Na sociedade atual, a prática esportiva vem crescendo consideravelmente.  Não me refiro aqui somente aos atletas de alto rendimen...

A Fisioterapia Esportiva como prevenção




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Na sociedade atual, a prática esportiva vem crescendo consideravelmente.  Não me refiro aqui somente aos atletas de alto rendimento – uma minoria que tem a atividade esportiva como profissão – mas sim aos que praticam procurando um lazer, melhor qualidade de vida e mais saúde. Associado ao início precoce, o aumento da expectativa de vida – contribuição do esporte – faz crescer estatisticamente o número de pessoas que praticam atividade física. Estes aspectos contribuem diretamente para o aumento do número de lesões decorrentes dessa prática.

Outro fator de extrema relevância, que também tem efeito no aumento do número de pessoas lesionadas nos dias atuais, é o maior envolvimento das mulheres em esportes recreacionais e competitivos. Através de estudos científicos provou-se que as mulheres apresentam maior predisposição e risco de sofrerem lesões. Isto ocorre por fatores estruturais, mecânicos, neuromusculares e até mesmo hormonais.

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Existem dois tipos de fatores que podem comprometer a prática esportiva tanto em mulheres quanto em homens: os intrínsecos (sexo, idade, condição física, nutrição, fatores psicológicos e sociais) e os extrínsecos (relacionados a planejamento e intensidade da atividade física, condições climáticas, local do treino e equipamentos utilizados como vestuário, acessórios e calçados). Desta forma, devem ser levados em consideração, por exemplo, overtraining, alterações posturais, sobrepeso, piso inadequado, desequilíbrio muscular e até mesmo o tipo de pisada.

Uma vez gerada a lesão, o atleta busca o tratamento e, apesar da evolução da medicina desportiva como um todo (destaco o trabalho em conjunto de médicos e fisioterapeutas), esse não é um caminho tão fácil. Para que o tratamento seja satisfatório, o atleta amador precisa incluir em sua rotina as sessões diárias de fisioterapia mais acompanhamento médico com realização dos exames complementares. Isso quando não é obrigado a diminuir a intensidade das suas atividades de vida diária. No caso do esporte de alto rendimento profissional, é ainda mais complicado quando se tem um atleta lesionado. Um jogador de futebol, por exemplo, sofre cobrança por parte dos patrocinadores, por parte dos torcedores e por parte da família. Se estiver em temporada de competição o time é obrigado a contratar jogadores para repor o elenco.

Por isso é tão importante se buscar formas de prevenir as lesões esportivas para beneficiar tanto os atletas amadores quanto os profissionais. Com este fim, o fisioterapeuta possui inúmeros recursos como avaliação estática e dinâmica completa, avaliação postural, avaliação de deambulação, corrida e gesto esportivo, testes específicos para cada articulação ou grupo muscular, equipamentos como plataforma de força, de contato e dinamômetro para avaliação de equilíbrio muscular. Através deste trabalho, é possível prever possíveis lesões e, a partir de então, trabalhar em parceria com o treinador, educador físico ou técnico, de forma a minimizar os riscos existentes.

Milena Matias - Fisioterapeuta - CRECITO 93811F

Alguns princípios têm que ser estabelecidos na reabilitação.  Princípio de adaptação específica às demandas impostas: Para desenvolver f...

Princípios da reabilitação desportiva


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Alguns princípios têm que ser estabelecidos na reabilitação.

 Princípio de adaptação específica às demandas impostas: Para desenvolver força em grupos musculares específicos (adaptação específica), deve exigir que esse grupo de músculos se contraia repetitivamente contra uma sobrecarga (demanda imposta), assim poderá atingir a reabilitação completa ou total.

Estabelecimento dos objetivos terapêuticos: Planejamento de metas específicas diárias. Metas de curto alcance progridem até atingir as de longo alcance. Com isso também há um auxílio psicológico .

Avaliação contínua: Para avaliar a reação do atleta ao esquema terapêutico e o progresso em relação às metas.

Progressão funcional: Segundo Kegerreis, uma sequência ordenada de atividades que possibilita a aquisição de habilidades necessárias para o desenvolvimento seguro e eficiente do desempenho atlético.

Exercício precoce: O exercício é essencial durante a cicatrização das lesões por dois motivos. O exercício estimula a circulação aumentando o fornecimento de oxigênio para o tecido que está cicatrizando. O outro é que o exercício promove tensão no tecido direcionando a reestruturação do colágeno. Os exercícios têm que ser controlados, pois exercícios vigorosos demais rompem o tecido em cicatrização. Existe uma divisão entre a quantidade de exercício que otimiza o reparo do tecido e a que destrói essa reparação.

 Uma vez controlada a resposta aguda à lesão, o atleta pode prosseguir com a amplitude precoce de movimento e exercícios ativos.

Os exercícios de fortalecimento deveriam incluir atividades de CCA (cadeia cinética aberta), assim como de CCF (cadeia cinética fechada) com finalidade de incorporar um treinamento funcional e proprioceptivo.

A intensidade do exercício deveria prosseguir através de um protocolo ERP consistente. Duração, especificidade, freqüência, ritmo e progressão são outros fatores importantes que deverão ser enfatizados ao se elaborar um programa de reabilitação. É importante restaurar a força, potência e endurance (resistência) musculares e proporcionar a educação neuromuscular e endurance cardiovascular durante as fases do recondicionamento.

Um programa de reabilitação bem balanceado tornará possível uma progressão ordenada dos exercícios que incluem os que sejam de cadeia tanto aberta quanto fechada, além de treinar os músculos através de velocidades variáveis de movimento e de padrões variáveis de contração funcional (concêntrica e excêntrica), e de incorporar gestos esportivos específicos do desporto do atleta.

Velocidade de recondicionamento – Grande parte da perda de desempenho atribuível à lesão é conseqüência de inibição induzida pela dor.

Eliminação da dor – Todos os exercícios devem ser livres da dor.A dor residual em geral decorre de atividade muito extenuante no dia anterior e mostra que se deve aliviar um pouco o atleta.

Biofeedback – Existe um delicado equilíbrio entre muito pouco exercício e exercício em demasia durante a reabilitação.

Muito pouco exercício resulta em incapacidade permanente enquanto o exercício vigoroso causa mais lesão aos tecidos em cicatrização. É importante traçar os exercícios, medir o desempenho e relatar ao atleta o resultado.

O feedback específico de desempenho ajuda o atleta a progredir mais rápido.

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