As mais frequentes no esporte são as tendinopatias. Não abordaremos lesões traumáticas que serão contempladas em outros artigos. a) ...

A epicondilite lateral no esporte e possiveis tratamentos




As mais frequentes no esporte são as tendinopatias. Não abordaremos lesões traumáticas que serão contempladas em outros artigos.

a) Epicondilite lateral

Podemos descrever a epicondilite lateral como uma patologia específica da origem da musculatura no epicôndilo lateral, geralmente causada por sobrecarga, em que microlesões são geradas na região de inserção dos tendões extensores (mais frequentemente o extensor radial curto do carpo) do punho, dos dedos e, em menor grau, o extensor radial longo do carpo, além da porção anterior do extensor comum dos dedos.
A dor, geralmente, inicia-se de forma leve e piora progressivamente na região do epicôndilo lateral, podendo irradiar para o antebraço, punho, mão e ombro. Conforme se agrava a tendinopatia, tarefas simples como pegar um recipiente com leite ou girar uma maçaneta podem tornar-se difíceis de realizar.

Com relação à prática esportiva, tema principal desta revisão, devemos lembrar sempre da biomecânica do tênis, esporte que mais frequentemente causa esta lesão. Estima-se hoje, segundo relatos da literatura nacional e internacional, que cerca de metade dos tenistas vão ter em algum dia da sua vida esportiva esta lesão, conhecida como tennis elbow(28,29). A empunhadura e os golpes de rebatida do tênis requerem a utilização abrangente dos extensores do antebraço. Os extensores se tornam lesionados à medida que os músculos vão sendo fadigados pela atividade repetitiva.

A técnica incorreta na realização dos golpes é o fator que mais frequentemente causa a epicondilite lateral(30,31). Pacientes que desenvolvem o cotovelo de tenista, de um modo geral, batem seus golpes de backhand com o "cotovelo a frente" sem completar o movimento até o final da batida. Sabe-se que isso provoca estresse excessivo no epicôndilo lateral e atividade anormal da musculatura do antebraço. Outra dica importante da prevenção: se o tenista conseguir jogar com as duas mãos o golpe de backhand isso também previne as lesões. Isso se explica por dois motivos: em primeiro lugar, o atleta dissipa as forças de impacto do golpe nos dois membros superiores; secundariamente, ele também é forçado a rodar mais o tronco na fase de preparação do golpe, o que vai fazer com que a sua energia angular seja maior, evitando o esforço do membro superior dominante isoladamente. Em nossa casuística pessoal, do consultório, de um total de 326 tenistas que tiveram epicondilite lateral - tratados de 2004 a 2009 - somente quatro jogavam o backhand com duas mãos.

A epicondilite lateral pode ocorrer pelo uso de equipamentos inadequados. O tamanho da empunhadura da raquete deve ser observada cuidadosamente e personalizada de cada um com o tamanho da mão do atleta, a tensão das cordas da raquete também deve ser medida. Recomendamos, de rotina, que, sempre que o tenista não tenha objeção, em detrimento do rendimento, que sejam utilizadas raquetes de perfil largo. Estas têm a cabeça maior, e área de vibração mínima (sweet spot) maior, o que previne o excesso de vibração na hora da rebatida.
Outra dica importante para o tenista: tensões do encordoamento acima de 57 libras também aumentam a chance de lesão e é por isso que hoje recomendamos que se escolha um equipamento adequado ao seu tipo de jogo e à potência dos golpes que normalmente ele utiliza.

Recomendações gerais para prevenção da epicondilite lateral em tenistas:
a. Evitar bater as bolas atrasadas
b. Aprender a realizar o complemento dos golpes (saque, direita, esquerda e voleio) de forma adequada
c. Procurar fazer o contato da bola com a cabeça da raquete com o cotovelo posicionado sempre em extensão
d. Preparar bem a rotação de tronco antes do golpe de backhand para poder fazer a rebatida com o cotovelo em extensão
e. Evitar jogar com bolas muito velhas
f. Usar tensões máximas do encordoamento de 56/57 libras
g. Preferir cordas de tripa sintética ou tripa natural
h. Usar raquetes com perfil largo na cabeça, pois elas têm área maior de vibração central mínima (sweet spot)
i. Aproveitar a força de flexão dos joelhos na hora do saque
j. Tentar jogar o backhand com as duas mãos.
Etiopatogenia

