando ocorrer uma lesão, ajudar o indivíduo a alcançar a mais completa recuperação possível (BONETTI apud AGRE, 2006).

    Deliberatto (2002) considera que o fisioterapeuta que atua na área desportiva, não deve se esquecer de que o conhecimento do nível de preparo do atleta não é tudo em relação à prevenção contra lesões esportivas. O índice de ansiedade e preparo psicológico do atleta e sua maior ou menor necessidade de retorno rápido, também devem ser considerados na análise e no programa de trabalho do fisioterapeuta desportivo.

    Verhagen et al (2004), afirma que a lesão no tornozelo é uma das lesões mais recorrentes na grande variedade de esportes, com a maioria dos atletas que já sofreram lesões apresentando maior tendência de sofrerem uma relesão. Segundo Birrer et.. al. (2002), o American College of Sports Medicine estimou que 50% das lesões por uso excessivo em crianças e adolescentes podem ser prevenidas. Duas tendências podem acarretar o atleta jovem a sofrer lesões, a disparidade entre o seu tamanho e sua força e as considerações relacionadas ao seu crescimento. Durante o crescimento rápido, pode haver retração (rigidez) articular quando os ossos aumentam de comprimento com maior rapidez que as unidades músculotendinosas, produzindo assim, inflexibilidade e desequilíbrios musculares dinâmicos que podem resultar lesões. Se forem observados esses achados, mudanças preventivas nos esquemas e nas técnicas de treinamento podem ser instituídas para reduzir o risco de lesão.

    O treino proprioceptivo é frequentemente usado na reabilitação de lesões relacionadas ao esporte, tornando-se atualmente um elemento importante na prevenção de lesões (EMERY, 2005). Prentice e Voight (2003) afirma que a consciência de do movimento e do posicionamento articular são essenciais para a função articular apropriada no esporte e nas atividades físicas. Para Silvestre apud Xhardes (2002) a reeducação proprioceptiva, tem por finalidade arquivar uma série de novos esquemas de coordenação neuromuscular, assegurando assim a base da segurança fisiológica.

    Sendo assim, torna-se importante a divulgação do profissional de fisioterapia e a sua inserção na equipe técnica de esportes auxiliando, não somente na recuperação dos atletas, mas principalmente, na prevenção através de um programa fisioterapêutico com exercícios proprioceptivos e pliométricos, evitando que lesões venham a prejudicar o desempenho individual ou da equipe e para um melhor rendimento dos atletas em situações de jogos.

    Este trabalho teve como objetivo principal, avaliar as declarações dos atletas sobre o impacto da introdução da Fisioterapia na equipe desportiva, e também, por em prática um programa de exercícios com ênfase na prevenção de lesões.

Metodologia

    O presente artigo resulta do Trabalho Final de Graduação do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) de Santa Maria-RS, sendo encaminhado ao Comitê de Ética da UNIFRA e subsequentemente aprovado. O trabalho qualitativo constitui-se na introdução da fisioterapia preventiva dentro de uma equipe desportiva através de exercícios preventivos, tendo como método de avaliação o grupo focal. O estudo foi realizado durante os meses de agosto a novembro de 2007, com 19 atletas da equipe de handebol das categorias cadete e júnior da escola estadual de primeiro e segundo grau Margarida Lopes, sendo todos os atletas menores de dezoito anos que realizavam seus treinamentos duas vezes por semana, com duração de duas horas cada, alternando o local entre, o Centro Desportivo Municipal e quadra de esportes da própria escola.

    O primeiro contato com a equipe realizou-se através do técnico, onde o mesmo apresentou os atletas e logo foi repassado o Termo de Consentimento Livre Esclarecido respectivamente assinado por seus pais e uma ficha anamnética adaptada de GOULD (1993) onde se observou que a média de anos de prática de handebol entre os atletas é de 2,71 anos, sendo sete atletas (36,84%) com dois anos de prática, cinco (26,32%) com um ano de prática, 5 (26,32%) com três anos de prática, um atleta (5,26%) com 5 anos de pratica e um atleta (5,26%) com sete anos de prática. É bom ressaltar que os atletas que compõem essa equipe, não possuem histórico de lesões que viessem prejudicar sua pratica desportiva.

    Em meio à realização dos dois encontros do Grupo focal, sendo, um no inicio e outro no final das atividades, foi aplicada uma serie de nove exercícios globais proprioceptivos e pliométricos, visando à prevenção de lesões e a melhora do desempenho físico durante as atividades, melhorando o controle músculo - articular de movimentos específicos, incluindo o treinamento do equilíbrio e estabilização, assim como fortalecimento muscular e exercícios funcionais (KISNER e COLBY, 2005). A aplicação dos exercícios foi realizada sempre após o aquecimento e alongamento do grupo, sendo seguido do treino tático comandado pelo treinador da equipe, todos os atletas presentes no treino realizaram as atividades, sendo excluídos os atletas lesionados ou que apresentaram alguma incapacidade ou dor.

    Os momentos do Grupo focal foram integralmente gravados através de um mini gravador de microfita com alto-falante da marca COBY brr122, posteriormente transcrito, realizando-se no mesmo local dos treinos da equipe, as fitas utilizadas para a realização do grupo focal foram todas destruídas ao final do trabalho.

    Como afirma ROMERO (2000) o grupo focal consiste numa sessão grupal informal de pessoas que representam os sujeitos do estudo, para discutir vários tópicos de um assunto específico, o que permite socializar e identificar opiniões, sentimentos, formas de pensar, entender e interpretar a realidade por parte de pessoas nela envolvidas. Neste grupo abordou-se a temática da importância da prevenção primária de lesões no esporte e a importância do auto-cuidado. Nas sessões grupais também foi abordado três tópicos chaves.

    Para facilitar a leitura, colocou-se na seqüência o guia de tópicos para a realização do grupo focal:

Tópico 1

Importância da prevenção de lesões;

Tópico 2

Fatores preventivos (métodos utilizados para prevenir as lesões);

Tópico 3

A importância deste trabalho preventivo para os atletas e a equipe.

Resultados

    No tópico 1 ao ser perguntado aos atletas sobre a importância da prevenção de lesões, os mesmos permaneceram em silêncio e perante a isso os pesquisadores explicaram ser muito importante a prevenção de lesões em atletas pois a mesma só gera benefícios à eles.

    Sobre o questionamento do tópico 2, o fator preventivo utilizados como rotina por esses atletas, teve-se a seguinte declaração: "... só alongo mesmo..." "... e meio matado ainda... mas que o técnico não me escute... risos.".

    Em relação ao tópico 3 tivemos uma maior participação dos atletas com respostas mais imediatas, dentre as quais citamos: "... Vale... vale..." outro atleta declara, "... vale a pena fazer para a gente ter um bom desempenho...", "... é bom para nós conhecer novos exercícios...".

    Devido a pouca participação dos atletas no grupo focal no primeiro dia de atividade; nos encontros seguintes os pesquisadores deram mais enfoque à realização dos exercícios, bem como a perfeita execução dos mesmos; pois, constatou-se que, apesar do tempo de prática esportiva dos atletas, estes possuíam pouca consciência sobre a importância da prevenção dentro de uma equipe desportiva.

    Após dois meses de presença permanente dos pesquisadores, aplicação dos exercícios preventivos na equipe e participação junto à comissão técnica foi realizado o segundo e último grupo focal, sendo refeitas as perguntas do primeiro encontro.

    No tópico 1 os atletas responderam: "ajuda a não agravar uma lesão..., que seja mais seria que se imagina...", complemento de outro atleta, "... Alem de prevenir né...".

    Após essas respostas um dos atletas demonstrou interesse na continuação dos exercícios fazendo a seguinte pergunta: "tá e depois vocês vão continuar vindo aqui? Quem vai passar para nos os exercícios, o treinador?".

    Ao perguntar-se sobre os fatores preventivos (tópico 2), obteve-se as seguintes respostas: "aprendemos que dar uma alongadinha, uma aquecidinha vale a pena...", o mesmo atleta relatou ainda "... já notamos que no cadete (categoria) já mudou, melhorou muita coisa eu acho...melhorou o aproveitamento". Outro atleta complementou: "uma boa alimentação antes dos exercícios físicos também é importante".

    E no último tópico, ao perguntar-se sobre a importância da presença da fisioterapia preventiva dentro de uma equipe desportiva, todos os atletas responderam: "sim...vale a pena sim...", demonstrando total satisfação com o trabalho realizado.

