A estabilidade do tornozelo se dá através de ligamentos, que são: a) Ligamento colateral medial: tem origem no maléolo tibial e insersão...

Fisiologia articular do tornozelo




A estabilidade do tornozelo se dá através de ligamentos, que são:

a) Ligamento colateral medial: tem origem no maléolo tibial e insersão nos ossos navicular, tálus e calcâneo, apresentando-se assim: tibiofibular anterior e posterior, tibiocalcâneo e tibionavicular, que juntos formam o forte ligamento deltóide, é extremamente forte, proporciona estabilidade medial a articulação em forma de leque;

b) Ligamento colateral lateral: tem origem no maléolo fibular e insersão nos ossos tálus e calcâneo; são eles: talofibular anterior e posterior e calcaneofibular; são mais fracos e mais propensos a lesões.

O ligamento Talofibular anterior (LTFA) estende-se antero-medialmente da margem anterior do maléolo fibular ao colo do tálus, sendo responsável pela estabilidade anterior na posição de apoio na ponta dos pés, por se encontrar tenso na posição de extensão e relaxado em flexão consequentemente, ele limita o deslocamento posterior da tíbia e resiste à inclinação talar lateral.

O ligamento Talofibular posterior (LTFP) tem um percurso quase horizontal, estendendo-se da porção distal da fossa maleolar lateral ao tubérculo lateral do processo posterior do tálus, alguns autores observaram que ele apresenta-se tenso apenas na posição de flexão máxima e, portanto, limita a amplitude de flexão e o deslocamento anterior da tíbia.

O ligamento Calcâneofibular (LCF) é um ligamento Biarticular pelo fato de cruzar tanto a articulação do tornozelo quanto a subtalar. Ele estende-se do maléolo lateral ao tubérculo localizado na face lateral do calcâneo, encontrando-se tenso em flexão e relaxado em extensão e inversão.

c) Sindesmose tibiofibular: Tem origem na tíbia e insersão na fíbula; são eles: tibiofibular anterior e posterior e interósseos.

Os principais ligamentos lesados no mecanismo de inversão de uma entorse de tornozelo são: talofibuar anterior e posterior e calcaneofibular.

Os movimentos simples do tornozelo são aqueles realizados no eixo transversal: flexão plantar, flexão dorsal, pronação supinação, rotação externa, rotação interna, adução e abdução e, também, os movimentos combinados ocorrem no eixo oblíquo: inversão e eversão, são a somatória dos movimentos simples (SALGADO, 1995).

Cápsula articular estabilizadora passiva articular, paralelamente encontramos frouxidão anterior e posterior do tornozelo, contendo saco sinovial, dando a esta articulação a amplitude necessária para os movimentos de flexoextensão.

FUNÇÃO MUSCULAR NAS ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO E DO PÉ

Flexores plantares: A flexão plantar é produzida pelo músculo biarticular gastrocnemio e uniarticular sóleo; eles se inserem no calcâneo através do tendão do calcâneo.

Dorsiflexores: a dorsiflexão é produzida pelo músculo tibial anterior (que também invete o tornozelo), pelo extensor longo do hálux e dos dedos (que também estende os artelhos) e pelo fibular terceiro.

O fisioterapeuta desportivo está voltado para cuidar propriamente de atletas, as responsabilidades deste profissional são em iniciar um pro...

A fisioterapia desportiva atuando no futebol



O fisioterapeuta desportivo está voltado para cuidar propriamente de atletas, as responsabilidades deste profissional são em iniciar um processo de levantamento físico do atleta na pré-competição, organizar e realizar este levantamento e fazer recomendações à equipe, baseada nos resultados deste levantamento o mesmo precisa conhecer os movimentos executados pelos atletas, como por exemplo, conhecer os principais músculos (origem, inserção, ação é inervação). Essas ideias implica o pressuposto dos fatores causais na ocorrência do dano durante a prática do futebol de campo, mas também aponta os meios de evitá-los ou diminuí-los. É essencial que os fisioterapeutas desportistas, tenham conhecimentos dos fatores causais agravantes, para acessarem as ações preventivas. Para Pedrinelli (2002) apud Parreira (2007), toda atividade física gera uma sobrecarga em algum ponto do aparelho locomotor. Se esta sobrecarga fica circunscrita à
capacidade fisiológica do organismo de se recuperar, não há a instalação de um processo patológico. A base de todas as teorias envolvidas no trabalho de prevenção das lesões leva em conta a capacidade de se avaliar adequadamente as limitações de quem prática o esporte associado ao conhecimento da magnitude é tipo de sobrecarga que a prática do esporte gera.

