Sabe-se, inclusive por meio de listas da FORBES, que jogadores e técnicos dos principais esportes do mundo ganham muito dinheiro. O bo...

Fisioterapeuta é eleita a melhor profissão relacionada ao mundo esportivo



ThinkStock

Sabe-se, inclusive por meio de listas da FORBES, que jogadores e técnicos dos principais esportes do mundo ganham muito dinheiro. O boxeador Floyd Mayweather, por exemplo, ganhou cerca de US$ 85 milhões no ano, segundo o último cálculo, de junho de 2012.

Mas e todas as outras profissões relacionadas a esportes? Como são os salários de fisioterapeutas e jornalistas esportivos? O site norte-americano de empregos CareerCast tem uma lista anual dos melhores e piores trabalhos nos EUA, levando em consideração fatores como salário, potencial de crescimento e até viagens.

Com dados da Secretaria de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS), o site elegeu a profissão de fisioterapeuta como a melhor relacionada ao esporte. Segundo a secretaria, a média de salário anual desses profissionais é de US$ 76.000.

Do outro lado do Top 10 está o cargo de técnico, com uma média salarial por ano de US$ 28.000. O número é baixo porque todos os profissionais com esse cargo foram levados em consideração, incluindo os que trabalham em escolas públicas e até os que têm dois empregos para se sustentarem.

Jogadores não chegam nem a entrar na lista porque há muitas variáveis, como fatores físicos, que não podem ser descritas e consideradas uniformes, como no caso de um psicólogo ou de um jornalista. Para os interessados na média salarial de um jogador, a BLS indica US$ 44.000 por ano, em 2010, com potencial de crescimento de 22%.

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia. ...

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são áreas promissoras



Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia.

As duas áreas têm tido crescimento na procura por profissionais. A fisioterapia esportiva se destaca pela necessidade cada vez maior dos atletas de se reabilitar de lesões. O fisioterapeuta atua diretamente no gesto motor que a pessoa pratica. É uma área nova. Há pouca gente especializada. O atendimento a domicílio cresce com o aumento do número de idosos e tem remuneração maior, pela possibilidade de negociar direto com o paciente.

Começam a faltar profissionais no mercado de fisioterapia em geral. Há dois anos sobrava gente. Nesse período, foram abertos muitos concursos públicos e os profissionais se empregaram. Agora começa a faltar fisioterapeuta. O que precisa é o profissional ser valorizado, como em todas as áreas da saúde. O salário inicial do setor gira em torno de R$ 1.500. Já quem atende em casa pode cobrar cerca de R$ 80 por sessão. Há previsão de melhora nos salários em médio prazo.

A remuneração nas áreas pública e privada é parecida, com exceção de hospitais de ponta, que pagam mais. No entanto, quem trabalha no setor público tem mais dificuldades, porque muitas vezes falta material ou os equipamentos funcionam mal. “A grande maioria dos profissionais é autônoma e tem dois trabalhos ou mais”, disse Daniela.

O fisioterapeuta trabalha na reabilitação dos pacientes. Sua função é fazer com que voltem a sua situação anterior, como andar, respirar direito e fazer movimentos. Ele atua na lesão, independente de onde seja. O trabalho é feito com ajuda de aparelhos e equipamentos.

Especialização

Para trabalhar na área, o profissional deve gostar de pessoas, de trabalhar com as mãos, deve ter empatia e estar preparado para lidar com a dor dos pacientes. Tem de se colocar no lugar do outro, mas ao mesmo tempo não se deixar envolver demais. O trabalho pode ser feito em hospitais públicos e particulares, consultórios e a domicílio.

A área de ortopedia é a mais conhecida da população, mas não é a única. Dá para se especializar em várias áreas. Uma delas é a respiratória, feita principalmente em hospitais e com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O fisioterapeuta especializado na área cardiológica ajuda pacientes que sofreram infarto ou que têm doença coronariana.

O especialista em uroginecologia trabalha com pessoas que têm incontinência. Há ainda o atendimento a pessoas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema e bronquite, e o trabalho específico com pessoas com problemas neurológicos.

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um ligamento denso, localizado no centro do joelho, que liga a superfície medial do côndilo femor...

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Atletas



O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um ligamento denso, localizado no centro do joelho, que liga a superfície medial do côndilo femoral lateral, à porção ântero-medial da tíbia. Tem papel fundamental na estabilidade articular do joelho, tendo como função primária, estabilizar a articulação no sentido ântero-posterior. Também tem papel importante no controle da estabilidade rotacional. Pode ser dividido macroscopicamente em 2 porções ou bandas, cada qual com características e funções específicas.

