Reabilitação é o processo de restaurar o estado de saúde ótimo ou normal de um indivíduo. Como o atleta necessita de um alto condicionamento...

Reabilitação das Lesões Desportivas




Reabilitação é o processo de restaurar o estado de saúde ótimo ou normal de um indivíduo. Como o atleta necessita de um alto condicionamento, a reabilitação desportiva é o processo de retorno do atleta as suas atividades desportivas, proporcionando um condicionamento igual, ou melhor, ao anterior da lesão.

Para atingir bons resultados, a reabilitação necessita de planejamento e execução sistemática. Tem que levar em conta a força muscular, potência, flexibilidade e resistência (endurance), assim como o equilíbrio, propriocepção, momento apropriado e condicionamento cardiovascular. Existe, ainda, um componente psicológico significante, que é preciso compreender e utilizar.

Cada programa de reabilitação deve ser individualizado de forma a atender as necessidades especiais de cada atleta, de acordo com o esporte praticado e sua especialidade dentro deste. Entretanto, não existe livro de receitas, cada caso é um caso.

As lesões sofridas durante a participação atlética são, em geral, produzidas em circunstâncias inerentes ao desporto específico; portanto, o atleta pode ficar exposto a um traumatismo recidivante idêntico, o que torna mais provável uma nova lesão. Por isso a necessidade de uma reabilitação exaustiva e completa.

O conhecimento das propriedades fisiológicas de cada fase é extremamente importante para o fisioterapeuta realizar um melhor diagnóstico e assim poder direcionar o tratamento a ser executado em todo e qualquer tipo de lesão. Isso serve como base para a melhor compreensão dos processos patológicos e assim indicar e utilizar as melhores ferramentas para o tratamento.

Em qualquer lesão, ocorrem efeitos fisiológicos específicos em resposta ao traumatismo. Cabe ao terapeuta reduzir a gravidade destes efeitos, otimizar o tempo de cicatrização e devolver o atleta à competição o mais rápido possível sem comprometer seu bem estar.
 

Princípios

Alguns princípios têm que ser estabelecidos na reabilitação.

Princípio de adaptação específica às demandas impostas – Para desenvolver força em grupos musculares específicos (adaptação específica), deve exigir que esse grupo de músculos se contraia repetitivamente contra uma sobrecarga (demanda imposta), assim poderá atingir a reabilitação completa ou total.

Estabelecimento dos objetivos terapêuticos – Planejamento de metas específicas diárias. Metas de curto alcance progridem até atingir as de longo alcance. Com isso também há um auxílio psicológico
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Avaliação contínua – Para avaliar a reação do atleta ao esquema terapêutico e o progresso em relação às metas.

Progressão funcional – Segundo Kegerreis, uma seqüência ordenada de atividades que possibilita a aquisição de habilidades necessárias para o desenvolvimento seguro e eficiente do desempenho atlético.

Exercício precoce – O exercício é essencial durante a cicatrização das lesões por dois motivos. O exercício estimula a circulação aumentando o fornecimento de oxigênio para o tecido que está cicatrizando. O outro é que o exercício promove tensão no tecido direcionando a reestruturação do colágeno. Os exercícios têm que ser controlados, pois exercícios vigorosos demais rompem o tecido em cicatrização. Existe uma divisão entre a quantidade de exercício que otimiza o reparo do tecido e a que destrói essa reparação.

Uma vez controlada a resposta aguda à lesão, o atleta pode prosseguir com a amplitude precoce de movimento e exercícios ativos. Os exercícios de fortalecimento deveriam incluir atividades de CCA (cadeia cinética aberta), assim como de CCF (cadeia cinética fechada) com finalidade de incorporar um treinamento funcional e proprioceptivo. A intensidade do exercício deveria prosseguir através de um protocolo ERP consistente. Duração, especificidade, freqüência, ritmo e progressão são outros fatores importantes que deverão ser enfatizados ao se elaborar um programa de reabilitação. É importante restaurar a força, potência e endurance (resistência) musculares e proporcionar a educação neuromuscular e endurance cardiovascular durante as fases do recondicionamento. Um programa de reabilitação bem balanceado tornará possível uma progressão ordenada dos exercícios que incluem os que sejam de cadeia tanto aberta quanto fechada, além de treinar os músculos através de velocidades variáveis de movimento e de padrões variáveis de contração funcional (concêntrica e excêntrica), e de incorporar gestos esportivos específicos do desporto do atleta.

Velocidade de recondicionamento – Grande parte da perda de desempenho atribuível à lesão é conseqüência de inibição induzida pela dor.

Eliminação da dor – Todos os exercícios devem ser livres da dor.A dor residual em geral decorre de atividade muito extenuante no dia anterior e mostra que se deve aliviar um pouco o atleta.

Biofeedback – Existe um delicado equilíbrio entre muito pouco exercício e exercício em demasia durante a reabilitação. Muito pouco exercício resulta em incapacidade permanente enquanto o exercício vigoroso causa mais lesão aos tecidos em cicatrização.

É importante traçar os exercícios, medir o desempenho e relatar ao atleta o resultado. O feedback específico de desempenho ajuda o atleta a progredir mais rápido.
 