O fato dos atacantes serem os mais acometidos por lesão no futebol pode ser relacionado ao fato de que os atacantes e zagueiros utilizam de muito arranque, potência e força física, consequentemente estão mais sujeitos a lesão.

Outro ponto importante foram em que momento ocorreram as lesões, sendo significativo o número de notificações durante o jogo. Fato explicado por mais da metade das atividades físicas do jogador em partida são executados sem a bola (57,6%); já as restantes executadas com posse da bola são responsáveis pela maioria das lesões devido à marcação do jogador adversário.

Na prática diária do fisioterapeuta que trabalha na área de desportiva, o exame ortopédico é essencial, e as reais necessidades de uma avaliação bem acurada compõem o escopo das atribuições deste profissional, perfazendo desde uma historia clinica bem feita, um exame físico sistemático e lógico, além da interpretação de exames de imagem é laboratoriais, independente da articulação ou segmento corporal envolvido (CARDOSO et al, 2007).

Para Silva (2008), esses segmentos corporais são frequentemente acometidos por traumatismos, lesões por esforços repetitivos, doenças inflamatórias e afecções degenerativas, o que provoca dor e até perda da função. Nesse contexto a fisioterapia assume um papel de grande relevância, desde a atenção primaria (prevenção), até a terciaria (reabilitação).

O tratamento preventivo é delineado e realizado de maneira eficaz, com base no levantamento dos fatores de risco dessas lesões, da análise de sinais específicos do esporte, como os erros de movimentos executados pelos atletas. O fato dos atletas terem um retorno precoce da reabilitação, sem um tratamento adequado, aumenta o risco de ocorrer outras
lesões. Foi pensando em evitar essas lesões que tanto os técnicos como os administradores de alguns clubes de futebol investem em métodos de prevenção destas lesões, como a importância de um bom aquecimento/alongamento, além da necessidade do descanso, de uma nutrição balanceada e um treinamento individualizado. A fisioterapia desportiva,
através do trabalho preventivo, é de extrema importância nas equipes. Segundo Veiga et al (2011), um programa bem elaborado de alongamentos é importante para melhorar o desempenho do atleta do esporte, em que músculos bem alongados tendem a aumentar a eficiência e diminuir o gasto energético no movimento.

Neste estudo de revisão ficou evidente que as lesões em membros inferiores foram predominantes sobre as demais regiões do corpo. Confirmando a pesquisa de Leite e Cavalcante (2003), que as lesões mais comuns relacionadas ao futebol são entorse de joelho e tornozelo, distensões da coxa e virilha. Os resultados coincidem com os apresentados por Barbosa e Carvalho em (2008), onde observaram que a de maior incidência foi à distensão na coxa seguida por entorse do joelho ou luxação.

Para Carvalho e Cabri (2007), na prática do futebol é considerado que o grupo muscular do quadríceps possui um papel importante no saltar, no rematar e no passar a bola, enquanto que os ísquios-tibiais controlam as atividades de corridas e estabilizam o joelho durante as mudanças de direção e de desarme do adversário. Estes atuam também para travar a perna por contração excêntrica durante o movimento de remate e passe da bola, limitando o movimento anterior da perna depois do pé bater na bola.

Analisando os movimentos desses grupos musculares destes atletas entre as diversas posições dentro de campo, realçam a importância da intensidade do trabalho realizado pelos membros inferiores durante a atividade de futebol. Diante desta analise pode-se confirmar as pesquisas de alguns autores citados neste estudo que comprovaram que o maior índice de lesões ocorrerem em membros inferiores, onde à região da coxa foi local do corpo mais lesionado desses atletas.

As lesões em membros superiores, menos comuns, ocorrem principalmente em goleiros, envolvendo as mãos, sendo que as fraturas de falanges e separação (luxação e subluxação) acromioclaviculares no ombro são as mais comuns. Nestas regiões o número de lesões é significativamente menor, mas elas podem afastar os atletas de suas atividades durante um determinado período. E importante ressaltar também que as lesões podem ocorrer de maneira inesperada fora do ambiente de treinos é jogos dos jogadores.

Atletas bem condicionados sofrem um menor número de lesões. O trabalho da fisioterapia desportiva torna-se bastante diferente dos outros, pois tudo tem que ser muito mais rápido e funcionalmente mais efetivo, pois o atleta mais do que qualquer outro individuo precisa executar todas as funções do seu corpo, músculos, ossos e articulações, no máximo de
potência e amplitude para execução perfeita de todos os movimentos (RODRIGUES, 1996 apud PARREIRA, 2007). Além disso, o fisioterapeuta se depara com outros “incentivos”.