Discussão

    A investigação do impacto da introdução da fisioterapia preventiva em uma equipe de esportes coletivos, tendo como método de avaliação o nível de aceitação e satisfação, o grau de consciência da importância da mesma para a equipe, ainda se faz ausente na literatura disponível e pesquisada. Embora o grupo focal seja considerado um instrumento útil pra a avaliação de grupos de pessoas que participam de alguma atividade social, ele ainda é pouco utilizado no esporte.

    Ao analisarmos as respostas referentes ao tópico 1, do primeiro e segundo grupo focal (Importância da prevenção de lesões), percebemos que houve uma evolução no nível de informação dos atletas alem de uma maior participação dos mesmos na dinâmica. Tendo como principal resposta a consciência dos problemas de uma lesão e o seu agravamento. Vindo de acordo com Sullivan (2004) afirmando que atletas com histórico de lesões musculoesqueléticas, especialmente aqueles que não cumpriram um programa adequado de reabilitação, apresentam um maior risco de uma nova lesão. Também com mais riscos estão aqueles atletas que iniciam os treinos com baixo nível de condicionamento físico (inicio de temporada). O tratamento adequado das lesões é a chave para um retorno seguro ao esporte. Grande parte da ênfase sobre a prevenção de lesões pode ser colocada como "prevenção de nova lesão".

    Nessa mesma linha de estudo, Verhagen et. al. (2004) apresentou seu estudo, verificando o efeito do programa de treino sobre a prancha proprioceptiva de balanço na prevenção de torções do tornozelo, utilizando um grupo de 116 times, 67 femininos e 49 masculinos, totalizando 1127 atletas. Conclui-se que, o programa de treinamento de equilíbrio na prancha proprioceptiva foi efetivo para impedir o retorno de torções no tornozelo, entretanto, mostrou um aumento do retorno de lesões por over use no joelho. Mesmo assim é recomendado para esses jogadores a aplicação do treinamento na prancha proprioceptiva.

    Para o segundo tópico abordado (fatores preventivos), obteve-se uma diferença de respostas e também um relato da melhora de rendimento dos atletas, o que antes era levado pouco a sério como o alongamento pré e pós-atividade e o aquecimento antes dos treinos, passou a ser importante e um pré-requisito para o inicio dos treinos. Destaca-se também a seguinte declaração: "... já notamos que no cadete (categoria) já mudou, melhorou muita coisa eu acho...melhorou o aproveitamento". Demonstrando a percepção do grupo em relação aos exercícios realizados e o rendimento nas competições.

    Ainda Hall (2007) afirma que o alongamento é uma técnica usada para aumentar a extensibilidade da unidade musculotendinosa e do tecido conjuntivo periarticular. O alongamento é usado para aumentar a flexibilidade, que depende da amplitude de movimento articular e da extensibilidade dos tecidos moles.

    Kisner (2005) afirma que o uso do alongamento é de suma importância que faça parte do preparo físico total elaborado para prevenir lesões musculoesqueleticas, e ainda, antes e depois do exercício rigoroso para minimizar potencialmente a dor muscular pos exercício. O mesmo autor refere que fisiologicamente, existe um atraso entre o inicio da atividade e os ajustes corporais necessários para suprir as exigências físicas do corpo. O aquecimento tem como objetivo favorecer os ajustes antes da atividade física como:

um aumento da temperatura muscular;

um aumento da necessidade de oxigênio para suprir a demanda de energia do músculo;

impede ou reduz a suscetibilidade do sistema musculoesqueletico a lesões, aumentando a flexibilidade.

    Para Hillman (2002) o conceito de alongamento visando a prevenção de lesões não é totalmente apoiado por pesquisas, mas muitos atletas afirmam que só evitaram lesões graves porque possuíam flexibilidade adequada.

    Embora Herbert (2003) afirme em sua pesquisa realizada sobre o efeito do alongamento pré e pós-exercícios, risco de lesões, dor muscular tardia e desempenho atlético, que o alongamento não oferece nenhuma redução no risco de lesão também não protegendo contra a dor muscular, embora não tenha dados suficientes para determinar a sua eficácia sobre o desempenho esportivo.

    Em uma pesquisa semelhante, Weldon (2003), sobre a eficácia do alongamento para prevenção de lesões relacionadas a exercícios físicos, concluindo que a heterogeneidade e a escassez de estudos não foi possível tirar conclusões sobre a eficácia do alongamento na redução de lesões.

    A maioria dos efeitos do aquecimento muscular é atribuída ao aumento dos mecanismos relacionados à temperatura (diminuição da rigidez, aumento da taxa de condução nervosa, alteração da força, o aumento da oferta energética anaeróbica), também se toma por base os efeitos psicológicos (aumento da preparação). Embora não seja praticada por boa parte dos atletas pode-se atribuir à melhora do desempenho físico através do aumento da temperatura corporal (BISHOP, 2003).

    Percebeu-se que nenhum dos atletas participantes do grupo focal, citou em momento algum o uso de equipamentos protetores. Porém de acordo com Ingham (2004) equipamentos protetores é o segundo meio preventivo de lesões; no entanto, não obrigatório no handebol, os instrumentos mais utilizados, mesmo com uma porcentagem mais baixa, são a joelheira (23,8%), seguido das tornozeleiras (21,3%) e também (21,3%) algum tipo de imobilizador como bandagens, órteses articuladas apropriadas para cada articulação.

    Por fim, o ultimo tópico torna-se o mais importante, pois aborda-se a presença do fisioterapeuta em uma equipe desportiva com caráter preventivo.

    A fisioterapia aplicada à área esportiva dedica-se não somente ao tratamento do atleta lesado, mas, também, à adoção de medidas preventivas, a fim de reduzir a ocorrência de lesões. O trabalho preventivo é delineado e realizado de maneira eficaz, com base no levantamento dos fatores de risco das lesões referentes à modalidade da área esportiva específica. Modificações no sistema de treinamento de jovens atletas, focando a técnica e habilidade além da parte física, podem minimizar a incidência de lesões esportivas.

    Como afirma Birrer (2004) os atletas que respondem bem a sua própria motivação interna para o aprimoramento e que concordam com a prevenção e a reabilitação parecem ter uma recuperação mais rápida e o menor prejuízo psicológico a uma possível lesão.

Conclusão

    Pode-se observar, através desta pesquisa, que após quatro meses de trabalho e contato direto com os atletas da equipe e comissão técnica, que a fisioterapia desportiva com abordagem preventiva, bem como a aplicação dos exercícios, orientações sobre lesões e treinamento em geral tiveram boa aceitação.

    Quanto ao grupo focal, concluiu-se que esta forma de avaliação para equipes é a ideal para se ter a real noção sobre opiniões e conclusões do grupo em relação ao trabalho realizado, apesar de se constatar certa imaturidade dos atletas em relatar suas experiências. Contudo, a participação em massa dos atletas durante a prática dos exercícios, comprovou a eficácia e a importância da presença constante do fisioterapeuta na equipe desportiva com enfoque preventivo.

Agradecimentos

    Gostaríamos de agradecer ao nosso orientador, professor Rodrigo Lippold Radünz, à referida instituição de ensino, ao professor Jorge Fernandes e aos atletas que de maneira ou outra contribuíram para a realização desta pesquisa. Também gostaríamos de agradecer aos nossos pais e namoradas, pelo apoio e atenção dispensada durante essa caminhada.

Referências bibliográficas

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Ricardo Gonçalves Schröder*

Tobias Della Mea Pigatto*

Rodrigo Lippold Radünz**


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Entorses de pulso pode acontecer a qualquer um, seja devido ao uso repetitivo ou acidentes em esportes e atividades recreativas. A entorse...

Entorses de punho nos esportes


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Entorses de pulso pode acontecer a qualquer um, seja devido ao uso repetitivo ou acidentes em esportes e atividades recreativas.

A entorse é uma lesão a qualquer dos seus ligamentos unem um osso a outro osso. Em entorses do punho, qualquer um dos ligamentos de suporte a articulação do pulso pode tornar-se sobrecarregado ou rasgado, causando sintomas. Causas de pulso entorse entorse do pulso é comum em atividades esportivas que podem causar que você caia em sua mão estendida  ou torcer seu pulso.

Embora a doença pode acontecer a qualquer um, entorses do punho são comuns em jovens atletas que participam em esportes como basquete, beisebol, futebol, boxe, hóquei no gelo, wrestling e judô. Pessoas que gostam de snowboard, skate, esqui, ou de patins em linha pode estar em risco de entorse do pulso quando eles caem em uma mão.

A gravidade da entorse de punho

Assim como qualquer outra entorse, entorses de pulso são classificados como I, II ou III.

