Bandagem Funcional... Você sabe o que é isso?


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Alguma vez você ouviu falar sobre bandagem funcional?

Já usou alguma vez?

Certamente já reparou que os atletas da ginástica olímpica vivem com os dedos e punhos enfaixados. E os atletas do vôlei? Além de dedos enfaixados, usam aquelas tiras coloridas no ombro. Isso também é comum entre corredores, que as usam muitas vezes nas pernas e pés.

Achou que era enfeite?

Não, são as bandagens funcionais, muito utilizadas na reabilitação desportiva.

Este é um instrumento terapêutico de enfaixamento que utiliza materiais específicos que podem ser rígidos ou elásticos, dependendo do caso a ser tratado.

Atualmente, os elásticos são os mais utilizados.

A esparadrapagem é o enfaixamento por esparadrapo, que é um material rígido e que prioriza a imobilização na região lesada.

O conhecimento anatômico é fundamental para a aplicação das bandagens, bem como o conhecimento etiológico das lesões, o que facilita o terapeuta na identificação de cada estrutura lesada, além da aplicação correta da técnica.

Desta forma, fica evidente que a auto-aplicação da bandagem não é aconselhável, exceto após uma cuidadosa orientação de profissional especializado.

Para a escolha do material, deve-se levar em conta a modalidade esportiva praticada e o objetivo que se quer alcançar dentro do tratamento.

O uso de materiais próprios e a aplicação correta das técnicas farão com que este recurso contribua para o êxito da recuperação do atleta.

Após a aplicação, a durabilidade do material pode chegar a até 5 dias, variando de acordo com o tipo de esporte praticado, a intensidade dos movimentos e a técnica de aplicação escolhida.

Algumas pessoas têm uma maior sensibilidade na pele e isso impede o uso por tempo prolongado, sendo necessária a sua precoce retirada.

As bandagens são excelentes auxiliares das técnicas de reabilitação em lesões articulares, ligamentares, musculares e posturais, dentre outras.

Podem ser utilizadas tanto na prevenção quanto no tratamento de lesões desportivas.

Oferecem suporte a uma estrutura lesada, limitam movimentos prejudiciais, permitem movimentos funcionais livres de dor, melhoram a circulação e ainda conseguem controlar o edema.

Este recurso permite continuar o condicionamento e fortalecimento corporal perdido durante a inatividade pós-lesão e mantém a habilidade e reação normais, prejudicadas devido a fatores inibitórios como a dor e o medo de lesar novamente.

Assim o atleta pode retornar o mais rápido possível à sua prática dentro dos limites fisiológicos pós-lesão.  E como é sabida, a volta precoce à atividade esportiva se torna imprescindível, pois evita uma grande perda de condicionamento cardiorrespiratório e muscular.

Outros objetivos das bandagens funcionais incluem a melhora do equilíbrio muscular, a coordenação e também o alinhamento articular, estático e durante o movimento.

Apesar de apresentar muitas vantagens, devemos ficar atentos para alguns cuidados ou contraindicações. São elas: utilizar bandagem após a ocorrência de uma lesão grave; se houver qualquer limitação funcional; na presença de grande edema associado a hematoma; após aplicação de gelo; em alterações de sensibilidade ou vascular.

O que se discute atualmente é se a bandagem é o recurso mais barato, como defendido até agora em comparação com outros, como órteses, palmilhas e tornozeleiras, pois há quem diga que as órteses podem ser reutilizadas e que isso faz com que o custo em longo prazo seja menor.

Também tem sido discutida a durabilidade da bandagem comparada às órteses, pois se acredita que ela perca mais rapidamente seu poder restritivo, especialmente se utilizado em piscina ou em modalidades de maior atrito. Ela tem efeito por tempo determinado e depende do local de aplica­ção, de qual atividade está sendo exigida, não sendo possí­vel afirmar que o efeito proprioceptivo será mantido por períodos longos.

Alguns estudos atuais indicam sua eficácia, mas não garantem seu efeito preventivo de lesão. E o que se discute ainda não é conclusivo, sendo necessária uma pesquisa mais profunda sobre o tema.

Fica claro afirmar então, que este é só mais um recurso da fisioterapia desportiva, que tem suas vantagens se for bem indicada e aplicada. E que, se associada a outras intervenções, pode ajudar, e muito, o atleta a retornar às suas atividades, o mais rápido possível.

Então, se este for seu caso, procure um profissional especializado para te orientar.

Ft. Ana Paula Pessanha


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