A sobrecarga constante que ocorre em várias atividades esportivas (como o tênis) gera microtraumas nos tendões e nos músculos no epicôndilo lateral, e o fator sobrecarga é o principal mecanismo que gera a lesão. Os microtraumas promovem o surgimento de hiperplasia angiofibroblástica no tendão acometido, como resultado destes estímulos repetitivos crônicos. Esses achados sugerem que a epicondilite crônica constitui uma entidade mais degenerativa que inflamatória. Depois do trauma inicial, estas áreas se lesam com mais frequência, conduzindo a hemorragia e a formação com depósitos de tecido granulosos e de cálcio dentro dos tecidos circunvizinhos(32).

No tênis, exemplo clássico de esporte em que é bem frequente este tipo de patologia, a dor geralmente é exacerbada em decorrência do golpe de backhand e, geralmente, acomete pacientes dos 35 aos 50 anos de idade.
Quadro clínico
O sintoma principal é dor, que é relatada na parte externa do cotovelo e, ocasionalmente, pode irradiar-se do antebraço para o punho e ombro. A dificuldade para realizar a extensão do antebraço pode ser um sintoma frequente (por causa dos músculos e dos tendões inflamados). Esta dor pode permanecer por semanas ou meses, e não é raro o paciente somente procurar atendimento quando não consegue nem mesmo realizar um aperto de mão. Consideramos a lesão crônica quando os sintomas duram pelo menos três meses.

Diagnóstico clínico

O diagnóstico clínico leva em consideração vários aspectos relacionados à prática esportiva do tênis. Anamnese bem detalhada sobre o desenvolvimento da disfunção, assim como o tempo de prática do esporte, as formas de aumento e diminuição da dor, movimentos básicos realizados pelo atleta e os testes especiais específicos - teste de Maudsley, teste Cozen e o teste de Mill(33), praticamente fecham o diagnóstico.

Radiologia

O exame radiológico simples é realizado de rotina, nas incidências anteroposteriores e perfil. O ultrassom pode ser utilizado, e é um excelente método de imagem para lesões agudas. Em casos crônicos, em que vários tratamentos já foram realizados, a ressonância magnética deve ser solicitada, pois pode trazer dados mais precisos com relação às patologias que podem causar dores semelhantes à epicondilite lateral (como a síndrome de compressão do interósseo posterior)(34).

Diagnóstico diferencial

O teste do dedo médio auxilia o diagnóstico diferencial da síndrome do nervo interósseo posterior com a epicondilite lateral. Deve ser realizado com o cotovelo a 90 graus de flexão e punho em posição neutra. Pressiona-se o terceiro dedo, evitando que este faça extensão ativa. O aumento da dor nessa manobra sugere síndrome do interósseo posterior. Outro teste utilizado no diagnóstico diferencial entre essas duas patologias é realizado com a infiltração de 1,0ml de lidocaína no nível do epicôndilo lateral. Nos casos de epicondilite lateral os sintomas desaparecerão, enquanto que, na síndrome do nervo interósseo posterior, os mesmos persistirão(35).

Tratamento clínico e cirúrgico

Muitos tratamentos foram descritos na literatura para melhorar a dor dos pacientes que sofrem de epicondilite lateral, porém, praticamente todos falam a respeito da população não esportista(36), e isso pode trazer dados conflitantes quando nos deparamos com atletas (basicamente tenistas, população esportiva na qual a lesão é mais prevalente).

Quando nos deparamos com uma lesão aguda, o tratamento é realizado através de analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais. Essa conduta é sempre indicada junto ao tratamento fisioterápico, pois visa o adequado equilíbrio muscular, analgesia e propriocepção do membro superior como um todo, respeitando o trabalho de adequação ao gesto esportivo praticado(37).
As infiltrações com corticoides podem ser uma saída para a melhora do quadro local de dor, porém a literatura médica deixa bem claro que a maior parte dos efeitos são fugazes e que, a longo prazo, os pacientes que praticam esportes podem voltar a sentir novamente a dor, já que o corticoide não cura a degeneração tecidual que é vista com frequência nos quadros crônicos(38,39).