Em grau de torção no pulso I (leve), o ligamento é alongado com fibras do ligamento pouco ou nenhum rasgo.

Grau II ou entorse moderada acontece quando o ligamento é alongado com fibras arrancadas, mas a lágrima é incompleta.

Grau III entorse do pulso é o mais grave com o ligamento completamente rasgada.

Sintomas

Os sintomas da torção no pulso pode variar dependendo da gravidade da sua lesão. No entanto, o sintoma mais comum da doença é a dor. Outros sintomas de uma torção no pulso podem incluir inchaço no local da sua lesão; piora da dor quando você move sua mão; ternura; hematomas ou descoloração da pele sobre o local de sua lesão, e dificuldade em se mover sua mão. Algumas pessoas podem sentir fraqueza dos músculos da mão dela.

Os sintomas de entorses pulso pode ser semelhante à de uma fractura de pulso, especialmente com entorse grave. É importante que você tem que deixá-lo ser verificado por um profissional de saúde qualificado.

Tratamentos para entorse do pulso pode variar de acordo com a gravidade da sua lesão. No entanto, na maioria dos casos de lesões desportivas, a primeira linha de tratamento é aplicação de gelo no local da lesão para ajudar a aliviar a dor e reduzir o inchaço. Ao usar um bloco de gelo, aplique-o no local de sua lesão durante 20 minutos a uma hora a cada 3 a 4 horas por dia até que o inchaço ea dor diminui.

Além de gelo, outros tratamentos para entorses leves do punho incluem repouso e evitar os movimentos que fazem os seus sintomas de pulso pior. Elevando o seu membro acima do nível do seu coração também pode ajudar a minimizar o inchaço em seu pulso.

 Para entorses moderadas e graves de pulso, um médico deve ser consultado para que ele ou ela pode ter certeza que a causa de seus sintomas não são a partir de um osso do pulso fraturado.

Os tratamentos podem incluir gelo, analgésicos, imobilização com tala ou gesso e fisioterapia. Às vezes, a cirurgia pode ser necessária para reparar ou substituir o ligamento severamente danificado. Em qualquer caso, a fisioterapia pode ajudar com sua torção no pulso.

A fisioterapia pode ajudar você a gerenciar os seus sintomas, fortalecer os músculos enfraquecidos e retornar às suas atividades habituais ou desportivas rápido e da forma mais segura possível.

 O handebol é um esporte de alta intensidade de pura explosão muscular em um curto intervalo de tempo exigindo dos atletas um ótimo cond...

Fisioterapia no Handebol


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 O handebol é um esporte de alta intensidade de pura explosão muscular em um curto intervalo de tempo exigindo dos atletas um ótimo condicionamento físico. O índice de lesões no handebol está ligado a exigência que o esporte faz do atleta, com qualidades físicas vigorosas, sendo requisitado ao mesmo tempo força, habilidade, coordenação e velocidade.

Os atletas/praticantes não se preparam de forma adequada tendo queda de rendimento nos treinos e em jogo. O handebol tem um alto índice de lesões, por exemplo, as ocasionadas pelo overtraining, somados a falta de estrutura das equipes e a locais inapropriados para o treinamento, visto que, a maioria das lesões ocorre durante o treinamento e não no jogo propriamente dito.

O handebol diferentemente de outros esportes tem como característica o arremesso e o seu bloqueio "travamento", o que leva a lesões nos membros superiores e sobrecarga das articulações. O aumento da prática esportiva aumenta consideravelmente o numero de lesões devido falta de preparo físico e de orientações quanto ao esporte, levando em consideração também que esporte não é sinônimo de saúde. A ocorrência de uma lesão esportiva é decorrente da inter-relação entre atleta e o esporte praticado levando a uma sobrecarga do aparelho locomotor isso sendo variável de cada organismo fisiológico em recuperar o estresse físico imposto não instalando um processo patológico

A fisioterapia desportiva não somente se dedica a ao tratamento de atleta lesados mas também a adoção de medidas preventivas visando minimizar o índice de lesões, sendo realizado de maneira eficaz levando em consideração estatisticamente os fatores de risco baseado na característica de cada lesão. Identificando e descrevendo o problema, como ocorreu as lesões e colocando em pratica o estratégicas preventiva.

A fisioterapia desportiva se diferencia das outras áreas onde o tratamento tem que ser muito rápido e efetivo, pois o atleta mais do que ninguém tem voltar a executar todas as atividades do seu corpo de alta intensidade com alta performance onde é normalmente posto em alto estresse músculos, tendões, articulações e ossos em suas atividades esportiva diária, no máximo de potência e amplitude para execução perfeita de todos os movimentos.

Além disso, os fisioterapeutas dessa área se depara com uma grande pressão imposta diariamente quando se tem atletas no departamento médico, que são os incentivos dos patrocinadores para o retorno do atleta pois aquele atleta vale muito dinheiro em quadra e lesionado não tem valor algum, o técnico pois um atleta de alto rendimento é uma peça muito importante para o time e sem ele o mesmo começa a perder colocando em risco o seu cargo, a diretoria querendo que seu time continue a vencer e a conquistar títulos e o atleta lesionado faz falta a sua equipe bem como para sua torcida e o próprio atleta vendo que com seu estado está perdendo sua posição na equipe e tudo aquilo que conquistou,sem falar da dor e de suas limitações.

Um bom tratamento fisioterapêutico começa com uma boa avaliação começando desde anamenese, para mais fácil e confiável diagnostico da patologia e melhor tratamento com enfoque direto e uma busca de recursos e de referencias sobre a patologia, com isso a avaliação musculoesquelética aborda desde a ciência básica, á pratica clínica até testes especiais.

 Os fisioterapeutas da reabilitação musculoesquelética que atuam na área desportiva vêm consolidando a fisioterapia como uma ciência baseada em evidências e respaldada fortemente com referência cientifica validada, visto que hoje na área da ciência do esporte (em destaque na fisioterapia), foi teve uma intensa produção de pesquisas sendo que uma das mais importantes e bastante esmiuçada foi o treinamento e a reabilitação excêntrica, sendo utilizado como peça fundamental a qualquer programa otimizando de reabilitação e recondicionamento muscular cientificamente embasado, sendo que uma das funções extremamente relevante para a Fisioterapia acerca do condicionamento muscular excêntrico reside no fato deste poder atuar de forma preventiva em relação às lesões musculares induzidas pelo "over-training" ou síndrome do super treinamento em atletas de alto nível.

 A fisioterapia desportiva vem crescendo muito junto com as pesquisas no tratamento do esporte, levando em conta todos os altos investimentos na área, sendo a que mais inova em e se atualiza em recursos, cursos de capacitação e atualização na forma de tratamento dos vários tipos de lesões sabendo que cada uma tem suas particularidades nos recurso e técnicas que se adapta bem ao seu tratamento. Mas no esporte a prevenção vem se tornando cada vez mais comum, na analise estatística dos fatores predisponentes das lesões mais comuns em cada modalidade em que se chegou a conclusão que tem menor custo e evita os efeitos das lesões nos atletas.

A Fisioterapia tem um papel importante no tratamento de atletas/praticantes lesionados. Porém, quando o profissional age de forma preventiva, consegue evitar lesões que dão uma "durabilidade" maior ao praticante.

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Toda prática esportiva, seja ela profissional ou não, precisa de cuidados.  No caso das corridas de ruas, o atleta amador não deve pro...

Fisioterapia é grande aliada dos corredores profissionais e amadores


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Toda prática esportiva, seja ela profissional ou não, precisa de cuidados.  No caso das corridas de ruas, o atleta amador não deve provocar uma sobrecarga nos movimentos, com o risco de lesões físicas e problemas cardiorrespiratórios.

Com esse índice crescente novos atletas, a Fisioterapia Esportiva desponta como uma grande aliada, atuando na prevenção e reabilitação das lesões esportivas.  Atualmente, as pessoas estão investindo cada vez mais em saúde e qualidade de vida através das diferentes práticas esportivas. Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de pessoas que passaram a correr, procurando combater os males de um cotidiano estressante e sedentário.

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Porém, esse aumento na prática esportiva sem controle levou ao aumento no número de lesões, as chamadas lesões esportivas, que podem levar essas pessoas a ficarem afastadas de suas atividades esportivas e em alguns casos de suas atividades pessoais e profissionais até o tratamento final de uma determinada lesão.

Diversas são as lesões que podem acometer atletas de corridas, podemos destacar: cãibras, estiramentos musculares, entorses articulares, fasceite plantar, tendinopatias (tendinites), canelites, fratura por estresse, entre outras lesões que vamos abordar em nossa coluna.