Conclusão

Na Fisioterapia desportiva, temos como principal objetivo devolver o atleta o mais rápido possível dentro dos limites fisiológicos pós-lesão.

A capacidade funcional do atleta tem que ser testada antes de retornar a sua atividade desportiva. O programa de reabilitação deve incluir gestos esportivos progressivos. O desempenho criterioso baseado em mensurações objetivas e em testes de atividade funcional de velocidade plena sem qualquer dor ou derrame indica que o atleta está pronto para voltar a praticar plenamente seu desporto.

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Treino pesado pode aumentar o risco de se desenvolver artrose




Paula Radcliffe pode não voltar a correr por causa da artrose


Depois de um treino puxado é comum o atleta sentir dores e perceber inchaços nas articulações. Porém, se as dores persistirem e se intensificarem fique atento: esse pode ser um sinal de artrose.

A artrose é uma doença nas articulações caracterizada pela degeneração da cartilagem, que pode causar dor, rigidez e restringir a funcionalidade do local. Para ser descoberta, basta um simples exame de raios X, que mostrará a gravidade da perda de cartilagem entre os ossos.

Paula Radcliffe- Foi assim que a dona dos três melhores tempos femininos da história em maratonas, Paula Radcliffe, descobriu que teria problemas para treinar. Diagnosticada com a doença, a maratonista afirmou que não sabe se voltará a competir na categoria de elite.

De acordo com uma declaração da atleta ao jornal britânico "The Telegraph" em novembro de 2012, ela não tinha mais cartilagem entre os ossos dos pés e sentia muita dor. A maratonista, que tinha afirmado que tentaria participar da Maratona de Londres neste ano, corre o risco de só poder acompanhar o percurso da televisão do hotel em que se hospedará.

Causas da doença- Porém, segundo a mestre e doutora em Medicina pela USP, Dra. Pérola Grinberg Plapler, é muito difícil a doença ser desencadeada em corredores que treinam sem excessos. "O grande problema é quando o atleta força a articulação e exagera nas atividades", informa.

Além disso, atletas obesos, que forçam demais o seu corpo com o sobrepeso, tendem a ser um grupo de risco. "É um impacto intenso e muito forte em uma única região", explica. A profissional também alerta que o desgaste em corredores tende a aparecer nos joelhos e quadris.

Apesar da incidência da doença em mulheres ser mais frequente, a doutora também explica que não há relação com o sexo, mas sim com a idade. "A artrose aparece mais frequentemente em mulheres acima dos 60 anos, pois há falta do hormônio estrogênio, que as protege do diagnóstico precoce", revela.

Prevenção- Não existe nenhum alimento que possa ajudar a prevenir a incidência da artrose. Porém, bons hábitos alimentares podem ajudar no controle de peso e reduzir a possibilidade de se desencadear a doença.

Procure um fisioterapeuta pra te ajudar na prevenção!

  INTRODUÇÃO Lesões na coluna lombar têm sido observadas no jovem atleta e atualmente estão aumentando em freqüência nas ...

Lesões da coluna lombar no jovem atleta


 

INTRODUÇÃO

Lesões na coluna lombar têm sido observadas no jovem atleta e atualmente estão aumentando em freqüência nas clínicas esportivas. Lesão e dor recorrente nas costas podem limitar drasticamente a capacidade do atleta de participar em sua modalidade. Enquanto a anatomia relativamente normal da coluna possa permitir amplitude aumentada da performance antes que o dano de estrutura ocorra, a dor nas costas ainda é relativamente comum. São exemplos a dança, a ginástica e a patinação artística. Sward et al. observaram que, de 142 atletas de elite na Suécia, a incidência de dor lombar variou de 5 a 85%, dependendo do esporte1.

Anteriormente, a coluna lombar tem cinco corpos vertebrais ligados pelos discos intervertebrais. O canal neural fica centralmente, contendo nervos periféricos com revestimento dural. Dorsalmente, estão localizados os elementos posteriores da espinha: as facetas, os processos transversos, os processos articulares e os pedículos. A lordose lombar normal é de 45 a 50 graus. Alinhamentos estruturais anormais, como hiperlordose da espinha lombar ou "coluna estruturalmente plana", podem ser fatores para provocar dor lombar.

Lesões da coluna lombar geralmente resultam de dois padrões de geração de força: evento único, macrotrauma agudo ou microtraumas repetitivos com o resultado de lesões de overuse. Lesões de overuse são vistas, mais comumente, nos elementos ósseos posteriores, particularmente nos processos articulares. Alguns pesquisadores têm sugerido que são a flexão e a extensão repetitiva que levam à concentração de estresse nessa região, já que este é o local da rotação da espinha durante a flexão e extensão2.

Uma série de estudos recentes tem empregado a imagem por ressonância magnética (RM) para demonstrar mudanças na coluna causadas por microtraumas repetitivos. Sward et al., em recente estudo, compararam 24 ginastas masculinos de elite com 16 homens não atletas de idades semelhantes3. Através da RM, os autores encontraram evidência de aumento significativo de degeneração de disco nos atletas (75%) em comparação com os não atletas (31%). Os ginastas tinham também maior incidência de outras anormalidades na coluna toracolombar. Em estudo similar, Goldstein et al. sugeriram que ginastas que treinam mais que 15 horas por semana mostram aumento significativo da incidência de alterações degenerativas na coluna lombar4.