Nas últimas décadas presenciamos uma grande evolução nos esportes em geral. O esporte se tornou mais veloz, intenso e cada vez mais físico. Com isso, houve também um grande aumento no número de lesões e, em especial, as lesões localizadas nos joelhos. Especificamente no basquete, Starkey et al, demonstrou, em um estudo acompanhando atletas da NBA por 10 anos, que o joelho é o segmento anatômico que responde pelo segundo lugar no número total de lesões (perdendo apenas para os tornozelos) e o principal responsável pelo afastamento dos atletas de treinos ou partidas. Outro estudo epidemiológico envolvendo 12 esportes apontou as lesões no joelho como as responsáveis pelo maior custo para o tratamento. É nesse contexto que se inserem as lesões no ligamento cruzado anterior.

As lesões do LCA são extremamente freqüentes na população desportista e acomete principalmente esportes que envolvam contato, desacelerações, mudanças de direção, saltos e aterrissagens. No Brasil, os dois principais esportes relacionados a essa lesão são o futeboal e o basquete. Estima-se que ocorram mais de 50 mil lesões de LCA por ano no mundo.

As lesões do LCA em geral são desencadeadas por um entorse do joelho, de origem traumática (desencadeada por um choque com outro atleta) ou atraumática (atleta torce sozinho, sem que haja uma força externa desencadeante), o último ocorrendo nas fases de desaceleração e aterrissagem de um salto. Os entorse de origem atraumática são comuns principalmente no sexo feminino. No momento do entorse, o joelho se encontra próximo da extensão (20 a 30° de flexão), e ocorre uma força em valgo, acompanhada de uma rotação externa da perna. O atleta sente um estalo e forte dor imediata, acompanhada de grande edema no joelho e incapacidade até de pisar com o membro acometido. O diagnóstico é feito pela combinação da história do trauma, exame clínico demonstrando instabilidade articular e exames complementares ( Ressonância Magnética).

O tratamento em atletas é sempre cirúrgico, sendo realizado através da implantação de um tecido que substitui o ligamento rompido. Os tecidos mais utilizados para substituição são o 1/3 central do tendão patelar e os tendões flexores da pata de ganso (Semitendíneo e Grácil). É possível também a utilização de enxertos de cadáver, porém devido à dificuldade de acesso, esse recurso é pouco utilizado em nosso país. A técnica cirúrgica pode variar também nos implantes utilizados para fixação do neoligamento e na reconstrução de uma ou duas bandas do ligamento.

Além dos avanços ocorridos no tratamento cirúrgico, muito se tem pesquisado sobre os fatores que levariam o atleta a desenvolver tal lesão. Além dos fatores extrínsecos como o tipo de esporte, tipos de quadra, calçado, foram identificados fatores intrínsecos que tornam o indivíduo mais suscetível a uma lesão do LCA. Sabe-se que as mulheres, quando expostas a mesma freqüência de treinamentos e jogos, tem uma chance 4 a 8 vezes maior de sofrerem uma ruptura de LCA que os homens. Essa maior predisposição é atribuída a um conjunto de alterações anatômicas, hormonais e biomecânicas, características do sexo feminino.  Sabe-se também que as mulheres tendem a sofrer a lesão em uma idade mais precoce que os homens.

Com a identificação dos possíveis atletas em risco, grandes esforços vêm sendo feitos para prevenir a lesão. Atualmente, uma série de estudos provou que o treinamento preventivo, constituído de exercícios de flexibilidade, fortalecimento, pliométricos e de propriocepção, são capazes de diminuir em até 70% a chance de ocorrer uma lesão. Esse parece ser o novo caminho a ser seguido dentro da Medicina Esportiva.

As lesões do cruzado anterior são consideradas lesões graves que trazem grandes repercussões físicas, mentais e financeiras para o atleta acometido. Basta dizer, que o atleta tem de passar por um tratamento cirúrgico, com reabilitação dolorosa e prolongada e que obriga um afastamento da atividade esportiva, que varia de 6 a 8 meses. Mesmo após o tratamento correto, boa parte dos pacientes evolui com algum tipo de sintoma, dor ou insegurança, o que pode acarretar uma diminuição da performance. 

Por:

Dr Daniel Gonçalves Docca
Dr. Moisés Cohen

Segundo Prentice (2002), o benefício do treinamento muscular multimodal durante a reabilitação tem sido amplamente aceito, e a carga excêntr...

