A lesão esportiva é um problema comum no cotidiano esportivo, desta forma deve ser amplamente estudada por profissionais da saúde, dentr...

Lesão esportiva x emoção do atleta


    A lesão esportiva é um problema comum no cotidiano esportivo, desta forma deve ser amplamente estudada por profissionais da saúde, dentre os mesmos estão os psicólogos, os quais devem compreender como a mesma pode influenciar o rendimento do atleta e sua qualidade de vida. São diversos os fatores que estão atrelados a uma lesão e cada atleta possui suas particularidades que precisam ser entendidas pelo psicólogo que deseja tornar ótimo o tratamento a fim de recuperar o atleta lesionado visando sua melhora integral, portanto é preciso dissecar este tema de forma cautelosa e bem apurada.

    Atualmente, a participação nos mais diversos esportes, sejam estes de alto rendimento, lazer ou recreação, vem aumento de forma significativa e concomitante a esta crescente adesão das pessoas as atividades desportivas observa-se o aumento de lesões esportivas dos mais variados tipos (SMITH, 1996). Portanto, torna-se imprescindível que os profissionais da saúde possam estudar o tema com o intuito de auxiliar em todos os esportes para que os sujeitos possam lidar da melhor forma possível com a problemática que os acomete. Para tanto, o profissional precisa estar ciente que a grande maioria dos atletas, sejam estes de esportes de rendimento, lazer ou recreação buscam nos eventos competitivos ou recreativos seu rendimento máximo que somada com uma carga excessiva de trabalho nos treinamentos tem aumentado de forma significativa o número de lesões em desportistas (MENDO, 2002).

    No que se refere às lesões esportivas sabe-se que há fatores psicológicos fortemente atrelados à predisposição a mesma, bem como ao tempo de reabilitação e ao retorno às atividades desportivas. Os fatores psicológicos também podem interferir no nível de sucesso dos processos de reabilitação (WEINBERG; GOULD, 2001). Outra questão que deve ser considerada e avaliada pelo profissional da saúde ao se deparar com uma lesão esportiva é que quando o atleta se lesiona, este problema é considerado pelo desportista de alto nível como um dos maiores fatores de stress esportivo (DE ROSE JR., 1999).

    Buceta (1995) afirma que três tipos de avaliações psicológicas são essenciais a fim de garantir um adequado acompanhamento psicológico de um atleta após a lesão esportiva, são estas: a avaliação da lesão propriamente dita, a avaliação do impacto emocional da lesão esportiva, bem como a avaliação da adesão, do rendimento e do progresso do tratamento. Sabe-se que a avaliação da lesão propriamente dita é competência do médico esportivo, desta forma, cabe ao psicológico trabalhar de forma integrada com o mesmo para que possa obter informações essenciais para o seu trabalho. Além do médico, fisioterapeuta e outros profissionais também poderão ser importantes neste momento para que possam trocar informações e trabalhar de forma interdisciplinar visando uma ótima evolução do processo e o bem-estar do atleta. As informações advindas do técnico são de suma importância e permitem mapear a situação do atleta no contexto de treinamento e competições.

    O psicólogo juntamente com a equipe que atua com o atleta lesionado deve compreender que a lesão é um dano causado por traumatismo físico sofrido pelos tecidos do corpo humano, as quais podem ser acompanhadas de experiências psicológicas que afetam o bem-estar do esportista lesionado e podendo vir a afetar, em algum nível, todos os que estão a sua volta. (ANDREOLI, WAJCHENBERG; PERRONI, 2003)

    É fundamental compreender a classificação das lesões esportivas com o intuito de desenvolver o trabalho de acordo com o grau e intensidade do problema, ou seja, individualizar ao máximo o processo nos aspectos psicológicos. Guerrero (2001) classifica os tipos de lesão em leves, moderadas, graves, incapacidade desportiva e incapacidade funcional. As lesões leves são caracterizadas por traumatismos que necessitam de tratamento, mas não chegam a afetar o comportamento do atleta nos treinamentos nem mesmo nas competições. Já as moderadas chegam a provocar algum desconforto no treinamento e diminuem o rendimento do esportista em competições. As lesões graves, por sua vez, são caracterizadas por um período considerável de disfuncionalidade que esta diretamente relacionada com um ou mais meses de afastamento dos treinos e competições. O atleta pode precisar de internação hospitalar e, em alguns casos intervenção cirúrgica. A incapacidade desportiva refere-se às lesões que têm como conseqüência de sua gravidade, um tempo muito longo de recuperação, o que desfavorece que o esportista recupere o seu nível anterior a lesão de rendimento no esporte. Por fim, a incapacidade funcional caracteriza as lesões muito graves que são assinaladas pela permanente disfuncionalidade motora do atleta.