Outra alternativa de tratamento conservador que podemos usar é a aplicação de ondas de choque. Recentemente, muitos trabalhos com boa evidência científica, falam a favor do uso desta terapia nos casos que não evoluem bem com a fisioterapia convencional(40-42).

A cirurgia da epicondilite lateral só tem espaço para indicação nas lesões crônicas. Quando os sintomas ainda são aparentes por mais de seis meses e houve insucesso do tratamento médico não-cirúrgico e fisioterápico, a cirurgia é indicada. Essa cirurgia consiste na retirada do tecido fibrótico degenerado, localizado na origem dos extensores. A liberação parcial da origem do extensor no epicôndilo lateral do úmero pode ser realizada, mas em esportistas evitamos fazer a liberação e o abaixamento do tendão. Em alguns casos associa-se a ostectomia do epicôndilo, ou até mesmo perfurações ósseas.

Mais recentemente, temos utilizado o tratamento com infiltração de plasma rico em plaquetas (PRP) como alternativa à cirurgia. Estamos, no momento, com 40 casos tratados nos últimos três anos e, em breve, publicaremos os resultados que, em princípio, são promissores, desde que o atleta siga as recomendações de ficar afastado do esporte por pelo menos seis a oito semanas após a infiltração. A terapia com aplicação de PRP procura melhorar o aporte de células plaquetárias no tecido degenerado, visando o reparo e a regeneração das células tendíneas(43). Estas plaquetas, após agregadas, liberam fatores de crescimento plaquetário, dentre eles os fatores vasculares (VEGF), fatores de crescimento ligados ao fibroblasto (FGF), ligados à insulina (IGF), entre outros (Tabela 1).

A terapia com PRP para epicondilite lateral foi descrita pela primeira vez na literatura por Mishra e Pavelko(44), e temos utilizado de rotina para os casos que são refratários ao tratamento conservador e como alternativa à cirurgia(45). Preferimos utilizar a infiltração guiada por ultrassonografia para que a aplicação do PRP seja realizada somente na área lesada, evitando-se assim algumas complicações, como a sinovite reacional, que pode ocorrer se a injeção levar mais volume ao local do que o necessário(46). Isto é muito importante, porque mesmo com adequada centrifugação, após a preparação, o PRP apresenta na sua composição uma pequena quantidade de hemácias (que pode variar de 2 a 4%). Estas células, em contato com a cobertura sinovial do cotovelo (que está muito próxima da região do tendão extensor comum), podem causar sinovite reacional, que pode prejudicar a reabilitação do paciente. Em nossa casuística, nos casos iniciais, tivemos alguns pacientes que apresentaram sinovites reacionais, que melhoraram após três semanas, mas que nos primeiros dias provocaram um quadro doloroso para a realização de extensão completa do cotovelo. Com a utilização do procedimento guiado pela ultrassonografia, diminuímos a chance deste problema ocorrer, já que podemos observar muito bem a colocação da agulha exatamente no local da lesão.

Outro benefício da ultrassonografia é que podemos utilizar o Doppler para observar a vascularização local, fator este muito importante também na avaliação do processo de regeneração tecidual que ocorre até a oitava semana (Figura 4). Costumamos acompanhar o processo de cicatrização com realização de ultrassonografia com Doppler na quarta, oitava e, quando necessário, na 12ª semana. A vascularização normalmente é aumentada no tendão até a quarta semana, diminuindo nos exames de oito semanas, e deve estar ausente no exame com Doppler da 12ª semana, quando liberamos o paciente para a prática esportiva competitiva de tênis (Tabela 1).

O Surf teve suas origens há cerca de 7.000 anos, a partir dos Polinésios, povo que viveu na costa do Oceano Pacífico e desciam as ondas hav...

Saiba mais sobre lesões no Surf



O Surf teve suas origens há cerca de 7.000 anos, a partir dos Polinésios, povo que viveu na costa do Oceano Pacífico e desciam as ondas havaianas com suas enormes e pesadas pranchas de madeira maciça. Até os dias de hoje, o esporte tem mudado e evoluído muito, chegando ao século XXI a ser considerado como uma das modalidades esportivas que mais se desenvolveu no âmbito nacional e mundial.

