Um dos grandes motivos do crescimento da Fisioterapia Desportiva foi a  necessidade de aumentar a duração dos atletas, a maior indicação ter...

Fisioterapia Desportiva e as bandagens funcionais





Um dos grandes motivos do crescimento da Fisioterapia Desportiva foi a  necessidade de aumentar a duração dos atletas, a maior indicação terapêutica de atividade física e o próprio aumento do número de pessoas que querem usufruir seus benefícios fazem com que aspectos preventivos devam ser encarados como prioridade cada vez maior pelos profissionais da área da fisioterapia desportiva. O que para muitos essa área da fisioterapia é apenas uma intervenção indicada no processo de reabilitação de lesões sofridas pelo atleta. Porém, a fisioterapia desportiva, dedica-se não somente ao tratamento do atleta lesado, mas também a adoção de medidas preventivas a fim de reduzir a ocorrência de lesões.

Sendo assim, o trabalho preventivo deve ser delineado de maneira eficaz com base no levantamento dos fatores de riscos das lesões referentes à modalidade esportiva específica, com o objetivo de que menos lesões venham ocorrer durante as atividades desportivas.

E junto com esse trabalho preventivo surgiram técnicas dentro da Fisioterapia que facilitam esse trabalho, como a Bandagem Funcional.

As bandagens podem servir ainda para estabilizar e proteger uma articulação já sensível por uma lesão prévia. Ela funciona como uma imobilização da área comprometida e, ao comprimir, ainda pode ajudar a nutrir e fortalecer o local.  Quando é usada no sentido da origem do músculo para a parte final, a bandagem pode tonificar o músculo, diminuindo a sensação de fraqueza e aumentando a potência da estrutura. No sentido contrário, pode ajudar no relaxamento muscular e no alívio de dores.

O trabalho de um fisioterapeuta desportivo torna-se diferente dos outros, pois seu trabalho exige rapidez e efetividade. Isso porque a maioria das vezes, o profissional irá atuar no momento em que o atleta estiver em ação durante a partida de voleibol, pois o atleta mais do que qualquer outra pessoa, precisará executar todas as funções do seu corpo, bem como músculos, ossos e articulações no máximo de potência e amplitude para executar perfeitamente todos os seus movimentos.

O Kinesio Taping é uma técnica específica de aplicação sobre e nas adjacências dos músculos para prover suporte articular, normalizar contrações musculares e auxiliar a circulação. E é de fundamental importância que o Fisioterapeuta que trabalha om Esporte ou prevenção esteja familiarizado com ela.  E por isso vou te dar uma dica que é imperdível.

O Curso de Bandagem NeuroMuscular Funcional é um curso de METODOLOGIA INOVADORA com abordagem diferenciada de todos os curso da técnica de bandagem existente no mercado.

E isso se acontece porque a metodologia do curso inclui ideias de cadeias musculares, globalidade da Osteopatia e estabilização segmentar e global... fazendo de nossa metodologia com as Bandagens uma maneira ÚNICA no segmento.

Isso leva a uma melhora significativa na qualidade dos resultados, além de estratégias terapêuticas para aumentar a efetividade do tratamento/prevenção, elevar os resultados financeiro com um atendimento rápido e "simples".



Depois de clicar e saber como funciona o curso, tenho certeza de que o seu conhecimento profissional mudará. É uma ótima forma de se atualizar e aprender mais sobre essa técnica que pode ajudar muito no dia a dia do Fisioterapeuta.

Dificilmente um fisioterapeuta que trabalha na fisioterapia desportiva não gosta de esporte. Mas ela vem se transformando numa das principai...

A pressão por resultados na Fisioterapia Desportiva


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Dificilmente um fisioterapeuta que trabalha na fisioterapia desportiva não gosta de esporte. Mas ela vem se transformando numa das principais áreas de atuação do Fisioterapeuta na atualidade.

A atualização desses profissionais deve ser constante porque está sujeito a inúmeras e constantes pressões. O Cd de Fisioterapia Desportiva traz artigos e matérias para ajudar na atualização do profissional.

A pressão que o fisioterapeuta recebe para os resultados do seu tratamento, para um retorno funcional no menor tempo possível do atleta à sua prática desportiva.

O trabalho da Fisioterapia Desportiva é específico, pois todas as técnicas têm de ser aplicadas para a obtenção de resultados rápidos e funcionalmente efetivos, pois o atleta mais do que qualquer outro indivíduo precisará de executar todas as funções e o gesto técnico no máximo de potência e amplitude de movimentos. As situações desportivas expõem ao mesmo tempo, sobrecargas posturais, forças excessivas e repetibilidade.

É importante salientar o aspecto preventivo no tratamento das lesões desportivas, quer quando nos referimos a atividade física de alto desempenho ou a um mero coadjuvante de tratamentos médicos.

O fisioterapeuta precisa estar atualizado para usar as mais diferentes técnicas no tratamento. Assim, poderá recuperar mais rapidamente o paciente.

Até a próxima!

O Futsal é um esporte muito rápido, com muitas mudanças de direções em um curto espaço, isso faz com que o contato seja inevitável e que...

Fisioterapia no Futsal


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O Futsal é um esporte muito rápido, com muitas mudanças de direções em um curto espaço, isso faz com que o contato seja inevitável e que além das lesões a
traumáticas também ocorram muitas lesões por traumas diretos.