    A contribuição de Andersen e Williams (1998) sobre a explicação do papel que os fatores psicológicos desempenham em lesões esportivas, sendo tal relação vista a partir de situações desportivas estressantes. Os autores observam que é importante complementar que o "estresse, entretanto não é o único fator que influencia lesões esportivas", junto com outros fatores como "de personalidade, história de estressores e recursos de controle influenciam o processo estresse e, por sua vez, a probabilidade de lesão" (WEINBERG; GOULD, 2001, p.420). Desta forma, a entrevista psicológica é um dos instrumentos importantes para que este possa mapear a real situação que o atleta vivencia.

    O começo de uma lesão ocasiona, na maioria das vezes, conseqüências negativas tanto para a participação quanto para o rendimento do atleta no seu esporte. Desta forma, não é raro que o esportista apresente medo, tensão, fadiga, incredulidade, depressão, queixas somáticas (enjôos, perda de apetite, insônia, entre outras) e também dificuldade com o período longo de reabilitação e a restrição de atividades podendo a sentir uma sensação de ser dominado pela lesão esportiva. (BECKER JUNIOR, 2008; MAY, CAPURRO; STUOPIS, 1999).

    De acordo com Becker Junior (2008) é preciso compreender que a lesão é um fator negativo e é um problema que pode acometer o desportista a qualquer momento. A lesão é uma das dificuldades que mais tende a preocupar a equipe técnica e, até mesmo, os torcedores. Em alguns esportes são permitidas jogadas mais fortes e violentas fazendo com que tenham maior risco de lesão do que outros.

    Machado (2006) afirma que o medo é um aspecto interligado ao processo emocional do atleta, isto porque é uma emoção presente freqüentemente nos desportos e que pode ser decorrente de diversas causas, dentre elas o desportista pode estar com medo que do "fracasso que ameaça sua performance e carreira" (p.32). Além disso, não são raros atletas que possuem medos relacionados com contusões que poderão ameaçar suas carreiras, seja temporária ou definitivamente, por movimentos mal executados ou por jogadas de impacto.

    A incidência repetitiva de lesões esportiva demonstra ser um fator indicativo da existência de necessidade de intervenção psicológica para com o atleta acometido pelo problema (MADDISON; PRAPAVESSIS, 2005). Desta forma, Rúbio (2007), afirma que o psicólogo do esporte tem como uma de suas funções acompanhar os atletas lesionados durante a sua reabilitação com o intuito de favorecer este processo e promover um melhor entendimento dos sentimentos experiênciados, assim como se busca vivenciar o problema de uma forma mais proativa.

    Becker Junior (2000) assinala que algumas mudanças ocorrem na vida do desportista após a lesão, as quais englobam os aspectos desportivos, físico e psicossocial. Dentre as principais mudanças destacam-se no bem-estar físico a lesão física, a dor, o tratamento e a reabilitação, bem como as restrições físicas temporárias podendo existir mudanças físicas permanentes. Já no bem-estar emocional é comum observar trauma psicológico, ansiedade, depressão, sentimento de perda e ameaça à performance no futuro. O atleta também precisa lidar com as demandas emocionais do tratamento e da reabilitação. O bem-estar social, de acordo com Becker abarca possíveis perdas de importante papel social, separação da família, amigos e companheiros de time, um novo relacionamento com os profissionais do departamento médico e, em alguns casos, a necessidade de depender dos outros. O autor também engloba o autoconceito do desportista, no qual a sensação de perda de controle, alteração da auto-imagem, ameaça de metas futuras e até mesmo questionamento de valores morais, ameaça de perda da posição na equipe, necessidade de tomar de decisões sobre circunstâncias estressantes como fatores que podem sofrer mudanças após uma lesão esportiva.

