A fisioterapia desportiva atuando no futebol


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O fisioterapeuta desportivo está voltado para cuidar propriamente de atletas, as responsabilidades deste profissional são em iniciar um processo de levantamento físico do atleta na pré-competição, organizar e realizar este levantamento e fazer recomendações à equipe, baseada nos resultados deste levantamento o mesmo precisa conhecer os movimentos executados pelos atletas, como por exemplo, conhecer os principais músculos (origem, inserção, ação é inervação). Essas ideias implica o pressuposto dos fatores causais na ocorrência do dano durante a prática do futebol de campo, mas também aponta os meios de evitá-los ou diminuí-los. É essencial que os fisioterapeutas desportistas, tenham conhecimentos dos fatores causais agravantes, para acessarem as ações preventivas. Para Pedrinelli (2002) apud Parreira (2007), toda atividade física gera uma sobrecarga em algum ponto do aparelho locomotor. Se esta sobrecarga fica circunscrita à
capacidade fisiológica do organismo de se recuperar, não há a instalação de um processo patológico. A base de todas as teorias envolvidas no trabalho de prevenção das lesões leva em conta a capacidade de se avaliar adequadamente as limitações de quem prática o esporte associado ao conhecimento da magnitude é tipo de sobrecarga que a prática do esporte gera.

O fato dos atacantes serem os mais acometidos por lesão no futebol pode ser relacionado ao fato de que os atacantes e zagueiros utilizam de muito arranque, potência e força física, consequentemente estão mais sujeitos a lesão.

Outro ponto importante foram em que momento ocorreram as lesões, sendo significativo o número de notificações durante o jogo. Fato explicado por mais da metade das atividades físicas do jogador em partida são executados sem a bola (57,6%); já as restantes executadas com posse da bola são responsáveis pela maioria das lesões devido à marcação do jogador adversário.

Na prática diária do fisioterapeuta que trabalha na área de desportiva, o exame ortopédico é essencial, e as reais necessidades de uma avaliação bem acurada compõem o escopo das atribuições deste profissional, perfazendo desde uma historia clinica bem feita, um exame físico sistemático e lógico, além da interpretação de exames de imagem é laboratoriais, independente da articulação ou segmento corporal envolvido (CARDOSO et al, 2007).

Para Silva (2008), esses segmentos corporais são frequentemente acometidos por traumatismos, lesões por esforços repetitivos, doenças inflamatórias e afecções degenerativas, o que provoca dor e até perda da função. Nesse contexto a fisioterapia assume um papel de grande relevância, desde a atenção primaria (prevenção), até a terciaria (reabilitação).

O tratamento preventivo é delineado e realizado de maneira eficaz, com base no levantamento dos fatores de risco dessas lesões, da análise de sinais específicos do esporte, como os erros de movimentos executados pelos atletas. O fato dos atletas terem um retorno precoce da reabilitação, sem um tratamento adequado, aumenta o risco de ocorrer outras
lesões. Foi pensando em evitar essas lesões que tanto os técnicos como os administradores de alguns clubes de futebol investem em métodos de prevenção destas lesões, como a importância de um bom aquecimento/alongamento, além da necessidade do descanso, de uma nutrição balanceada e um treinamento individualizado. A fisioterapia desportiva,
através do trabalho preventivo, é de extrema importância nas equipes. Segundo Veiga et al (2011), um programa bem elaborado de alongamentos é importante para melhorar o desempenho do atleta do esporte, em que músculos bem alongados tendem a aumentar a eficiência e diminuir o gasto energético no movimento.

Neste estudo de revisão ficou evidente que as lesões em membros inferiores foram predominantes sobre as demais regiões do corpo. Confirmando a pesquisa de Leite e Cavalcante (2003), que as lesões mais comuns relacionadas ao futebol são entorse de joelho e tornozelo, distensões da coxa e virilha. Os resultados coincidem com os apresentados por Barbosa e Carvalho em (2008), onde observaram que a de maior incidência foi à distensão na coxa seguida por entorse do joelho ou luxação.

Para Carvalho e Cabri (2007), na prática do futebol é considerado que o grupo muscular do quadríceps possui um papel importante no saltar, no rematar e no passar a bola, enquanto que os ísquios-tibiais controlam as atividades de corridas e estabilizam o joelho durante as mudanças de direção e de desarme do adversário. Estes atuam também para travar a perna por contração excêntrica durante o movimento de remate e passe da bola, limitando o movimento anterior da perna depois do pé bater na bola.

Analisando os movimentos desses grupos musculares destes atletas entre as diversas posições dentro de campo, realçam a importância da intensidade do trabalho realizado pelos membros inferiores durante a atividade de futebol. Diante desta analise pode-se confirmar as pesquisas de alguns autores citados neste estudo que comprovaram que o maior índice de lesões ocorrerem em membros inferiores, onde à região da coxa foi local do corpo mais lesionado desses atletas.

As lesões em membros superiores, menos comuns, ocorrem principalmente em goleiros, envolvendo as mãos, sendo que as fraturas de falanges e separação (luxação e subluxação) acromioclaviculares no ombro são as mais comuns. Nestas regiões o número de lesões é significativamente menor, mas elas podem afastar os atletas de suas atividades durante um determinado período. E importante ressaltar também que as lesões podem ocorrer de maneira inesperada fora do ambiente de treinos é jogos dos jogadores.

Atletas bem condicionados sofrem um menor número de lesões. O trabalho da fisioterapia desportiva torna-se bastante diferente dos outros, pois tudo tem que ser muito mais rápido e funcionalmente mais efetivo, pois o atleta mais do que qualquer outro individuo precisa executar todas as funções do seu corpo, músculos, ossos e articulações, no máximo de
potência e amplitude para execução perfeita de todos os movimentos (RODRIGUES, 1996 apud PARREIRA, 2007). Além disso, o fisioterapeuta se depara com outros “incentivos”.

Carvavan (2001 apud PARREIRA, 2007) ainda ressalta que para tornar seu trabalho mais rápido e intensivo, o fisioterapeuta sofre pressão constante, seja de treinadores, patrocinadores, diretores e principalmente dos atletas.

Fonte
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