Como não poderia deixar de ser, não se pode falar em tênis e fisioterapia sem falarmos do tennis elbow, porém tentaremos abordar também...

Saiba mais sobre o Tenis Elbow



tennis elbow, its causes, symptoms and treatment


Como não poderia deixar de ser, não se pode falar em tênis e fisioterapia sem falarmos do tennis elbow, porém tentaremos abordar também outras patologias que podem aparecer devido à técnica inadequada e suas relações com as raquetes.

Antes de qualquer coisa é importante definir dois grandes grupos, o primeiro dos atletas de elite e também dos amadores competitivos e o segundo, o dos atletas recreacionais, que também são chamados de atletas de fim-de-semana. O primeiro grupo tem características bem diferentes do segundo, de maneira geral o atleta está bem preparado fisicamente, joga tênis desde criança, tem técnica apurada e atividade específica constante, já o segundo grupo não apresenta bom condicionamento físico, tem uma técnica pobre e não apresentam uma regularidade na prática do tênis. E porque fazer essa diferença entre os dois grupos, simplesmente porque atleta de elite não apresenta esse tipo de lesão, só o atleta recreacional é que vai apresenta-los.


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O tennis elbow, cujo nome correto da patologia é epicondilite lateral do úmero, normalmente vai aparecer no cotovelo do atleta de fim-de-semana, que bate o backhand (golpe de revés ou esquerda no tênis) com uma das mãos, com o cotovelo flexionado, usando os músculos extensores do punho para resistir ao impacto contra a bola. Porém, o golpe correto deve ser realizado como um "desembainhar de uma espada", cotovelo estendido no contato com a bola, usando o punho apenas para acelerá-la usando o spin no fim do movimento, porém mesmo que ele tenha uma técnica apurada.

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Se o condicionamento físico não estiver em dia, depois de alguns games ele não vai mais conseguir entrar na bola para golpear e começará a esticar o braço à frente para aumentar o alcance e novamente utilizará os músculos do punho para golpear, e ainda assim, mesmo tendo a boa técnica e o bom condicionamento, o atleta recreacional ainda pode favorecer o aparecimento da patologia devido a uma troca de raquetes, por exemplo, na mudança de uma mais pesada para uma de titânio. O atleta precisará aumentar a aceleração no golpe e consequentemente aumentará a vibração na mão, no punho e no cotovelo do tenista, o que também pode acontecer pelo aumento inadvertido da tensão nas cordas da raquete, em ambas as situações o produto final do aumento da vibração provocada pelas raquetes e/ou cordas será a irritação das estruturas miotendinosas da loja extensora do punho, junto ao cotovelo.

Outras patologias também estão ficando comuns, com a era Guga, os golpes de direita ou o forehand têm sido treinados mais de frente para a bola, onde um movimento extremo de extensão de ombro e principalmente de punho é necessário para golpear bem, porém é também muito estressante para a musculatura flexora do punho, o que pode provocar uma epicondilite medial do cotovelo também conhecida como golf elbow, apesar de aparecer jogando tênis. A dor no ombro do tenista também pode aparecer. Nesse caso principalmente pelo erro da técnica onde rotações da articulação do são solicitadas para realizar um movimento que seria realizado por toda unidade funcional superior (coluna dorsal, cervical, escápula, ombro, cotovelo, punho e mão), pode também aparecer no início da utilização do saque com topspin onde uma rotação interna excessiva do ombro será solicitada no ponto mais alto de elevação do braço na hora do contato com a bola, o que pode provocar uma inflamação das estruturas do ombro.

Dicas importantes: Lembre-se, sempre é melhor prevenir que remediar,

- Alongue bem a musculatura do membro superior sempre, principalmente se for jogar no saibro (depois da coluna passada você já sabe porque);

- Procure tomar aulas para melhorar a técnica dos golpes;

- Melhore o seu condicionamento físico;

- Procure assistência especializada na hora de comprar uma raquete nova ou na hora de mudar a tensão do cordoamento.

Porém se a alteração já está instalada, não adianta chorar, é melhor parar um pouco e procurar um especialista na área desportiva para tratamento clínico e funcional. Depois de tratada a inflamação e restaurada a boa função do membro superior, o retorno à atividade é estimulado, porém no período inicial só batendo bola com um acordoamento 10% mais leve e de preferência com cordas de material orgânico, devido a menor vibração gerada por elas, após um mês com aumento gradativo da tensão das cordas, pode-se muda-las para as sintéticas que têm maior durabilidade. Alguns pacientes relatam alívio com o uso do brace de ante-braço porém sua eficácia na prevenção dos problemas descritos não apresenta embasamento científico.

