A escalada é um esporte que está tornando-se cada vez mais popular. Esta tendência de crescimento faz com que haja um aumento no número de...

Lesões Ortopédicas na Escalada Esportiva e Montanhismo



A escalada é um esporte que está tornando-se cada vez mais popular.

Esta tendência de crescimento faz com que haja um aumento no número de praticantes e conseqüente aparecimento de lesões correlacionadas a estas atividades. Esse esporte apresenta diversas modalidades, por exemplo, escalada em alta montanha, escalada no gelo, escalada esportiva e o bouldering.

Na escalada esportiva as paredes tem em média 50 metros de altura variando com o grau de dificuldade, sendo que o atleta está protegido por equipamentos de segurança, se concentrando apenas na realização dos movimentos. Na escalada em rocha o risco da queda determina lesões traumáticas nos membros inferiores.

As lesões mais prevalentes nesse esporte acometem principalmente membro superior. A postura e os movimentos específicos da escalada exigem posições dos membros superiores no limite das articulações, com cargas muitas vezes elevadas, podendo explicar as lesões encontradas nesses atletas. As bases de tratamento não estão bem determinadas, podendo levar a freqüentes recidivas e insucesso no tratamento, com conseqüente perda de rendimento e eventual abandono do esporte. O objetivo desse trabalho será avaliar o perfil do atleta de escalada esportiva e suas lesões avaliados no período de 10 anos.

Material e métodos

Foram avaliados 192 atletas praticantes de escalada esportiva que realizavam regularmente algum tipo de treinamento e que não sofreram

Tipo de agarra que mais causam lesões nas polias. Hiperextensão da interfalangeana distal e flexão da interfalangeana proximal.

traumas secundários a outros esportes, em um período entre janeiro de 2001 até março de 2011. Somando 247 atendimentos por lesão.

Como instrumento de avaliação utilizamos um questionário, para obtenção dos seguintes dados;

Dados pessoais (idade e gênero), presença ou não de técnico ou preparador físico, forma de treino (alongamento, aquecimento, atividade aeróbia, freqüência e duração) e grau de dificuldade praticado pelo atleta.

O grau de dificuldade é classificado por um sistema alfa numérico e em diferentes regiões do mundo possuem diferentes escalas.

Por último avaliamos eventuais lesões; dor na pratica esportiva, sua localização, intensidade, tratamento e se já tinha deixado de praticar o esporte por causa de dor. Consideramos com lesão qualquer evento traumático ou não relacionado ao esporte que afastou o atleta dos treinos por pelo menos um dia.

Avaliação estatística foi realizada através do estudo do teste t de Students assumindo-se o valor de 0,005 para p.


Lesão ligamentar da interfalangeana proximal em escalador de rocha.

Cada analise testou uma das variáveis; idade, alongamento, frequência semanal de treinos, duração dos treinos, modalidade e grau de dificuldade.

Essas variáveis foram testadas quantos aos efeitos delas sobre a frequência de lesões.

Resultados

Dos avaliados, 178(73,5%) referiram algum tipo de lesão.

Os atletas foram divididos em três faixas etárias não havendo efeito da idade sobre a freqüência de lesão (p=0,789).

Não encontramos efeito do gênero sobre a freqüência de lesão, sendo 137 homens com frequência de 74,4% e 37 mulheres com frequência de 70,2%. (p=0,611). O mesmo foi encontrado quanto à realização ou não de alongamento, (p=0,649).

Em relação à freqüência de treinos observamos que está foi maior em indivíduos que treinavam de duas a três vezes por semana. (p=0,0001)

Lesões no pé do escalador: Lesões dermatologicas pelo uso da sapatilhas, extremamente apertadas para conferir aderência na rocha.