As lesões que ocorrem nesse esporte estão relacionadas a fatores de risco que podem ser classificados em Fatores de risco Intrínsecos e Extrínsecos.

Fatores Intrínsecos: São aqueles que pertencem ao próprio indivíduo, como idade, gênero, déficit de flexibilidade e/ou força muscular, lesão prévia, déficit de controle neuromuscular (propriocepção), entre outras.

Fatores Extrínsecos: São fatores que não pertencem diretamente ao indivíduo como tipo de quadra, calçado esportivo, carga de treinamento, biomecânica do gesto esportivo, etc.

A necessidade de se obter resultados rápidos e eficientes no esporte tem feito com que a fisioterapia esportiva se desenvolva cada vez mais. Este desenvolvimento técnico cientifico tem beneficiado também aqueles que não são profissionais do esporte. Na fase de recuperação o fisioterapeuta trabalha a amplitude do movimento articular, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação, a autoconfiança do paciente e o retorno gradual e progressivo as atividades esportivas.

Geralmente as lesões no esporte estão relacionadas à falta de condicionamento físico e a traumas diretos. Essas lesões variam de acordo com a modalidade esportiva.

Os locais que mais sofrem com as lesões no futsal são os membros inferiores, acometendo com maior freqüência as coxas, joelhos e tornozelos. Dentre as lesões mais comuns se destacam lesões musculares que freqüentemente afetam os músculos: Isquiotibiais (mais comum), adutores, Quadríceps (principalmente o músculo Reto Femoral) e pouco menos comum o músculo Tríceps Sural. As lesões articulares também são muito vistas no Futsal, principalmente as entorses de tornozelo e joelho, respectivamente.

Nos últimos anos nenhum outro aspecto de carga muscular (tensão específica aplicada a unidade músculo-tendínea) tem sido mais descrito, disc...

Treinamento muscular excêntrico na Fisioterapia Esportiva


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Nos últimos anos nenhum outro aspecto de carga muscular (tensão específica aplicada a unidade músculo-tendínea) tem sido mais descrito, discutido ou investigado na literatura científica e prática clínica do que o movimento excêntrico.

O termo excêntrico  é definido como sendo "uma carga muscular que envolve a aplicação de uma força externa com aumento de tensão durante o alongamento físico da unidade músculo-tendínea" ou seja (Fortalecer quando o musculo se alonga ou Fortalecer afastando origem da inserção).

A força gerada pelo músculo em contração e a alteração resultante de seu comprimento são dependentes de três fatores: do comprimento inicial; da velocidade com que ocorre a alteração do comprimento; e das cargas externas atuando em oposição ao movimento.

Evidentemente, com o crescente número de pesquisas e trabalhos científicos envolvendo o trabalho muscular excêntrico, alterou-se definitivamente a concepção equivocada e simplista de que a contração muscular excêntrica seria única e meramente o retorno, ou a segunda fase dos movimentos isotônicos.

Quando se leva em consideração a fase excêntrica do movimento, sobretudo aplicada aos programas de treinamento humano (na reabilitação ou não), devem-se avaliar os benefícios, vantagens e principalmente as precauções que são excepcionalmente distintas quando relacionadas à fase concêntrica dos exercícios isotônicos.

O treinamento excêntrico certamente aplica-se de forma bastante eficiente a várias populações, podendo ser útil desde disfunções geriátricas articulares até programas de treinamento atlético de elite.

Os Benefícios do treinamento muscular nos programas de fisioterapia desportiva e do treinamento muscular multimodal durante a reabilitação tem sido amplamente aceito, e a carga excêntrica fornece um elemento especializado durante a reabilitação do atleta lesionado, haja vista que o uso do treinamento excêntrico irá preparar o atleta de forma mais eficiente durante momentos em que uma ação excêntrica for requerida para a prática esportiva eficiente e segura ou mesmo para as demandas funcionais impostas pelo cotidiano.

Portanto, torna-se notório que o condicionamento muscular excêntrico reproduz as exigências biodinâmicas que serão impostas aos atletas ao retornarem à prática desportiva.

Muitas atividades esportivas requerem ação muscular excêntrica de alto nível (em termos de velocidade, repetição e intensidade) tanto para desempenho máximo quanto para proteção das articulações sinoviais e tecidos moles adjacentes.

Outra função extremamente relevante para a Fisioterapia acerca do condicionamento muscular excêntrico reside no fato deste poder atuar de forma preventiva em relação às lesões musculares induzidas pelo  over-training,  ou síndrome do super treinamento em atletas de alto nível. Embora uma simples sessão de exercício excêntrico possa induzir a uma lesão muscular significativa, ela também confere ao músculo uma proteção considerável contra lesões similares resultantes de sessões subsequentes de exercícios de alta intensidade que constituem prática corrente nos programas de treinamento desportivo de alto nível.

As contrações musculares excêntricas, particularmente empregadas na reabilitação de várias lesões relacionadas ao desporto, são fundamentais para desacelerar o movimento de um membro, sobretudo durante as atividades dinâmicas de alta velocidade inevitavelmente requeridas durante a prática esportiva.