Publicado em 01/12/10 e revisado em 20/12/18

Acabou o treino da corrida e você começa a escutar um estalo no joelho. Imediatamente,...

Fisioterapia e os estalos nos joelhos do corredor



Estalo no joelho

Acabou o treino da corrida e você começa a escutar um estalo no joelho. Imediatamente, sua cabeça já acende o sinal amarelo, trazendo à tona uma série de questionamentos. Esse som representa algum problema sério nas minhas articulações? Devo diminuir o ritmo nos treinos? Procuro um ortopedista?

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É importante saber como surgem esses estalos. O líquido sinovial, presente nos joelhos, atua como um lubrificante nas articulações. Esse fluido possui alguns gases, que são liberados quando há a dobra da articulação. É essa liberação gasosa que gera o barulho. Você também pode notar os sons quando a articulação se move e retorna à sua posição original. Nesses casos, não há motivo para preocupação.

O ponto-chave para saber se o estalo no joelho deve gerar apreensão é a dor. Se esse som não é associado a um incômodo na região, fique tranquilo. Estalos que não são acompanhados de dor não trazem problema algum às nossas cartilagens e articulações, seja quando estalamos um dedo voluntariamente ou quando os estalos são espontâneos, algo comum nos joelhos e quadris.

Se o estalido vier acompanhado de dor ou inchaço, pode ser indicativo de alguma lesão e necessita de um profissional adequado. Não se deve confundir os estalos com rangidos e crepitações. Esses sons são característicos de uma cartilagem desgastada, já com uma superfície rugosa em vez de uma lisa e sem atrito.

Como a cartilagem se desgasta?

Dentro dos joelhos, há uma camada de cartilagem, que atua como um amortecedor natural para que os ossos não entrem em atrito. Com as atividades de impacto, principalmente quando há uma carga excessiva, esse tecido começa a se degenerar. Perdendo sua capacidade amortecedora, a cartilagem torna-se menos volumosa. No caso do processo degenerativo, esse atrito gera os rangidos e crepitações.

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O sobrepeso e uma planilha muito puxada podem contribuir para o processo de desgaste da cartilagem, explica a ortopedista Ana Paula Simões. Uma pessoa sem força muscular também está mais suscetível a sofrer com o desgaste da cartilagem, uma vez que a musculatura não absorve o impacto dos movimentos.

Outro fator que influencia é o terreno onde são feitos os treinos. O asfalto castiga mais os joelhos, por exemplo, enquanto grama e areia proporcionam mais conforto às articulações.

Se o praticante corre errado e não faz a parte da correção dos exercícios, provavelmente ele entra em um processo degenerativo acelerado.

Caso o estalo no joelho gere uma insegurança na hora de praticar esportes, é uma boa ideia procurar a opinião de um profissional especializado.

A Fisioterapia traz grandes benefícios para o atleta, como por exemplo o reequilíbrio muscular após uma lesão, a melhora da postura para prevenção de problemas futuros e a orientação quanto aos perigos do treinamento excessiva.  A fisioterapia também pode ajudar os corredores na prevenção de lesões e na melhora da performance, com orientações em relação a postura, pisada e fortalecimentos musculares.Inclusive ajuda para que esses estalos não aconteçam de forma tão repetitiva.

Acho que, se há dois fatores que realmente são os mais prejudiciais para os ombros, esses podem ser o treinamento incorreto, a...

Overtraining é um dos principais motivos de lesões nos ombros


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Acho que, se há dois fatores que realmente são os mais prejudiciais para os ombros, esses podem ser o treinamento incorreto, assim como para quaisquer outros músculos, mas, especificamente aos ombros, o overtraining e, não falo nem de overreaching.

A verdade é que os ombros estão sinérgicos a basicamente tudo, inclusive ao treinamento de pernas, pasme! Eles estão presentes desde as simples roscas para bíceps, as extensões para tríceps, o treinamento de peitoral (óbvio), de dorsais (em especial a região dos romboides e do trapézio), no treinamento de pernas (lembram-se das dicas básicas para um bom agachamento com adução escapular?) e, óbvio, no próprio dia de treino de ombros/deltoides.