    A reação emocional de um atleta a uma lesão esportiva é similar àquela de pessoas que encaram a morte iminente, as quais são desenvolvidas por Kübler-Ross (1997). De acordo com essa visão da psiquiatra e abordada por Samulski (2009), atletas que se deparam com uma lesão geralmente seguem cinco fases: 1)Negação, 2) Raiva, 3) Barganha, 4) Depressão e 5) Aceitação. Embora, os esportistas possam apresentar diversas destas emoções em resposta à lesão esportiva, elas não seguem um padrão estereotipado pré-estabelecido. Nem todos os indivíduos passam pelos cinco estágios ou fases após a lesão, por isto é importante observar cada indivíduo na sua individualidade.

    Segundo Becker Junior (2010) psicólogos estão ampliando seu trabalho com atletas utilizando técnicas com o intuito de recuperá-lo da falta de motivação, bem como da falta de energia, de estresse e com os próprios procedimentos do processo de reabilitação visando o retorno do atleta as competições. O autor afirma que as técnicas que estão sendo utilizadas são: manejo da dor e técnicas de imaginação e visualização visando diminuir a dor do atleta no período de recuperação. As técnicas de preparação psicológica e relaxamento também são utilizadas e objetivam o rendimento do desportista durante o período de recuperação.

  A necessidade de se obter resultados rápidos e eficientes no esporte tem feito com que a fisioterapia esportiva se desenvolva cada vez mai...

Fisioterapia Esportiva em atletas e não atletas


 

A necessidade de se obter resultados rápidos e eficientes no esporte tem feito com que a fisioterapia esportiva se desenvolva cada vez mais. Este desenvolvimento técnico cientifico tem beneficiado também aqueles que não são profissionais do esporte. Na fase de recuperação o fisioterapeuta trabalha a amplitude do movimento articular, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação, a autoconfiança do paciente e o retorno gradual e progressivo as atividades esportivas. Geralmente as lesões no esporte estão relacionadas à falta de condicionamento físico e a traumas diretos. Essas lesões variam de acordo com a modalidade esportiva.

Por exemplo: jogadores de futsal e futebol têm uma tendência maior para lesões nos tornozelos, joelhos, musculatura da coxa e panturrilha; já com os tenistas, as lesões mais comuns são os membros superiores como tendinite de ombros e epicondilite (cotovelo).

As principais diferenças na maneira como se tratam o atleta e o não atleta estão nas primeiras 24 ou 48 horas após a lesão. No atleta, o tratamento acontece no momento da lesão, com ele ainda em quadra, realizando o que nós chamamos de protocolo de terapia intensiva com: gelo, compressão, elevação da região afetada e repouso absoluto nas próximas 24 horas ou mais.

Esse período vai determinar o tempo de recuperação. Alem disso, o atleta chega a fazer três sessões diárias de fisioterapia. O grande desafio na recuperação de atletas e fazer com que consigam manter o máximo possível de seu condisinamento físico, mesmo estando em tratamento. O atleta com uma lesão de joelho, por exemplo, não precisa ficar completamente inativo. Podemos tratá-lo com exercícios para os membros superiores, alongamentos, séries de abdominal e atividades orientadas na piscina aquecida. Esse tipo de abordagem no tratamento dos atletas não só mantém o condicionamento físico como acelera sua recuperação.

A atividade física orientada por profissionais aumenta a resistência do sistema imunológico e acelera a recuperação dos tecidos lesados. Na recuperação de profissionais do esporte é fundamental que exista desde o começo do tratamento uma troca de informações entre todos os integrantes da comissão técnica.

"O grande desafio na recuperação de um atleta é fazer com que ele consiga manter o máximo possível de seu condicionamento físico, mesmo estando em tratamento".

"As primeiras vinte e quatro horas de tratamento vão determinar o tempo de recuperação".

"A atividade física orientada por profissionais aumenta a resistência do sistema imunológico e acelera a recuperação dos tecidos lesados".

Análise Estatística Apesar de ser um esporte de contato, o Taekwondo não é considerado um esporte violento quando comparado a outros como o ...

As lesões durante a prática do Taekwondo


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Análise Estatística
Apesar de ser um esporte de contato, o Taekwondo não é considerado um esporte violento quando comparado a outros como o futebol.

Os praticantes de Taekwondo estão freqüentemente expostos a lesões traumáticas sendo as contusões as mais comuns.
Trago neste texto algumas informações do que tem acontecido durante a prática de Taekwondo tanto em academias quanto em competições.