Os déficits de força ou a incapacidade dos músculos em tolerar as cargas excêntricas a eles impostas (ressaltando que determinados gestos desportivos podem atingir uma velocidade angular de até 8000º/s – graus por segundo) podem predispor o atleta descondicionado excentricamente a inúmeras lesões. Alguns estudos sugerem que lesões na musculatura dos isquiotibiais, em atletas de corridas de curta distância, estão, dentro de outros fatores, relacionados a pouca força excêntrica dessa musculatura.

Tendo em vista essa problemática, torna-se imperativo que mais pesquisas acerca do Treinamento Excêntrico sejam produzidas e divulgadas nacionalmente tanto pelos fisioterapeutas quanto pelos educadores físicos para que cada vez mais pessoas (atletas profissionais ou não) possam se beneficiar amplamente do treinamento muscular multimodal, criativo e eficiente e que fundamentalmente não negligencie a devida importância que deve ser atribuída à fase excêntrica dos movimentos isodinâmicos durante o processo de reabilitacão e de preparação física funcional do atleta, levando a um retorno mais seguro e precoce à sua prática desportiva.


Hino, AAF; Reis, RS; Rodriguez-Añez, CR; Fermino, RC. Rev. bras. med. esporte;15(1):36-39, jan.-fev. 2009. tab.

  Você que já finalizou sua Graduação em Fisioterapia, seja há muito ou pouco tempo, e está procurando se especializar , que tal fazer uma P...

Sete motivos para fazer uma Pós-Graduação em Fisioterapia Desportiva


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Você que já finalizou sua Graduação em Fisioterapia, seja há muito ou pouco tempo, e está procurando se especializar, que tal fazer uma Pós-Graduação em Fisioterapia  Desportiva?

É uma área que está em franca expansão e que vai te dar ferramentaspara trabalhar nesta área.

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1 – Visibilidade no mercado de trabalho

Iniciativa, multifuncionalidade, agilidade, flexibilidade, prontidão para resolver problemas, habilidade para trabalhar em equipe são algumas das habilidades desenvolvidas no Curso de Especialização . O novo perfil do profissional exige isso, fundamental para ampliar sua visibilidade no mercado de trabalho.

2 – Constante atualização

Ao fazer uma Pós-Graduação em Fisioterapia  Desportiva, o estudante passa a ter acesso aos mais novos e atualizados protocolos de reabilitação utilizados em pacientes, com seus métodos terapêuticos.

3 – Foco na área desportiva

O ano de 2016 será muito importante para o esporte brasileiro, com a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Isso também valorizará os profissionais da área de Fisioterapia Desportiva, que estará em evidência.

4 – Formação sólida

O Curso de Especialização  conta com corpo docente qualificado, experiente no mercado de trabalho, em constante aprimoramento e atento às necessidades da área. Além disso, possui uma grade curricular especialmente desenhada.

5 – Grande área de atuação

O profissional   estará se aprimorando na área que possui o maior volume de pacientes do mercado: a Musculoesquelética.

6 – Contato direto com profissionais

Os estudantes   têm a oportunidade de participar de aulas com professores especialistas em suas áreas e de renome no cenário nacional.

7 – Importância da área na Fisioterapia

Traumatologia, Ortopedia e Desportiva são áreas responsáveis por grande parte da assistência prestada por profissionais de Fisioterapia. Cada vez mais, é necessário que os fisioterapeutas estejam melhor preparados para atuarem no mercado de trabalho, utilizado amplamente os recursos possíveis em atenção global à população beneficiada por esse serviço.

Um dos problemas que os fisioterapeutas que trabalham com esportes enfrentam são as tendinites que aparecem durante os treinamentos Além de ...

Tratamento de Tendinite e Tendinose na Fisioterapia Desportiva


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Um dos problemas que os fisioterapeutas que trabalham com esportes enfrentam são as tendinites que aparecem durante os treinamentos Além de prejudicar rendimento, prejudica a evolução do desempenho.

Os tendões são estruturas de tecido conjuntivo que unem um músculo a um osso, transmitindo a força gerada pelo músculo à estrutura óssea. Por isso, a força exercida nos tendões precisa ser monitorada para não haver lesão, entre elas as entorses traumáticas, traumatismos indiretos relacionados com a vascularização, doença inflamatória associada e idade ou lesões micro de traumas de sobrecarga.É fato que atividades desportivas tem aumentado e as exigências no esporte profissional são crescentes, com treinos mais intensos e frequentes e, portanto, com maior risco de lesões por excesso de uso.

Pensando pelo lado amador, a crescente participação de gente que começam  a treinar mais novos, sem o equipamento nem acompanhamento profissional ideal, eleva o risco do desenvolvimento de uma tendinopatia.

É importante ter em mente que cada atividade afetará de forma diferentes os tendões. A tendinopatia traduz-se pela presença de dor, sensibilidade ao toque, inchaço e limitação dos movimentos na região afetada. Já o termo "tendinose" tem sido utilizado para descrever uma alteração degenerativa de um tendão sem sinais inflamatórios.

A distinção entre tendinite e tendinose é difícil, porque os sintomas são muito semelhantes, mas é importante de modo a que o tratamento possa ser o mais apropriado.

Embora se associe a tendinite a um processo doloroso com sensação de ardor na área afetada, perda de força e flexibilidade, esses sintomas são muitas vezes causadas por uma tendinose.

Uma tendinite é a inflamação de um tendão e resulta da ocorrência de micro-roturas sempre que o músculo e tendão respectivo são submetidos a cargas muito intensas e aplicadas de um modo súbito.