A duração dos treinamentos em horas apresenta relação direta com a ocorrência de lesões (p=0,0001)

De acordo com o tipo de modalidade praticada, observamos que 47 atletas escalavam esportiva em rocha com uma freqüência de lesão de 54,5%, os 69 atletas que escalavam esportiva indoor, apresentara freqüência de 71,0%, os 49 atletas que escalavam bouldering, tinham uma freqüência de lesão de 93,8% e os nove atletas que escalavam outras modalidades apresentaram uma freqüência de 55,6%. Sendo a modalidade Bouldering a que apresenta maior número de lesões. (p=0,001)

Encontramos uma relação direta com o grau de dificuldade da escalada, onde os 17 atletas que escalavam em um nível fácil (5A ou menos) tinham frequência de lesão 29,4%, os 37atletas que escalavam em um nível moderado (5B a 6C) tinham uma frequência de lesão de 59,4%, os 76 atletas que escalavam um nível difícil (7A a 8C) e os 42 que escalavam em um nível muito difícil (9A ou mais), apresentaram uma frequência de lesão de 80,2% e 95,2% respectivamente. Sendo que quanto maior o nível escalado maior a ocorrência de lesões. (p=0,001).

Discussão

A escalada é um esporte que apresenta um alto índice de lesões.

O estudo de GERDES, E. M., HAFNER, J.W., ALDOG, J.C., 2006, realizaram entrevistas em diversos sites de escalada durante dois meses e encontraram 2472 lesões relatadas.

No presente estudo, os 348 entrevistados foram divididos em três faixas etárias e observou-se que as maiorias desses praticantes tinham idade entre 21 a 29 anos, no entanto a frequência de lesão foi maior no grupo etário entre 13 a 20 anos. A literatura não mostra evidências de que a idade seja uma variável significativa para a frequência de lesão, porém ela aponta que a cada vez mais jovens estão praticando esse esporte, pois de acordo com a associação outdoor cerca de seis milhões de pessoas, com 16 anos ou mais, sejam praticantes desse esporte (GERDER, HAFNER, ALDAG-2006).

Em relação às outras variáveis como gênero, que apresentou p=0,611 e a realização ou não alongamento que apresentou p=0,649, não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas.

A literatura não mostra evidências de que a realização ou não de alongamento pode interferir na frequência de lesão.

No entanto, os atletas que treinavam três vezes por semana eram em maior número, por isso também não se pode afirmar que os atletas que treinam mais de três vezes por semana terão menor frequência de lesão.

Quanto a essa variável, a literatura não aponta dados específicos, pois GERDES, E. M., HAFNER, J.W., ALDOG, J.C., 2006, e WRIGHT, D. m., ROYALE, T. J., MARSHALL, t., 2001, mostraram que as lesões mais comuns em escaladores eram por sobrecarga, no entanto a freqüência de treinamentos não era determinada e sim o tempo de experiência do atleta nesse esporte.

A duração dos treinos também foi uma variável que apresentou diferença estatisticamente significante, p=0,0001, porém esse dado não esta estruturada e deve-se ter cuidado ao interpretá-lo, pois os atletas que praticam treinos de 3 horas tiveram maior frequência de lesão quando comparados com os atletas que treinam, por exemplo, 5 horas

ou mais, também não podendo afirmar que os atletas que treinam mais de 3 horas tenham uma frequência menos de lesão.

Portanto, pode-se concluir que a escalada é um esporte com alta frequência de lesão, e que indivíduos jovens em atividades físicas mais intensas (Bouldering) tem maior chance de lesão.

  Introdução: Este trabalho mostra a abordagem da lesão do corno posterior do menisco lateral do joelho direito em um triatleta de elite...

Protocolo de Fisioterapia para reabilitação pós artroscopia de menisco em triatletas



 

Introdução:

Este trabalho mostra a abordagem da lesão do corno posterior do menisco lateral do joelho direito em um triatleta de elite. O protocolo de reabilitação proposto tem por base três pilares em Fisioterapia Desportiva: Hidrocinesioterapia, Terapia Manual e o estudo do movimento e do desenvolvimento dos movimentos desportivos. Todos estes pilares seguem a ideia de estudo e de respeito pela evolução natural da lesão e como adaptar essas técnicas para conseguir uma recuperação completa, acelerando a reparação conjunta e mecanismos de regeneração articular de forma natural e segura.