Atualmente, o surfe tem um expressivo número de praticantes no Brasil, com mais de 3 milhões de surfistas. A International Surf Association estima o impressionante número de 17 milhões de praticantes distribuídos por mais de 70 países em todo o mundo. Apesar de poucos saberem o Brasil juntamente com os Estados Unidos e Austrália são consideradas as três maiores potências do surf mundial.

Este é um esporte considerado misto (aeróbio – membros superiores e anaeróbio – membros inferiores) e pode ser praticado nas ondas do mar, rios e piscinas com ondas artificiais. Existem duas fases distintas no surf: a passagem da arrebentação, onde o atleta rema deitado na prancha e o surfar a onda.

Como em outros muitos esportes a ocorrência de lesões está diretamente relacionada com os Fatores de Risco presente na prática esportiva. Estes fatores são classificados como:

Fatores intrínsecos: aqueles que pertencem ao próprio indivíduo, como idade, gênero, déficit de flexibilidade e/ou força muscular, lesão prévia, déficit de controle sensório-motor (propriocepção), qualidade técnica, entre outras.


Fatores extrínsecos: que não pertencem diretamente ao indivíduo, como tipo de prancha e equipamentos no geral, carga de treinamento, características de onda, biomecânica do gesto esportivo, etc.
A lesão mais comum encontrada no esporte é o ferimento corto-contuso ocasionado pelo contato direto do atleta com partes da prancha como bico, quilhas, rabeta e borda. Outras lesões encontradas são as entorses de tornozelo e joelho, esta mais comum, devido à necessidade de realizar manobras com movimentos rápidos e abruptos, como floater, tubo e manobras aéreas com giros combinados. Uma explicação para o índice de entorses de joelho neste esporte são essas manobras exigirem movimentos rápidos de rotação do tronco com os membros inferiores fixados em cadeia cinética fechada, isso faz com que haja um componente de rotação sobre o joelho que pode exceder o seu limite fisiológico, predispondo às entorses nessa articulação.

Sobre a topografia das lesões, a maioria ocorre em membros inferiores seguido por lesões na cabeça e membros superiores.

Ainda existem algumas características biomecânicas do esporte à ocorrência de determinados tipos de lesões como movimentos repetitivos durante a remada (principalmente adução e rotação interna), podendo sobrecarregar o complexo musculotendíneo do ombro, especialmente se utilizadas pranchas de baixa flutuação. Posição de hiperextensão mantida da coluna cervical durante a remada gerando quadros álgicos e a posição freqüente dos joelhos em flexão e valgo, principalmente durante as manobras, podem sobrecarregar os componentes mediais do joelho.

De forma geral, no que se pensa em treino preventivo o Fisioterapeuta ao deparar com um atleta de Surf deve levar em consideração todas as possíveis lesões ocasionadas pela modalidade esportiva e a partir daí avaliar os fatores de risco presentes no atleta. Para em fim criar um programa de prevenção específico para ele com base nos resultados da avaliação e suas necessidades.

Ft. Igor Phillip

O joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões freqüentes, que podem atingir qualquer faixa etária, principalmente durante ativ...

Tipos de lesões e cuidados com os joelhos




O joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões freqüentes, que podem atingir qualquer faixa etária, principalmente durante atividades físicas esportivas.

O joelho é uma articulação complexa e responsável por suportar e carregar boa parte do peso do corpo – função que o deixa vulnerável a diversas lesões. Por isso, ele precisa de atenção e cuidados para não apresentar problemas.

De acordo com o Dr. Paulo Henrique Araujo (CRM-DF 13519), ortopedista e cirurgião graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, com especialização em Traumatologia ortopédica e cirurgia do joelho, o joelho é uma das articulações que mais sofre com lesões freqüentes, que podem atingir qualquer faixa etária, principalmente durante atividades físicas esportivas.

Para entender mais como é a composição do joelho, quais os tipos de lesões mais comuns e como cuidar deles, a fim de evitar problemas futuros entrevistamos o Dr. Paulo Henrique Araujo. Acompanhe.

1.:Como é a estrutura do joelho? -O joelho é formado pela articulação do fêmur com a tíbia e do fêmur com a patela. Ele é composto de quatro principais ligamentos (cruzado anterior, cruzado posterior, colateral medial e colateral lateral), dois meniscos (medial e lateral), da cartilagem articular e da membrana sinovial, que produz o líquido normal que lubrifica e nutre as estruturas do joelho.