Pois bem, agora, imagine que, se eles estão sinérgicos à tudo, são treinados direta ou indiretamente quase que em todas as sessões, proporcionando assim um desgaste e uma solicitação bastante grande desse complexo grupamento. Diferente, por exemplo dos antebraços, normalmente mais propensos a fibras slow Twich, ou vermelhas que tem uma recuperação relativamente mais rápida, os ombros possuem uma recuperação mais lenta, além de, termos de contar que não somente a musculatura necessitará recuperar-se, mas outras estruturas, como as tendinosas, as articulares etc.

Para se realizar uma boa rotina sem correr riscos de sobrecarregar os ombros, em primeiro lugar é importante uma boa divisão de treino. Por exemplo, não é conveniente que se treine ombros logo no dia seguinte ao treino de peitorais (visto ser o grupamento que mais solicita os ombros como auxiliares) e nem o treinamento de peitorais logo após o dia de ombros. Ao mesmo tempo, deve-se ter bastante cuidado, caso você proponha algumas divisões de ombros que os treine mais do que uma vez na semana, INCLUSIVE TREINAMENTOS QUE ENVOLVEM UM DIA PARA POSTERIOR E UM DIA PARA ANTERIOR. Neste segundo caso, por exemplo, pouquíssimos ou, para alguns mais extremáticos apenas um exercício deve (m) ser realizado (s) para cada parte.

O mais conveniente mesmo que se faça é reservar um dia na semana para o treino de ombros e descansar, pelo menos 7 dias, ou seja, uma semana. Também, deve-se priorizar o trabalho na porção lateral dos deltoides e não principalmente nas frontais como muitos costumam fazer. Lembre-se que os supinos já fazem um bom trabalho nesse ponto.

Por fim, vale sempre lembrar que, um período totalmente sem treino, isto é, algo como uma semaninha, pode ser de suma importância para uma boa recuperação. Muitos atletas do passado e atuais, mesmo com seus altos usos de ergogênicos e todo o suporte que tem, assim o fazem.

Publicado em 08/04/14 e revisado em 26/10/18

O objetivo desse artigo é mostrar o resultado de um trabalho recente que avalia a eficácia da viscossuplementação em...

Cartilagem do tornozelo x Artrose em atletas


Proteger a cartilagem do tornozelo ajuda a prevenir artrose em atletas

O objetivo desse artigo é mostrar o resultado de um trabalho recente que avalia a eficácia da viscossuplementação em pacientes com osteoartrite do tornozelo. Foi realizada uma revisão sistemática para verificar as evidências na literatura sobre o uso deste tratamento, sendo considerados estudos prospectivos randomizados cegos num total de 1.961 artigos identificados em várias bases de dados, onde concluiu-se que o tratamento com ácido hialurônico intra-articular é uma modalidade de tratamento segura que melhora significativamente os escores funcionais.

A doença da cartilagem pode ser traumática e aguda, ou crônica e degenerativa, conhecida aqui no Brasil como artrose, pode ser encontrada em artigos internacionais como osteoartrite e é uma doença de origem multifatorial que leva à degeneração da cartilagem articular, afetando todos os componentes da articulação. É um processo lento, progressivo e debilitante, com alta prevalência na população adulta ativa, ligada a práticas esportivas.

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A osteoartrite (OA) é mais prevalente entre pessoas com mais de 65 anos, mas em pessoas que começam a prática esportiva muito cedo pode adiantar o processo de degeneração. A doença pode ter impacto em diferentes aspectos da vida incluindo atividades sociais, relacionamentos, autoimagem corporal e bem-estar emocional.

Vários fatores podem influenciar o início e a progressão da OA, como idade, alterações no metabolismo, fatores genéticos e hormonais, alterações biomecânicas, modalidade esportiva e processos inflamatórios articulares. A osteoartrite primária do tornozelo é rara, mais comumente secundária à fratura ou instabilidade crônica do ligamento. Nos últimos anos tem havido, tanto no Brasil quanto no mundo, aumento da incidência de osteoartrite pós-traumática e inflamatória do tornozelo, devido ao aumento da prática de esportes de impacto.

Como identificar:

Quando clinicamente evidente, a OA é caracterizada por dor articular, limitação de movimento, crepitação (estalos), derrame ocasional (inchaço) e vários graus de inflamação sem variáveis sistêmicas. O tratamento conservador tradicional para o tornozelo OA inclui analgésicos simples, anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), injeções intra-articulares de corticosteróides, fisioterapia, atividade física e redução de peso.