Palavras-chave: Terapia Manual Hidrocinestiterapia, Kinestiotaping.

 

Descrição das lesões


O Triatlo é uma disciplina que inclui um desgaste avançado da cartilagem do joelho, de modo que as estruturas intra-articulares estão sob enorme tensão devido à alta demanda afeta ao desporto.

A lesão do corno posterior do menisco lateral aparece neste caso, sem qualquer trauma e se desenvolve devido ao excesso de treinos combinados, natação, ciclismo e corrida e da alta carga de trabalho prolongado para que o atleta desenvolve durante o treino.

É na corrida, onde encontramos um aumento do risco de desgaste do menisco e, especialmente, do corno posterior do menisco lateral.

Um aspecto importante deste caso, a dor do paciente agrave-se com a execução exercício, , de modo que o início da dor é gradual, até que finalmente se torna incapacitante. Isso acontece porque, no Triatlo, o atleta se adapta as suas sessões de treino de acordo com cada disciplina, por isso não reconhece o prejuízo imediato, pois ele pode continuar nadando ou a pedalar na bicicleta sem problemas. Assume especial importância o estudo da biomecânica e como os meniscos ficam sujeitos a pressão variável em cada etapa de treino.

 

Descrição do procedimento cirúrgico.


O paciente chegou á nossa clinica em 2010/06/12 com dor aguda no joelho direito. Na anamnese, o paciente não consegue determinar a causa ou origem da dor, mas nos informa que 10 minutos de treino são suficientes para lhe causar uma dor intensa na face póstero-lateral do joelho direito que o impede de continuar correndo. Esta dor não aparece durante seu treinamento na água ou na bicicleta.

Após a exploração da articulação, vamos definir os testes necessários para identificar as estruturas afetadas no interior da articulação.

- Teste Apley

- Teste Mackintosh

- Teste de Steinman

- Teste Bragard


Depois de identificar a estrutura lesada, o paciente consultou o ortopédista para confirmação diagnóstica.

- RM: 2010/06/16

- Primeira consulta com o cirurgião ortopédico 2010/07/05. O diagnóstico da Fisioterapia é confirmado e estabeleceu-se a realização de artroscopia do joelho para restabelecer a estabilidade.

- Cirurgia: 2010/07/15. Após a cirurgia, o paciente é liberado para casa.

- Trauma revisão: 19/07/2010.

 

 

Primeira fase

Inicio do protocolo de reabilitação: 2010/07/21

As seguintes variáveis foram obtidas com o método tradicional de goniômetro manual.

EVA (escala de dor analógica 0-10): 8

balança comum:

Flexão: 30 °

Extensão: 0 °

O paciente foi internado após a cirurgia com dor aguda referida em todas as articulações e perturbações do sono, posição antálgica e com a ajuda de duas muletas. Mostra a articulação com inflamação significativa no aspecto anterior do joelho operado sem derrame e sensação da pele engurgitada.

Nesta primeira consulta, decidiu-se a aplicação de Kinesio Taping (Kinesiotaping) para abordar a redução da inflamação e redução da dor, bem como fornecer a base para a manutenção de uma boa educação postural do paciente no uso de muletas e dos exercícios em casa.

 

1ª Aplicação Kinesiotaping

Os primeiros exercícios domiciliares prescritos são importantes na obtenção de apoio bipodal sem muletas de forma progressiva, fazendo a transição de cargas de uma perna para outra, sem forçar a flexão do pé do joelho. Assim, o objectivo de trabalho é proteger o abuso de outras áreas articulares durante o uso de muletas, por exemplo, a falsa aparência de uma dismetria dos membros inferiores devido à sobrecarga da articulação sacro-ilíaca contralateral.

 

Transferência de carga na marcha e exercícios para casa.