2:Quais as lesões mais comuns no joelho e por que elas ocorrem? -As mais frequentes são lesões ligamentares, meniscais e condrais (cartilagem). Elas ocorrem, normalmente, em decorrência de traumas relacionados à prática desportiva. A lesão ligamentar mais comum é a do ligamento colateral medial, que se localiza superficialmente na face interna do joelho, e que frequentemente se associa a outras lesões, porém seu tratamento normalmente não requer cirurgia e o paciente se recupera completamente. A lesão que mais requer tratamento cirúrgico é a do ligamento cruzado anterior, muito frequente em jogadores de futebol profissionais e recreacionais. A artrose do joelho também é muito comum e é ocasionada pelo desgaste da cartilagem articular ao longo dos anos.

3:Quais atividades profissionais e/ou esportivas estão mais suscetíveis a traumas nesta região? -No Brasil, o futebol é o campeão absoluto como fonte de lesões no joelho. Porém, qualquer atividade esportiva, recreacional ou profissional, pode desencadear problemas sobre eles. Atividades profissionais também podem levar a lesões específicas nos joelhos, de acordo com a postura adotada no desempenho das funções. Por exemplo, profissionais de escritório, que ficam sentados por longo período com os joelhos fletidos tem maior chance de desenvolver dores patelares em consequencia de encurtamento muscular. Trabalhadores que desenvolvem suas funções em terrenos acidentados têm maior chance de sofrerem entorses.

4:E quanto ao sexo, homens ou mulheres sofrem mais com lesões no joelho? -Em números absolutos, os homens superam as mulheres em lesões no joelho, em decorrência de traumas esportivos por uma razão simples: o público masculino pratica mais esportes de risco para os joelhos do que as mulheres. Porém, elas apresentam risco de lesão no ligamento cruzado anterior maior que os homens, isso se deve a fatores biomecânicos e anatômicos. Por exemplo, se ambos jogarem futebol, basquete, vôlei, handball ou qualquer outro esporte de risco, a mulher tem maior chance que o homem de sofrer lesão especificamente no ligamento cruzado anterior.

5:Para as mulheres, o uso constante de saltos pode causar problemas na movimentação do joelho? -O uso de salto leva a um encurtamento muscular e ao deslocamento do centro de gravidade do corpo, o que pode ocasionar alterações articulares nos membros inferiores em geral, incluindo os joelhos.

6:Quais os tratamentos indicados para as lesões no joelho? -Obviamente que o tratamento específico dependerá do tipo da lesão podendo variar de medidas simples, como imobilização e as descritas acima até tratamentos cirurgicos para reconstrução ou reparo das estruturas lesionadas. Entretanto, medidas gerais e imediatas cabem a qualquer trauma no joelho. O tratamento imediato é sintomático, ou seja, combater a dor e o inchaço com medidas simples, como manter a perna elevada, gelo e antiinflamatórios.

7:O excesso de peso pode trazer que conseqüências ao joelho? -Sim. O excesso de peso sobrecarrega as articulações dos membros inferiores, especialmente os joelhos, o que leva ao desgaste mais rápido das estruturas da articulação. Uma analogia simples pode ser feita com um carro de passeio que foi feito para transportar quatro pessoas. Se, ao invés de carregar somente as quatro pessoas este carro passe diariamente a transportar junto mais 4 malas pesadas, as peças do carro se desgastarão mais precocemente.

8:A água no joelho (Derrame articular) e dificuldade para flexão ou extensão do joelho podem ser ocasionados por qual tipo de trauma? -O derrame articular (água no joelho) é causado por uma reação inflamatória no joelho. Essa inflamação pode ser causada por qualquer tipo de trauma - desde que agrida de alguma forma as estruturas internas do joelho, ou mesmo em decorrência de processos degenerativos, como a artrose. Quando o joelho se enche de líquido (derrame) a movimentação completa do joelho fica difícil, por isso o paciente não consegue esticá-lo ou dobrá-lo completamente, mas se o líquido for retirado, o movimento deve retornar ao habitual.