Carvavan (2001 apud PARREIRA, 2007) ainda ressalta que para tornar seu trabalho mais rápido e intensivo, o fisioterapeuta sofre pressão constante, seja de treinadores, patrocinadores, diretores e principalmente dos atletas.

Fonte

As lesões do membro superior no esporte são muito frequentes e, em várias modalidades esportivas, podem exigir do ortopedista um conhecimen...

Lesões do manguito rotador no esporte



As lesões do membro superior no esporte são muito frequentes e, em várias modalidades esportivas, podem exigir do ortopedista um conhecimento mais detalhado da sua fisiopatologia para que o melhor tratamento seja alcançado. Apesar de alguns esportes que causam lesões frequentes no membro superior não serem muito praticados no Brasil (como o caso específico do beisebol, que conta com vasta coleção de trabalhos publicados na literatura médica), modalidades como o tênis, voleibol e handebol, por exemplo, necessitam de grande demanda biomecânica do ombro.

São lesões muito frequentes no esportista de arremesso(12,13). Em nosso país, os principais esportes que causam esta lesão são o tênis e o voleibol.

As tendinopatias (que variam de inflamações a degenerações teciduais) costumam ser mais frequentes na população jovem, enquanto as rupturas (parciais ou totais) são mais vistas na população esportiva acima de 40 anos de idade. Lehman, por exemplo, relatou em um artigo que estudou tenistas nos quais as dores no ombro foram encontradas em populações jovens (12 a 19 anos de idade) com incidência de 24%, enquanto na população acima de 50 anos este número foi ao redor de 50%(14). Isso se deve ao fato do desgaste e da desidratação a que sofrem as estruturas tendíneas com o avançar da idade, o que explica a importância de se pensar na prevenção nesta população específica.

As lesões de manguito rotador podem ser complicadas de tratar em esportistas, principalmente quando atendemos tenistas profissionais ou amadores que jogam regularmente. Em muitas vezes, o quadro doloroso não corresponde ao que os exames de imagem dizem sobre a lesão anatômica e, vez por outra, deparamo-nos com tenistas com rupturas completas de um tendão (supraespinal, por exemplo) que conseguem jogar normalmente, com praticamente nenhuma dor relatada - este dado é especialmente importante de ser lembrado na população acima de 50 anos de idade, na qual podemos ter um bom resultado no tratamento fisioterápico mesmo quando estamos tratando uma ruptura completa de um único tendão do manguito rotador.

A cirurgia de reparo do tendão do manguito tem demonstrado bons resultados na literatura médica, e pode ser realizada tanto por via artroscópica quanto por via aberta(15,16). Nossa preferência é pela realização do reparo artroscópico, mas acreditamos que a escolha da técnica deve ser individualizada, e o cirurgião deve ficar confortável com a técnica escolhida. Uma boa cirurgia realizada por via aberta é sem dúvida preferível a uma artroscópica mal realizada.

O futebol chegou ao Brasil em 1894 pelo brasileiro Charles Miller, filho de ingleses, que desembarcou em São Paulo com duas bolas de couro...

Lesões no futebol de campo



O futebol chegou ao Brasil em 1894 pelo brasileiro Charles Miller, filho de ingleses, que desembarcou em São Paulo com duas bolas de couro e as regras aprovadas pela Football Association. A primeira partida foi realizada em 1895, entre empregados ingleses das companhias de gás e de transporte ferroviário. Em 1910, surgiram clubes e federações por todo o país. Cada estado começou a realizar seu próprio campeonato, despertando interesse do público e da imprensa. Em 1914, criou-se a Federação Brasileira de Sports e, dois anos depois, a Confederação Brasileira de Desporto (CBD). Durante quase quarenta anos o esporte foi exercido por amadores, estudantes, empregados de companhias e jovens de nível social elevado. Em 1933, oficializou-se no Rio de Janeiro e em São Paulo, o profissionalismo (LIMA, 2002).

Segundo Ribeiro e Costa, (2006), por se tratar do esporte mais popular no mundo e no Brasil, tem despertado grande interesse cientifico, com especial enfoque no estudo das lesões. Silva et al (2008), comentam que o futebol é atualmente considerado como uma das modalidades desportivas onde o risco de lesão é mais elevado, fato confirmado por vários estudos que têm mostrado uma grande incidência de lesão no futebol. Lesão esportiva é definida como qualquer acometimento físico que resulte no afastamento do jogador, seja de uma partida ou de um treino, independentemente da maior ou menor necessidade de atendimento junto à equipe médica ou do tempo de afastamento das atividades do esporte (IKEDA; NAVEGA, 2008). Como afirma Bahr et al (2003 apud ATALAIA, 2009), lesão desportiva é um nome coletivo para todos os tipos de lesões suscetíveis de ocorrerem no decurso de atividades desportivas.