Tipos de Lesões
As possíveis lesões que o nosso corpo está exposto podem ser externas ou internas. Por exemplo:
- Chutar o cotovelo do adversário pode provocar um inchaço (edema), o famoso "roxo" (hematoma), dor no peito do pé. São lesões que podemos ver, pois está no lado de fora do corpo (como também os cortes), sendo chamadas então, de lesões externas. E por dentro?
- Podemos ter rupturas de ligamentos, fratura, tendinites, artrite dentre outras. Essas lesões nós não conseguimos ver diretamente, podendo ser chamadas de lesões internas.
As causas das lesões podem estar relacionadas ao nosso próprio corpo (causas internas) ou não (causas externas):
- Fatores internos: idade, sexo, constituição física, condições de saúde/doença mórbida, desempenho muscular (força, velocidade, elasticidade)
- Fatores externos: programa de treinamento (freqüência, intensidade, qualidade), local de treino (piso, material utilizado), ambiente de treino (altitude, temperatura, ventilação).

Dados Estatísticos
O Doutor. Baek H.S. da Coréia fez um estudo estatístico das lesões ocorridas durante a prática do Taekwondo (não inclui casos de fraturas e traumatismo crânio-encefálico), concluindo:
- 50% dos casos envolvem lesões de ligamentos
- 46% dos casos envolvem músculos e tendões
- 4% dos casos apresentam lesões superficiais (como cortes)

O estudo estatístico da Universidade de Hoso (Coréia) mostrou que:
- As fraturas ocorrem em 3% dos casos
- Lesão cerebral acontecem em 0,3% dos casos
E qual a parte do corpo que mais sofre lesão?
- Pés: 24%
- Joelhos: 21%
- Perna (canela): 11%
- Cotovelo: 10%

Daí a importância da utilização de equipamentos de proteção na tentativa de amenizar essas agressões ao nosso corpo, pois as lesões não acontecem simplesmente pela contusão ou entorse.

Também foi realizado um estudo estatístico sobre o cuidador, ou seja, quem está tratando das pessoas que apresentam algum tipo de lesão. Observa-se que o tratamento é feito pelo:
- Próprio atleta em 64% dos casos
- Médico em 25% dos casos
- Técnico em 12% dos casos

Conclusão
Com esses dados podemos concluir que as lesões mais freqüentes acontecem nos pés e joelhos, e que envolvem os ligamentos na maioria das vezes. Daí a importância da proteção do peito do pé como método preventivo de lesões, e o cuidado com os pisos das academias e quadras de competição (fatores de risco para entorses).

Obs.: contusões freqüentes no peito do pé podem provocar lesão de pequenos nervos dessa região, resultando em dor constante.

Recomendações

- Faça um exame médico antes de iniciar qualquer atividade física.

- Faça uma avaliação física para conhecer melhor o seu corpo. Essa avaliação (feita pelo profissional de Educação Física) contribuirá para desenvolver um melhor programa de treinamento para você, pois neste ponto devemos respeitar a individualidade de cada atleta.

- Converse com seu professor sobre o que anda acontecendo com você, se está se cansando rápido, se sente dores, etc, para descobrir a causa e resolver a questão. Não sendo do alcance do professor, procure um profissional da área. Isso é respeitar o seu próprio corpo.

- Utilize equipamentos de proteção nos casos em que se faz necessário e nas situações coerentes. Por exemplo, não é necessário fazer uma aula completa de caneleira, protetor de antebraço. Há pessoas que podem ter problemas circulatórios e o protetor pode dificultar a circulação provocando dor ou desconforto nas pernas e braços. Há aqueles que tem alergia ao material que compõe a proteção. Enfim, cada caso é um caso. Você não precisa usar uma armadura para treinar Taekwondo!

- Não espere melhorar num piscar de olhos. Treine com segurança e não abuse do seu corpo. Ele também precisa de repouso! Dependendo do caso, é melhor treinar uma hora por dia e três vezes por semana do que três horas em um dia. RESPEITE SEU CORPO!

- Quando se diz saúde, entenda-se saúde FÍSICA, PSICOLÓGICA e SOCIAL.