Uma tendinose é um processo denegerativo do colágeno de um tendão como resposta a um excesso de uso crónico. Quando esse excesso de uso é mantido sem que o tendão tenha tempo para repousar e cicatrizar, ocorre tendinose. Mesmo movimentos de pequena amplitude, como clicar o rato do computador, podem causar tendinose, desde que executados de um modo repetido.

Muitas vezes, uma lesão de um tendão apresenta na fase inicial um componente de inflamação ao qual se segue o processo de degeneração. Como tal, as duas (tendinite e tendinose) podem, em alguns casos, estar interligadas.

A tendinose pode resultar de longas horas de atividades, como o desporto, uso de computadores ou instrumentos musicais ou outras atividades manuais.

Existem diversos fatores de risco para a ocorrência de lesões dos tendões, como as deficiências de alinhamento, as diferenças de comprimentos dos membros, os desequilíbrios musculares, a hipermobilidade ou a rigidez muscular, os erros no treino, tanto na intensidade como na técnica, a fadiga, o piso e o tipo de calçado e de equipamento,

A confusão entre as duas   é comum e muitas lesões descritas como tendinites são, na realidade, tendinoses. Por exemplo, "o cotovelo de tenista", tradicionalmente descrito como uma tendinite, apresenta características que permitem classificá-lo como uma tendinose.

A distinção entre os dois quadros é possível mediante recurso à ecografia ou à ressonância magnética, que permitem demonstrar a solução de continuidade no colágeno dos tendões, no caso das tendinoses. Contudo, de um modo geral, estas lesões são diagnosticadas com base nos elementos de natureza clínica.

O quadro seguinte ilustra as principais diferenças entre as duas entidades.
 

  Tendinose Tendinite
Tempo de recuperação,
fase precoce 
6-10 semanas Dias a 2 semanas
Tempo de recuperação,
fase avançada 
3-6 meses 4-6 semanas
Tratamento Estimular a sintese de colágeno e a força muscular Anti-inflamatórios
Prevalência  Comum Rara

Como se referiu, a principal razão para distinguir as duas entidades é a definição da estratégia terapêutica.

Enquanto para a tendinite o tratamento visa reduzir a inflamação, esta não está presente na tendinose. Aqui, os tratamentos que visam controlar a inflamação estão contra-indicados, por retardarem a reparação do colágeno

O tempo de recuperação para a tendinite é de alguns dias a 6 semanas, dependendo se o tratamento é iniciado numa fase precoce ou avançada.

Para a tendinose, o tratamento iniciado numa fase inicial permite uma recuperação em 6 a 10 semanas. Na fase cronica, o tratamento pode durar 3 a 9 meses.

Alguns estudos sugerem que os tendões demoram cerca de 100 dias para produzirem novo colágeno e, por esse facto, tratamento mais curtos não serão eficazes.

O tratamento das tendinoses inclui o repouso, um ajustamento na postura no local de trabalho e no desporto, uso de suporte apropriado para o tendão afetado, manutenção da execução de movimentos com o músculo envolvido associados a alongamentos para impedir a retração muscular e estimular a cicatrização, uso de gelo durante períodos de 15-20 minutos várias vezes por dia com intervalos de, pelo menos, 45 minutos, exercícios de alongamentos realizados lentamente, estimulando a produção de colágeno e sessões de massagens para estimular a circulação e a atividade celular.

Uma correta nutrição, incluindo vitamina C, magnésio e zinco, é importante para a produção de colágeno. A vitamina B6 e a vitamina E também contribuem para a saúde dos tendões.

Embora seja pouco provável que as lesões associadas à tendinose regridam por completo, estes tratamentos melhoram a força do tendão e interrompem o ciclo de lesão, permitindo a introdução de colágeno saudável na área afetada e melhorando a circulação.

Por outro lado, este tratamento reduz a dor, aumenta a amplitude dos movimentos e permite o retorno às atividades diárias.

Uma vez que a tendinose provoca alterações nos tecidos que os tornam mais susceptíveis a novas lesões, é importante manter uma atenção especial sobre o tendão afetado mesmo após o tratamento estar concluído. As massagens, alongamentos e um correto aquecimento antes de um treino, são exemplos de estratégias úteis para a prevenção de novas lesões e para a manutenção dos tecidos saudáveis.

A pubalgia é um termo abrangente que significa dor na região púbica, que pode ser na inserção da musculatura abdominal e adutora, na ar...

Saiba tudo sobre Pubalgia





A pubalgia é um termo abrangente que significa dor na região púbica, que pode ser na inserção da musculatura abdominal e adutora, na articulação ou componentes articulares da sínfise púbica. Essa patologia é um dos acometimentos mais comuns em esportistas.