Após esta primeira fase .-

Nossa principal preocupação é focada em reduzir o processo inflamatório em primeira instância, refira-se à cirurgia em si, mas depois de quatro dias, notamos que, apesar da redução da dor na escala analógica (VAS 10/02), o saldo comum não tem melhorado. Durante estes dias, o paciente conseguiu fazer em casa exercícios de transferência da carga, sem quaisquer problemas e começou a caminhar com o auxílio de uma muleta. De Noite tem dor ou o desconforto permanece e não o deixa atingir um sono reparador.

Na sequência de uma acção conjunta de observação e palpação, decidimos encaminhar o paciente para uma segunda consulta com o ortopedista para a possível absorção de líquido sinovial em excesso.

Em 28/07/2010, procede-se à remoção do sangue coagulado no joelho do paciente, atraves de punção venosa, que foi produzido durante o curso da cirurgia /artroscopia. Este efeito secundário da cirurgia parece ser a principal causa da demora no ganho de articulação devido à impossibilidade de circulação devido ao esforço de flexão excessiva exercida na parte da frente do joelho.

Quando o paciente retorna à consulta naquele dia, decidimos fazer uma nova aplicação de Kinesio Taping para ajudar a absorção de inflamação residual.

 

2 º Aplicação Kinesio Taping malha (CrossTaping)

Biomecânica do menisco do joelho e sua relevância na corrida de longa distância .

Quando você passa do movimento de extensão para flexão, ocorre uma progressiva rotação interna da tíbia realizada automaticamente, provocando um movimento de aparafusar do joelho no seu comprimento. Este movimento de rotação é causada pela incompatibilidade dos côndilos femorais na sua zona posterior. Para nós, este aspecto deveria ter um significado especial porque este é o lugar onde o menisco, e particularmente o corno posterior começará a sofrer maior stresse. Por causa dos movimentos técnicos da corrida de longa distância do Triatlo, o progresso do atleta encurtado para proporcionar uma maior freqüência na etapa, conseguindo assim uma poupança de energia e melhor desempenho na prova. Um exemplo para mostrar este tipo de técnica de corrida seria a diferença na passagem entre um corredor de 100 metros e um atleta de maratona (muito comum nos atletas do Quênia), que aumentam a freqüência de amplitude de passada a perda de base, que superfícies articulares são preservados e o impacto é menor.

A Mobilidade no plano frontal do menisco deve ser reduzida, com valores relativos entre 10 º e 15 º, nem sempre a dobra é voluntária, para facilitar a adaptação do pé ás irregularidades do solo durante a execução.

Além disso, destaca-se como o menisco fez um movimento anterior do joelho durante a extensão, auxiliado por aletas menisco-patelar. Em flexão, encontramos o tendão do semimembranoso em interação com o corno posterior do menisco medial e o tendão do poplíteo arqueado ação oblíqua para o corno posterior do menisco lateral, o menisco esta em deslocamento posterior.

 

 

Segunda fase do trabalho. 2010/07/30 a 2010/08/08

Uma vez que o inchaço do joelho é controlado, nós começámos com a adição de exercício ativo para recuperar os valores dos movimentos articulares e o aumento gradual das cargas. Nesta fase, encontramos a evolução natural da lesão e a cartilagem começa a se regenerar. Aqui, consideramos a regeneração e a remodelação dos componentes do menisco em si, portanto a nossa intenção é induzir, através de exercícios, para melhorar a vascularização da articulação e começar a melhorar a propriocepção articular.

Da mesma forma, incluímos outra variável na aplicação de Kinesio Taping, desta vez para ajudar a contração muscular, afetando o vasto interno / exterior do músculo quadríceps.

 

3 ª Aplicação para o início da contração muscular, bandagem Neuromuscular.

Os exercícios descritos nesta fase incluem o trabalho na piscina e ginásio, começando com exercicio ativo na sala de musculação para terminar na piscina . Essa ordem é dada pelo efeito sedativo da ação da água no SNA e receptores articulares e permitindo uma melhoria no equilíbrio entre trabalho conjunto e liberalizados com efeito global massajando todo o pé e melhorando a circulação sanguínea . Além disso, desta forma, procuram incorporar o trabalho cardio-pulmonar necessário neste tipo de atletas que encontram no repouso em casa, um passo trás em seus esforços para melhorar rapidamente seu desempenho.