- Veja se sua academia oferece segurança. Degrau ou desníveis próximo à área de treino é um risco para entorses e quedas. Verifique se o piso "segura" muito o pé, se há pregos na área de treino ou proximidades. Espelhos no Dojang são ótimos, desde que você não esbarre neles! Ambiente tranqüilo, bem iluminado e ventilado é fundamental.

- Alimente-se bem. Regime de última hora para entrar em competição é PREJUDICIAL.

- Beba água antes, durante e após o treino. Mantenha-se hidratado! Não se cubra ou use roupas pesadas para suar mais.

Fonte

Esportes de verão, praticados pelas pessoas na praia durante o período mais quente do ano, são responsáveis por um aumento de 20% a 30% no...

Esportes de verão aumentam em até 30% os casos de lesões no ombro


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Esportes de verão, praticados pelas pessoas na praia durante o período mais quente do ano, são responsáveis por um aumento de 20% a 30% no fluxo dos consultórios, devido à falta de preparo físico e de instruções para a prática.

A estimativa foi feita por médicos do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Arnaldo Amado Ferreira Neto , ortopedista e chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do instituto, diz que as lesões na região do ombro são as mais comuns.

- As lesões nos ombros são mais frequentes nesta época do ano. A falta de preparo e o exagero das atividades podem criar processos inflamatórios, degenerativos e também lesões mais graves como fraturas e luxações.

Aparentemente inofensivas, as recreações de verão podem comprometer as estruturas do ombro compostas de tendões e ligamentos que estabilizam e movimentam esta região.

Segundo o médico, esportes como natação, surfe, voleibol e frescobol são os mais escolhidos pelos turistas que vão à praia e, por sua vez, são as causas mais comuns de lesões nos ombros. Outra atividade facilmente praticada com exagero e sem a orientação adequada é a musculação, que costuma ficar mais popular nessa época do ano para deixar o corpo "sarado" a todo custo.


O especialista diz que a prática regular e o respeito aos limites do corpo ajudam a evitar essas lesões.

- Começar de maneira moderada as atividades pode ajudar a preservar as estruturas do ombro e prevenir lesões.

Veja dicas do médico para evitar lesões no ombro:

- Iniciar a atividade de aquecimento com uma curta sessão de corrida, bicicleta ou caminhada (de 5 a 10 minutos).

- Alongar de 30 a 45 segundos cada grupo muscular da região do ombro e cotovelo, respeitando os limites das articulações.

- Movimentar ativamente as articulações em todas as direções (cinco repetições de cada movimento).

- Simular gestos esportivos, como arremesso, braçada (de duas a  quatro repetições, sem impacto ou cargas exageradas).

Fonte: R7

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Quais são as principais lesões de um jogador de futebol?


Atualmente, a maior parte das lesões não está relacionada a pancadas, mas sim a movimentos de rotação e explosão muscular. Em uma análise dos prontuários médicos de oito times profissionais, ortopedistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram que as lesões por choque entre jogadores (as chamadas contusões) representaram apenas 24,1%, contra 39,2% de lesões musculares, 17,9% de torções e 13,4% de tendinites. Além disso, o estudo apontou que 72,2% das lesões ocorreram em membros inferiores, com predomínio na coxa (34,5%), no tornozelo (17,6%) e no joelho (11,8%). "A cada 6 segundos o jogador de futebol faz um movimento inesperado. Articulações e músculos foram feitos para mexer, mas o ser humano ultrapassa os limites de movimentação do seu corpo e aí ocorrem as lesões", diz o ortopedista Moisés Cohen, que coordenou o levantamento da Unifesp e já operou craques como Raí e Vampeta. Um estudo dos médicos ingleses Richard Hawkins e Colin Fuller, publicado no British Journal of Sports Medicine, mostrou que 71% das lesões ocorridas na Copa do Mundo de 1994 aconteceram em lances não assinalados como faltas, o que indica que o maior inimigo do atleta é a competividade do futebol moderno. "O movimento não precisa ser brusco para machucar. Muitos rompem o ligamento cruzado (do joelho), por exemplo, por causa de um movimento sozinho", conclui Moisés Cohen.