O quadro clínico pode se apresentar de forma aguda (pubalgia traumática) ou crônica (pubalgia crônica) com dor na região inguino-púbica, normalmente unilateral, que piora com a atividade física. Os atletas apresentam dor difusa na pelve e abdômen inferior, com irradiação para a região perineal e raiz da coxa associando-se, às vezes, a um estalido local, o que torna obrigatório o diagnóstico diferencial com outras patologias, como: hérnia inguinal, prostatite, espondilite anquilosante, artrite reumatóide, etc. O diagnóstico baseia-se numa análise sintomática aliada a avaliação biomecânica, onde o determinante é a investigação da causa. No exame físico, a dor pode ser desencadeada pelo apoio monopodálico, ou durante a marcha, na palpação, compressão da pelve e manobras específicas (testes ativos, passivos e resistidos em flexão, extensão, abdução, adução e rotações interna e externa do quadril, bem como em extensão do joelho e instabilidade da sínfise púbica) uma das mais utilizadas é a manobra de Grava, que pesquisa a instabilidade da sínfise púbica, através do desequilíbrio da musculatura adutora e do reto abdominal.

Saiba tudo sobre Testes Ortopédicos

A fisiopatologia desta lesão é multifatorial, podendo ser desencadeada por overuse (microtrauma repetitivo), por desequilibrio de forças que atuam na sínfise púbica, por desproporção entre a força muscular e a área de inserção tendinosa no púbis, decorrente de movimentos com mudanças bruscas de direção, aceleração e desaceleração, abdução e flexo-extensão excessivas. A pubalgia pode decorrer também, de disfunções das articulações sacro-íliacas, que causam alterações posicionais de um íliaco em relação ao outro, levando os ramos púbicos a um posicionamento inadequado, causando estresse na sínfise púbica.

A sínfise púbica é uma região submetida a trações musculares com direções diferentes, e sofre deslocamentos de cima para baixo, quando os músculos adutores são solicitados e de baixo para cima, quando os músculos abdominais são solicitados. Este deslocamento é muito pequeno, e se produz no apoio monopodal durante a marcha. Ocorre que, o apoio monopodal, a cada passo, durante a marcha, transmite forças reacionais ao solo, elevando a articulação coxo-femoral do lado do apoio, enquanto que no lado oposto, o peso do membro em sustentação tende a fazer baixar a coxo-femoral, gerando então, uma força de cisalhamento na sínfise púbica.

Além dessa força de cisalhamento, a sínfise púbiana está sujeita a movimentos de compressão e tração, que ocorrem devido ao movimento oscilatório de rotação anterior e posterior do osso ilíaco, juntamente com os movimentos de nutação, que consiste em uma rotação do sacro, de forma que, o promontório se desloque para baixo e para frente, e também uma aproximação das asas ilíacas, levando a um afastamento das tuberosidades isquiáticas, e contra-nutação da articulação sacroilíaca, onde ocorre uma rotação do sacro, de modo que, o promontório se desloque para cima e para trás, levando a um afastamento das asas ilíacas, e uma aproximação das tuberosidades isquiáticas.

Durante as atividades de corrida, saltos e chutes, ocorre na sínfise púbica movimentos para cima, para baixo e uma leve rotação podendo gerar microtrauma.

Nos jogadores de futebol, a pubalgia pode se apresentar nas duas formas, a traumática, que pode ocorrer, por exemplo, quando o jogador salta e cai sobre os membros inferiores, gerando forças reacionais do solo desiguais, podendo causar uma elevação maior de um ramo púbico, o que levaria a um estiramento dos ligamentos púbicos. Pode ocorrer também, quando o atleta realiza o movimento de chute e, é bloqueado por um adversário, ou, ainda, quando na tentativa de alcançar a bola, faz uma abdução exagerada do quadril, este movimento gera uma tensão excessiva na musculatura adutora, que pode sofrer estiramentos. A crônica ou insidiosa é decorrente de um excesso de solicitação da musculatura abdominal e adutora, ocorrendo, na maioria das vezes, devido a um esquema funcional alterado. Os jogadores de futebol, atuam com frequência, na postura de semi-flexão de joelho, e a articulação do joelho semi-fletida, apresenta uma estabilidade menor que quando estendida, esta diminuição na estabilidade articular, é compensada por uma participação ativa dos músculos ísquiotibiais, o que leva os jogadores de futebol, a desenvolverem músculos ísquio-tibiais fortes e "encurtados", causando o surgimento de compensações estáticas e dinâmicas. Uma da compensações estáticas que a retração dos ísquio-tibiais pode apresentar, encontra-se no osso ilíaco, devido a sua inserção, fazendo com que a tuberosidade isquiática se desloque para baixo e promova uma rotação posterior do ilíaco, levando a uma elevação do ramo púbico e consequente estiramento da musculatura adutora homolateral, tornando estes músculos mais suscetiveis a lesão.

Uma boa fisiologia dos músculos ísquio-tibiais garantem uma boa mobilidade da pelve, pois quanto mais flexível a cadeia posterior, mais livre o movimento do quadril.

Para ilustrar as compensações dinâmicas, vejamos o movimento do chute: A primeira compensação observada, é um limite no ângulo do chute devido ao encurtamento dos músculos ísquios-tibiais; a segunda, é uma flexão do joelho na tentativa de preservar os músculos posteriores; A terceira compensação ocorre no momento em que o atleta faz o movimento do chute, tentando alcançar a bola numa altura relativamente alta, com o joelho estendido, a flexão do quadril está limitada, utilizando então, neste caso, uma flexão do joelho de apoio, para que a báscula do quadril permita a elevação restante. O mais importante nesta terceira compensação, é a participação dos músculos abdominais, principalmente o reto, que ajudam na elevação dos ramos púbicos. Nos jogadores de futebol, a musculatura abdominal já é bastante solicitada em vários movimentos: no cabeceio, nos dribles e na corrida, se além desta solicitação, for adicionada uma retração da musculatura ísquio-tibial, sua participação se torna excessiva na tentativa de elevar o ramo púbico da perna do chute, o que permite uma maior amplitude no movimento de flexão do quadril.