Novas alternativas de tratamento cirúrgico têm sido desenvolvidas. No entanto, apesar da melhora nos resultados da artroplastia do tornozelo, a artrodese articular ainda é considerada o padrão ouro para o tratamento em casos de falha do tratamento conservador. A sobrecarga das articulações adjacentes e as consequentes sequelas, com deterioração da qualidade funcional do paciente após a artrodese tibiotársica, sustentam a busca de terapias alternativas.

O ácido hialurônico tem propriedades viscosas e elásticas. O grau em que cada recurso predomina depende das condições de carga. Isso permite que o fluido sinovial tenha a capacidade única de funcionar de maneira diferente, dependendo da quantidade de força de cisalhamento aplicada.

O que é o acido hialurônico?

O acido hialurônico é produzido naturalmente por células da membrana sinovial e, junto a outras moléculas, compõe o "líquido sinovial ", responsável pela lubrificação e nutrição do tecido cartilaginoso. A criação do acido hialurônico exógeno (sintético) para a infiltração articular começou nos anos 90. Inicialmente, acreditava-se que seu efeito seria puramente por mecanismo hidráulico. Ou seja, aumentando a superfície de contato cartilaginosa e assim reduzindo se a pressão articular.

Quais seus efeitos na articulação?

Os bons resultados iniciais encorajaram a comunidade científica a estudar melhor o efeito biológico dos produtos, e pesquisas publicadas em revistas científicas médicas nos últimos cinco anos mostraram efeito surpreendentes quem incluem:

- Redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose.

- Estímulo da produção do próprio acido hialurônico (endógeno), com melhoria da viscosidade do líquido sinovial.

- Estabilização da degradação da matriz cartilaginosa.

- Estímulo da produção de células cartilaginosas e do colágeno tipo II.

- Ação direta e receptores de dor articular causando analgesia prolongada.

Quem deve ser submetido à visco-suplementação?

A indicação da visco-suplementação varia de paciente para paciente, e a composição do produto, pelo grau da lesão cartilaginosa. É importante que além dos exames de imagem, seja feito um teste biomecânico direcionado ao esporte para avaliar a função muscular afetada pela doença pré-existente.

A visco-suplementação nunca deve ser instituída como terapia única, e sim sempre associada a uma boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Após a aplicação nos meus pacientes, sempre explico que a aplicação não isenta de ser realizado a reabilitação tradicional e fortalecimento muscular, mesmo muitos achando que a melhora da dor já é suficiente para retornar as atividades.

Várias técnicas podem ser empregadas para aumentar a precisão da infiltração, como ultrassonografia (US), fluoroscopia e tomografia computadorizada (TC). No entanto, a relação entre maior eficácia do procedimento de infiltração e melhores desfechos clínicos requer estudos adicionais, e na minha opinião, depende também da experiência de quem aplica. Nos artigos selecionados para este estudo, observamos que todos os autores optaram pela abordagem anterior e dois deles utilizaram a fluoroscopia.

Não encontramos evidências na literatura de que a fluoroscopia forneça benefícios aos pacientes submetidos à visco-suplementação no tornozelo. Esta questão é pessoal e sua aplicação, ao meu ver, depende da segurança de cada um que está aplicando.

É importantíssimo que o médico explique muito bem os efeitos desejados da aplicação, possíveis efeitos colaterais e que o paciente tenha sempre em mãos o nome do produto utilizado na infiltração no tornozelo. Sendo assim, o tratamento articular é uma modalidade terapêutica segura, que promove uma melhora significativa dos escores funcionais dos pacientes, sem evidência de superioridade em relação a outras medidas conservadoras de tratamento, entrando assim como tratamento adjuvante na melhora clínica e prevencão da evolução da artrose.

O sistema muscular é constituído de uma enorme variedade de músculos espalhados por todo o corpo, apresentando tamanhos, formas e funções...

5 Funções dos Músculos




O sistema muscular é constituído de uma enorme variedade de músculos espalhados por todo o corpo, apresentando tamanhos, formas e funções diversas.

Os músculos são tecidos formados de fibras e células, e, devido a muitas de suas propriedades, desempenham funções de sustentação, locomoção, fornecimento de calor em homeotermos, pressão sanguínea (batimentos do coração), além de conferir forma ao corpo. A propriedade de movimento envolve não só os movimentos visíveis como andar, mas também movimentos microscópicos, como os dos órgãos internos do corpo.  Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica.