Benefícios do treinamento muscular nos programas de fisioterapia desportiva


http://www.feag.org.br/wp-content/uploads/2013/03/sinergia-musculatura-humana.jpg

Segundo Prentice (2002), o benefício do treinamento muscular multimodal durante a reabilitação tem sido amplamente aceito, e a carga excêntrica fornece um elemento especializado durante a reabilitação do atleta lesionado, haja vista que o uso do treinamento excêntrico irá preparar o atleta de forma mais eficiente durante momentos em que uma ação excêntrica for requerida  para a prática esportiva eficiente e segura ou mesmo para as demandas funcionais impostas pelo cotidiano.

Portanto, torna-se notório que o condicionamento muscular excêntrico reproduz as exigências biodinâmicas que serão impostas aos atletas ao retornarem à prática desportiva.

Segundo Mcardle et al. (2002), muitas atividades esportivas requerem ação muscular excêntrica de alto nível (em termos de velocidade, repetição
e intensidade) tanto para desempenho máximo quanto para proteção das articulações sinoviais e tecidos moles adjacentes.

Outra função extremamente relevante para a Fisioterapia acerca do condicionamento muscular excêntrico reside no fato deste poder atuar de forma preventiva em relação às lesões musculares induzidas pelo over-training, ou
síndrome do super treinamento em atletas de alto nível. Albert (2002) considera que embora uma simples sessão de exercício excêntrico possa induzir
a uma lesão muscular significativa, ela também confere ao músculo uma proteção considerável contra lesões similares resultantes de sessões
subseqüentes de exercícios de alta intensidade que constituem prática corrente nos programas de treinamento desportivo de alto nível.

Clarkson et al. (2001) demonstraram que a perda de força, liberação de creatina quinase e outros indicadores de lesões induzidas por exercícios são reduzidos significativamente em uma segunda sessão de exercício excêntrico dos flexores
do cotovelo.

Prentice e Arnheim (2002) lembram que as contrações musculares excêntricas, particularmente empregadas na reabilitação de várias lesões relacionadas ao desporto, são fundamentais para desacelerar o movimento de um membro, sobretudo durante as atividades dinâmicas de alta velocidade inevitavelmente requeridas durante a prática esportiva.

Os autores defendem que os déficits de força ou a incapacidade dos músculos em tolerar as cargas excêntricas a eles impostas (ressaltando que determinados gestos desportivos podem atingir uma velocidade angular de até 8000º/s - graus
por segundo) podem predispor o atleta descondicionado excentricamente a inúmeras lesões.

Alguns estudos de Jonhansen, Nemeth e Eriksson (1994); Stanton e Purdam (1989) sugerem que lesões na musculatura isquiotibial, em atletas de corridas de curta distância, estão, dentro de outros fatores, relacionados a pouca força excêntrica dessa musculatura.

Retirado do artigo:
A VALORIZAÇÃO DO TREINAMENTO MUSCULAR
EXCÊNTRICO NA FISIOTERAPIA DESPORTIVA
The valorization ofthe eccentric muscular training
on the sports physiotherapy
Anselmo Grego Neto
Cássio Preis

O cirugião Steven Sanders , que realizou a cirurgia de Anderson Silva, através de uma conferência por telefone...

Lesão de Anderson Silva poderia levar à amputação


Momento da lesão de Anderson Silva

O cirugião Steven Sanders , que realizou a cirurgia de Anderson Silva, através de uma conferência por telefone, deu detalhes sobre a operação a que Spider se submeteu. Segundo o médico, o brasileiro se recupera bem e já está até andando de muletas.

"Faz menos de 48 horas que ele passou pela cirurgia e já o vi utilizando muletas. Eu acho isso maravilhoso porque não sei se conseguiria fazer isso de forma tão rápida!", disse.

Sanders também revelou que a primeira coisa que o ex-campeão dos médios perguntou quando chegou ao hospital foi "Quando vou poder voltar a treinar?".

Além disso, Sanders também explicou que Spider correu o risco de ter a perna amputada.

 "Foi uma lesão bastante severa, mas poderia ter sido pior. Se a pele tivesse se rompido ali no octógono, aumentariam as chances de infecção e poderia ter interrompido a circulação de sangue ao pé, podendo até ocasionar uma amputação. Mas no caso do Anderson, o problema real ali no momento era que, como a pele não se rompeu, ela ficou segurando a perna dele junta e, quando isso acontece, você acaba tento um estresse muito grande nos músculos e nos tecidos da região", disse.

Faça Fisioterapia