O tratamento da pubalgia caracteriza-se por tempo prolongado, sendo o repouso de fundamental importância. As alternativas de tratamento utilizadas são: tratamento conservador e/ou cirúrgico. O primeiro baseia-se na Fisioterapia, uso de anti-inflamatórios hormonais e não-hormonais, sistêmicos ou locais, além de infiltrações de corticóides. A fisioterapia possui um importante papel, não só no processo de tratamento e reabilitação do atleta, mas também na implementação de medidas preventivas, buscando identificar os fatores de risco predisponentes, diminuindo assim, a suscetibilidade do atleta as lesões.

A intervenção cirúrgica é indicada para a retirada do tecido fibrótico, formado pela tensão exagerada, e o excesso de solicitação da musculatura abdominal. As técnicas mais utilizadas são, a tenotomia de adutores e o desbridamento da sínfise púbica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BUSQUET, Léopold. A pubalgia: medicina osteopática e medicina desportiva. [S.l.]: Editora Europress,1985.

CANAVAN, Paul K. Medicina esportiva: um guia abrangente. São Paulo: Editora Manole, 2001.


CARNAVAL, Paulo E. Sprint Magazine: Análise cinesiológica do chute no futebol. n 108. Editora Sprint: Rio de Janeiro, maio/junho de 2000.

KAPANDJI, I. A. Fisiologia Articular. v. 3. São Paulo: Editora Manole, 1980.

Moussalle, M.M.; Mosmann, A.; Mazzochini, D.; Fortino, E. Centro Universitário Feevale - XV CONGRESSO SUL-BRASILEIRO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - SULBRA 200

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/pubalgia-revisao-bibliografica/66867/#ixzz43q1VzYM7

A   banda   ílio-tibial   é uma faixa   espessa de tecido fibroso   que se inicia   na   crista   ilíaca   (o   bordo lateral do  osso  da ...

Exercícios terapêuticos para a síndrome da banda ílio-tibial


A banda ílio-tibial é uma faixa espessa de tecido fibroso que se inicia na crista ilíaca (o bordo lateral do osso da bacia) e se vem inserir lateralmente ao joelho, na parte superior da tíbia. As fibras do músculo tensor da fáscia lata e algumas fibras do glúteo inserem-se na banda iliotibial, e esta atua coordenando a função muscular e estabilizando o joelho durante a corrida.
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome da banda ílio-tibialDeverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Alongamento ativo da cadeia posterior
Deitado, com um elástico na ponta do pé, com a coxa e joelho dobrados a 90o. Mantenha a tensão no elástico enquanto estica o mais possível o joelho, puxado a ponta do pé para si. Mantenha a posição durante 20 segundos.

Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Alongamento ativo do tensor da fascia lata
Em pé, com a perna a alongar cruzada atrás da outra. Empurre a anca no sentido da perna a alongar.
Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 


 Fortalecimento isométrico do quadricípite
Sentado, com a perna estendida e um rolo sob o joelho. Esprema e o rolo e solte suavemente, enquanto sente a contração imediatamente acima do joelho.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Tanto o Pilates quanto o treinamento funcional solicitam em todo momento o Core, que é um conjunto de músculos importantíssimos, são os mo...

Pilates e treinamento funcional




Tanto o Pilates quanto o treinamento funcional solicitam em todo momento o Core, que é um conjunto de músculos importantíssimos, são os mobilizadores (maiores) e estabilizadores (menores, mais profundos) do tronco. O fortalecimento destas musculaturas do centro de força ou power house, como chamado pelo criador Josef Pilates e atualmente denominado de Core é de fundamental importância para a prevenção e alivio de dores na coluna, melhora na postura, para o movimentar-se das tarefas diárias, evita também a incontinência urinária. Com o treino do Core durante treinos de até 1 hora, no mínimo 2x por semana, consegue-se na maioria dos praticantes uma melhora do tônus muscular na região de coxa, abdômen, glúteos e panturrilha.

Existem muitos exercícios do Pilates de Solo que foram incorporados nos treinos funcionais, nas salas de ginástica e musculação, por sua praticidade e eficiência, é são justamente os exercícios que focam a região abdominal, glúteos e dorso lombar, o Core!

Algumas diferenças entre eles: o Pilates é uma atividade física que busca proporcionar o aluno condicionamento físico juntamente com um bem estar, respiração e consciência corporal os exercícios não oferecem impactos articulares e são de intensidade moderada, não foca o emagrecimento. O treinamento funcional visa o mesmo condicionamento físico, porém é mais dinâmico, os exercícios são mais intensos e tem melhor resposta para o emagrecimento.
Além disso, os exercícios funcionais podem auxiliar a evitar possíveis lesões. Isso porque o treino melhora o equilíbrio e faz a pessoa se movimentar melhor, estando menos propícia a ter torções e contusões.

