As dores no ombro têm se tornado um problema comum entre os amantes do esporte, principalmente entre os jogadores de modalidades como, v...

Diagnóstico precoce é essencial na recuperação de lesões no ombro de praticantes de esportes



As dores no ombro têm se tornado um problema comum entre os amantes do esporte, principalmente entre os jogadores de modalidades como, vôlei, basquete, tênis e natação. Por ser a articulação de maior mobilidade do corpo humano, o ombro torna-se mais vulnerável a lesões. Segundo o médico ortopedista do Hospital Samaritano, de São Paulo, Nemi Sabeh Junior um dos problemas mais frequentes são as lesões do manguito rotador.

— O manguito rotador é formado por um conjunto de músculos que permitem os movimentos e estabilidade do ombro. Sua lesão pode ocorrer devido à degeneração ligamentar, traumatismo e pelo uso excessivo da articulação, ou seja, através de atividades realizadas com as mãos acima da cabeça — explica Sabeh Junior.

O especialista explica que a dor no ombro é o sintoma principal, ocorrendo durante as atividades que exigem a elevação do membro superior e no período noturno.

— Dentre as fases de evolução da doença podem ocorrer edemas, fibroses, inflamações e até mesmo a ruptura do tendão em casos mais graves. O seu tratamento consiste em retorno precoce a atividade, alivio da dor e força. Após o controle da dor e da melhora da mobilidade a fisioterapia na fase precoce é o principal tratamento. A cirurgia é algumas vezes necessária, quando a lesão é particularmente grave, — ressalta.

Sabeh Junior aconselha que aos primeiros sinais de dor, edema e, principalmente, perda da amplitude de movimento deve-se buscar uma avaliação médica com um ortopedista, que encaminhará o paciente para um serviço de fisioterapia caso seja realmente necessário.

— Uma detecção precoce pode ser fator crucial na reabilitação do paciente — destaca.

A Dor Muscular Tardia (DMT) é um fenômeno que acomete pessoas que iniciaram uma atividade física, reiniciaram com grande volume ou intensida...

Efeitos da Crioterapia na Dor Muscular Tardia



A Dor Muscular Tardia (DMT) é um fenômeno que acomete pessoas que iniciaram uma atividade física, reiniciaram com grande volume ou intensidade, ou mesmo naqueles sem o hábito de praticar atividade física que exercem uma carga de exercício muscular vigoroso.

A dor e o desconforto geralmente iniciam-se algumas horas após o término da atividade física, sendo mais intensa em torno de 24 a 48 horas. Não há história de episódio traumático e não é necessariamente relacionado com a fadiga muscular. Os efeitos das microlesões musculares geradas durante a realização de exercícios não habituais ou exercícios excêntricos são bem documentados na literatura médica. São muitos os fatores envolvidos na geração da dor muscular tardia (DMT), o que explica as limitações na prevenção e no diagnóstico preciso.

A DMT e os decréscimos na função muscular são alterações encontradas após a realização de exercícios excêntricos (tensão muscular maior do que a força de contração, gerando alongamento das fibras). A inflamação gerada após o exercício eleva-se à medida em que ocorrem microroturas de fibras musculares. As lesões induzem uma resposta inflamatória com migração de células e liberação de substâncias, que promovem a remoção dos tecidos lesados e estimula a reparação.

A duração e a intensidade da DMT, as alterações da contração muscular e a presença de substâncias químicas marcadoras da lesão na circulação sanguínea, podem variar dependendo da duração, intensidade e o tipo de exercício realizado.

Muitos pesquisadores tem procurado aliviar ou prevenir os sinais e sintomas decorrentes da lesão muscular induzida pelo exercício, que caracteriza a dor muscular tardia.

Dentre as estratégias de tratamento existem: o alongamento, os métodos de fisioterapia (ultrasom), a massagem, a suplementação com antioxidantes e a admnistração de antinflamatórios .

Mais recentemente ,a atenção tem sido dada à crioterapia (tratamento com gelo), no auxílio da recuperação da lesão muscular induzida pelo exercício.