Se você não tem problemas de coração, nem alguma pré-condição física que o proíba de fazer esforço, não há restrição para correr. Mas se for muito sedentário e, portanto, não tiver um bom condicionamento físico, recomendo que seja feito um trabalho de fortalecimento muscular anterior ao treino de corrida. Isso minimizará a chance de lesões, pois quanto melhor for a condição muscular, menor a chance de lesões, sejam musculares ou articulares.

A Fisioterapia Esportiva e seus especialistas (reconhecidos pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – SONAFE e Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO), são profissionais habilitados e experientes para prover o correto tratamento de atletas amadores ou profissionais.

Dentre as funções do Fisioterapeuta Esportivo que atua com atletas de corrida, podemos destacar o auxílio durante a fase de preparação, quando o Fisioterapeuta, trabalha em conjunto com o preparador físico e treinador do atleta, realizando trabalhos de avaliação e correções posturais, avaliações quanto ao tipo de pisada do atleta e dessa forma sugerir mudanças e indicação do calçado mais adequado.

Através do conhecimento de Anatomia, Biomecânica, Cinesioterapia e Propriocepção são realizados trabalhos preventivos de reequilíbrio muscular e articular, a fim de, reduzir os riscos intrínsecos e fatores que podem pré-dispor as lesões esportivas.

Muitos corredores sabem a importância do trabalho Preventivo que a Fisioterapia pode realizar. Hoje, esses atletas quando querem novos objetivos e traçam junto com seus treinadores novas metas e conquistas, automaticamente procuram a Fisioterapia para inserção de programas de prevenção, evitando assim que toda periodização de treinamento e objetivos sejam perdidos em decorrência de uma lesão, que vai afastar o atleta de seus objetivos, uma lesão que poderia ser prevenida.

Correr é uma das atividades físicas mais completas, onde exercitamos o corpo, coração e a mente, trazendo excelentes benefícios para a saúde, prevenindo diversas doenças que podem nos acometer. Mas  prevenir sempre será a melhor solução.

Dr. Daniel Xavier

A área de Fisioterapia desportiva tem muitas nuances para o profissional. A atuação dele vai da área preventiva a área curativa, na...

6 livros para fisioterapeutas que trabalham com esporte


A área de Fisioterapia desportiva tem muitas nuances para o profissional. A atuação dele vai da área preventiva a área curativa, nas mais variadas modalidades. Separamos 6 livros de Fisioterapia Desportiva prorpiamente dita e assuntos que circundam essa especialidade.

Espia aí as dicas:

No meio do jogo, bem quando você ia chutar para o gol, sente a fisgada: a dor é insuportável e não d...

Alivie as dores causadas pelo excesso de esforço físico


No meio do jogo, bem quando você ia chutar para o gol, sente a fisgada: a dor é insuportável e não dá sequer para raciocinar. Resultado? Primeiros-socorros feitos de qualquer jeito, que podem até agravar uma lesão simples. Na desconfiança de um problema mais sério, o jeito é mesmo procurar um médico. Mas, às vezes, basta usar uma bolsa de gelo ou de calor para resolver o machucado . A seguir, dica de como você faz para aliviar os problemas mais comuns.


mulher na esteira cor dor na perna - Foto Getty Images

"Fisgadas" nos músculos

Às vezes, movimentos rápidos sobre uma musculatura não alongada e não aquecida levam a lesões musculares, explica o ortopedista Ricardo. No frio, isso ainda mais comum os músculos ficam naturalmente mais contraídos. Na hora do desespero, apele a uma bolsa congelada ou enrole algumas pedras de gelo numa toalha. O gelo diminui a dor e o processo inflamatório no local, explica. 

Cãibras

A cãibra está associada a grandes esforços físicos e musculares. Qualquer atividade que exija muito dos seus músculos está incluída nesta categoria, desde percorrer quilômetros a pé até ficar horas sentado na mesma posição. O calor relaxa a fibra muscular e ainda tem propriedades anti-inflamatórias, resolvendo o problema facilmente, sugere o médico.  

Torcicolo 

Calma, seu pescoço travou porque a musculatura se contraiu e causou uma dor bem localizada. Essa contração aconteceu por má postura ou por ficar muito tempo numa posição sem movimento. Nesta situação o melhor é usar calor no local e um relaxante muscular. Se a dor for muito intensa, usar colar cervical de espuma e fazer fisioterapia após uma avaliação médica. 

Ombros tensos 

Para um acidente eventual, por esforço exagerado ou mesmo fadiga, a dica é fazer uma compressa quente no local e, aos poucos, alongar a área dolorida, ajudando a musculatura a se descontrair. Se a dor for repetitiva o melhor é procurar um ortopedista. 

Dores na lombar
Essas dores são normais. Depois de horas de má postura e muito esforço,a musculatura realmente fica mais contraída. É recomendavel aos pacientes que utilizem calor na lombar e ainda o uso de um relaxante muscular, para uma melhora mais eficaz. 

Dores musculares após fazer exercícios demais

Esse tipo de dor muscular é causada não só pelo esforço desmedido, mas principalmente pela falta de preparo físico. Neste caso deve ser feito um alongamento e, se a dor for intensa, é indicado usar um relaxante muscular. Um desconforto mais leve é resolvido apenas com alongamento e repouso são ideais. Nas duas situações, contudo, a aplicação do calor colabora para o alívio da dor. 

O fisioterapeuta é capacitado a diagnosticar disfunções, avaliar, reavaliar, prescrever (tratamento fisioterapêutico), emitir, prognósti...

Video: Sabendo mais sobre a Fisioterapia Desportiva






O fisioterapeuta é capacitado a diagnosticar disfunções, avaliar, reavaliar, prescrever (tratamento fisioterapêutico), emitir, prognóstico, elaborar projetos de intervenção e decidir pela alta fisioterapêutica.

A atenção fisioterapêutica propicia o desenvolvimento de ações preventivas primárias, secundárias e terciárias. Mesmo antes da doença atingir o horizonte clínico, ou seja, de exibir sinais e sintomas, podem ser desenvolvidas intervenções preventivas.

Em indivíduos sob atenção do Fisioterapeuta para recuperação funcional de lesões e/ou disfunções
Atua diretamente nas atividades esportivas, na preparação, prevenção e recuperação de lesões no processo de reabilitação de atletas em clubes, times, academias, etc.

A dor muscular após os treinos de musculação ocorrem devido ao micro rompimento de fibras musculares. Quando você treina, você ...

Cuidado com dores musculares após exercícios



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A dor muscular após os treinos de musculação ocorrem devido ao micro rompimento de fibras musculares. Quando você treina, você literalmente rompe (micro rompimentos) o tecido muscular. O resultado disso é a ocorrência de microlesões musculares nos primeiros dias dos treinos musculares, pequenas rupturas do músculo causadas pelo excesso de esforço. 

Com alguns dias, o músculo começa a se reconstruir, por isso o repouso após os treinos é muito importante. Ocorre uma cicatrização das fibras musculares. Este processo de reconstrução torna os tecidos musculares mais fortes e maiores do que antes. Esse é o processo de hipertrofia muscular. A hipertrofia muscular é o desenvolvimento de mais fibras musculares, o que deixa os músculos maiores e mais fortes para suportarem levantar mais peso.

Acesse o blog sobre Treinamento Desportivo

A dor que você nota nos dias posteriores ao treino é diferente da dor (queimação e ardor) que você sente durante o treino e também é diferente de uma dor de lesão muscular. É essencial a conscientização das diferenças dessas dores, como a dor dos treinos, dor boa, que ocorre um dia ou dois depois do treino, e a dor de lesões, dores ruins, de lesões nas articulações e músculos. A dor boa, por mais forte que ela seja, ela não impede você de fazer outras atividades físicas, apesar da dor você consegue executar qualquer movimento com perfeição, diferente das dores de lesões, que causam muita dor ao movimentar as áreas afetadas e aparecem algumas horas depois do treino. 

A dor do dia seguinte geralmente é mais forte em pessoas que nunca treinaram antes. E só lembrar da época que você começou a treinar pela primeira vez e como ficou dolorido na primeira semana. Quanto mais o seu corpo se adapta ao treino, menos dor você sentirá. Se você insistir por muito tempo em apenas um tipo de treinamento, você para de ver resultados e a dor boa desaparece. Treinamento diferenciado e aumento progressivo de carga é a chave para gerar fissuras musculares, o que consequentemente aumenta a massa muscular. 