No ambiente aquático, a propriocepção tem um interesse maior, devido ao efeito contínuo de desequilíbrio que dá a água durante a operação, obrigando todos os mecanismos de estabilização do joelho para trabalhar de forma coordenada.

Descrição dos Exercício:

· Trabalhando com Theraband resistência média-baixa.

· Flexão do joelho e anca com barra de apoio por trás do pescoço.

· Marcha na mesa de apoio. 3 séries de 6-7 rep.

· 4 piscinas de 25 metros.

· cwrall Kick suporte em madeira

· Pontapé de volta na mesa plana

 

Os resultados parciais 2010/08/08

EVA (escala de dor analógica 0-10): 1

balança comum:

Flexão: 90 graus

Extensão: 0 °

Nota: no início desta fase o paciente e conseguiu andar sem apoio na muleta.

 

 

Terceira fase do trabalho: a partir de 17/08/2010 para 2010/09/08

O paciente revelou uma marcha normal, sem muletas e uma melhoria assinalável na redução dos seus desconforto durante o sono, nesta fase do protocolo de reabilitação é definida como principais objetivos o ganho máximo de amplitude da articulação do joelho, afetando também o fortalecimento muscular e desenvolvimento de movimentos técnicos.

A remodelação da cartilagem do menisco chega ao fim, de modo que o aumento da carga é tolerada sem produzir uma inflamação secundária. Além disso, a força de tração exercida pelo tendão infra-patelar, no momento da extensão a 0 º é tolerada e, começando a reduzir a atrofia muscular nos primeiros dias deste processo ocorreu.

Os Exercicios em casa continuam a progredir, desta vez usando plataformas de desestabilização para maior ativação dos fusos neuromusculares e OTGolgi através do sistema nervoso que transmitem o sinal necessário para ativar os reflexos do tendão.

 

Exemplo de exercícios em casa.

Outros campos de atividade, a piscina e sala de fitness irão auxiliar no progresso de ajustamento do esforço ajudando na evolução natural da lesão, de modo que, por exemplo, iniciou-se exerciciios com movimento do quadríceps no banco entre 15 -25 º na primeira vez e progradiu-se para um esforço final entre 20 º -45 º. Este ganho em graus de movimento aparece depois de uma fase de aquecimento antes do exercício de bicicleta, calibragem das diferentes alturas do assento para forçar o movimento de flexão. Nesta fase, o paciente pode fazer 10min de passadeira entre 4,5 a 8,5 km / h.

 

Destacamos, ainda, como o fortalecimento do quadríceps permite o uso de mais resistência no trabalho da piscina e melhora o apoio para fortalecer a propriocepção unipodal e educação postural do paciente.

A biomecânica da articulação do joelho é completada com exercícios de alongamento para os músculos da perna inteira, com ênfase especial no reto femoral e em decúbito lateral o PsoalIlíaco. Esse trecho também pode ajustar o limiar de dor e deixar que o triatlo começa a ter sensações óptimas para a recuperação a nível físico e psicológico, pois não devemos esquecer que a pratica desta disciplina requer uma grande capacidade de sacrificio .

Após essa fase, o paciente apresenta os seguintes resultados:

Dor Escala Analógica (VAS): 10/01

balança comum:

Extensão total de 0 º

120 º de flexão do joelho

 

 

Discussão e conclusões

Parece claro que a artroscopia do menisco não é considerada uma operação cirúrgica delicada, mas como muitos outros, pode causar efeitos secundários fora do protocolo de reabilitação. Portanto, a continuação da exploração do joelho do atleta a cada dia é necessário verificar que não há problema de aderência da pele ou irrigação após a cirurgia, especialmente nos primeiros quatro dias.

Um tópico de discussão que este caso levanta é saber se os parâmetros para a real remodelação reestruturação de regeneração da cartilagem são consistentes com a evolução da progressiva da carga e se os joelhos a podem suportar, pois há uma extensa literatura sobre mais ou menos protocolos conservadores. Acreditamos que esse aspecto precisa de mais estudos para unificar carga, intensidade e tempo de exercícios padronizados.

