A utilização de exercícios pliométicos não é novidade na reabilitação de atletas. Para obter um melhor resultado na recuperação, é important...

Pliometria na reabilitação de atletas


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A utilização de exercícios pliométicos não é novidade na reabilitação de atletas. Para obter um melhor resultado na recuperação, é importante levar o atleta para a sua atividade e trabalhar saltos e potencia em membros não lesionados pode trazer benefícios.

Além disso, há uma explicação de Bisciotti (BISCIOTTI (2002) apud ROSSI; BRANDELIZE, 2007) que afirma haver uma diminuição da capacidade elástica da musculatura, após uma lesão muscular, isso explicaria a importância dos exercícios pliométricos no sentido de evitar uma lesão repetitiva e/ou prevenir uma eventual lesão mais grave.

Além disso, há  Voight (VOIGHT, 2003, apud ROSSI, 2007) que relata que o atleta que realiza atividades com o CAE obtém maior êxito na função muscular, permitindo a correção de "déficits proprioceptivos", melhorando o desempenho neuromuscular e a eficiência neural.

Rossi (2007) sugere ainda que a pliometria deva ser usada como um reeducador neuromuscular, ativando os músculos para proteger as articulações, podendo ser utilizado na prevenção de lesão em atletas.

Hewett (2005) diz que os treinamentos com saltos pliométricos, principalmente em atletas do sexo feminino, melhoram a ativação da musculatura do quadril, à qual é importante para a estabilização do joelho e consequentemente na prevenção de lesões.

Andrews (2000) acredita que um programa de treinamento pliométrico pode ser bastante útil em atletas que realizam movimentos acima da cabeça (arremessadores, entre outros) e pode ser usada nas extremidades superiores. Esses mesmos autores reafirmam os méritos desses treinamentos para os membros inferiores, dentre os quais se destacam tendinopatias, lesões musculares, entorses de tornozelo, lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) e posterior (LCP).

Segundo Prentice (2002) os exercícios pliométricos podem ser classificados de acordo com a carga aplicada, sendo Carga Medial Lateral (CML), Carga Rotacional (CR) e Carga de Absorção de Choque/ Desaceleração (CAC/D). A função da CML é atividades de mudança de direção, sendo necessário à criação de exercícios que reforcem a capacidade do atleta de aceitar peso sobre o membro inferior comprometido, abordando a realização dos programas pliométricos com mudanças de direção.

Atletas que sofreram entorses no "complexo capsular" ou ligamentar do tornozelo ou, ainda, lesões no joelho, adutores e abdutores de quadril, são os principais candidatos para a CML. Saltos laterais unipedais (passos rápidos com carga vaga), realizados no local e Cruzamentos (Cross-over), realizados em distância dinâmica, são alguns exercícios usados.

Como a rotação do joelho é controlada pelos ligamentos cruzados, pelos meniscos e pela cápsula, as atividades pliométricas com componente rotacional, o CR é excelente para as lesões nesses itens citados. Levando sempre em conta que deve ser feito com cautela para não ultrapassar e prejudicar a fase de recuperação do treinamento. Saltos giratórios (Spin Jumps), realizados no local e Saltos Laterais (Hop Lateral), realizados em distância dinâmica, são alguns exercícios usados.

O CAC/D talvez seja o treinamento pliométrico que mais exige do corpo, uma vez que impõe uma quantidade imensa de estresse sobre o músculo, o tendão e a cartilagem articular. Os atletas devem ser preparados para o exercício de absorção de impacto, maximizando gradativamente os efeitos da gravidade. Atividades populares para minimizar a gravidade da lesão incluem exercícios aquáticos ou esforços assistidos pela retirada da carga. Saltos em ciclo (Cycle Jumps), Exercícios dos cinco pontos (Five-Dot Drill), são alguns exercícios realizados no local (PRENTICE, 2002).

As referencias bibliográticas completas estão nesse artigo

Embora muita gente associe esporte com saúde, quando falamos de esporte profissionais, alguns 'efeitos colaterais' surgem por causa ...

A osteoartrite em atletas profissionais


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Embora muita gente associe esporte com saúde, quando falamos de esporte profissionais, alguns 'efeitos colaterais' surgem por causa do treinamento excessivo. Umas modalidades favorecem mais para que esses 'efeitos'  aconteçam. Por isso, é importante sempre se preocupar com a prevenção e com a quantidade de treinamento.

Por exemplo, atletas de elite do sexo masculino que praticam esportes de alto contato - tais como futebol, futebol americano e rugby  - têm um risco maior de desenvolver osteoartrite no joelho e no quadril, se comparados a homens que praticam outras modalidades esportivas ou não praticam esporte, diz um estudo sueco.

A osteoartrose, osteoartrite ou artrose é uma doença relacionada com uma lesão degenerativa (desgaste) na cartilagem articular, que causa dor, inchaço e limitação dos movimentos. A articulação é a parte do corpo que une os ossos e permite a realização de movimentos. As superfícies dos ossos que se aproximam são revestidas pela cartilagem articular, cuja função é evitar o atrito de um osso contra o outro e amortecer o impacto produzido pelo movimento ou pelo esforço, facilitando o deslizamento das extremidades ósseas. Com o aparecimento da artrose, os movimentos articulares ficam prejudicados

Segundo um dos autores do estudo, Magnus Tveit, da Universidade de Lund, na Suécia, a osteoartrite de quadril e de joelho é mais comumente encontrada em ex-atletas de elite do sexo masculino.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram dados de mais de 700 atletas suecos aposentados - entre 50-93 anos, que tinham praticado esportes em nível profissional e olímpico - e de cerca de 1.400 homens da mesma idade que se exercitavam muito pouco ou eram sedentários.

O grupo de atletas aposentados incluía homens que haviam praticado esportes de alto contato, como futebol e hóquei, e praticantes de modalidades que não envolvem contato, como corrida, natação e ciclismo. Ao término da análise de dados, o risco de desenvolver artrite de quadril ou de joelho foi 85% maior em atletas de elite. O risco para aqueles que praticavam pouco ou nenhum exercício foi de 19%.Com a informação sobre o risco de desenvolver artrose, como resultado da participação esportiva, médicos e atletas podem pensar em medidas preventivas de lesões, invalidez e dor.

Embora o estudo tenha registrado um pequeno impacto da prática esportiva em atletas mais jovens ou 'atletas de fim de semana', há algumas lições importantes que podemos retirar do estudo. O aspecto mais reconfortante dos dados é que a maioria dos esportes, provavelmente, não aumenta o risco de desenvolvimento de osteoartrite de joelho e quadril, especialmente quando competimos em um nível de lazer.

Os esportes que foram apontados como causadores do aumento de risco de osteoartrite são os de alto contato. Para pessoas que querem reduzir o risco de artrose, a escolha do esporte ideal deve recair sobre as modalidades que têm menor risco de lesões, modalidades sem contato e de baixo impacto. Tênis, natação e ciclismo são boas alternativas.

É muito importante também que os atletas que se dedicam aos esportes de alto risco, como o futebol, principalmente nos níveis de elite, e por muitos anos, saibam que têm uma probabilidade maior de desenvolver osteoartrite. Por isto, devem prestar atenção aos outros fatores de risco associados com o desenvolvimento da doença, tais como: obesidade, idade, lesão ou estresse nas articulações, bem como o histórico familiar.

Esse texto fala sobre uma pesquisa mas quem lida com esporte de alto rendimento tem ideia do quanto um treino repetitivo durante anos pode causar numa pessoa. É preciso tomar cuidado na prevenção.

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