O futebol da atualidade é dinâmico, o atleta quase não pára, devendo ter:

1º) eficiente sistema transportador de oxigênio;
2º) boa capacidade de tolerar o exercício de longa duração sem fadiga excessiva;
3º) boa endurance anaeróbia aláctica e láctica para compensar os movimentos explosivos e de velocidade prolongada;
4º) nível adequado de gordura corporal;
5º) ser veloz e ágil;
6º) boa habilidade para saltar.

Com o equilíbrio desses requisitos físicos representa uma parte dos fatores que, relacionados a aspectos técnicos e táticos, fornecem as condições necessárias para o rendimento compatível com as exigências do futebol moderno (SILVA et al, 2002).

No Brasil tem sido difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o preparo físico dos atletas e as exigências do cronograma a ser cumprido pelas equipes durante a temporada. O número de jogos e as horas dedicadas às sessões de treinamentos aumentam significativamente, o que torna mais frequente a ocorrência de lesões musculares e oesteoarticulares nos atletas Cohen et al, (1997 apud LEITE; CAVALCANTE NETO,2003). Em decorrência dessa mudança de visão do futebol, muda-se também o modo de classificação das mesmas. Ikeda e Navega (2008) ao citar a pesquisa de Luthje et al (1996), realizada com jogadores na Finlândia, que detectou que 50% das lesões ocorridas eram classificadas como leve, 36% como moderada e 14% como severas, verifica em anos anteriores uma prática de futebol aparentemente menos agressiva e com lesões mais amenas.

Para Leite e Cavalcante Neto (2003), as lesões se classificam em duas categorias básicas, sendo elas traumáticas ou por excesso de uso. O mesmo autor ainda descreve três categorias de mecanismos de lesão relacionada com esporte: uso excessivo também denominado de overtraining; contato direto é insuficiência de partes moles.A combinação de variáveis internas e externas pode resultar em diferentes lesões no futebol, com distintos graus de incapacidade nos atletas. Para Cohen e Abdala (2003), estas lesões estão baseadas nos fatores intrínsecos ou pessoais (como idade, lesão previa,
instabilidades articulares, preparação física e habilidade). Por outro lado os fatores extrínsecos são a sobrecarga de exercícios, o número excessivo de jogos, a qualidade dos campos, equipamentos (chuteira, roupas) inadequados e violações as regras dos jogos como as faltas excessivas ou jogadas violentas.

No que se refere ao posicionamento dos atletas em campo, segundo Santos e Sandoval (2011), os atacantes se apresentaram em maior número com lesões, seguidos dos zagueiros e laterais, e se relacionado ao fato de que os atacantes e zagueiros utilizam de muito arranque, potência e força física, estes valores são facilmente compreendidos, pois consequentemente são os mais sujeitos a lesão. Estes resultados coincidem com os apresentados por Vasconcelos Júnior e Assis (2010), onde se pode observar que os atletas com maior índice de lesão são os atacantes, com (31,5%) de ocorrências de lesionados.Estudos apresentados pelos autores Ribeiro et al, (2003); Simões (2005); Cohen, (1997 apud Baldaço et al, 2010) sugerem que, além das características próprias desta modalidade, fatores como alterações posturais, baixo índices de flexibilidade, movimentos desportivos incorretos, equipamentos inadequados, traumas diretos e déficit proprioceptivos nos membros inferiores, principalmente nas articulações de joelho e tornozelo, podem contribuir para ocorrência de lesões.

Veiga et al (2011), contudo, acreditam ser difícil fazer a correlação desses desequilíbrios com lesões sofridas. No seu estudo com 28 atletas de futebol de campo, foram observadas diversas alterações posturais nos atletas como: joelho varo, anteriorização da cabeça, anteversão pélvica, assimetria dos triângulos de Tales e uma diminuição na flexibilidade da cadeia posterior na maioria dos atletas, o que pode demonstrar, dessa forma, uma postura padrão que os jogadores de futebol apresentam. A flexibilidade nestes atletas encontrava-se diminuída, pois o futebol por suas características pode levar a uma rigidez crônica nos praticantes.