Porém, a dor boa em um alto grau não ocorre apenas em pessoas que nunca treinaram na vida. Você também sentirá dores maiores quando começar uma rotina nova. Toda vez que você der um choque em seus músculos, com um novo programa de treino, novos exercícios, quantidade de séries e repetições que o seu corpo não está mais acostumado, pode esperar grandes quantidades de dores. Vale lembrar que a hipertrofia ocorre não apenas quando há dor. 

Mesmo sem termos dores após os treinos, ou quando ela diminui, a hipertrofia continua acontecendo. A dor desaparece porque o músculo já está mais preparado para as atividades que serão desenvolvidas, e só volta a aparecer se uma carga ou treinos diferentes, exercícios novos e aumento da intensidade dos treinos. 

É importante darmos atenção a fase excêntrica (parte negativa do exercício), pois nessa fase recrutamos mais fibras musculares e lesionamos mais a mesma. Quando damos mais ênfase a parte negativa do exercício, obtemos mais fissuras nos tecidos musculares, consequentemente mais dores no dia seguinte e mais resultados a longo prazo. 

As dores devem ser controladas, a partir do momento em que impedem movimentos cotidianos é sinal que houve exagero. Um bom exemplo é o aluno não conseguir descer uma escada direito ou mesmo escovar os cabelos com facilidade. 

Escrito por Fernanda Andrade

A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo ...

Pliometria e a reabilitação de atletas


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A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alongamento- encurtamento, ou seja, um mecanismo fisiológico cuja função é aumentar a eficiência mecânica dos movimentos, nos quais ocorre uma contração muscular excêntrica, seguida, imediatamente, por uma ação concêntrica [1] .

Pliometria é a denominação aplicada a exercícios que tem suas raízes na Europa, onde era originalmente conhecido como treinamento de pulos. Em 1975, o termo pliometria foi cunhado por um treinador de atletismo americano, chamado Fred Wilt.

Com base nas suas origens latinas, Plio + Metria é interpretado como "aumentos mensuráveis" . Os treinadores norte- americanos já usavam pular corda e saltos com bancos, porém não conheciam sua base fisiológica. Foi, então, o treinador soviético Yuri Verkhoshanski, durante o final da década de 60, quem começou a transformar o que eram apenas saltos aleatórios, em treinamento pliométrico organizado .

Komi, Bosco e Cavagna foram pesquisadores que publicaram informações que levaram a teoria do "estende-encurta", como meio auxiliar para aprimoramento do desempenho do atleta.

O exercício pliométrico é composto por um ciclo formado inicialmente por uma ação muscular excêntrica, seguida por uma ação isométrica também conhecida como fase de amortização e finalizada por uma ação concêntrica, analisando sempre o músculo agonista ao movimento realizado.

Um dos meios pelo qual se ativa o ciclo alongamento-encurtamento é a pliometria. Esse método é conhecido por desenvolver potência muscular em atletas. A potência representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema.

O fundamento principal da pliometria é utilizar os componentes neurofisiológicos para combinar força e velocidade. .

O objetivo da fase final da reabilitação, quando o uso da pliometria é adequado, é a especificidade do treinamento, ou seja, movimento realizado pelo paciente no  tratamento deve corresponder o máximo possível aos movimentos praticados durante a competição, sem prejudicar o estado de saúde do paciente .

Os exercícios pliométricos, não só enfocam o desenvolvimento da capacidade de saltar mas também desenvolvem qualidades de movimento lateral e outros que melhoram a potência da parte superior do corpo, mesmo ela sendo tradicionalmente direcionada para o aperfeiçoamento da potência da parte inferior do corpo. A pliometria não tem sido apenas usada para obtenção de força e condicionamento da parte inferior, mas também como ferramenta de reabilitação e como programa de prevenção de lesões da parte superior do corpo. A pliometria é uma forma de treinamento que procura combinar velocidade de movimento e força e o define como um movimento rápido e vigoroso, que inclui pré-alongamento do músculo e a ativação do ciclo alongamento / encurtamento a fim de potencializar a contração concêntrica subsequente do alongamento, aproveitando-se desse ciclo para aumentar a potência muscular

O propósito dos exercícios de ciclo alongar-encurtar ou de contra movimento é melhorar a capacidade de reação do sistema neuromuscular e armazenar energia elástica durante o pré-alongamento, para que esta seja utilizada durante a fase concêntrica do movimento.

A repetição dessa atividade proporciona o treinamento muscular apropriado, capaz de aprimorar o desempenho de potência de músculos específicos. O uso da pliometria como me-todo de treinamento é baseado principalmente em duas qualidades dinâmicas fundamentais do tecido muscular : elasticidade e contratilidade. Atualmente, a pliometria se tornou essencial para qualquer atleta que salte, arremesse ou levante peso em mento da miofibrila.

Esses exercícios promovem a estimulação dos proprioceptores corporais para facilitar o aumento do recrutamento muscular numa mínima quantidade de tempo. Além da importante contribuição desta técnica para o ganho de potência,de auxílio na melhora do desempenho de controle neuromuscular, porém, somente há pouco a sua importância na prevenção e reabilitação de lesões está sendo discutida.

A ginástica artística é uma das modalidades que mais atrai atenção do público. A competição pode ser individual ou por equipes: aberta a m...

Lesões mais frequentes na Ginástica Artística


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A ginástica artística é uma das modalidades que mais atrai atenção do público. A competição pode ser individual ou por equipes: aberta a mulheres que disputam quatro provas (salto, trave, paralelas e solo) ; e homens, que disputam seis provas ( salto, cavalo, argolas, barra fixa, paralelas e solo).

Para conseguir a melhor nota na avaliação dos juízes, que avaliam o grau de dificuldade dos movimentos e execução, o ginasta deve acrescentar outros elementos além dos obrigatórios.

Os praticantes da ginástica artística dedicam muito tempo ao treino. O expectador de uma apresentação não é capaz de dimensionar a quantidade de horas dispensadas pelos atletas no preparo e elaboração dos movimentos. Ginastas profissionais podem treinar até 50 horas por semana. A grande dificuldade enfrentada por quem busca a excelência, diferentemente do que se pensa, é equilibrar-se no limite máximo de seu corpo.

Ginastas estão habituados a conviver com a dor inerente a sua prática e, por isso, podem não perceber a hora de interromper as atividades. A repetição diária, aliada ao grau de dificuldade dos movimentos, propicia o surgimento de lesões que acabam tirando o atleta dos treinos e das competições.

Os casos de dores são mais freqüentes no punho - associadas à sua dorsiflexão, e na região lombar da coluna - provavelmente devido à constante hiperextensão exigida aos ginastas. Lesões por deslocamento e fraturas são mais atribuídas às articulações do cotovelo e joelho. O tornozelo é apontado por diversos autores como uma das articulações de traumas mais freqüentes.

Localização anatômica das lesões MCAULEY (1987)(1) afirma haver consenso sobre o fato de que a região de lesões mais freqüentes são os membros inferiores, com menores incidências nos membros superiores, tronco e coluna vertebral.

As regiões mais estudadas em termos de lesões foram o cotovelo, joelho, tornozelo, coluna vertebral, punho e ombro, com problemas desde dores até deslocamentos e fraturas.

Alguns fatores sugeridos como favorecedores das lesões a partir de estudos são:
- a duração das sessões de treinamento, progressivamente maior desde a iniciação até o alto nível (fato já observado nesse artigo);
- a falta de auxílio ou ajuda do técnico ou outra pessoa durante a execução;
- a não-utilização ou utilização não-adequada dos equipamentos de proteção;
- as saídas dos aparelhos, principalmente aquelas de elementos com piruetas (rotação em torno do eixo longitudinal do corpo) foram apontadas como uma grande causa de lesões no joelho;
- o aumento da dificuldade dos elementos e da competitividade;
- falta de concentração; e
- excesso de treinamento, com muitas sessões.

Ginástica Artística - percentuais de lesões por membro (3):

Segmentos Corpóreos %

  • Joelho 18,9
  • Tornozelo 17,9
  • Mão 17,4
  • Coxa 11,4
  • Ombro 8,1
  • Coluna 7,0
  • Pé 4,6
  • Cotovelo 3,4
  • Perna 2,8
  • Punho 2,8
  • Antebraço 2,6
  • Bacia 1,9
  • Braço 0,3
  • Outros 0,9

- Os tipos de lesões mais freqüentes:

      Tipo de Lesão %
  • Entorse 32,7
  • Rótula Muscular 8,0
  • Contusão 9,6
  • Menisco/ligamento/joelho 2,4
  • Mioentesite 3,7
  • Rótula sub-luxans 1,6
  • Fraturas 5,3
  • Coluna 14,0
  • Tendinite 5,9
  • Osteocondrite 5,1
  • Periostite (Canelite) 0,5
  • Neurite 1,6
  • Bursite 0,5
  • Luxação 2,4
  • Artrose 0
  • Outros 6,7

Na Ginástica Rítmica, por sua vez, há uma maior incidência de lesões articulares no joelho, no tornozelo e, alguns casos, lesões no punho podendo variar desde tendinite  ou tenossinovite até lesões mais sérias com rupturas ligamentares. Isso é observado na maioria das execuções da linha de ginástica de solo .