Pronto-socorro futebol clube Entorse? Contratura? Entenda como e onde acontecem as principais lesões do futebol

Rosto

Apalpe seu rosto e sinta o osso bem embaixo do seu olho. É o osso zigomático, que vai até a mandíbula, formando um vão sob ele. Muitos jogadores costumam usar os braços para proteger a bola e às vezes, com uma cotovelada, afundam esse osso

Púbis

O local onde o músculo adutor da coxa se encontra com o púbis (parte de baixo da "bacia") é um dos mais sobrecarregados no futebol. O movimento repetitivo nessa região provoca uma inflamação no tendão que junta o músculo e o osso. É um tipo de tendinite - o tendão não se rompe - sentida como a famosa "puxada na virilha"

Canela

A fratura na tíbia é o tipo de fratura mais comum no futebol. Antigamente, quando o uso de caneleiras não era obrigatório, elas eram ainda mais típicas. Em casos de fratura da tíbia, é comum que a fíbula também seja afetada, afinal é um osso muito mais fino e que nem sempre é protegido pelas caneleiras

Tornozelo

Assim como o joelho, sofre com a rápida movimentação do futebol moderno. Para piorar, os tornozelos estão mais vulneráveis a pancadas e aos buracos do campo. As lesões mais comuns são torções (ou entorses) nos ligamentos que conectam os pés aos ossos da perna - o ligamento anterior de um boleiro vive dolorido

Fratura por estresse

Mais um tipo de lesão causado por movimentos repetitivos, que apesar de gerar muita dor, não é detectado no raio X. Para entender, pense no osso como um arame: se você o dobrar muitas vezes no mesmo ponto, uma hora ele vai arrebentar. Os ossos que mais sofrem por estresse são os do pé, que são finos e não param de se movimentar

Joelho

Os movimentos de rotação são os culpados pelas lesões no joelho. As mais comuns são rompimentos (total ou parcial) do ligamento cruzado anterior (1), do ligamento colateral-tibial (2) e do menisco (3). Eles funcionam como elásticos que se esticam com a rotação da perna. Quando são sobrecarregados, eles rompem e é preciso reconstituí-los usando outros tendões, como o de trás da coxa

Coxa

O músculo é feito de várias fibras que, na hora do movimento, escorregam umas sobre as outras. Quando o movimento não é harmônico ocorre um estiramento. Durante o chute, por exemplo, o músculo está contraído para produzir a força contra a bola e, de repente, você o estica. Os músculos posteriores são as principais vítimas. Eles podem simplesmente travar (contratura) ou mesmo se romper

Equipamentos de proteção

Os mais usados são caneleira, tornozeleira e bermuda térmica (ou "coxeira"). Muitas caneleiras já têm uma tornozeleira acoplada, mas, para dar mais firmeza, os jogadores geralmente fazem uma "botinha" no tornozelo com uma faixa. A coxeira ajuda a deixar a musculatura da coxa aquecida e produz pressão sobre as fibras para evitar que elas escorreguem de mais ou de menos

por Artur Louback Lopes

    O voleibol está entre os esportes mais populares do mundo. No Brasil, houve um considerável aumento na prática desta modalidade, motivad...

Prevenção de lesões de tornozelo em praticantes de Voleibol


    O voleibol está entre os esportes mais populares do mundo. No Brasil, houve um considerável aumento na prática desta modalidade, motivado talvez, pelas importantes conquistas e por influência dos meios de comunicação. Nestas participações estão homens mulheres das mais variadas idades com diferentes níveis de habilidade. E todos estão susceptíveis as lesões.

    As lesões mais freqüentes são desencadeadas por trauma agudo (macrotrauma), onde os mecanismos de causa são bem definidos. No voleibol, este tipo de lesão é bastante comum. Apesar de ser um esporte com limitado contato físico, pelo fato, das equipes estarem separadas por uma rede, há uma elevada incidência de lesões (SCHUTZ, 1999). A maioria dessas lesões ocorre principalmente na zona de ataque da quadra de voleibol, atingindo principalmente a região do tornozelo, durante a finalização das ações de bloquear e atacar (LAFORGIA, et al., 1995; BAHR & BAHR, 1997; SCHUTZ, 1999). Nesta área, os atletas estão propensos a adquirir este tipo de lesão. Todos, com exceção do líbero estão igualmente expostos ao risco, durante os treinos ou nos jogos coletivos.

    O contato físico fica restrito a zona de conflito (SCHUTZ, 1999), localizado na linha central da quadra de voleibol, sob a rede. A cada aterrissagem das ações realizadas (bloqueio, ataque ou levantamento com salto), os atletas podem cair com um dos pés mal posicionado no solo ou sobre o(s) pé(s) do companheiro ou do adversário, acarretando sérias conseqüências (Figura 1).