Os exercícios trabalham os músculos do tronco e da pelve e desenvolvem a musculatura para um melhor desempenho na rotina de trabalho, lazer, ajudando a se ter uma maior qualidade de vida.
A nossa proposta nesta semana temática é juntar as duas modalidades – Pilates Funcional – realizando exercícios mais dinâmicos, simulando atividades diárias e esportivas como varrer, remar e correr. Mantendo o foco nos princípios do Pilates.
Fonte: pilatesdesolo.blogspot.com.br

A utilização de exercícios pliométicos não é novidade na reabilitação de atletas. Para obter um melhor resultado na recuperação, é important...

Pliometria na reabilitação de atletas


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A utilização de exercícios pliométicos não é novidade na reabilitação de atletas. Para obter um melhor resultado na recuperação, é importante levar o atleta para a sua atividade e trabalhar saltos e potencia em membros não lesionados pode trazer benefícios.

Além disso, há uma explicação de Bisciotti (BISCIOTTI (2002) apud ROSSI; BRANDELIZE, 2007) que afirma haver uma diminuição da capacidade elástica da musculatura, após uma lesão muscular, isso explicaria a importância dos exercícios pliométricos no sentido de evitar uma lesão repetitiva e/ou prevenir uma eventual lesão mais grave.

Além disso, há  Voight (VOIGHT, 2003, apud ROSSI, 2007) que relata que o atleta que realiza atividades com o CAE obtém maior êxito na função muscular, permitindo a correção de "déficits proprioceptivos", melhorando o desempenho neuromuscular e a eficiência neural.

Rossi (2007) sugere ainda que a pliometria deva ser usada como um reeducador neuromuscular, ativando os músculos para proteger as articulações, podendo ser utilizado na prevenção de lesão em atletas.

Hewett (2005) diz que os treinamentos com saltos pliométricos, principalmente em atletas do sexo feminino, melhoram a ativação da musculatura do quadril, à qual é importante para a estabilização do joelho e consequentemente na prevenção de lesões.

Andrews (2000) acredita que um programa de treinamento pliométrico pode ser bastante útil em atletas que realizam movimentos acima da cabeça (arremessadores, entre outros) e pode ser usada nas extremidades superiores. Esses mesmos autores reafirmam os méritos desses treinamentos para os membros inferiores, dentre os quais se destacam tendinopatias, lesões musculares, entorses de tornozelo, lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) e posterior (LCP).

Segundo Prentice (2002) os exercícios pliométricos podem ser classificados de acordo com a carga aplicada, sendo Carga Medial Lateral (CML), Carga Rotacional (CR) e Carga de Absorção de Choque/ Desaceleração (CAC/D). A função da CML é atividades de mudança de direção, sendo necessário à criação de exercícios que reforcem a capacidade do atleta de aceitar peso sobre o membro inferior comprometido, abordando a realização dos programas pliométricos com mudanças de direção.

Atletas que sofreram entorses no "complexo capsular" ou ligamentar do tornozelo ou, ainda, lesões no joelho, adutores e abdutores de quadril, são os principais candidatos para a CML. Saltos laterais unipedais (passos rápidos com carga vaga), realizados no local e Cruzamentos (Cross-over), realizados em distância dinâmica, são alguns exercícios usados.

Como a rotação do joelho é controlada pelos ligamentos cruzados, pelos meniscos e pela cápsula, as atividades pliométricas com componente rotacional, o CR é excelente para as lesões nesses itens citados. Levando sempre em conta que deve ser feito com cautela para não ultrapassar e prejudicar a fase de recuperação do treinamento. Saltos giratórios (Spin Jumps), realizados no local e Saltos Laterais (Hop Lateral), realizados em distância dinâmica, são alguns exercícios usados.

O CAC/D talvez seja o treinamento pliométrico que mais exige do corpo, uma vez que impõe uma quantidade imensa de estresse sobre o músculo, o tendão e a cartilagem articular. Os atletas devem ser preparados para o exercício de absorção de impacto, maximizando gradativamente os efeitos da gravidade. Atividades populares para minimizar a gravidade da lesão incluem exercícios aquáticos ou esforços assistidos pela retirada da carga. Saltos em ciclo (Cycle Jumps), Exercícios dos cinco pontos (Five-Dot Drill), são alguns exercícios realizados no local (PRENTICE, 2002).

As referencias bibliográticas completas estão nesse artigo

Embora muita gente associe esporte com saúde, quando falamos de esporte profissionais, alguns 'efeitos colaterais' surgem por causa ...

A osteoartrite em atletas profissionais


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Embora muita gente associe esporte com saúde, quando falamos de esporte profissionais, alguns 'efeitos colaterais' surgem por causa do treinamento excessivo. Umas modalidades favorecem mais para que esses 'efeitos'  aconteçam. Por isso, é importante sempre se preocupar com a prevenção e com a quantidade de treinamento.

Por exemplo, atletas de elite do sexo masculino que praticam esportes de alto contato - tais como futebol, futebol americano e rugby  - têm um risco maior de desenvolver osteoartrite no joelho e no quadril, se comparados a homens que praticam outras modalidades esportivas ou não praticam esporte, diz um estudo sueco.