O padrão das lesões lombares é completamente diferente no atleta idoso, no qual a coluna já passou pela degeneração segmentar relacionada com a idade. A lesão é mais comumente iniciada nos elementos da parte anterior do disco, ocasionando dor discogênica e ciática. O crescimento excessivo do osso nas facetas pode comprometer os recessos laterais ou o forame intervertebral, resultando em compressão do nervo espinhal. Uma mínima torção ou lesão pode resultar em lesão do nervo espinhal ou irritação associada com inchaço e dor.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Existem quatro categorias principais de dor na coluna lombar observadas em jovens atletas: mecânica, discogênica, espondilolítica e fratura do corpo vertebral.

A dor mecânica da coluna é a etiologia mais freqüente, sendo usualmente um diagnóstico de exclusão no jovem atleta, uma vez que o exame físico tenha descartado espondilólise, doença de disco ou fratura. A dor pode resultar de estimulação anormal do nervo na faceta.

Fatores mecânicos e músculo-esqueléticos, como lordose postural e tensão excessiva da musculatura extensora ou fraqueza dos abdominais, podem ser fatores de risco para essa etiologia. A postura hiperlordótica é usualmente vista em bailarinas e ginastas. Em muitas dessas atletas, a hiperlordose é geralmente postura adquirida e potencialmente reversível com exercícios terapêuticos adequados. As únicas queixas podem ser coluna dolorida associada com posição prolongada de pé ou sentada, ou após atividades de treinamento esportivo. Técnicas de diagnóstico como radiografias simples e cintilografias são normais.

Em muitos atletas jovens, essa condição pode representar uma "síndrome de supercrescimento" transitório. Os elementos ósseos crescem mais do que os ligamentos e tendões durante esse segundo estirão de crescimento da adolescência, resultando em combinação de aperto da fáscia toracolombar e dos isquiotibiais posteriores, músculos abdominais anteriores fracos e deslocamento posterior do dorso sobre a pelve. Demandas anormais podem então ser colocadas na coluna torácica durante a flexão anterior, considerando a contratura a extensão da coluna lombar. Pode-se compensar esse desequilíbrio estrutural adotando postura curvada para trás.

A dor discogênica da coluna é rara na criança pré-púbere, mas a incidência no adolescente, particularmente no adolescente atleticamente ativo, parece estar aumentando. Isso deve ser também incluído no diagnóstico diferencial. Um estudo desenvolvido na Clínica Mayo mostrou correlação no aumento da incidência de doença discal resultando em dor lombar e compressão do nervo isquiático com o aumento da participação em atividades esportivas nesse período em um grupo de adolescentes5. Esportes envolvendo a compressão axial e flexão estão tipicamente associados a essa lesão. O aumento da disponibilidade e a segurança da técnica de imagem por ressonância magnética têm geralmente ajudado no diagnóstico precoce dessa condição.

A apresentação clínica dessa doença no atleta jovem é geralmente muito diferente daquela do adulto. A dor nem sempre é a queixa principal. A maior queixa pode ser contratura nas costas, passadas anormais ou perda notável na flexibilidade dos isquiotibiais.

Ao exame, contratura dramática da fáscia toracolombar e dos isquiotibiais freqüentemente é encontrada, geralmente associada com escoliose lombar reativa ou escoliose toracolombar. Teste positivo ao levantar a perna esticada ou sinal de Lasègue pode refletir irritação ciática. Encurtamento assimétrico de isquiotibiais pode, às vezes, ser o único aviso da hérnia de disco. A perda de reflexos ou a diminuição da massa muscular são incomuns.

Radiografias da coluna lombar no início são geralmente insignificantes, apesar de poderem ocasionalmente mostrar diminuição do espaço discal ou irregularidade das superfícies dos corpos vertebrais no nível do envolvimento. A tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) geralmente fornecerão o diagnóstico. Exposição excessiva à radiação da região lombar com a TC faz com que a RM seja o exame de escolha para essa faixa de idade.

Atletas mais jovens com dor discogênica podem ter tendência genética para deterioração da coluna lombar. Uma série de atletas que vem para nossa clínica com dor discogênica e isquiática mostrou evidência de doença em diversos níveis, indicando, então, possível tendência familiar precoce. Essa informação é, em geral, primeiramente adquirida durante a anamnese de pré-participação em esportes e no processo de triagem. Possível predisposição anatômica para doença discal do adolescente tem sido também sugerida, com canal espinhal em forma de trevo e pedículos curtos, aumentando as chances de protrusão discal sintomática6.

Recomenda-se inicialmente o tratamento conservador com repouso no leito e antiinflamatórios não-esteróides com mobilização progressiva. A imobilização e o exercício têm sido efetivos para aliviar os sintomas e para o retorno desses jovens atletas às atividades esportivas7. Em nossa experiência, a intervenção cirúrgica é raramente necessária. Poderá existir alta incidência de queixas constantes de coluna nesses pacientes como adultos, mas o efeito da participação atlética continuada na história natural é desconhecida5. Seis a 12 meses de repouso relativo e reabilitação podem ser necessários antes de retornar às competições.