Fonte

Copa do Mundo chegando e não há como evitar de falar em lesões. Com vários jogadores se lesionando, vamos falar da entorses do tornozelo,...

Em época de Copa do Mundo, cuidado com a entorse do tornozelo


Torção do tornozelo: mais do que um incômodo

Copa do Mundo chegando e não há como evitar de falar em lesões. Com vários jogadores se lesionando, vamos falar da entorses do tornozelo, que é a lesão mais comum no futebol. Talvez você não tenha como evitar que a primeira delas ocorra, mas pode fazer muito para impedir as seguintes.

Esse tipo de lesão geralmente segue um padrão típico. A maioria acontece quando a sola do pé gira para dentro, lesionando os ligamentos na parte exterior do tornozelo — por exemplo, ao pisar sobre uma superfície desnivelada no gramado ou sobre o pé de outro jogador durante a corrida ou na aterrissagem, após um salto. Uma situação típica no futebol acontece quando o adversário chega deslizando e acerta a parte inferior da sua perna por dentro, forçando o pé a torcer-se também para dentro.

Além disso, há fatores pessoais de risco, como a resistência do tornozelo, a amplitude de movimentos e a maneira como você controla os mesmos. Esses fatores podem ser controlados com exercícios específicos, como os que foram incluídos nos "11+".

Um fator importante de risco é uma lesão prévia na região. Tornozeleiras semirrígidas ou com bolsas de ar ajudam a prevenir novas entorses e devem ser usadas por vários meses. Além disso, é possível treinar o equilíbrio usando discos e pranchas instáveis para os tornozelos.

A maioria dos jogadores encara as torções de tornozelo como um incômodo, mas é preciso proteger a região para que ela não volte a se lesionar.

Sintomas e sinais:
• Inchaço (em poucos minutos ou gradualmente, ao longo de várias horas).
• Dor ao tentar mover o tornozelo ou ao caminhar.
• Rigidez e impossibilidade de colocar todo o peso sobre o pé

Primeiros socorros
Aplicar o protocolo PRICE (sigla em inglês para proteção, repouso, gelo, compressão e elevação) ao tornozelo lesionado.

A natação é um dos esportes mais populares do mundo e os povos são atraídos para ela na busca por lazer, melhora da função cardiopulmonar ...

A fisioterapia preventiva do ombro na Natação



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A natação é um dos esportes mais populares do mundo e os povos são atraídos para ela na busca por lazer, melhora da função cardiopulmonar ou por competição. É atualmente é uma das modalidades mais praticados no Brasil. Trata-se de uma atividade esportiva não traumática que se for bem orientada tem valores profiláticos e terapêuticos.

Segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos8 a natação esportiva foi iniciada no Brasil no século XIX, quando em 1895, a União de Regatas Fluminense do Rio de Janeiro (a mais10 antiga entidade desportiva brasileira), composta pelos clubes praticantes de remo, organizava regatas e competições de natação no mar, na enseada de Botafogo.

Atletas de elite são um caso à parte em relação a seus equivalentes esportistas recreacionais, pois atuam dentro do esporte, no limite fisiológico entre o máximo da performance atlética e a lesão, e esta barreira pode ser ultrapassada por inúmeras circunstâncias advindas dos esportes de alta competitividade.19

A todos os desportos está associado algum tipo de lesão, com mais ou menos gravidade ou importância, contudo existem determinadas zonas do corpo que são mais afetadas do que outras.

Devido à carga excessiva de treinos ou a inadequada execução de alguns movimentos, vários distúrbios podem surgir comprometendo a desempenho dos atletas nadadores.

A queixa de dor nos ombros é frequente em diversas modalidades esportivas, tais como voleibol, handebol, basquetebol e ginástica olímpica, porém na natação há uma maior incidência de queixas dolorosas.

 A articulação glenoumeral, formada pela cabeça do úmero e pela fossa glenoidal, segundo Fernandes, Honda e Natour (2006), é uma das mais instáveis e móveis das articulações. Caracteriza-se por apresentar a maior amplitude do corpo humano, realizando movimentos de flexão e extensão, abdução e adução e rotação lateral e rotação medial no cíngulo do membro superior 15. Dessa forma, esta articulação depende diretamente dos mecanismos de estabilização.

    Apesar da sobrecarga imposta ao ombro, anatomicamente, a cavidade glenoidea é rasa e tem uma superfície articular menor do que a cabeça do úmero. Assim, a formadas superfícies articulares não favorece a estabilidade que dependem, essencialmente, de ligamentos e músculos (DANGELO & FATTINE, 2010).

A estabilidade da articulação glenoumeral está diretamente relacionada ao manguito rotador e secundariamente aos músculos e ligamentos. O manguito rotador é composto pelos tendões dos músculos subescapular, supraespinhal, infraespinhal e redondo menor.Estes músculos se inserem na tuberosidade da cabeça do úmero e terminam em tendões largos e achatadosque continuam com a cápsula articular formando o manguito musculotendíneo.20

Os movimentos repetitivos do membro superior acima da cabeça resultam em aumento do estresse nas estruturas da articulação e aumento no potencial de lesão, como a laceração do manguito rotador.3

O impacto das lesões no esporte é negativo, uma vez que o afastamento do atleta das atividades interrompe o processo evolutivo de adaptações fisiológicas adquiridas por meio do treinamento, resultando em diminuição de rendimento e, em alguns casos, levando à incapacidade permanente da prática esportiva.

Muitos são os fatores que favorecem a lesão no ombro dos nadadores. Como principais podemos citar a frouxidão articular, o número de repetições das braçadas, o aumento da amplitude de movimento, a fadiga muscular e os erros na técnica e no treinamento com volume e intensidade inadequados.

A frouxidão articular é uma característica do nadador. Os atletas apresentam boa flexibilidade, fator importante para uma natação eficiente, porém esta flexibilidade pode se tornar prejudicial quando é excessiva, sendo chamada então de instabilidade.

Estudos sugerem que o aumento da flexibilidade possibilita ao nadador alcançar uma maior amplitude de movimento durante as braçadas, gerando uma maior força durante a puxada na água e melhorando então seu desempenho esportivo. Infelizmente com o aumento dessa flexibilidade ocorre um aumento na instabilidade do ombro, fazendo com que a cabeça do úmero se torne instável em relação à glenoide.

O atleta que apresenta frouxidão articular como característica constitucional deve estar atento. Seu ombro pode tornar-se instável devido aos treinos de alongamentos realizados de forma incorreta e a falta de condicionamento da musculatura específica do ombro.

Movimentos realizados de forma inadequada geram fadiga muscular. Os atletas de natação realizam treinos intensos para aumentar a resistência muscular, porém durante esses treinos ocorre fadiga da musculatura periescapular e de manguito rotador e alteração do posicionamento da escápula durante o movimento de braçada, sobrecarregando os tendões e favorecendo a lesão destas estruturas. (SUMURAWA, 2008)

Muitas dessas lesões são causadas pela inadequada mecânica de realização do gesto esportivo. Entre as patologias mais prevalentes, conseqüentes de todos esses fatores já citados temos: bursites, tendinopatiase tenossinovites. Bolsas são pequenos sacos cheios de fluido com a função de reduzir a fricção, distribuir o estresse e proteger estruturas subjacentes. Podem ser encontradas entre ossos e tendões, ente dois tendões ou entre um osso ou tendão e a pele.

As tendinopatias englobam a inflamação e ou a degeneração dos tendões. A solicitação constante e excessiva do tendão leva a mudanças em sua estrutura, isto por sua vez provoca processo inflamatório repetitivo, determinando graves modificações estruturais, o que favorece as microrrupturas.

 O fisioterapeuta faz-se de grande importância no tratamento e prevenção dessas patologias melhorando o rendimento e preservando o atleta. É valoroso a criação de um programa fisioterapêutico preventivo, a fim de diminuir a incidência de dor através do equilíbrio muscular e, consequentemente melhorar o rendimento do nadador de elite brasileiro.