Uma característica esperada das lesões do futebol é que se localizem preferencialmente nos membros inferiores. Johnson e Neef (2002) discutem que a extremidade inferior representa em torno de 60 a 80% de todo as lesões e as lesões de tronco, costas, pelves, cabeça e face são as menos frequentes, chegando aproximadamente em 15% das lesões. Silva et al
(2008) cita o estudo de Cohen et al, et 1997, que encontrou lesões nas extremidades superiores em apenas 5 a 15% das lesões do futebol, mostrando a pouca variação que ocorreu no futebol quanto ao local de lesão. Estiramentos musculares (músculos do grupo isquiotibial, adutor, e quadríceps) e as contusões da coxa e panturrilha são lesões agudas mais comuns.

O assunto de hoje é lesão no futebol. Não irei falar uma a uma, apenas falar de aspectos gerais que podem fazer com que a lesão não aconteça...

Saiba como evitar as lesões no futebol



O assunto de hoje é lesão no futebol. Não irei falar uma a uma, apenas falar de aspectos gerais que podem fazer com que a lesão não aconteça.

Algumas lesões que ocorrem no futebol são como qualquer outro tipo de acidente: imprevisíveis e inevitáveis. A maioria delas, no entanto, pode ser evitada. O mais importante é saber como.

Para jogar cada vez melhor, prevenir a ocorrência de lesões é tão importante quanto os treinamentos. Quando você não se machuca, pode continuar jogando e aperfeiçoando as suas habilidades. Aprenda, portanto, a proteger a si mesmo e aos seus companheiros:

1. Aguarde sempre a recuperação total da lesão
Lesões mal curadas só fazem aumentar os riscos de novas lesões. Voltar a jogar cedo demais pode ser perigoso caso o seu corpo ainda não esteja pronto para suportar o estresse. Nenhuma partida é tão importante quanto a sua saúde. Converse com o seu médico e fisioterapeuta para tomar a decisão correta.

2. Proteja-se com o equipamento adequado

  • Caneleiras protegem a parte inferior da perna de fraturas ósseas durante treinos e jogos. Elas devem ser ajustadas de acordo com cada pessoa, de forma a cobrir toda a região abaixo do joelho tanto em largura quanto em comprimento.
  • Em caso de torção no tornozelo, proteja-se com bandagens ou com uma tornozeleira para evitar um agravamento da lesão.
  • Goleiros devem usar uniformes acolchoados para proteger quadris, cotovelos e ombros (e joelhos durante os treinos), além de luvas adequadas.

3. Fair Play: respeite as Regras do Jogo
As Regras do Jogo velam pela saúde dos jogadores, dado que proíbem ações perigosas capazes de causar lesões graves, como, por exemplo, o uso do cotovelo em disputas pelo alto. Os árbitros são orientados a punir rigorosamente os jogadores imprudentes que ignorarem os princípios do fair play.

4. Realize exercícios preventivos regularmente
O corpo humano possui mecanismos naturais de defesa contra contusões que podemos exercitar a fim de melhorar a nossa resistência a elas. Programas de prevenção combinam exercícios para treinar essas defesas de maneira estruturada, mas nem o melhor dos programas será eficiente se ele não for colocado em prática regularmente. Incorpore o "11+, um aquecimento completo para evitar lesões" à sua rotina de treinos.


As lesões nos membros inferiores são as mais frequentes no futsal. Decorrente da prática deste tipo de futebol, há dois tipos de lesões: a...

Lesões mais frequentes no Futsal


As lesões nos membros inferiores são as mais frequentes no futsal.

Decorrente da prática deste tipo de futebol, há dois tipos de lesões: as traumáticas de carácter agudo e as de sobrecarga.

As agudas resultam sempre de um episódio traumático súbito e fortuito e o seu diagnóstico habitualmente é quase imediato.

Exemplos destas lesões são, as entorses do joelho, do tornozelo e do médio-pé, as fracturas da tíbia, da clavícula, da rótula e do antebraço, a rotura do menisco e do ligamento cruzado anterior, a luxação da articulação acrómio-clavicular e a do ombro, as fracturas dos ossos da face, a concussão crâneo-encefálica, os hematomas intra-musculares, o higroma rotuliano, etc.

Por seu lado as lesões de sobrecarga, que são mais frequentes do que as anteriores, têm um processo de instalação mais subtil, evoluem lentamente no tempo, não permitindo frequentemente estabelecer o diagnóstico com facilidade e também não possibilitado uma resposta terapêutica com efectividade acelerada. Resultam fundamentalmente de microtraumatismos de repetição sobre os tendões e músculos, os ossos e as articulações.

Exemplos destas lesões são, a tendinose do rotuliano, as tenovaginites do tibial anterior, do Aquiles e dos isquio-tibiais, a doença da cartilagem da rótula, as fracturas de fadiga do pé e da tíbia, o sindroma compartimental da perna, a isquialgia, a pubalgia, etc.

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