O músculo vivo é de cor vermelha. Essa coloração  avermelhada das fibras musculares se deve à mioglobina, proteína semelhante à hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos, que cumpre o papel de conservar algum O2 proveniente da circulação para o metabolismo oxidativo.

Veja 5 importantes funções do músculo:

a) Produção dos Movimentos Corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e correr.

b) Estabilização das Posições Corporais: A contração dos músculos esqueléticos estabilizam as articulações e participam da manutenção das posições corporais, como a de ficar em pé ou sentar.

c) Regulação do Volume dos Órgãos: A contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos (esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco.

d) Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As contrações dos músculos lisos das paredes vasos sanguíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o retorno do sangue para o coração.

e) Produção de Calor: Quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse calor liberado pelo músculo é usado na manutenção da temperatura corporal.

Entender o funcionamento muscular é muito importante para os estudantes de fisioterapia e profissionais da Fisioterapia.

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O aspecto preventivo no tratamento das lesões esportivas reveste-se de muita importância quer se discuta atividade física de alto desem...

Aspectos Preventivos no Esporte




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O aspecto preventivo no tratamento das lesões esportivas reveste-se de muita importância quer se discuta atividade física de alto desempenho quer como mero coadjuvante de tratamentos médicos.

A necessidade de aumentar a longevidade dos atletas, a maior indicação terapêutica de atividade física e o próprio aumento do número de pessoas que querem usufruir de seus benefícios fazem com que os aspectos preventivos devam ser encarados com prioridade cada vez maior pelos profissionais da área de medicina esportiva.

O desempenho esportivo de cada pessoa é baseado na interação de aspectos cognitivos, capacidades físicas e psicológicas, que, na presença de certos fatores externos associados a condições limitantes, levam à aptidão física.

A ocorrência de lesões esportivas é decorrência de inter-relação ente o atleta e o esporte praticado.

Toda atividade física gera uma sobrecarga em algum ponto do aparelho locomotor. Se esta sobrecarga fica circunscrita à capacidade fisiológica do organismo de se recuperar, não há a instalação de um processo patológico.

A base de todas as teorias envolvidas no trabalho de prevenção das lesões leva em conta a capacidade de se avaliar adequadamente as limitações de quem pratica o esporte associada ao conhecimento da magnitude e tipo de sobrecarga que a prática do esporte gera. Atletas bem condicionados sofrem um menor número de lesões.

Os aspectos intrínsecos (relacionados ao atleta) como biótipo do atleta, presença de lesões prévias, capacidades físicas desenvolvidas, presença de alterações corporais, desequilíbrios musculares presentes, são tão importantes nesta análise quanto os extrínsecos (relacionados ao esporte), por exemplo: tipo de esporte, material utilizado, regras utilizadas, quantidade e tipo de treinamento ministrado.

Os erros de treinamento, porém, são os maiores responsáveis pelas lesões esportivas (60% segundo JAMES, 1978). Estes erros geralmente são causados por: quantidade inadequada de treino (muita intensidade), técnica inadequada de execução e avaliação inadequada das capacidades e/ou necessidades do atleta.

A quantidade de treino que se aplica a um atleta é um produto das variáveis: freqüência, intensidade e duração. Cada período de treino (preparatório, competição intermediário) tem sua quantidade específica previamente determinada segundo as peculiaridades de cada esporte e respectivo calendário. Cada período de treino será subdividido em: microciclos (por ex.: planilhas de treino semanais, mesociclos (planilhas de treino mensais ou bimensais) e macrociclos (uma visão mais panorâmica das atividades do atleta levando em conta seus ápices de desempenho escolhidos).

Organizar e quantificar um trabalho de treinamento é a melhor forma para que treinadores, médicos, profissionais de educação física e terapeutas falem a mesma língua visando identificar pontos de risco neste cronograma de treino, evitando tanto o supertreinamento ou o mal condicionamento, ambos muito frustrantes para toda a equipe.

Três aspectos são básicos quando se discute treinamento: força muscular, flexibilidade articular e capacidade cardio-respiratória.

O trabalho muscular tem como dado primordial a carga máxima que um músculo pode suportar num determinado movimento. Temos que lembrar que nunca um movimento é executado por apenas um músculo e que sempre existe um músculo antagonista modulando a execução deste movimento. O trabalho muscular como qualquer outro deve ser o mais específico possível para o esporte praticado, para que o músculo desenvolva as capacidades necessárias para a execução repetitiva dos atos motores seqüenciais determinados pelo esporte.