Equilíbrio estático e dinâmico em bailarinos: revisão da literatura   Equilibrio estático y dinámico en bailarines: revisión de...

Artigo: Equilíbrio estático e dinâmico em bailarinos


Equilíbrio estático e dinâmico em bailarinos: revisão da literatura

 

Equilibrio estático y dinámico en bailarines: revisión de la literatura

 

 

Michelle Silva da Silveira Costa; Arthur de Sá Ferreira; Lilian Ramiro Felicio

Programa de Pós Graduação em Ciências da Reabilitação da UNISUAM – Rio de Janeiro (RJ), Brasil

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A Síndrome da Banda Ilio-Tibial, também designada “síndrome do corredor”, trata-se de um conjunto de sinais e sintomas ao nível da Banda Ilio-Tibial. Essa estrutura fibrosa, corresponde ao tendão que surge dos músculos grande glúteo e tensor da fáscia lata e insere-se numa região óssea designada por tubérculo de Gerdy situado na parte externa da tíbia. Durante 20 a 30º de flexão do joelho (sempre que o joelho dobra aproximadamente na amplitude de movimento normal do passo) esta estrutura tendinosa fricciona (passa por cima) do epicôndilo externo (proeminência óssea do fémur).

Como surge?

Esta síndrome encontra-se igualmente nas dimensões das lesões desportivas de sobrecarga provocada por múltiplos movimentos repetidos, particularmente no movimento de flexão/extensão do joelho. Reconhece-se também que as suas causas podem ter várias origens, sendo que as mais aceites sejam por encurtamentos ou fraqueza de músculos específicos (ex. tensor da fáscia lata, médio glúteo, adutores entre outros) ou alterações anatómicas estruturais como diferenças de comprimento entre os membros inferiores (pernas), varismo dos joelhos (pernas arqueadas) e pronação excessiva do pé (pé plano). Para além destas são descritas outras causas, como o uso de calçado inadequado ou degradado, treinos com alterações bruscas de intensidade e velocidade, e alterações sucessivas das superfícies de treino (ex. pisos planos para pisos inclinados).

Que população atinge?

O Síndrome da Banda Ílio-Tibial atinge fundamentalmente atletas ou populações fisicamente activas, predominantemente os corredores de curta ou longa distância devido à sobrecarga causada pela grande repetição do movimento. Do ponto de vista científico, resultados de alguns estudos referem que durante uma corrida de curta duração a Banda Ílio-tibial move-se (fricciona) cerca de 90 vezes por minuto ou 22.000 vezes durante uma corrida de longa duração (ex. maratona). Para além de ser muito frequente em corredores (seja qual for o nível competitivo), actualmente também se têm registado inúmeros casos em ciclistas de estrada ou de BTT.

Quais são os sinais e sintomas?

Geralmente os sintomas (dor) são sentidos ao nível do compartimento externo do joelho (parte de fora do joelho), podendo difundir-se (estender-se) ao longo da face externa da coxa (perna). A dor pode surgir mais ou menos 10 minutos após o inicio do treino, de acordo com a duração e/ou intensidade do mesmo, e em situações muito severas (de muita dor) obriga à paragem total. Em fases avançadas / crónicas os sintomas podem permanecer após a paragem do treino, em actividades como: descer ou subir escadas ou após períodos prolongados na posição de sentado. Em certos casos são descritas sensações de crepitação e de irritabilidade.

Qual é o tratamento?

- Deverá fazer repouso da actividade alterar sempre que possível as rotinas ou intensidade da corrida o treino de bicicleta (solicite ao seu fisioterapeuta várias sugestões).

- Programas de exercícios de alongamento e/ou de fortalecimento que visam melhorar a dinâmica de músculos específicos e relevantes,

- Dependendo da identificação da causa dos seus sintomas, podem ser necessárias avaliações específicas da postura e comportamento mecânico do seu pé; alteração / aconselhamento do calçado e pisos de treino.

- Aplicação de gelo e de alguns agentes físicos que visem a diminuição os seus sintomas / dor, podem também ser recursos necessários para diminuir os seus sintomas.

- O recurso a cirurgia é raro, mas em casos particulares pode representar uma alternativa.

Como prevenir o aparecimento da síndrome da banda Ilio-Tibial?

Manter um programa de alongamentos específicos, principalmente após os treinos, verificar e alterar com frequência o calçado utilizado e manter os níveis de treino de forma equilibrada (solicite mais informações ao seu fisioterapeuta).

Por: Charlotte Cazaban

Pesquisa feita pela comissão técnica da seleção principal de judô do Brasil dá conta de que um atleta de alto rendimento passa, em média, 13...

Fisioterapia assume novo papel no judô brasileiro



Pesquisa feita pela comissão técnica da seleção principal de judô do Brasil dá conta de que um atleta de alto rendimento passa, em média, 132 horas do ano fazendo fisioterapia. Mas está enganado quem pensa que a fisioterapia acontece apenas como parte da recuperação de traumas. Hoje, a ciência vai muito além e tem a função de diminuir a quantidade de lesões de um atleta ao longo da carreira. É a chamada fisioterapia preventiva.
 
"A fisioterapia preventiva é cada vez mais utilizada nos profissionais do esporte e, certamente, isto resultará em atletas mais preparados e com longevidade profissional. Importante que esta atuação se estenda para todas as pessoas, e não somente aos atletas. Cabe a todos envolvidos com a Fisioterapia demonstrar sua importância para toda a sociedade", afirma o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Mato Grosso do Sul (Crefito 13), Carlos Alberto Eloy Tavares.
 
Para Thiago Takara, um dos fisioterapeutas da comissão técnica da seleção, a fisioterapia pode entrar com outros elementos na preparação do atleta: “O elemento prevenção, o elemento postura, muitos outros elementos além de tratar aquela lesão pontual”, disse.
 
Também membro da equipe, o fisioterapeuta Marcus Vinicius Gomes concorda: “Hoje os atletas pedem que nós filmemos o processo preventivo que fazemos para levar para os seus clubes. Elas estão entendendo a necessidade desse tipo de atividade e o benefício que isso trará para a carreira deles, que é muito curta. Um dos benefícios que a fisioterapia preventiva traz é conseguir prolongar a vida competitiva em alta rendimento”.
 
A comissão técnica da seleção brasileira de Judô conta com dez profissionais da área. Além de Takara e Marcus Vinicius, atuam como fisioterapeutas da seleção principal Fábio Minutti, Priscila Marques, Roberta Mattar, Gláucio Paredes, Gabriel Bogalho, Camila Oliveira, Rafael Pereira e José Eduardo Arruda.
 
“Eu acho que nós temos profissionais muito competentes, cada um com uma especialidade diferente e acho que isso é bastante interessante porque um complementa o trabalho do outro, cada um tem um elemento a mais e, dependendo de cada necessidade, a gente direciona o atleta para outro profissional. Assim, a abordagem fica muito mais ampla”, disse Takara.
 
E para que a atuação dos profissionais seja completa, é necessário que os atletas conheçam a fundamentação da ciência. Por isso, durante a semana de concentração da seleção principal em São Paulo, os fisioterapeutas convocados para o treinamento tiveram a oportunidade de fazer uma explanação sobre o seu trabalho dentro da equipe.
 
“É uma possibilidade da gente mostrar a parte da ciência para os atletas. Muitas vezes, eles só veem o lado prático, mas com a palestra a gente pode apresentar a fundamentação. A gente tem explicado muito aos atletas que hoje há o profissionalismo e eles tem que se cuidar para aumentar a vida útil em alta performance. Quando percebem essa necessidade, eles passam a entender o processo, a valorizá-lo e ficam mais colaborativos”, disse Marcus Vinicius.
 
E uma das vantagens da equipe Confederação Brasileira de Judô (CBJ) é que a maioria são ex-atletas da modalidade, o que facilita o entendimento das necessidades dos atuais judocas da seleção principal. Isso ainda não é uma tônica dentro dos clubes e, por isso, a Confederação está desenvolvendo um guia com os procedimentos a serem adotados para os atletas de judô dentro de suas equipes.
 
“Nós já estamos fazendo uma série de protocolos para que todos os processos possam ser usados por todos os profissionais do judô, estamos desenvolvendo ciência dentro da CBJ”, completou Marcus Vinicius.

Sabe-se, inclusive por meio de listas da FORBES, que jogadores e técnicos dos principais esportes do mundo ganham muito dinheiro. O bo...

