A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo ...

Pliometria e a reabilitação de atletas


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A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alongamento- encurtamento, ou seja, um mecanismo fisiológico cuja função é aumentar a eficiência mecânica dos movimentos, nos quais ocorre uma contração muscular excêntrica, seguida, imediatamente, por uma ação concêntrica [1] .

Pliometria é a denominação aplicada a exercícios que tem suas raízes na Europa, onde era originalmente conhecido como treinamento de pulos. Em 1975, o termo pliometria foi cunhado por um treinador de atletismo americano, chamado Fred Wilt.

Com base nas suas origens latinas, Plio + Metria é interpretado como "aumentos mensuráveis" . Os treinadores norte- americanos já usavam pular corda e saltos com bancos, porém não conheciam sua base fisiológica. Foi, então, o treinador soviético Yuri Verkhoshanski, durante o final da década de 60, quem começou a transformar o que eram apenas saltos aleatórios, em treinamento pliométrico organizado .

Komi, Bosco e Cavagna foram pesquisadores que publicaram informações que levaram a teoria do "estende-encurta", como meio auxiliar para aprimoramento do desempenho do atleta.

O exercício pliométrico é composto por um ciclo formado inicialmente por uma ação muscular excêntrica, seguida por uma ação isométrica também conhecida como fase de amortização e finalizada por uma ação concêntrica, analisando sempre o músculo agonista ao movimento realizado.

Um dos meios pelo qual se ativa o ciclo alongamento-encurtamento é a pliometria. Esse método é conhecido por desenvolver potência muscular em atletas. A potência representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema.

O fundamento principal da pliometria é utilizar os componentes neurofisiológicos para combinar força e velocidade. .

O objetivo da fase final da reabilitação, quando o uso da pliometria é adequado, é a especificidade do treinamento, ou seja, movimento realizado pelo paciente no  tratamento deve corresponder o máximo possível aos movimentos praticados durante a competição, sem prejudicar o estado de saúde do paciente .

Os exercícios pliométricos, não só enfocam o desenvolvimento da capacidade de saltar mas também desenvolvem qualidades de movimento lateral e outros que melhoram a potência da parte superior do corpo, mesmo ela sendo tradicionalmente direcionada para o aperfeiçoamento da potência da parte inferior do corpo. A pliometria não tem sido apenas usada para obtenção de força e condicionamento da parte inferior, mas também como ferramenta de reabilitação e como programa de prevenção de lesões da parte superior do corpo. A pliometria é uma forma de treinamento que procura combinar velocidade de movimento e força e o define como um movimento rápido e vigoroso, que inclui pré-alongamento do músculo e a ativação do ciclo alongamento / encurtamento a fim de potencializar a contração concêntrica subsequente do alongamento, aproveitando-se desse ciclo para aumentar a potência muscular

O propósito dos exercícios de ciclo alongar-encurtar ou de contra movimento é melhorar a capacidade de reação do sistema neuromuscular e armazenar energia elástica durante o pré-alongamento, para que esta seja utilizada durante a fase concêntrica do movimento.

A repetição dessa atividade proporciona o treinamento muscular apropriado, capaz de aprimorar o desempenho de potência de músculos específicos. O uso da pliometria como me-todo de treinamento é baseado principalmente em duas qualidades dinâmicas fundamentais do tecido muscular : elasticidade e contratilidade. Atualmente, a pliometria se tornou essencial para qualquer atleta que salte, arremesse ou levante peso em mento da miofibrila.

Esses exercícios promovem a estimulação dos proprioceptores corporais para facilitar o aumento do recrutamento muscular numa mínima quantidade de tempo. Além da importante contribuição desta técnica para o ganho de potência,de auxílio na melhora do desempenho de controle neuromuscular, porém, somente há pouco a sua importância na prevenção e reabilitação de lesões está sendo discutida.

A ginástica artística é uma das modalidades que mais atrai atenção do público. A competição pode ser individual ou por equipes: aberta a m...

Lesões mais frequentes na Ginástica Artística


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A ginástica artística é uma das modalidades que mais atrai atenção do público. A competição pode ser individual ou por equipes: aberta a mulheres que disputam quatro provas (salto, trave, paralelas e solo) ; e homens, que disputam seis provas ( salto, cavalo, argolas, barra fixa, paralelas e solo).

Para conseguir a melhor nota na avaliação dos juízes, que avaliam o grau de dificuldade dos movimentos e execução, o ginasta deve acrescentar outros elementos além dos obrigatórios.

Os praticantes da ginástica artística dedicam muito tempo ao treino. O expectador de uma apresentação não é capaz de dimensionar a quantidade de horas dispensadas pelos atletas no preparo e elaboração dos movimentos. Ginastas profissionais podem treinar até 50 horas por semana. A grande dificuldade enfrentada por quem busca a excelência, diferentemente do que se pensa, é equilibrar-se no limite máximo de seu corpo.

Ginastas estão habituados a conviver com a dor inerente a sua prática e, por isso, podem não perceber a hora de interromper as atividades. A repetição diária, aliada ao grau de dificuldade dos movimentos, propicia o surgimento de lesões que acabam tirando o atleta dos treinos e das competições.