A crioterapia pode ser considerada uma modalidade de tratamento interessante e de fácil acesso na abordagem da inflamação gerada pelas microlesões musculares induzidas pelo exercício. O propósito da crioterapia é reduzir o processo inflamatório, o edema (inchaço), a formação de hematoma e também reduzir a dor.

O papel da crioterapia na abordagem das lesões esportivas é bem documentado, embora as bases científicas de sua aplicação nas lesões musculares induzidas pelo exercício ainda permaneça incerta.

Alguns estudos tem focado no papel da crioterapia nos indices de lesão muscular após exercícios excêntricos de musculos isolados.

A imersao em agua gelada (10 a 15 graus), tão frequentemente utilizada nas modalidades do atletismo, apresenta beneficios relacionados à redução do edema, da tensão muscular e da atividade de algumas substâncias químicas.

Alguns indivíduos apresentam, após a imersão em água gelada, menor percepção de dor muscular até 48 horas depois do exercicio e apresentam um menor decréscimo da contração voluntária máxima. Alguns autores atribuem também a diminuição da percepção da dor muscular ao efeito analgésico da água gelada.

A redução da temperatura muscular entre 10 e 15 graus provoca redução da velocidade de condução nervosa, modifica a atividade do fuso muscular (estrutura importante na regulação do tônus muscular), podendo diminuir a dor

Os mecanismos precisos responsáveis pelo alívio dos sintomas após a imersao em água gelada, ainda precisam de mais estudos, embora a sensação de bem estar seja percebida pelo atleta após a realizaçação da técnica.

Exercícios de alongamento previnem lesões musculares? Definitivamente não, independente do que muitos ainda acreditem. Aliás, exercícios...

Exercícios de alongamento previnem mesmo lesões musculares


Exercícios de alongamento previnem lesões musculares? Definitivamente não, independente do que muitos ainda acreditem. Aliás, exercícios de alongamento não são apenas um desperdício de tempo, mas mas também podem facilitar a ocorrência de lesões musculares. A antiga idéia de que alongamentos com tempo de 20 a 30 segundos – conhecidos como alongamentos estáticos – está é absolutamente errada. Na verdade, alongar antes de praticar execícios físicos enfraquece os músculos levando-os a uma propenção maior a lesões.

Em um estudo recente realizado na Universidade de Nevada, em Las Vegas, os atletas estudados demonstraram uma capacidade menor de geração de força múscular das extremidades inferiores após o alongamento estático do que aqueles que não fizeram nenhum tipo de alongamento. Outros estudos encontraram que o alongamento muscular diminui em até 30 por cento a força muscular.

Há uma resposta neuromuscular inibitória ao alongamento estático. O músculo alongado torna-se menos reativo e fica enfraquecido por até 30 minutos após o alongamento, o que não é o que um atleta quer antes começar um treino.

O aquecimento correto tem duas funções: relaxar os músculos e tendões para aumentar a amplitude de movimento de várias articulações, e, literalmente, aquecer o corpo. Quando você está em repouso, há menos fluxo sangüíneo para os músculos e tendões, e eles ficam mais rígidos. Um bom programa de aquecimento começa aumentando a temperatura corporal e aumentando o fluxo sanguíneo. Os músculos quando aquecidos, e os vasos sangüíneos dilatados auxiliam na utilização do oxigênio encontrado na corrente sanguínea, e também utiliza o combustível armazenado nos músculos mais efetivamente.

Para elevar a temperatura do corpo, um aquecimento adequado deve começar com uma atividade aeróbica. A maioria dos treinadores e atletas já sabem disso há anos. Mas muitos atletas fazem essa parte do seu aquecimento demasiado intensa ou muito cedo. Um estudo feito em 2002 com jogadores de vôlei colegial, descobriu que aqueles que tinham aquecido e então voltaram a sentar no banco de reservas durante 30 minutos, apresentaram uma rigidez da coluna lombar muito maior do que apresentavam antes do aquecimento. Uma série de estudos recentes também demonstraram que uma rotina de aquecimento muito vigorosa simplesmente só faz você ficar cansado. A maioria dos especialistas aconselham a começar a sua corrida de aquecimento em cerca de 40 por cento de sua freqüência cardíaca máxima (um ritmo muito fácil) e então progredir para cerca de 60 por cento. O aquecimento aeróbico não deve tomar mais que 5 a 10 minutos, um período de recuperação de 5 minutos. (Sprinters requerem uma aquecimento maior, pois as cargas exercidas sobre os seus músculos são extremas.)