Fisioterapeuta é eleita a melhor profissão relacionada ao mundo esportivo



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Sabe-se, inclusive por meio de listas da FORBES, que jogadores e técnicos dos principais esportes do mundo ganham muito dinheiro. O boxeador Floyd Mayweather, por exemplo, ganhou cerca de US$ 85 milhões no ano, segundo o último cálculo, de junho de 2012.

Mas e todas as outras profissões relacionadas a esportes? Como são os salários de fisioterapeutas e jornalistas esportivos? O site norte-americano de empregos CareerCast tem uma lista anual dos melhores e piores trabalhos nos EUA, levando em consideração fatores como salário, potencial de crescimento e até viagens.

Com dados da Secretaria de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS), o site elegeu a profissão de fisioterapeuta como a melhor relacionada ao esporte. Segundo a secretaria, a média de salário anual desses profissionais é de US$ 76.000.

Do outro lado do Top 10 está o cargo de técnico, com uma média salarial por ano de US$ 28.000. O número é baixo porque todos os profissionais com esse cargo foram levados em consideração, incluindo os que trabalham em escolas públicas e até os que têm dois empregos para se sustentarem.

Jogadores não chegam nem a entrar na lista porque há muitas variáveis, como fatores físicos, que não podem ser descritas e consideradas uniformes, como no caso de um psicólogo ou de um jornalista. Para os interessados na média salarial de um jogador, a BLS indica US$ 44.000 por ano, em 2010, com potencial de crescimento de 22%.

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia. ...

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são áreas promissoras



Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia.

As duas áreas têm tido crescimento na procura por profissionais. A fisioterapia esportiva se destaca pela necessidade cada vez maior dos atletas de se reabilitar de lesões. O fisioterapeuta atua diretamente no gesto motor que a pessoa pratica. É uma área nova. Há pouca gente especializada. O atendimento a domicílio cresce com o aumento do número de idosos e tem remuneração maior, pela possibilidade de negociar direto com o paciente.

Começam a faltar profissionais no mercado de fisioterapia em geral. Há dois anos sobrava gente. Nesse período, foram abertos muitos concursos públicos e os profissionais se empregaram. Agora começa a faltar fisioterapeuta. O que precisa é o profissional ser valorizado, como em todas as áreas da saúde. O salário inicial do setor gira em torno de R$ 1.500. Já quem atende em casa pode cobrar cerca de R$ 80 por sessão. Há previsão de melhora nos salários em médio prazo.

A remuneração nas áreas pública e privada é parecida, com exceção de hospitais de ponta, que pagam mais. No entanto, quem trabalha no setor público tem mais dificuldades, porque muitas vezes falta material ou os equipamentos funcionam mal. “A grande maioria dos profissionais é autônoma e tem dois trabalhos ou mais”, disse Daniela.

O fisioterapeuta trabalha na reabilitação dos pacientes. Sua função é fazer com que voltem a sua situação anterior, como andar, respirar direito e fazer movimentos. Ele atua na lesão, independente de onde seja. O trabalho é feito com ajuda de aparelhos e equipamentos.

Especialização

Para trabalhar na área, o profissional deve gostar de pessoas, de trabalhar com as mãos, deve ter empatia e estar preparado para lidar com a dor dos pacientes. Tem de se colocar no lugar do outro, mas ao mesmo tempo não se deixar envolver demais. O trabalho pode ser feito em hospitais públicos e particulares, consultórios e a domicílio.

A área de ortopedia é a mais conhecida da população, mas não é a única. Dá para se especializar em várias áreas. Uma delas é a respiratória, feita principalmente em hospitais e com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O fisioterapeuta especializado na área cardiológica ajuda pacientes que sofreram infarto ou que têm doença coronariana.

O especialista em uroginecologia trabalha com pessoas que têm incontinência. Há ainda o atendimento a pessoas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema e bronquite, e o trabalho específico com pessoas com problemas neurológicos.

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um ligamento denso, localizado no centro do joelho, que liga a superfície medial do côndilo femor...

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Atletas



O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um ligamento denso, localizado no centro do joelho, que liga a superfície medial do côndilo femoral lateral, à porção ântero-medial da tíbia. Tem papel fundamental na estabilidade articular do joelho, tendo como função primária, estabilizar a articulação no sentido ântero-posterior. Também tem papel importante no controle da estabilidade rotacional. Pode ser dividido macroscopicamente em 2 porções ou bandas, cada qual com características e funções específicas.

Nas últimas décadas presenciamos uma grande evolução nos esportes em geral. O esporte se tornou mais veloz, intenso e cada vez mais físico. Com isso, houve também um grande aumento no número de lesões e, em especial, as lesões localizadas nos joelhos. Especificamente no basquete, Starkey et al, demonstrou, em um estudo acompanhando atletas da NBA por 10 anos, que o joelho é o segmento anatômico que responde pelo segundo lugar no número total de lesões (perdendo apenas para os tornozelos) e o principal responsável pelo afastamento dos atletas de treinos ou partidas. Outro estudo epidemiológico envolvendo 12 esportes apontou as lesões no joelho como as responsáveis pelo maior custo para o tratamento. É nesse contexto que se inserem as lesões no ligamento cruzado anterior.

As lesões do LCA são extremamente freqüentes na população desportista e acomete principalmente esportes que envolvam contato, desacelerações, mudanças de direção, saltos e aterrissagens. No Brasil, os dois principais esportes relacionados a essa lesão são o futeboal e o basquete. Estima-se que ocorram mais de 50 mil lesões de LCA por ano no mundo.

As lesões do LCA em geral são desencadeadas por um entorse do joelho, de origem traumática (desencadeada por um choque com outro atleta) ou atraumática (atleta torce sozinho, sem que haja uma força externa desencadeante), o último ocorrendo nas fases de desaceleração e aterrissagem de um salto. Os entorse de origem atraumática são comuns principalmente no sexo feminino. No momento do entorse, o joelho se encontra próximo da extensão (20 a 30° de flexão), e ocorre uma força em valgo, acompanhada de uma rotação externa da perna. O atleta sente um estalo e forte dor imediata, acompanhada de grande edema no joelho e incapacidade até de pisar com o membro acometido. O diagnóstico é feito pela combinação da história do trauma, exame clínico demonstrando instabilidade articular e exames complementares ( Ressonância Magnética).

O tratamento em atletas é sempre cirúrgico, sendo realizado através da implantação de um tecido que substitui o ligamento rompido. Os tecidos mais utilizados para substituição são o 1/3 central do tendão patelar e os tendões flexores da pata de ganso (Semitendíneo e Grácil). É possível também a utilização de enxertos de cadáver, porém devido à dificuldade de acesso, esse recurso é pouco utilizado em nosso país. A técnica cirúrgica pode variar também nos implantes utilizados para fixação do neoligamento e na reconstrução de uma ou duas bandas do ligamento.

Além dos avanços ocorridos no tratamento cirúrgico, muito se tem pesquisado sobre os fatores que levariam o atleta a desenvolver tal lesão. Além dos fatores extrínsecos como o tipo de esporte, tipos de quadra, calçado, foram identificados fatores intrínsecos que tornam o indivíduo mais suscetível a uma lesão do LCA. Sabe-se que as mulheres, quando expostas a mesma freqüência de treinamentos e jogos, tem uma chance 4 a 8 vezes maior de sofrerem uma ruptura de LCA que os homens. Essa maior predisposição é atribuída a um conjunto de alterações anatômicas, hormonais e biomecânicas, características do sexo feminino.  Sabe-se também que as mulheres tendem a sofrer a lesão em uma idade mais precoce que os homens.

Com a identificação dos possíveis atletas em risco, grandes esforços vêm sendo feitos para prevenir a lesão. Atualmente, uma série de estudos provou que o treinamento preventivo, constituído de exercícios de flexibilidade, fortalecimento, pliométricos e de propriocepção, são capazes de diminuir em até 70% a chance de ocorrer uma lesão. Esse parece ser o novo caminho a ser seguido dentro da Medicina Esportiva.

As lesões do cruzado anterior são consideradas lesões graves que trazem grandes repercussões físicas, mentais e financeiras para o atleta acometido. Basta dizer, que o atleta tem de passar por um tratamento cirúrgico, com reabilitação dolorosa e prolongada e que obriga um afastamento da atividade esportiva, que varia de 6 a 8 meses. Mesmo após o tratamento correto, boa parte dos pacientes evolui com algum tipo de sintoma, dor ou insegurança, o que pode acarretar uma diminuição da performance. 

Por:

Dr Daniel Gonçalves Docca
Dr. Moisés Cohen

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