Os casos de dores são mais freqüentes no punho - associadas à sua dorsiflexão, e na região lombar da coluna - provavelmente devido à constante hiperextensão exigida aos ginastas. Lesões por deslocamento e fraturas são mais atribuídas às articulações do cotovelo e joelho. O tornozelo é apontado por diversos autores como uma das articulações de traumas mais freqüentes.

Localização anatômica das lesões MCAULEY (1987)(1) afirma haver consenso sobre o fato de que a região de lesões mais freqüentes são os membros inferiores, com menores incidências nos membros superiores, tronco e coluna vertebral.

As regiões mais estudadas em termos de lesões foram o cotovelo, joelho, tornozelo, coluna vertebral, punho e ombro, com problemas desde dores até deslocamentos e fraturas.

Alguns fatores sugeridos como favorecedores das lesões a partir de estudos são:
- a duração das sessões de treinamento, progressivamente maior desde a iniciação até o alto nível (fato já observado nesse artigo);
- a falta de auxílio ou ajuda do técnico ou outra pessoa durante a execução;
- a não-utilização ou utilização não-adequada dos equipamentos de proteção;
- as saídas dos aparelhos, principalmente aquelas de elementos com piruetas (rotação em torno do eixo longitudinal do corpo) foram apontadas como uma grande causa de lesões no joelho;
- o aumento da dificuldade dos elementos e da competitividade;
- falta de concentração; e
- excesso de treinamento, com muitas sessões.

Ginástica Artística - percentuais de lesões por membro (3):

Segmentos Corpóreos %

  • Joelho 18,9
  • Tornozelo 17,9
  • Mão 17,4
  • Coxa 11,4
  • Ombro 8,1
  • Coluna 7,0
  • Pé 4,6
  • Cotovelo 3,4
  • Perna 2,8
  • Punho 2,8
  • Antebraço 2,6
  • Bacia 1,9
  • Braço 0,3
  • Outros 0,9

- Os tipos de lesões mais freqüentes:

      Tipo de Lesão %
  • Entorse 32,7
  • Rótula Muscular 8,0
  • Contusão 9,6
  • Menisco/ligamento/joelho 2,4
  • Mioentesite 3,7
  • Rótula sub-luxans 1,6
  • Fraturas 5,3
  • Coluna 14,0
  • Tendinite 5,9
  • Osteocondrite 5,1
  • Periostite (Canelite) 0,5
  • Neurite 1,6
  • Bursite 0,5
  • Luxação 2,4
  • Artrose 0
  • Outros 6,7

Na Ginástica Rítmica, por sua vez, há uma maior incidência de lesões articulares no joelho, no tornozelo e, alguns casos, lesões no punho podendo variar desde tendinite  ou tenossinovite até lesões mais sérias com rupturas ligamentares. Isso é observado na maioria das execuções da linha de ginástica de solo .

Fonte

Copa do Mundo chegando e não há como evitar de falar em lesões. Com vários jogadores se lesionando, vamos falar da entorses do tornozelo,...

Em época de Copa do Mundo, cuidado com a entorse do tornozelo


Torção do tornozelo: mais do que um incômodo

Copa do Mundo chegando e não há como evitar de falar em lesões. Com vários jogadores se lesionando, vamos falar da entorses do tornozelo, que é a lesão mais comum no futebol. Talvez você não tenha como evitar que a primeira delas ocorra, mas pode fazer muito para impedir as seguintes.

Esse tipo de lesão geralmente segue um padrão típico. A maioria acontece quando a sola do pé gira para dentro, lesionando os ligamentos na parte exterior do tornozelo — por exemplo, ao pisar sobre uma superfície desnivelada no gramado ou sobre o pé de outro jogador durante a corrida ou na aterrissagem, após um salto. Uma situação típica no futebol acontece quando o adversário chega deslizando e acerta a parte inferior da sua perna por dentro, forçando o pé a torcer-se também para dentro.

Além disso, há fatores pessoais de risco, como a resistência do tornozelo, a amplitude de movimentos e a maneira como você controla os mesmos. Esses fatores podem ser controlados com exercícios específicos, como os que foram incluídos nos "11+".

Um fator importante de risco é uma lesão prévia na região. Tornozeleiras semirrígidas ou com bolsas de ar ajudam a prevenir novas entorses e devem ser usadas por vários meses. Além disso, é possível treinar o equilíbrio usando discos e pranchas instáveis para os tornozelos.

A maioria dos jogadores encara as torções de tornozelo como um incômodo, mas é preciso proteger a região para que ela não volte a se lesionar.

Sintomas e sinais:
• Inchaço (em poucos minutos ou gradualmente, ao longo de várias horas).
• Dor ao tentar mover o tornozelo ou ao caminhar.
• Rigidez e impossibilidade de colocar todo o peso sobre o pé

Primeiros socorros
Aplicar o protocolo PRICE (sigla em inglês para proteção, repouso, gelo, compressão e elevação) ao tornozelo lesionado.

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