Enquanto o alongamento estático ainda é quase universalmente praticado entre atletas ele não melhora a capacidade dos músculos para executar atividades com mais potência. Você pode sentir-se capaz de alcançar mais perto dos chão após a realização de um alongamento dos músculos posteriores da coxa por 30 segundos, levando você a pensar que aumentou a disponibilidade músculo; mas na verdade, você só aumentou a sua tolerância mental para o desconforto do alongamento mas o músculo está na verdade mais fraco.

Alongar os músculos através da realização de movimentos ativos, é uma técnica conhecida como alongamento dinâmico, que aumenta a potência, flexibilidade e amplitude de movimento dos músculos. Os músculos aquecidos com movimento não recebem a mesma resposta insidiosa inibitória exercida pelo aquecimento estático, em vez disso recebem uma mensagem ativadora vinda do cérebro.

Alongamento dinâmico é ainda mais eficaz quando é relativo a esportes específicos. Ė necessário realizar exercícios de amplitude de movimento que ativem todas as articulações e o tecido conjuntivo que serão utilizados no esporte a ser praticado. Os atletas que precisam se mover rapidamente em direções diferentes, como jogadores de futebol, tênis ou basquete, po exemplo, devem fazer alongamentos dinâmicos que envolvem muitas partes do corpo.

Mas existem controvérsias sobre em que medida aquecimentos dinâmicos previnem lesões musculares. Estudos têm sido cada vez mais claros em demonstrar que o alongamento estático antes do exercício só faz pouco ou nada para ajudar. Um estudo publicado este ano pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, constatou que as lesões de joelho foram reduzidas quase pela metade entre jogadoras de futebol colegial, que seguiram um programa de aquecimento que incluiu exercícios de aquecimento dinâmico seguidos de alongamento estático. A maioria das lesões musculares ocorrem durante as contrações musculares dentro da faixa normal de movimento articular, o que levanta dúvidas sobre como aumento na variedade de movimentos pode diminuir o risco de lesões. O alongamento ajuda a manter a amplitude de movimento normal, que é importante, especialmente em pessoas com idade mais avançada.

Alguns estudos têm demonstrado os benefícios do alongamento. A maioria das pessoas que alongam, o fazem incorretamente, geralmente pulando e agachando, o que não aumenta a flexibilidade mas sim aumenta a tendência a lesões. Para alongar corretamente, você deve fazer o movimento lentamente aumentando a amplitude de movimento de uma maneira controlada.

Além disso, o alongamento pode ser prejudicial para os levantadores de peso, especialmente se eles realizam o alongamento logo antes ou entre as séries do treinamento de resistência. O alongamento reduz a resistência à ruptura das fibras musculares e está em contradição com a necessidade de uma forte contração do músculo para vencer a resistência e, assim, atingir o objetivo de fortalecimento.

Um aquecimento de qualidade promove intensidade suficiente para aumentar a temperatura intra abdominal sem causar fadiga ou diminuição no nos níveis e glicogênio nos músculos. Está claro que existem níveis ótimos de aquecimento, e que estes estão relacionados ao tipo de esporte, ao tipo físico do atleta e ao meio ambiente onde se está exercitando.

Conclusão

Se você alongar e, em seguida, fizer algum treinamento intenso, você não obterá bons resultados. Em vez disso, alongue ativamente, se possível utilizando movimentos que imitem os movimentos da atividade física a ser realizada.

O alongamento é essencial para se tornar mais flexível, mas tem que ser feito na hora certa e pelas razões certas. Se você ainda quiser alongar, alongue, mas faça com cuidado e somente depois que você estiver bem aquecido.

Fonte: Dra. Márcia Perretto (www.saúde-bem-estar.com)

 

Referências

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Li esse texto aqui e achei muito interessante. Logo, estou compartilhando: As tendinopatias são causas freqüentes de afastamento do esporte...