Devemos levar encontrar que os músculos compõem-se de fibras que possuem características metabólicas diferenciadas:

I - baixa velocidade de condução do impulso, suporta prolongada tensão, baixo índice de fadiga com alta atividade oxidativa;

II - alta velocidade de condução do impulso, suporta tensão maior por tempo menor, alto índice de fadiga com baixa capacidade oxidativa.

A composição muscular de um indivíduo é determinada geneticamente, embora estudos mais recentes mostram uma plasticidade maior das fibras tipo II. Esta plasticidade ocorre em função do tipo de sobrecarga que é imposta a estas fibras.

O treinamento muscular deve ser expresso em porcentagem da carga máxima levando-se em conta o número de repetições de cada exercício, o número de séries, o tempo de execução do exercício, o tempo de repouso entre as séries e a seqüência de sua execução.

O fortalecimento muscular pode ser dividido em componentes de potência e resistência de força, de acordo com o trabalho realizado. A manutenção do equilíbrio entre musculatura antagonista e agonista de um movimento é condição essencial para que este movimento seja executado sem sobrecargas biomecânicas articulares. Atualmente já existem sistemas computadorizados (Cybex, Kinkon, Merec, etc.) que podem aferir com precisão dados como: trabalho executado, equilíbrio muscular, picos de torque, dentre outros.

Quanto à flexibilidade articular, sabe-se que a sua determinante é anatômica e extremamente individualizada para cada pessoa. A capacidade de um bom programa de treino de melhorá-la gira em torno de 30%. A sua perda diminui a eficiência mecânica do movimento. Fatores como idade e sexo influem decisivamente, devido à maior ou menor concentração de água no colágeno que compõe as estruturas periarticulares (menor teor de água, maior rigidez do sistema).

O exercício clássico para melhora desta flexibilidade é o alongamento. É dividido em componentes passivo e ativo (ativo, o atleta executa e passivo, executam no atleta). Os exercícios de alongamento devem ser executados antes e depois da atividade física (aquecimento e relaxamento ou volta à calma) Antes ele prepara o músculo para o exercício e depois ele o recupera deste mesmo exercício. Isto se reveste de importância pois sabe-se que as lesões musculares geralmente ocorrem com exercícios excêntricos (tensão grande com alongamento do sistema miotendíneo) e na transição miotendínea.

A maneira comumente utilizada para sua execução é séries de 5 repetições, com manutenção por 15 a 30 segundos, sempre sem resistência e com relaxamento muscular. Existem outras técnicas que podem potencializar este trabalho como a facilitação neuro-proprioceptiva (o atleta faz alongamento progressivo até o limite, contração isométrica seguida de relaxamento e novo período de alongamento.

A capacidade cardio-respiratória é dividida em componentes aeróbio e anaeróbio. Dentre os três itens discutidos é a que é mais facilmente mensurável e tem tido maior destaque na literatura. O componente aeróbio é aquele de características metabólicas oxidativas, responsável pelos exercícios de longa duração (provas de fundo e o anaeróbio é caracterizado por vias glicolíticas (ATP - CP e ácido lático), responsável por aquelas de curta duração (provas de velocidade).

Existem várias formas de desenvolver a capacidade aeróbia: andar, trotar, correr, pedalar, nadar, remar e dançar são algumas delas. Quanto à capacidade anaeróbia são os exercícios de alta intensidade e curta duração ("sprints") que causam o seu aprimoramento.
Há vários protocolos já bem conhecidos (Bruce, Ellestad, Wingate) que podem avaliar estas capacidades. Salienta-se que a capacidade aeróbia é o primeiro componente que deve ser trabalhado em qualquer programa de condicionamento físico, pois ele fornece a base para o desenvolvimento de outras capacidades.

Os itens anteriormente abordados têm como finalidade discutir conceitos básicos, não tendo o objetivo outro que não o de alertar todos os profissionais da área esportiva para o estabelecimento objetivo e realista de metas para um programa de treinamento que leve em conta: as características fisiológicas do atleta, com reavaliações freqüentes destas capacidades, as características biomecânicas de cada esporte, para que se possa maximizar o desempenho esportivo minimizando o número de lesões.

Na ocorrência de uma lesão decorrente de treino, a quantificação, subdivisão e organização deste mesmo treino nos seus componentes permite uma rápida identificação do agente causal com pronta intervenção terapêutica ara diminuir suas conseqüências.