Hoje, a espondilólise como causa de dor na coluna em jovens atletas parece estar aumentando em freqüência. O mecanismo de lesão é o microtrauma repetitivo da flexão, extensão ou rotação, podendo resultar em dano para todos os elementos posteriores da coluna lombar, incluindo os processos articulares, as facetas, os pedículos, a lâmina e os processos espinhais. Contudo, o processo articular é o local mais comum de lesão. Estudos têm sugerido que a hiperextensão, em particular, resulta em estresse de cisalhamento nessa região, com eventual fratura de estresse8.

Inicialmente, o atleta é sintomático apenas durante certos movimentos desportivos. A dor freqüentemente se torna progressiva e mais intensa com as atividades da rotina diária, ou mesmo ao repouso. Ela é tipicamente aliviada pela posição supina ou simplesmente reduzindo o programa de exercícios. Ocasionalmente, um evento de macrotrauma único e agudo pode resultar no aparecimento de dor.

A incidência de espondilólise em dançarinas parece ser maior do que na população em geral, talvez equivalente à alta incidência encontrada em ginastas9.

Espondilólise ocorre apenas em bípedes, como os humanos. Um estudo desenvolvido num grupo de pacientes de instituições que nunca caminharam mostrou que o risco de espondilólise no processo articular foi quase zero10. Contudo, parecem mesmo existir fatores de risco genéticos. Associação de espondilólise com espinha bífida oculta em 20% de jovens atletas tem sido encontrada em estudos anteriores11.

Novamente, o exame físico geralmente revela postura hiperlordótica, com limitação de movimento de flexão lombar isenta de dor na coluna lombar, mas com dor ao provocar hiperextensão. Um achado positivo com o teste de hiperextensão é usualmente indicativo de lesão em um elemento posterior. O atleta, ao manter-se em uma perna e, então, na outra, irá manifestar dor enquanto hiperestender a coluna. A dor é geralmente exagerada no lado ipsilateral do defeito patológico durante essa manobra. Encurtamento dos isquiotibiais e perda da flexibilidade podem acompanhar esses achados.

Radiografias oblíquas iniciais, assim como ântero-posteriores e laterais da coluna lombossacra, podem demonstrar fraturas estabelecidas nos processos articulares. Contudo, se esses estão normais, deve-se realizar cintilografia óssea da coluna lombar com tecnécio-99 e câmara SPECT. Temos visto que cintilografias simples isoladas podem dar falso-negativos. Cintilografias com câmara SPECT podem detectar essas fraturas de estresse antes que a integridade do osso tenha sido perdida e fratura completa tenha sido desenvolvida. Desnecessário dizer, a detecção precoce pode resultar em incidência muito maior de cura dessa lesão. Geralmente empregamos imobilização e exercícios antilordóticos para tratar essas lesões iniciais por período de seis meses11.

Ocasionalmente, a dor isquiática pode estar associada à espondilólise. Isso pode ser devido a compressão da raiz do nervo L5 causada por hiperplasia do tecido sinovial e fibroso no local da pseudartrose, ou associada a doença de disco. Nesses casos, a RM pode ser útil para o diagnóstico diferencial. Oitenta e cinco por cento das lesões são na L5 e, quase todas as outras, em L4.

Microfratura do corpo vertebral na margem anterior é a quarta causa de dor lombar no jovem atleta. Essas fraturas parecem ser o resultado de microtrauma repetitivo, geralmente a flexão repetitiva que lesiona as porções anteriores dos corpos vertebrais e pode levar a franco acunhamento e à formação do nódulo de Schmorl. O local mais freqüente do envolvimento em jovens atletas é na junção toracolombar, tipicamente um ou dois níveis vertebrais, mas pode envolver três ou mais. Essas lesões têm sido denominadas "doença de Scheuermann atípica"12. Geralmente, isso ocorre em ginastas que começam seu treinamento antes dos cinco anos de idade13. Sorensen caracterizou "Scheuermann clássica" como o acunhamento de pelo menos três níveis vertebrais da coluna torácica com nódulos de Schmorl e curvatura estrutural posterior14. Alguns casos que preenchem os critérios de doença torácica de Scheuermann verdadeira podem, na verdade, ser o resultado de contratura de extensão lombar grave com demanda de flexão excessiva transferida para a coluna torácica e resultando em fratura vertebral de placa anterior com deformação óssea secundária da vértebra13. Observa-se esse tipo de lesão em esportes como remo, ginástica, dança, tênis e mergulho.

O alinhamento sagital da coluna com hipolordose lombar e hipocifose torácica (coluna com "aplanamento" das curvaturas) parece aumentar a suscetibilidade para Scheuermann atípica na junção toracolombar. A fáscia toracolombar tensionada, causando flexão anterior a ocorrer na coluna dorsal mais do que na coluna lombar baixa, pode também ser um fator. Radiografia simples é geralmente suficiente para o diagnóstico dessa lesão.