Exercícios Excêntricos Funcionais



Li esse texto aqui e achei muito interessante. Logo, estou compartilhando:

As tendinopatias são causas freqüentes de afastamento do esporte em atletas amadores e profissionais.  Ainda que os dados epidemiológicos atuais não são muito precisos com relação à incidência desta patologia, estima-se que a prevalência de lesões nos tendões de Aquiles em corredores é de até 11%, e nos tendões patelares pode chegar a um 30% de todas as lesões relacionadas ao esporte.

Histologicamente, esta patologia pode caracterizar-se por alterações degenerativas e ausência de sinais inflamatórios, demonstrando evolucionar de maneira crônica e progressiva. Micro traumatismos repetitivos, associados a falha nos processos de cicatrização tecidual podem ser os responsáveis pela desorganização das fibras de colágeno, aumento celular e formação de novos capilares sanguíneos imaturos que estão circundados por estruturas nervosas altamente sensíveis a sobrecarga mecânica.

Diferentes formas de tratamento têm sido propostas para o controle da dor e aumento da capacidade de cicatrização tecidual. Em 1986, Stanish y col. baseados no conceito de que o treinamento muscular concêntrico-excêntrico provocava adaptações estruturais e aumento da síntese de colágeno, descrevem os exercícios excêntricos como proposta terapêutica.

Atualmente, séries de exercícios realizados com cargas supra máximas têm apresentado evidências cientificas de ser o tratamento conservador mais efetivo no tratamento das tendinopatias não relacionadas à zona de inserção tendinea
 

Programas de 6-12 semanas, executados 2x /dia, com cargas máximas e com amplitude de movimento em "zona dolorosa" demonstraram promover aumento da síntese de colágeno, diminuição de neovasclarizaçao patológica e diminuição da dor em diferentes estudos com metodologias variáveis.

Respostas sincrônicas entre as estruturas muscular e tendinosa sugerem que o aumento de carga promove aumento de força muscular e melhora das propriedades mecânicas do tendão como o aumento da capacidade de deformação elástica.

Alguns fatores biomecânicos podem ser uma explicação plausível e lógica para a boa evolução dos pacientes que apresentam tendinopatias e são tratados com essa modalidade terapêutica.

 

Alterações no plano frontal, como o aumento do movimento de adução femoral e maior pronação subtalar, são fatores predisponentes para maiores sobrecargas mecânica nos tendões de Aquiles e patelares.

Durante a fase inicial do tratamento com os exercícios excêntricos, o terapeuta deve orientar o paciente a realizá-los de maneira lenta e controlada. Desta maneira, conseguimos observar além de uma melhoria estrutural na zona miotendinosa, uma melhora da capacidade de coordenação de movimento e controle neuro muscular de toda extremidade inferior.

Quando falamos em reabilitar um atleta, não devemos pensar somente em alterações de força muscular na zona lesionada. Outros fatores como resistência muscular, fatores psicológicos e padrões inadequados durante a execução do movimento desportivo devem ser identificados para uma reabilitação efetiva e segura.

Na minha opinião, falhas biomecânicas em determinados movimentos devem ser identificadas e corrigidas com exercícios funcionais adaptados a cada esporte. Com a utilização do trabalho de força excêntrica dentro de um processo de reabilitação funcional, conseguimos promover não só uma melhoria local na estrutura músculo-tendinea, mas também a correção de alterações biomecânicas durante o gestual desportivo.

Os exercícios excêntricos são uma realidade cientifica quando falamos em tratamento conservador das tendinopatias. Entretanto, o trabalho funcional associado pode promover diminuição importante dos fatores de risco que geralmente ocasionam a lesão.
 
por Pedro Fagnani
 

A profissão de fisioterapeutas foi regulamentada no Brasil no dia 13 de outubro de 1969, com o decreto-lei nº 938 a definiu como profissão...