>> Referências bibliográficas

Barbanti, V. J. Treinamento físico: bases científicas. São Paulo, Balieiro, 1988.

Hollmann, W.; Hettinger, T. Medicina de esporte. Traduzido por Maurício Leal Rocha. São Paulo, Editora Manole, 1989.
 

  A cena é comum: você está andando na rua e de repente pisa num buraco. Em seguida, vem aquela dor no tornozelo. ...

Entorse de tornozelo pode levar a lesões crônicas


 


A cena é comum: você está andando na rua e de repente pisa num buraco. Em seguida, vem aquela dor no tornozelo. Pode ser que nada tenha acontecido, mas na maioria dos casos o momento de distração pode custar caro. Traumas como esse podem causar diversas lesões, mas a mais comum é o trauma torcional do tornozelo e leva muitos pacientes aos consultórios.

Nesses entorses, os ligamentos, estruturas fundamentais para manutenção da saúde de qualquer articulação, são os mais comumente lesionados. No tornozelo, eles são responsáveis pela estabilidade dinâmica, ou seja, além de manter os ossos em contato um com o outro, os mantêm firmes e limitam movimentos mais bruscos da articulação.

Quando ocorre o entorse e os ligamentos são rompidos, essa função estabilizadora fica prejudicada e a articulação se torna instável. Nesses casos, a severidade da lesão dependerá do tipo do rompimento – se parcial ou total – e a quantidade de ligamentos acometidos. Além disso, em casos mais graves, podem ocorrer fraturas associadas à torção.


Até por ser muito frequente, a torção do tornozelo costuma não receber a devida atenção do paciente, mas é importante tomar muito cuidado. Na maioria das vezes, tratar somente com aplicação de gelo e medicação não é suficiente. Caso não seja tratada corretamente, a instabilidade na articulação pode persistir e até se tornar um problema crônico, com desenvolvimento de lesões em cartilagem ou até uma artrose no futuro.

A recuperação dos ligamentos é mais lenta e varia de acordo com a gravidade da lesão. Quando não há a cicatrização completa dos ligamentos é muito comum ocorrerem novos entorses ao longo do tempo, provocados pela instabilidade da articulação.

O processo de cicatrização das fibras que formam o ligamento pode durar até 45 dias, dependendo da gravidade da lesão. Em alguns casos, por exemplo, pode levar de quatro a seis meses para a articulação voltar ao normal e os sintomas desaparecerem por completo.

Em casos mais severos de rupturas ligamentares, muitos necessitam de tratamento cirúrgico para reparação. Atualmente existem técnicas para reconstrução desses ligamentos por videoartroscopia, um procedimento minimamente invasivo e que proporciona rápida recuperação pós-operatória.

Alguns cuidados são importantes no momento do trauma. O primeiro passo é retirar o calçado com cuidado e afrouxar a área machucada. Em seguida, é importante aplicar gelo sobre o local lesionado para controlar o inchaço.

O gelo age como um anti-inflamatório. É a melhor maneira de reduzir o edema, uma vez que os vasos sanguíneos ficam mais estreitos em reflexo ao frio, reduzindo o sangramento local e a formação de hematomas. A seguir, é fundamental imobilizar o membro e procurar assistência médica o mais cedo possível.

Uma dica importante que o ortopedista ensina para prevenir os entorses é melhorar a capacidade de manter o equilíbrio e o reflexo das musculaturas com exercícios funcionais e treinos específicos nas pernas. Utilizar calçados adequados, bem ajustados, também auxilia na estabilidade dos pés, mas, em muitos casos, acidentes são inevitáveis. É essencial investigar todos os casos de entorses, até mesmo os leves, pois mesmo que não incomode, essa instabilidade crônica do tornozelo pode levar a sérias complicações no futuro.

Acesse o blog sobre Entorses do Chakalat.net

A agilidade consiste no poder ou aptidão de mudar de direção com rapidez, algo que pode ajudar em movimentos comuns do dia a dia até na ...

Exercícios Funcionais para Agilidade




A agilidade consiste no poder ou aptidão de mudar de direção com rapidez, algo que pode ajudar em movimentos comuns do dia a dia até na prática de esportes.

Para aprimorar essas capacidade de forma lúdica e ainda obter benefícios como gasto energético e desenvolvimento do foco e memória muscular, os exercícios funcionais são uma boa opção.

Com ajuda de acessórios simples, como argolas, cones e escada "portátil", você consegue treinar as respostas neurológicas que seu cérebro dá ao corpo na execução de movimentos.