Parece óbvio que o paciente se recuperou todos os seus parâmetros normais sobre a biomecânica da articulação e da potência de seus músculos, embora a atrofia residual no músculo quadríceps (0,5-1 cm.) Ainda não foi resolvido, por isso esperar que nas próximas semanas, o protocolo de reabilitação é estendida para conseguir a simetria entre as pernas.

O esporte de triatlo é uma disciplina exigente, com a combinação de três fases de desenvolvimento que exigem a consideração pelo fisioterapeuta para adaptar o programa de reabilitação para cada disciplina, esta será uma estratégia terapêutica.

 

 

BIBLIOGRAFIA

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Autor: Rodrigo Betemps Cuartero

Quem acompanhou os últimos torneios de tênis, viu mais do que belas tacadas, desfile de músculos e atletas que mais parecem modelos de re...

Taping: fazendo moda com saúde



Taping fazendo moda com saúde


Quem acompanhou os últimos torneios de tênis, viu mais do que belas tacadas, desfile de músculos e atletas que mais parecem modelos de revista.
O que virou "moda" entre as tenistas é o "taping", uma espécie de fita de esparadrapo feita por fisioterapeutas para estabilizar a articulação.

O médico fisiatra Gilbert Bang, mestre em ortopedia e traumatologia, de São Paulo, explica que essa bandagem pode ser usada tanto na fase de prevenção de lesões quanto no tratamento. "Na prevenção, ela dá sustentação às áreas que normalmente são submetidas a estresse (esforços repetitivos), reduzindo a frequência ou gravidade das lesões, pois promove aumento da estabilidade articular", diz.

Segundo ele, essa fita moderninha - que na verdade foi usada pela primeira vez em 1986, na Austrália, pelo fisioterapeuta Jenny McConnell - proporcionam estabilidade, agindo no controle muscular. "Ela trabalha sobre os tecidos moles (músculos, tendões, ligamentos) que agem durante o movimento. No caso do joelho, permite o realinhamento da patela resultando no movimento anatômico", explica.

Quando o assunto é tratamento, essa bandagem auxilia na proteção da área lesionada, proporciona compressão, ajudando no controle do edema e diminuindo o estresse. Apesar de auxiliar na prevenção de lesões e suas reincidências, diminuir a gravidade de uma lesão e ainda agir na estabilidade, controlando o processo inflamatório, a bandagem não é um tratamento completo. "Ela faz parte de um programa de reabilitação mais global", afirma o médico, que é membro da Society for Tennis Medicine and Science.

A diferença delas para as joelheiras é que agem de maneira mais individualizada, aplicada de acordo com o desequilíbrio encontrado, com possibilidade de variação de tensões em uma mesma articulação em diversas direções e sentidos. "A joelheira mantém uma tensão generalizada na articulação, servindo apenas como mecanismo proprioceptivo, ou seja, lembrando o cérebro de que aquela região do corpo existe e assim, ocorrem mecanismos reflexos de controle da articulação (ação indireta)".

Outra vantagem da bandagem é que até a dor fica diminuída. Isso porque, segundo Bang, há aumento na velocidade de transmissão de impulsos nervosos das fibras neuromusculares, que acabam percebidas mais cedo que os impulsos responsáveis pela dor. Isso significa que a sensação continua existindo, mas chega ao cérebro depois. "A bandagem funciona como desvio, diminuindo o vetor de força resultante sobre a área com lesão", detalha.

Esse "taping" pode ser usado em lesões de ligamento e articulares (rearranjando a biomecânica dos ossos), lesões de partes moles (como fasciíte plantar), tendinites, distensões musculares (coxa e virilha), prevenção de lesões musculares e controle de movimento articular.