Fisioterapia Esportiva no futebol


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A profissão de fisioterapeutas foi regulamentada no Brasil no dia 13 de outubro de 1969, com o decreto-lei nº 938 a definiu como profissão. O art. 2º definiu que os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos são profissionais de nível superior é o art. 3º definiu como sendo atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos é técnicas fisioterapêuticas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente (MARQUES; SANCHES, 1994 apud CAVALCANTE et al, 2011). A fisioterapia surgiu no país a partir de 1929, com a criação do primeiro curso técnico na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Considerada uma profissão recente, com menos de quarenta anos de regulamentação, a formação em fisioterapia no Brasil evoluiu de forma lenta nas décadas de 1970 e 1980, elevou consideravelmente o número de cursos e de vagas na década de 1990 e atingiu acelerada expansão a partir de 1997, segundo Bispo (2009). A fisioterapia é uma das áreas mais jovens da saúde (CAVALCANTE et al, 2011).

A fisioterapia Desportiva é um componente da Medicina Esportiva e suas práticas e métodos são aplicados no caso de lesões causadas por esportes com o propósito de recuperar, sanar e prevenir as lesões. Muitas dessas lesões são causadas pelo desgaste crônico e lacerações, decorrentes de movimentos repetitivos que afetam os tecidos suscetíveis como aponta Negão (2002 apud PARREIRA, 2007).

A carência de estudos brasileiros, aliada à indefinição do papel do fisioterapeuta na equipe, pode contribuir para que haja diferenças entre as funções dos fisioterapeutas esportivos em seus diversos locais de atuação. Diferenças nos métodos de atuação e formação profissionais dos fisioterapeutas esportivos podem ameaçar a identidade desse profissional e atrasar o desenvolvimento dessa área (SAMPAIO et al, 2002). Galo (2005) chama a atenção para o fato de que o fisioterapeuta, além de estar inserido no mesmo contexto dos demais profissionais da saúde, ainda padece desse infortúnio de forma mais acentuada, já que este profissional e visto como "o profissional da reabilitação", ou seja, aquele que atua exclusivamente quando a doença, lesão ou disfunção já foi instalada.

Apesar de o fisioterapeuta esportivo ter formação e autonomia limitadas, segundo Waddington et al (2001 apud SILVA et al, 2011), no futebol inglês o médico somente comparecia ao clube uma vez por semana, cabendo ao fisioterapeuta o atendimento primário de lesões esportivas, assim como de outras doenças.

A fisioterapia esportiva certamente configura uma das mais promissórias áreas de atuação do profissional fisioterapeuta na atualidade. É sábio que o profissional que envereda pela área de reabilitação esportiva estará inevitavelmente sujeito a inúmeras e constantes pressões é cobranças em termos dos resultados de seu trabalho mediante um retorno funcional e no tempo possível do atleta à sua prática esportiva (GREGO; PREIS, 2005).

Atualmente o Brasil possui grandes tecnologias em equipamentos Fisioterapêuticos e se aperfeiçoam constantemente. Aparelhos como Biodex, que permiti a avaliação e treinamento de força, potência e resistência de diversos grupos musculares, bem como o Balance System e os equipamentos de eletrotermofototerapia (ALMEIDA, 2008). Um método utilizado é o isostretching também conhecido por ser uma cinesioterapia voltada para trabalhar o equilíbrio. As exigências físicas e psíquicas em termos de atividade profissional de um jogador de futebol têm aumentado ao longo dos tempos, resultando numa maior propensão dos tempos para lesões de acordo com Reilly et al (2000 apud COSTA; PEREIRA, 2009), razão pela qual cada vez é dada maior importância à presença de um fisioterapeuta junto das equipes.

Numa matéria realizada pela revista FisioBrasil no ano de 2008, em que foi entrevistado o fisioterapeuta Avelino Buongermino, de um clube de futebol na cidade de São Paulo, o mesmo enfatizou que o trabalho da fisioterapia esportiva é de fundamental importância para os atletas e para os clubes. Todos os atletas deveriam submeter-se a uma avaliação especifica, principalmente visando à prevenção de lesões e assim conseguindo um resultado final importante para o desempenho do esporte especifico, sempre partindo do princípio da individualidade biológica e de uma avaliação minuciosa de cada caso, mesmo eu atuando há mais de 20 anos, na área da fisioterapia desportiva, não se pode dar um prazo para o tratamento fisioterápico, e que os casos são sempre diferentes, "o importante na fisioterapia esportiva é não ter uma recidiva, mas temos que recuperar o atleta o mais precocemente possível" (ALMEIDA, 2008).

Fonte

Faça Fisioterapia