Tenha Exercícios Funcionais para Fisioterapeutas

A seguir, veja alguns exemplos de exercícios para melhorar a sua agilidade e, quem sabe, fazer você aquecer para o treino.

Correr entre argolas

É o primeiro da sessão. Para realizá-lo, você precisa colocar ar argolas pareadas no chão. Em seguida, realize saltos alternados, colocando os pés, ou a ponta deles, dentro das argolas. Faça o movimento de forma integrada, tomando cuidado para não pisar nas argolas, o que pode fazer você se desequilibrar e perder a direção.

"Pular" na escada portátil

Estique a escada no chão e faça movimentos semelhantes ao da amarelinha, pulando, com os pés juntos, dentro do retângulo, e depois, colocando um dos pés para fora e para os dois lados, com os joelhos flexionados. Mantenha a coluna ereta. Ao final, faça o mesmo, voltando.

Saltar e tocar os "minicones"

Disponha os cones no chão em formato de meia lua e tenha em mente uma sequência de cores. Posicionado ao centro, salte levemente, com os joelhos flexionados, seguindo a ordem de cores estabelecida, e toque na parte de cima de cada cone. Realize os saltos a cada cinco segundos e mantenha a coluna ereta.

Pular barreiras

Coloque as barreiras, em sequência, no chão, e pule, com os pés juntos, entre elas, saltando para frente ou para trás, continuamente.

Tenha Exercícios Funcionais para Fisioterapeutas

A Fisioterapia desportiva é um ramo especializado de fisioterapia que trata de lesões e questões relacionadas às atividades físicas. Sabemos...

Fisioterapia Desportiva na Corrida




A Fisioterapia desportiva é um ramo especializado de fisioterapia que trata de lesões e questões relacionadas às atividades físicas.

Sabemos que as lesões esportivas, geralmente provocadas por movimentos repetitivos, acidentes ou alterações estruturais, acabam trazendo dores e outros transtornos que podem ser resolvidos e evitados.

Por isso, avaliamos e acompanhamos cada caso de forma individualizada, prescrevemos os tratamentos mais eficazes e utilizamos equipamentos importados de alta tecnologia em sua reabilitação.

Especialistas em fisioterapia esportiva podem fazer pesquisas, ajudar os atletas na recuperação de lesões, e fornecer educação e recursos para evitar problemas. Serviços de terapia geralmente estão disponíveis para pessoas de todas as idades envolvidas no esporte, em qualquer nível de competição. Os profissionais podem trabalhar em clínicas particulares, hospitais, clínicas de reabilitação, ou no local de eventos esportivos.

As pesquisas da fisioterapia esportiva levam a uma melhor compreensão das lesões esportivas e melhoria das técnicas de reabilitação.

A corrida exige bastante do corpo e sua prática requer alguns cuidados prévios.  Por isso, quem tem uma rotina de exercícios específicos para as exigências desse esporte pode evitar os incômodos e dores e assegurar que o esporte seja praticado por muitos anos, alcançando o sonho de correr uma maratona, quem sabe!

E aonde a fisioterapia entra?

Embora muito se fale em prevenção, muitos ainda procuram a fisioterapia apenas quando a lesão já está instalada.A prevenção se baseia a partir da avaliação da função, desempenho, do movimento e não em sintomas.

 

Por isso, antes do desenvolvimento dos sintomas, os déficits funcionais são identificados e estratégias de correção são propostas. Realizar os treinos de corrida, fortalecimento e também a recuperação com consistência e regularidade, orientação adequada pode minimizar a incidência dessas lesões.

Caso você já apresente sintomas, seguem 3 bons motivos para você procurar um fisioterapeuta:

Dores persistentes após 3 a 4 dias de descanso da corrida e aplicação de gelo.

Se você notou algum sintoma de dor, o ideal é que descanse da corrida por alguns dias e aplique gelo por 20 minutos de 2 a 3 vezes ao dia no local. Se após esses cuidados a dor persistir no retorno a corrida, é hora de você visitar um fisioterapeuta.

Lesão traumática.

Durante uma corrida de montanha, por exemplo, se você torceu o tornozelo e ele inchou, procure um fisioterapeuta.

Mudanças visíveis no seu corpo.

Se você notar que após um dia de treino seu joelho ou tornozelo, por exemplo, estiverem inchados, você deve investigar a causa e tratar, caso contrário poderá levar a lesões mais graves e te deixar fora das corridas por mais tempo!

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