Figura 1. Esquematização do mecanismo de entorse por inversão do tornozelo na zona de conflito, sob a rede na linha central da quadra de voleibol. Fonte: BAHR et al., 1994: 598.

Incidência de lesões na região do tornozelo na prática do Voleibol

    Estudos sobre as lesões no voleibol profissional estão bem descritos na literatura. No entanto, existem poucos estudos direcionados ao voleibol amador principalmente nas categorias de base. Os atletas jovens praticantes de voleibol também têm sofrido com altos índices e com a precocidade das lesões.

    Entre as atletas que sofreram lesão com afastamento temporário da prática do voleibol no ano de 2003 e primeiro semestre de 2004, 66% estavam entre as idades de 11 e 14 anos, na época, categorias Pré-Mirim e Mirim, período em que estão em fase de aprendizagem e formação desportiva. Metade dessas lesões incidiu na região do tornozelo, por trauma agudo. (FARINA, 2006). Outra pesquisa realizada pelo autor, considerando apenas as lesões relatadas nos membros inferiores nesta mesma população, verificou-se também que o tornozelo foi a região mais atingida, e que, 23,63% delas tinham sofrido mais de uma lesão, bilateralmente ou por reincidência (FARINA, 2001). A proporção do risco aumenta no sexo feminino e principalmente em atletas com prévia história de entorse, as chances de reincidência aumentam em quatro ou cinco vezes (BAHR E BAHR, 1997, BAHR, et al. (1997); THACKER, 1999). E as mulheres são mais susceptíveis as lesões que os homens (GORMAN, 1998; ROZZI & LEPHART, 1999).

    LAFORGIA, et al. (1995), relatou que as lesões no tornozelo ocorreram em maior escala nos jogadores de ponta do que nos jogadores de meio, essa análise foi realizada durante uma competição de grande importância na Itália.

O mecanismo de lesão

    O mecanismo de lesão mais freqüente na região do tornozelo é o trauma agudo por entorse. Existem dois mecanismos de entorse, por eversão e inversão. A eversão é um mecanismo de lesão de menor ocorrência, porém, apresentam danos mais severos as estruturas comparadas aos danos pelo mecanismo de inversão.

    Atentaremos em descrever o mecanismo por inversão (Figura 1), por ser mais freqüente nas atividades esportivas (MILLER & HERGENROEDER, 1990; BERNIER, PERRIN, 1998; SCHUTZ, 1999).

    A entorse não ocorre unicamente por um único movimento, são combinações de movimentos, como a de flexão plantar, supinação e adução do pé. Ações acima dos limiares fisiológicos provocam distensões, rupturas (parcial ou completa) de um ou mais dos ligamentos articulares que estabilizam o tornozelo. Durante a ocorrência da inversão, os ligamentos e os músculos na região da fíbula responsáveis pela eversão do tornozelo, reagem rapidamente na tentativa de estabilizar a articulação, mas, se o movimento for continuado, por uma ação de grande intensidade, acaba excedendo as tensões dos tecidos, e o primeiro e se romper é o ligamento talo-fibular anterior, seguido pelo ligamento calcâneo-fibular, e posteriormente ou sucessivamente, o talo-fibular posterior, podendo atingir estruturas ósseas com fraturas no nível da linha articular (MILLER & HERGENROEDER, 1990). A intensidade de mecanismo de lesão influenciará na gravidade da lesão.

    A inversão do tornozelo freqüentemente resulta em grau de instabilidade funcional principalmente nas reincidências, devido à diminuição das forças dos músculos eversores do tornozelo e da sensibilidade dos proprioceptores na região. BERNIER E PERRIN (1998), reforçam que esses fatores influenciam no controle postural.

Proposta de prevenção

    A prevenção é uma soma de medidas com bases científicas que devem ser colocadas em prática de forma planejada e organizada. Para que o programa seja efetivo, os profissionais que atuam com atletas amadores ou profissionais de qualquer idade (professores, preparadores físicos, técnicos, fisioterapeutas, médicos, entre outros) precisam atuar concomitantemente e solidariamente. A participação e a colaboração do atleta é fundamental para o sucesso, tanto na prevenção ou no tratamento das lesões.