Infecção ou neoplasia do sistema músculo-esquelético devem também ser incluídas no diagnóstico diferencial do jovem atleta que reclama de dor lombar baixa. Radiografia simples, cintilografia óssea e exame de sangue podem ajudar no diagnóstico dessas condições.

 

PREVENÇÃO

Atletas e treinadores esportivos que têm risco aumentado de lesão da coluna lombar devem ser educados com técnicas preventivas. O atleta com dor nas costas deve logo procurar avaliação médica, para prevenir a progressão de uma lesão mais grave.

Lesão por microtrauma repetitivo na coluna lombar tem sido implicada tanto em esportes de contato ou sem contato, incluindo ginástica, balé, patinação artística, hóquei, futebol americano, levantamento de peso, luta greco-romana e remo9, 15-23.

Ferguson et al. descreveram incidência de 48% de dor nas costas em 25 atacantes de futebol americano24, enquanto Jackson revelou em seu levantamento que 30% de 100 mulheres ginastas competitivas tinham problemas relacionados com a coluna lombar9. Variáveis independentes que contribuem individualmente ou em combinação para a lesão da coluna lombar incluem a má técnica, mau condicionamento e anormalidades anatômicas.

A má técnica está refletida em aquecimento insuficiente e na supervisão técnica inadequada. Em ginastas, o rápido avanço para as técnicas difíceis sem atenção adequada à força e à flexibilidade pode causar a lesão18,23. Goldberg relatou baixos níveis de força abdominal em ginastas jovens e recomendou exercícios complementares de reforço abdominal16.

A hiperlordose da coluna lombar é freqüentemente encontrada no jovem atleta com dor lombar baixa ao exame físico. Isso pode ser devido ao desequilíbrio músculo-esquelético que ocorre entre as articulações, incluindo a coluna, durante o segundo estirão de crescimento da adolescência. Além disso, a suscetibilidade dos tecidos em crescimento (incluindo os corpos vertebrais e processos) à lesão é bem conhecida. Ginastas e levantadores de peso devem ser orientados do perigo da posição hiperlordótica, já que isto pode contribuir para o aumento da incidência de lesões de estresse no elemento posterior da coluna lombar23.

 

PROGRAMAS DE REABILITAÇÃO

Retorno progressivo à atividade é o objetivo geral de qualquer programa de reabilitação. Para o atleta com dor lombar baixa, um programa de exercícios de reforço abdominal e pélvico é de grande importância. Existem dois grupos importantes: os exercícios de flexão de Williams são designados para diminuir a lordose lombar e aumentar a flexibilidade25, enquanto os exercícios de extensão de McKenzie podem ajudar a centralizar e diminuir a dor pelo restabelecimento tanto da amplitude de movimento como fortalecimento da lombar baixa, resultando em estabilização das estruturas de apoio da coluna lombar26. Nervos periféricos não mais serão irritados ou comprimidos, fatores que freqüentemente resultam em estimulação e dor secundária. Medicações como analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares podem ser usados inicialmente, mas eles desempenham um papel secundário nessa faixa etária.

O uso precoce de um programa de natação para a lesão de coluna lombar é geralmente bem tolerado e pode ser realizado de maneira funcional e isenta de dor. Isso é útil na sincronização da musculatura lombar e pélvica. Treinamento de força com equipamentos e pesos livres pode ser incluído em estágios mais avançados.

Na reabilitação de qualquer atleta, o treinamento com atividades de progressão lenta desenvolvidas de modo sem dor é importante se o corpo está para retomar a plena função. No caso de um bailarino, deve-se, em qualquer escola, iniciar com exercícios de barra no chão ou na água, avançando mais tardiamente para o salto.

O colete de Boston desenvolveu-se nos anos 70 como tratamento para as deformidades da coluna em crianças e adolescentes. Uma vez que um componente antilordótico foi adicionado ao colete, ele foi usado para tratar crianças com hiperlordose patológica7. Os novos e modificados coletes termoplásticos abrem-se anteriormente e são feitos em vários tamanhos e contornos de 0º, 15º e 30º de lordose lombar. O colete é desenhado para aplanar e apoiar a coluna, diminuindo a tensão na coluna lombossacra e aumentando a pressão abdominal27. Verificou-se que o posicionamento antilordótico da coluna no colete se mantinha após o uso; então, levantou-se a hipótese de que o colete coloca a coluna em posição fisiologicamente melhor para funções subseqüentes.

Estudos clínicos têm confirmado a efetividade do colete de Boston no manejo de várias etiologias de dor lombar baixa. O uso de colete em atletas jovens com espondilólise e graus I a II de espondilolistese tem sido particularmente bem sucedido. Se detectado precocemente, o colete pode promover a cura do defeito do processo articular. Contudo, mulheres parecem ter prognóstico relativamente pior na cura quando comparadas com os homens11. Mesmo que a cura óssea completa não ocorra, o paciente pode ficar assintomático com melhora da amplitude de movimento após a terapia física e imobilização. O colete pode recolocar a coluna, melhorando a pars dolorosa mais vertebral e diminuindo o estresse do elemento posterior.