Mas é importantíssimo ressaltar que a fita deve ser preparada por um profissional habilitado e treinado. Para que as tensões da bandagem possam atuar de maneira eficaz, é preciso ser posicionada de maneira correta. "A aplicação errada não gerará tensão suficiente para atingir seus objetivos ou, se aplicada com força excessiva, pode dificultar a circulação, limitar movimentos e criar dor", alerta Bang.

Antes de recorrer às bandagens, é importante lembrar de que é contra-indicado o uso para retorno precoce à atividade física. "Usar para poder praticar esportes é aumentar o risco de reincidência da lesão", diz Bang. Da mesma forma, não se deve usar para controlar uma lesão grave a fim de permitir a participação do atleta em competição. Ele não indica ainda o uso após gelo - tanto pela baixa aderência quanto pelo efeito anestésico do gelo em mascarar sintomas - em crianças e à noite.

Por: Sabrina Passos

Vejo diariamente nas redes sócias, como Facebook e Twitter, muitas dúvidas, dicas, truques, macetes e mandingas sobre treinamentos. ...

As redes sociais e sua influência nas lesões esportivas



Vejo diariamente nas redes sócias, como Facebook e Twitter, muitas dúvidas, dicas, truques, macetes e mandingas sobre treinamentos. Como aumentar o rendimento, como recuperar uma lesão causada pela corrida, dicas de tratamentos, são alguns dos tópicos discutidos.

Por mais que a Internet seja uma ótima fonte de consulta, muitas pessoas a utilizam de forma incorreta. Claro que existem várias opções de assuntos, inclusive sobre tudo o que foi descrito acima. Mas cabe a vocês atletas saberem o que pode lhes ajudar ou não.

Vamos a alguns exemplos:

  • Caso 1. Atleta diz: preciso procurar um médico, minha canela dói durante a corrida e não consigo terminar meu treino, tenho que parar na metade ou às vezes assim que começo a correr.

    Resposta de um amigo: deve ser coisa passageira, espera mais um pouco que vai passar, ou para de correr alguns dias que a dor diminuirá.

    Minha dica: sim, concordo com a resposta do amigo, o atleta parando de correr com certeza a dor irá passar, mas afirmo com total certeza que em seu primeiro dia de treinamento esta dor irá voltar, aliás, voltará mais forte. O tratamento desta lesão inclui uma visita ao seu ortopedista de confiança, conversar com seu treinador (lembrando que ainda muitos praticantes de corrida de rua treinam sem orientação) e realizar a famosa "fisioterapia".

    Todo este tempo que você ficou parado (a) devido a este incomodo, a sua lesão se tornou crônica e seu tratamento irá demorar um pouco mais.

  • Caso 2, atleta diz: sinto uma dor no joelho, bem abaixo da rótula (patela). Dói quando estico a perna, ou quando fico por muito tempo com as pernas dobradas. Fui ao médico e ele disse que estou com uma tendinite patelar devido a um overtrainning. Ele pediu que eu ficasse um mês sem correr e iniciasse tratamento.

    Resposta do amigo: nossa, e agora, como você vai ficar sem treinar? Sabe o que você faz, eu tive isso aí uma vez. Sai para pedalar, faz natação que logo isso passará.

    Vamos ao contexto: se o problema causador da tal tendinite patelar foi diagnosticado como sendo overtrainning (excesso de treino) o atleta terá que parar com toda e qualquer atividade relacionada com a região afetada, neste caso o joelho. Com certeza ele poderá e deverá fazer um treino, mas de membros superiores ou até mesmo de abdômen, para não perder completamente o condicionamento físico.

    Fica a dica para todos vocês leitores que a qualquer sinal de dor, converse com seu treinador, procure orientação especializada com um médico, de preferência do esporte e inicie um tratamento. Com certeza seus dias sem a corrida serão os menores possíveis.

    Todas as histórias acima são reais e acontecem diariamente nas famosas redes sociais.

  • Por David Homsi

    Qualquer esporte impacta seriamente a estrutura óssea dos indivíduos que fazem algum tipo de atividade física. Para evitar que isso acarret...