9: Como prevenir os traumas em atividades físicas? O aquecimento ajuda? Quais os tipos de exercícios válidos para fortalecer as articulações do joelho? -Existem estudos mostrando exercícios especificos que diminuem a incidência de determinados tipos de lesão nos joelhos relacionados à prática esportiva, porém, de maneira geral, o que ajuda a proteger os joelhos é um bom alongamento e fortalecimento muscular. Isso deve ser feito de forma regular e independente da prática esportiva, ou seja, não somente como “aquecimento” antes de jogar bola. Um bom equilibrio muscular se adquire somente com regularidade.

Estiramentos Os músculos e tendões do ombro podem ser lesados por distensões, estiramentos e excesso de uso, ou por um bloqueio vigoroso ...

Saiba quais são as principais lesões no ombro no esporte



Estiramentos

Os músculos e tendões do ombro podem ser lesados por distensões, estiramentos e excesso de uso, ou por um bloqueio vigoroso a um movimento no instante em que os músculos estão se contraindo. O dano pode ser súbito e traumático, ou gradual e progressivo.
As lesões traumáticas no ombro ocorrem em esportes de contato e de combate, hipismo, ginástica e saltos ornamentais. Você pode cair desastradamente sobre a mão ou o cotovelo, provocando um estiramento na articulação; ser violentamente atingido no braço numa colisão com um adversário, por exemplo, no rúgbi, ou ao bloquear um lançamento no basquete; desequilibrar-se enquanto executa uma parada de mão em ginástica.
As lesões por excesso de uso estão normalmente associadas a esportes em que o ombro é utilizado de modo repetitivo ou contínuo. Os nadadores de competição produzem cerca de 80% de sua força de braçada através dos braços, e seu treinamento de serviços no tênis, de tacadas de golfe, de arco e flecha ou de arremesso no críquete ou no boliche, pode igulamente acarretar um estiramento dos músculos e tensões, que se tornam ineficazes pela fadiga.

O que se sente

Uma vez ocorrida a lesão, você sentirá a dor sempre que mover o ombro, fazendo o músculo ou o tendão lesado contrair-se ou relaxar-se. Se a lesão for na face anterior do ombro, a dor se manifesta ao contrair os músculos e tendões para levar o braço à frente ou virá-lo para dentro, e sente-se um puxão ao levar o braço para trás e retesar os mesmos músculos e tendões. Já quando a lesão é na face posterior do ombro, a contração dos músculos e tendões, para levar o braço para trás ou voltá-lo para fora, o retesamento dos mesmos ao estender o braço para a frente provocam dor.
Uma lesão nos deltóides, no topo do ombro, dói quando estendemos o braço lateralmente contra uma resistência.

O que aconteceu

Neste tipo de lesão, houve um estiramento ou ruptura parcialde algumas fibras musculares ou tendinosas na área afetada. Também alguns dos ligamentos que protegem o ombro podem ter sido danificados. Se você prosseguir com seu esporte e sentir dor na região lesada, provocará novos danos no tecidos afetados. Usando o ombro de forma desastrada, ao tentar evitar machucá-lo, sofrerá de um enfraquecimento quase imediato dos músculos que deixaram de trabalhar normalmente.
O ombro perde então estabilidade que deve a esses músculos e, com isso, seu funcionamento e sua amplitude de movimento normais. Isso cria, por si mesmo, um ciclo de fraquezaprogressiva e dor associada.

Ruptura do tendão do bíceps

O tendão do bíceps, que passa pela articulação do ombro e depois se une ao volumoso músculo bíceps, na face anterior do ombro, pode sofrer uma distensão, como os outros tendões da região. Entretanto, um estiramento grave pode rompê-lo por completo, gerando problemas particulares do ombro. Essa lesão ocorre quando o bíceps é bloqueado em forte contração, por exemplo numa situação em que o atleta está prestes a executar um lançamento com toda a sua força e um adversário lhe puxa subitamente o braço para trás. Ocorre, também, quando cargas excessivas criam uma pressão exorbitante no músculo, por exemplo quando um ginasta nas argolas se mantém na posição do Cristo, sustentado o peso de seu corpo graças ao poder de fixação isométrica da musculatura do ombro.
O que você sente é uma súbita "mordida" no tendão, que pode ser muito dolorosa no momento de sua ocorrência ou só mais tarde.
Os primeiros-socorros consistem em aplicações de gelo e uma tipóia caso ombro esteja muito dolorido. Logo que possível, recorra ao médico ou ao pronto-socorro. Talvez você encaminhado a um especialista ortopédico, para uma cirurgia de reparação do tendão, com seu reatamento ao osso, ou simples sutura das pontas rompidas, dependendo da forma da ruptura.