O colete é inicialmente usado por 23 das 24 horas nos primeiros seis meses em conjunto com um regime fisioterápico de exercícios antilordóticos e de flexibilidade para a extremidade baixa. Gradualmente, o colete é retirado do paciente nos próximos três a seis meses. Atividades esportivas, como futebol, ginástica e hóquei, podem ser reiniciadas depois de três a quatro semanas do uso de colete, uma vez que o paciente esteja assintomático. Em pacientes com doença de disco, pode-se empregar um colete termoplástico a 15º da lordose para ajudar a cura e restauração da função13.

 

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Lyle J. Micheli; Gillian Allison

Division of Sports Medicine, Children's Hospital, Boston, MA


As lesões são talvez o maior pesadelo da vida dos corredores. Por mais que fujam, nenhum deles está ileso de conviver com (ou sentir pelo menos uma vez) dores nos pés, um estalo estranho no joelho, músculos tensos aqui ou ali. Mesmo as dores que não tiram totalmente o corredor dos treinos são um alerta de que algo está errado. É preciso cuidar para não parar de vez no estaleiro. E, se a dor persistir, procure um médico. Conheça as cinco lesões mais comuns na corrida e como se livrar delas.

Síndrome da banda iliotibial
A dor: na lateral externa do joelho. Em estágio inicial, ela aparece apenas nos treinos, dependendo da intensidade. Nos quadros mais avançados, a dor persiste durante todo o dia.
O que é: a banda iliotibial é uma fáscia que vai do quadril (osso ilíaco) até a parte superior da tíbia, pelo lado externo da coxa. "Na corrida, com o movimento de flexão dos joelhos, pode haver atrito entre a banda iliotibial e o fêmur, o que leva à inflamação do tecido", explica o ortopedista José Marques Neto, do Instituto Vita, de São Paulo.
O que causa: tíbia vara (perna curvada para fora), músculos glúteos e abdutores fracos e/ou encurtados ou diferença de comprimento entre as pernas. Correr em terrenos inclinados ou com muitas curvas pro mesmo lado sempre (como em pista) também pode desencadear a lesão. "O aumento excessivo de volume de treino também pode levar à síndrome. Ele, aliás, é uma das causas de todas as outras lesões que costumam surgir nos corredores. É preciso ir devagar, evoluir sem pressa", diz Marques Neto.
O que fazer: coloque gelo no local da dor, durante 20 minutos, pelo menos duas vezes ao dia, e alongue e fortaleça os músculos posteriores e laterais (abdutores) da coxa. Para aliviar o desconforto, use um rolo de espuma. Deite com a lateral da coxa sobre ele e role, massageando do quadril até o joelho.

Tendinite patelar
A dor: logo abaixo da patela, na frente do joelho. Ela geralmente surge depois dos treinos, e não durante a corrida. Em estágios avançados, tende a ser constante e piora ao descer escadas e fazer percursos em descida.
O que é: inflamação do tendão que vai da patela (antes chamada de rótula) à parte anterior da tíbia.
O que causa: postura errada na corrida (como projetar o corpo demais para frente), desequilíbrio muscular entre as partes posterior (de trás) e anterior (frente) da coxa, com excesso de treino, sobrepeso. O encurtamento da musculatura anterior da coxa
O que fazer: coloque gelo no local da dor, durante 20 minutos, pelo menos duas vezes ao dia, e alongue e fortaleça os músculos do quadril e da coxa. Não faça exercícios que tenham saltos. E evite correr em descidas e a cadeira extensora, pois a tendinite piora com a extensão dos joelhos. "Pelo menos num primeiro momento, quando a inflamação está mais aguda", alerta o ortopedista José Marques Neto.

Canelite (estresse tibial medial)
A dor: na parte da frente da canela, parece uma queimação. O que é: inflamação na região medial da perna - pode ser do tendão, músculos ou da camada que recobre a tíbia (osso da canela).
O que causa: pé chato ou com o arco do pé muito alto, panturrilha encurtada, excesso de pronação, excesso de treino, sobrepeso, uso de tênis inadequado (ou muito velho). "A grande maioria dos casos de canelite está associada ao abuso nos treinos, seja na intensidade ou na frequência", explica o ortopedista José Marques Neto.
O que fazer: coloque gelo no local da dor, durante 20 minutos, pelo menos duas vezes ao dia, alongue panturrilha e o tibial anterior. Invista no fortalecimento da musculatura anterior da canela, além de fazer musculação para quadríceps, posterior da coxa (isquiotibiais), panturrilha, adutores e abdutores.

Tendinite calcânea
A dor: no tendão de Aquiles, atualmente chamado de tendão calcâneo. Costuma ser pior nos primeiros passos do dia.
O que é: inflamação no tendão (antes de Aquiles, hoje calcâneo). O que causa: pronação excessiva, encurtamento e enfraquecimento da panturrilha, excesso de treino, sobrepeso, aquecimento inadequado.
O que fazer: coloque gelo no local da dor, durante 20 minutos, pelo menos duas vezes ao dia, alongue a panturrilha e repouse. Uma palmilha ou até mesmo uma calcanheira de silicone costumam ajudar. "Eles levantam a parte de trás do pé, o que dá certo conforto", explica o ortopedista José Marques Neto. Quando a dor melhorar, fortaleça os membros inferiores, em especial a panturrilha. "Invista em exercícios excêntricos, aqueles em que o músculo faz a contração ao mesmo tempo em que está se alongando", diz o médico.