    Esportistas precisam proteger suas estruturas ósseas


    1239807 31385576 300x200 Esportistas precisam proteger suas estruturas ósseas

    Qualquer esporte impacta seriamente a estrutura óssea dos indivíduos que fazem algum tipo de atividade física. Para evitar que isso acarrete problemas no futuro, os esportistas – constantes ou eventuais – precisam ficar atentos aos equipamentos de segurança e procurar ter um acompanhamento constante de profissionais de saúde.

    Mesmo esportes como a natação e o ciclismo (que à primeira vista parecem ser menos impactantes) podem comprometer a estrutura óssea dos praticantes. Movimentos repetitivos podem levar a um problema nas articulações ou nas membranas e cartilagens que as envolvem.

    "As principais dicas para evitar esse e outros tipos de problemas é usar equipamentos de segurança adequados e de qualidade e ter uma boa noção do terreno em que se pratica o esporte. Tomando esses cuidados, boa parte dos problemas com os ossos e articulações estará menos sujeita a acontecer", aponta Roberto Guarniero, médico do esporte e especialista em problemas de joelhos, do Serviço de Medicina Esportiva do Hospital Santa Catarina (HSC), em São Paulo.

    Bom posicionamento e musculatura adaptada para esforços maiores

    Além disso, aponta Rômulo Brasil Filho, ortopedista e também membro do mesmo serviço no HSC, é preciso estar preparado para fazer os exercícios em um bom posicionamento de trabalho no esporte. "Bom posicionamento de trabalho é tão somente fazer o exercícios nas posições corretas. Toda atividade tem posicionamentos ideais que diminuem os riscos para o sistema musculoesquelético. Até mesmo esportes aparentemente 'sem segredos', como o golfe, têm posições ideais e executar os movimentos de forma errada pode comprometer seriamente a coluna ou os músculos de quem pratica", explica o ortopedista. Por isso a importância do acompanhamento de profissionais de saúde física em qualquer atividade esportiva.

    Ambos os especialistas também apontam outro fator determinante para a proteção das estruturas ósseas: um bom trabalho envolvendo o fortalecimento muscular, que é a melhor maneira de proteger os ossos de sobrecarga. "Fortalecer progressivamente – ou seja, sem sobressaltos na capacidade muscular – é a melhor maneira de evitar dores nas costas, problemas nas articulações ou outro tipo de problemas ósseos", aponta Brasil Filho.

    Joelho sofre em qualquer esporte

    Uma das articulações mais exigidas do corpo, o joelho sofre o impacto em todo tipo de atividade física. No caso dos corredores, o impacto que não foi absorvido pelo tênis, pé e musculatura da perna é sentido, na sequência, pelo joelho. Além disso, as repetições de movimentos nessa área do corpo também são constantes. Não existe esporte em que o joelho não tenha papel importante.

    "Por isso é bom usar todo tipo de equipamento de proteção que alivie os impactos na área do joelho. Além da questão óssea, o que pode acontecer também é que essas atividades comprometam a cartilagem que trabalha para uma boa movimentação da articulação e que, quando comprometida, causa dores intensas", diz Brasil Filho, que lembra que, se necessário, é possível que os atletas profissionais tenham até mesmo que investir em fármacos "protetores de cartilagem".

    "A sobrecarga no joelho de esportistas profissionais é intensa. Mas mesmo nos esportistas eventuais é preciso estar atento para o problema, principalmente se você observar a questão da idade. Pessoas que interromperam uma rotina de atividades físicas no passado e estão voltando depois de muito tempo paradas – e já não tão jovens – podem precisar de atenção especial e, portanto, um acompanhamento diferenciado para esse tipo de problema nos joelhos causado pelo impacto excessivo", afirma.

    E apesar de toda polêmica atual sobre a importância do alongamento, Braga Filho defende a necessidade dessa prática para complementar a série de cuidados com a estrutura musculoesquelética de quem faz exercícios. "O importante é ter uma boa orientação para realizar todas essas medidas profiláticas que garantam a integridade do esportista eventual ou profissional", finaliza.

    por Enio Rodrigo

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