Bursite

O ombro possui muitas e grandes bolsas (bursas) para movimentos livres de atrito entre tendões e seus tecidos subjacentes. Cada uma delas poderá inflamar-se, porque você esteve usando o ombro de forma errada durante alguma atividade ou devido a uma lesão num tendão ou em alguma das outras estrutas articulares, que causou irritação.
Toda vez que você move o ombro de modo a contrair ou irritar a bolsa inflamada há uma reação de dor. No topo do ombro, a bursite provoca dor quando você estende o braço lateralmente ou quando volta para frente com a palma da mão virada para baixo. Estando a bursite localizada na parte posterior do ombro, a dor se manifesta pela torção do braço em ambas as direções. Pode haver também uma sensação de "mordida" num determinado ponto de movimento do ombro. Evite movimentos dolorosos durante um período de 2 a 3 semanas, para que a bolsa inflamada melhore.
É essencial não recomeçar o esporte cedo demais, para evitar que a bursite se torne um angustiante problema crônico. Depois de ter dado ao ombro repouso suficiente para que a inflamação ceda, eleabore um programa de execrcícios de mobilização e fortalecimento local, com a duração de 1 semana ou 2, começando com os fáceis, em pequeno número e aumentando gradualmente suas quantidades e dificuldades. Quando os exercícios funcionais puderem ser executados sem dor , você estará pronto para retomar seu esporte com segurança.
Entretanto, se surgir um problema recorrente com bursite no ombro, ou se, já de início, a situação se apresenta muito grave, o profissional de saúde poderá encaminhá-lo a um ortopedista para que a bolsa lesada seja removida cirurgicamente. Depois da operação, o cirurgião indicará quando você poderá começar a exercitar o ombro, cumprindo então um processo de recuperação com seu fisioterapeuta que envolverá o fortalecimento e o relaxamento graduais da articulação.

Luxação do ombro

A luxação de uma articulação significa que um dos ossos saiu de suas estruturas de fixação, causando dor, deformação e incapacidade. No ombro, o ápice do úmero salta de seu "encaixe" de ligamentos de tecido mole e de sua cápsula. O ombro é particulamente vulnerável a essa lesão, já que constitui uma articulação móvel e livre, e em muitos esportes está sujeito a violentos traumas. A única parte protegida por uma estrutura óssea é o topo, que está coberto pelo arco formadoentre a clavícula e a parte superior da escápula. O ápice do úmero pode ser empurrado para frente, para baixo ou para trás. Quando ele é deslocado violentamente, a cabeça arredondada do osso se rompe por completo a cápsula articular e seus ligamentos, bem como os músculos ou tendões circunjacentes. Mas, se o osso retorna a seu lugar imediatamente, o que ocorre é uma subluxação. Esse tipo de lesão acontece às vezes, quando cai de uma determinada altura, apoiado sobre a mão, estando esta num certo ângulo. No rúgbi , no judô ou na luta romana, o ombro pode sofrer facilmente uma luxação, quando o braço é estirado fortemente pelo adversário. Nos nadadores, a lesão acontece sob uma pressão relativamente fraca. Isto pelo fato de eles terem os músculos de um lado do ombro superdesenvolvidos, enquanto que os do outro lado ficam relativamente fracos. No nado de costas , são os da parte anterior os mais fracos, permitindo à cabeça do úmero resvalar para frente. Já no crawl a subluxação aocntece do lado inverso.

O que se sente

O deslocamento de um osso da articulação provoca a sensação de que o ombro está todo desconjuntado, e muita dor. Se o úmero permanece luxado, sente-se sua cabeça arredondada em protrusão e um espaço vazio no ombro. Se ele volta ao seu lugar, a sensação desaparece quase por completo, mas é possivel sentir ainda uma folga logo abaixo do topo do ombro.

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