Fascite plantar
A dor: na sola do pé. Tende a ser pior nos primeiros passos do dia.
O que é: inflamação da fáscia, tecido que reveste a sola do pé, do calcanhar aos dedos.
O que causa: retração da musculatura da parte posterior dos membros inferiores, excesso de treino, sobrepeso, uso de tênis inadequado (ou velho), pé muito plano ou muito cavo.
O que fazer: coloque gelo no local da dor, durante 20 minutos, cerca de cinco vezes ao dia, nas primeiras 48 horas em que se sentiu a dor. Uma boa dica é rolar uma garrafa de água congelada sob os pés. Alongue a panturrilha e a sola do pé. O uso de palmilhas sob medida é indicado, para levantar a parte de trás do pé e dar um melhor suporte ao arco.

Para muitos corredores entusiasmados, aquela dor que sentimos na latera...

"Dor do lado" durante a corrida pode ser causada por má postura


Nova teoria sugere que pode não ser o diafragma o responsável pela dor ao correr, mas a má postura

Para muitos corredores entusiasmados, aquela dor que sentimos na lateral da região do abdômen (às vezes chamada de "dor desviada" ou "dor do lado") pode ser um problema enlouquecedor: os espasmos ocorrem de repente e podem arruinar um bom exercício. Embora ninguém saiba a causa precisa, muitos especialistas acreditam que essa dor ocorre quando o diafragma - vital para a respiração - trabalha demais durante uma corrida vigorosa e começa a ter espasmos. Corredores que apresentam essas dores geralmente são aconselhados a diminuir o ritmo e fazer respirações profundas e controladas.

Mas uma nova teoria sugere que pode não ser o diafragma o responsável pela dor, e que a culpa pode ser da má postura. Num estudo recente, pesquisadores usaram um dispositivo para medir a atividade muscular enquanto pessoas sofriam essas dores laterais. Eles não encontraram nenhuma evidência de aumento de atividade ou espasmos na região do diafragma durante essas dores.

No ano passado, a mesma equipe publicou um estudo separado no "Journal of Science and Medicine in Sport". Eles descobriram que as pessoas que regularmente apresentavam má postura ou tinham as costas curvadas tinham mais tendência a sofrer dessas dores laterais; quanto pior sua postura, mais severas eram as dores durante o exercício.

Uma explicação para isso é que correr com má postura pode afetar nervos que vão da parte superior das costas até o abdômen. Outra hipótese é que andar curvado aumenta a fricção sobre o peritônio, uma membrana que circunda a cavidade abdominal. Isso também pode explicar por que a respiração controlada parece ajudar a aliviar as dores: respirar fundo enche os pulmões e melhora a postura.

Conclusão: melhorar a postura ao correr pode aliviar as dores laterais popularmente conhecidas como "dor desviada".

 

As meias de compressão foram criadas para ajudar a reduzir a sensação de cansaço e peso nas pernas após provas e treinos longos, diminuind...

Meias de compressão reduzem a sensação de cansaço nas pernas




As meias de compressão foram criadas para ajudar a reduzir a sensação de cansaço e peso nas pernas após provas e treinos longos, diminuindo o risco de lesões. As meias têm a função de barreira elástica para os músculos da panturrilha, comprimindo a musculatura e melhorando o retorno venoso, que aumenta o fluxo sanguíneo na região. Por conta disso, há uma maior oxigenação e remoção de lactato, responsável pela regeneração mais rápida da área afetada. As meias de compressão podem ser encontradas em lojas de produtos esportivos, com preços que variam de R$39 a R$190.

Meia de compressão eu atleta (Foto: Reprodução)Meias de compressão aceleram a recuperação após o exercício (Foto: Reprodução)

Como usar

A eficácia cientificamente comprovada do uso das meias de compressão é dada após os treinos e as provas, para reduzir o inchaço e promover a rapidez na recuperação muscular em 38%, segundo o fisioterapeuta David Homsi. Existem atletas que utilizam as meias antes e durante as competições, mas não há comprovação de que este uso realmente funcione.

Testamos

Meias de compressão ajudam a diminuir a sensação de cansaço e de peso nas panturrilhas, favorecendo o desempenho e diminuindo o risco de lesões, principalmente daqueles que percorrem grandes distâncias. 

Meias de compressão  (Foto: Divulgação)As meias de compressão favorecem o desempenho do atleta (Foto: Divulgação)

No caso das Meias X2U, isso ocorre graças a um ajuste graduado através de uma malha circular e um poderoso sistema de fios antimicrobianos para melhorar a circulação do sangue, o que possibilita o aumento do fluxo de oxigênio com uma remoção mais rápida de lactato e diminui o desconforto e fadiga.

No modelo de corrida (Race Sock) há canais de ar que permitem uma melhor ventilação da área e impede a retenção de umidade, além de oferecer uma proteção e maior conforto para os dedos. Já o modelo Recuperação permite uma estabilização dos músculos e ligamentos, acelerando o processo de descanso.