A osteoartrose, osteoartrite ou artrose é uma doença relacionada com uma lesão degenerativa (desgaste) na cartilagem articular, que causa dor, inchaço e limitação dos movimentos. A articulação é a parte do corpo que une os ossos e permite a realização de movimentos. As superfícies dos ossos que se aproximam são revestidas pela cartilagem articular, cuja função é evitar o atrito de um osso contra o outro e amortecer o impacto produzido pelo movimento ou pelo esforço, facilitando o deslizamento das extremidades ósseas. Com o aparecimento da artrose, os movimentos articulares ficam prejudicados

Segundo um dos autores do estudo, Magnus Tveit, da Universidade de Lund, na Suécia, a osteoartrite de quadril e de joelho é mais comumente encontrada em ex-atletas de elite do sexo masculino.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram dados de mais de 700 atletas suecos aposentados - entre 50-93 anos, que tinham praticado esportes em nível profissional e olímpico - e de cerca de 1.400 homens da mesma idade que se exercitavam muito pouco ou eram sedentários.

O grupo de atletas aposentados incluía homens que haviam praticado esportes de alto contato, como futebol e hóquei, e praticantes de modalidades que não envolvem contato, como corrida, natação e ciclismo. Ao término da análise de dados, o risco de desenvolver artrite de quadril ou de joelho foi 85% maior em atletas de elite. O risco para aqueles que praticavam pouco ou nenhum exercício foi de 19%.Com a informação sobre o risco de desenvolver artrose, como resultado da participação esportiva, médicos e atletas podem pensar em medidas preventivas de lesões, invalidez e dor.

Embora o estudo tenha registrado um pequeno impacto da prática esportiva em atletas mais jovens ou 'atletas de fim de semana', há algumas lições importantes que podemos retirar do estudo. O aspecto mais reconfortante dos dados é que a maioria dos esportes, provavelmente, não aumenta o risco de desenvolvimento de osteoartrite de joelho e quadril, especialmente quando competimos em um nível de lazer.

Os esportes que foram apontados como causadores do aumento de risco de osteoartrite são os de alto contato. Para pessoas que querem reduzir o risco de artrose, a escolha do esporte ideal deve recair sobre as modalidades que têm menor risco de lesões, modalidades sem contato e de baixo impacto. Tênis, natação e ciclismo são boas alternativas.

É muito importante também que os atletas que se dedicam aos esportes de alto risco, como o futebol, principalmente nos níveis de elite, e por muitos anos, saibam que têm uma probabilidade maior de desenvolver osteoartrite. Por isto, devem prestar atenção aos outros fatores de risco associados com o desenvolvimento da doença, tais como: obesidade, idade, lesão ou estresse nas articulações, bem como o histórico familiar.

Esse texto fala sobre uma pesquisa mas quem lida com esporte de alto rendimento tem ideia do quanto um treino repetitivo durante anos pode causar numa pessoa. É preciso tomar cuidado na prevenção.

É uma patologia frequente do atleta, principalmente aqueles que desempenham mecanismos de arremesso (voleibol, handebol, tênis, entre outros...

Síndrome do pinçamento subacromial no atleta


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É uma patologia frequente do atleta, principalmente aqueles que desempenham mecanismos de arremesso (voleibol, handebol, tênis, entre outros). Temos na prática clínica dois tipos de pinçamento:

1) Pinçamento subacromial primário: causado pelo impacto do manguito rotador entre a grande tuberosidade e o arco coracoacromial ou a articulação acromioclavicular. As causas são principalmente anormalidades anatômicas do acrômio (acrômio tipo III), osteófitos subacromiais e artrose acromioclavicular(4,5). Neer classificou o pinçamento em três fases:

Estágio 1: caracterizado por edema e hemorragia na bursa subacromial e no tendão do supraespinal, como resultado de traumas repetitivos (como por exemplo, o movimento de saque do tênis);

Estágio 2: nesta fase, o processo inflamatório produz fibrose e tendinite na porção distal insercional dos tendões;

Estágio 3: é caracterizado pela ruptura parcial ou total do tendão (qualquer um dos componentes do manguito rotador).

Esta classificação, ainda que antiga, dá-nos uma ideia muito boa da evolução e do prognóstico das dores de ombro nos atletas, e deve ser lembrada sempre que se lida com esportistas com dores de ombro. Dependendo da fase que a lesão se encontra, vamos propor um ou outro tratamento, que varia desde o tratamento exclusivamente clínico até a realização de cirurgias corretivas para realização de bursectomia ou acromioplastia, entre outros procedimentos(6).

2) Pinçamento subacromial secundário: no esporte, este tipo de pinçamento é particularmente importante, principalmente nas populações de esportistas juvenis (na idade de crescimento ósseo). Frequentemente dores na região do ombro, atribuídas ao pinçamento primário, podem ser confundidas com dores secundárias a instabilidades menores, e a atenção deve ser dada para o exame clínico cuidadoso. As principais causas que podem levar a um pinçamento secundário são os quadros menores de instabilidade(7), as frouxidões adquiridas após episódios traumáticos e a movimentação inadequada da escápula, conhecida também como discinesia escapular(8).

Do ponto de vista prático, no esportista, o que interessa é pensar nos quadros de pinçamento subacromial e fazer o diagnóstico diferencial com as patologias que podem causar o pinçamento secundário: lesões do manguito rotador, instabilidades glenoumerais e discinesia escapular. Tratar estas patologias em conjunto no esportista que pratica arremesso é imperativo para que tenhamos um bom resultado do tratamento, levando o atleta a um retorno no nível esportivo adequado e desejado.

Fonte

Faça Fisioterapia