Tratamento realizado com o atleta olímpico Silvio Laureano após cirurgia de joelho (reconstrução do ligamento cruzado anterior). Fisiote...

Video: Exemplo de exercicios - Reabilitação de Joelho - Atleta Olimpico


Tratamento realizado com o atleta olímpico Silvio Laureano após cirurgia de joelho (reconstrução do ligamento cruzado anterior). Fisioterapeuta Sergio Nery.

Pedalar tem sido uma das atividades mais procuradas, tanto por pessoas que desejam iniciar uma atividade física como por aquelas que já ...

Como evitar lesões pedalando: ciclismo e spinning



Pedalar tem sido uma das atividades mais procuradas, tanto por pessoas que desejam iniciar uma atividade física como por aquelas que já praticam esportes ou freqüentam academias.

Pedalar regularmente, além de queimar muitas calorias (em média 800 kcal em 1 hora) e ajudar no emagrecimento, fortalece os músculos, melhora o condicionamento cardiorrespiratório e também aumenta a resistência e a força muscular.

Mas, como qualquer atividade física, para conseguir bons resultados ou mesmo para deixar o sedentarismo de lado, você deve praticar o exercício corretamente, evitando lesões.

As partes do corpo mais propensas a lesões para quem pedala, desde ciclistas de rua até alunos de spinning são:

  • joelhos;
  • pescoço;
  • coluna;
  • mãos;
  • região pélvica;
  • virilha;
  • pés.

Para evitar as lesões, devemos tomar algumas precauções, tais como:

Alongar a musculatura antes e depois de pedalar, pois através do alongamento você prepara os músculos para o exercício, aumenta o seu desempenho físico, reduz a referência a músculos doloridos, reduz a tensão e também as lesões.

Faça os seguintes exercícios de alongamento:

  • Coloque um dos pés na bicicleta entre o guidão e o banco e estenda a perna, forçando as pontas dos dedos para trás, alongando a parte posterior da perna. Flexione levemente a outra perna que está apoiada no chão. Leve o tronco à frente, formando um ângulo de 90 graus com a perna que está estendida.
  • Segure na bicicleta com uma das mãos. Pegue o outro pé com a mão que está livre e puxe-o de encontro às nádegas. Projete o quadril para frente e alongue a parte da frente da perna.
  • Segure na bicicleta, afaste as pernas no sentido antero-posterior (uma na frente da outra). Flexione a perna da frente e estenda a perna que está atrás, mantendo os calcanhares no chão.
  • Fique na posição de joelhos no chão. Apóie o joelho de trás numa toalha ou colchonete e o pé da perna da frente no chão. Mantenha o joelho da perna da frente na direção do calcanhar. Projete o quadril para frente, alongando a parte anterior da coxa.
  • Deite de costas e traga os dois joelhos para junto do peito. Segure as pernas contra o peito, alongando a lombar.
  • Deite estirado no chão, de barriga para cima, mantenha uma das pernas estendida e segure a outra perna pelo tornozelo cruzando por cima da perna que está estendida. Apóie o pé no chão.
  • Alongue o pescoço para um lado e depois para o outro.
  • Mantenha cada posição por 30 segundos

    Outro fator muito importante para evitar lesões é a regulagem da bicicleta e a sua postura para pedalar. Se a bicicleta estiver regulada de maneira incorreta, a sua postura se tornará incorreta e, se feito regularmente poderá causar lesões.

    Ajustando a bicicleta corretamente você distribui melhor o seu peso entre o assento, os pedais e o guidão de forma que o sistema esquelético possa suportar este peso e não sobrecarregar os músculos mais participativos no ato de pedalar.

    A maioria das bicicletas ergométricas permite ajuste de guidão e assento com variáveis de uma polegada usando o sistema de orifícios de encaixe com pino. Mas há bicicletas, principalmente as de spinning, que permitem também o ajuste na altura e frente/trás do assento e na altura frente/trás do guidão.

    A altura do assento está diretamente relacionada com o cumprimento dos membros inferiores do aluno. Fique em pé do lado da bicicleta. O assento deverá estar na altura do seu quadril.

    A altura do guidão deve permitir que você mantenha as costas retas, os braços relaxados (não tão perto do corpo, para não curvar as costas).

    Não se esqueça:

  • Mantenha a cabeça alinhada a coluna e o pescoço relaxado;
  • Relaxe também as mãos, os cotovelos e os ombros;
  • Ajuste o firma-pé;
  • Prenda os cadarços;
  • Evite o "pé de bailarina", deixe o pé na posição normal, paralelo ao chão, evitando problemas como fascite plantar e tendinites;
  • O joelho não deve passar a ponta dos dedos, durante o movimento;
  • Mantenha uma toalha por perto para enxugar o suor das mãos evitando que você escorregue do guidão;
  • Não movimente o quadril lateralmente, evitando problemas como bursite no trocanter do fêmur (articulação do quadril);
  • Não jogue o peso do corpo nos membros superiores, distribua o peso, mantendo a coluna reta e os membros superiores relaxados.
  • Concluindo:

  • Faça alongamentos;
  • Verifique a postura;
  • Pedale dentro do seu limite;
  • Use um vestuário correto;

  • Faça Fisioterapia