    As propostas descritas a seguir são informações e sugestões baseadas na revisão bibliográfica e na experiência profissional com o propósito de intervir na prevenção das lesões na região do tornozelo.

a. Programa Teórico: o esclarecimento dos fatores de risco para a conscientização são importantes (BAHAR, et al., 1997). Explicações e demonstrações áudio-visuais, dos mecanismos e das ações que podem levar o atleta a adquirir lesões, despertam a preocupação e a precaução.

b. Pré-avaliação: a avaliação biomecânica e das condições físicas dos atletas antes da iniciação esportiva e em cada pré-temporada, é fundamental, para a identificação dos possíveis problemas que possam levar o atleta estar no grupo de risco (GARRICK, 1990; HERGENROEDER, 1997; ZITO, 1993).

c. Treinamento Resistido: este tipo de treinamento favorece a aptidão física e o condicionamento da resposta fisiológica para a atividade física. Realizado nas estruturas adjacentes à articulação do tornozelo especificamente, levam a adaptações neuro-musculares favoráveis, sustentando e reforçando a estabilidade articular, conseqüentemente, prevenindo lesões. Sugere-se o fortalecimento dos músculos, dorsiflexores, eversores do tornozelo e dos flexores-plantar.

d. Treinamento Funcional: o treinamento funcional vem sendo muito difundido no Brasil. Têm como princípio, condicionar o corpo funcionalmente de maneira eficiente e segura, podendo estar diretamente relacionado a atividade física praticada, melhorando seu desempenho. Estimula o corpo amplamente facilitando o aprimoramento dos movimentos, por deixar de trabalhar as unidades músculo-esquelética de forma segmentada ou isolada, conseqüentemente, prevenindo lesões, entre outros benefícios.

e. Alongamento: por meio de exercícios regulares e específicos, o alongamento favorece a mobilidade articular, otimiza o aprendizado e o desempenho atlético pela consciência corporal, diminuindo a tensão muscular na região.

f. Propriocepção: as técnicas de propriocepção são baseadas na educação e no treinamento cinestésico, proporcionando melhoria da consciência corporal, na coordenação dos movimentos e na pré-ativação dos mecanismos de defesa inconsciente e consciente. E para isso, existem uma gama de exercícios que podem ser incluídos nos treinamentos da modalidade. BRINER & BENJAMIM (1999) E THACKER (1999), referem que este tipo de intervenção pode ser efetivo entre atletas com tornozelos previamente lesionados sem o benefício dos estabilizadores durante as atividades. Observou-se uma redução no número de lesões no tornozelo reincidentes quando utilizado a técnica, mas não houve redução para os casos com mais de 5 danos prévios de entorse (BAHR, et al., 1997). É recomendável que os exercícios proprioceptivos sejam realizados com os pés descalços para facilitar a percepção dos mecanoreceptores, permitindo maior sensibilidade ás percepções provenientes do solo, enviando para os níveis superiores informações mais claras. O treinamento em terrenos irregulares como areia, grama, camas elásticas, trampolins, colchões, entre outros, geram instabilidades, favorecendo o treinamento proprioceptivo. Além de quebrar a rotina dos treinamentos, desperta a motivação pelos desafios impostos e amenizam a constância dos saltos em superfícies duras. O ideal é a utilização das técnicas próxima à realidade de jogo, para a preparação e condicionamento dos atletas em determinadas situações.

g. Treinamento técnico: Sugere-se, que a realização dos movimentos técnicos, principalmente nas ações de atacar e bloquear (individual, duplo ou triplo) poderiam afetar as taxas de lesões no tornozelo pelo condicionamento, evitando a linha central durante as ações (BAHR, et al., 1997). Segundo BRINER & BENJAMIM (1999), este tipo de intervenção pode reduzir em 50% a incidência de entorse de tornozelo. Treinar os atletas a não avançar em direção a rede em demasia, parece influenciar na prevenção de lesões, Figura 2.

Fonte: BAHR, et al. 1997: 174.

Figura 2. Exemplo no ataque. O atleta evita invadir a linha central da quadra durante os treinamentos como forma de condicionamento da ação.

h. Calçado: os calçados devem ter adequação em relação ao tamanho, aos apoios e acolchoamentos, devido aos inúmeros saltos realizados, devem ser observados os solados para aderência, considerando o tipo de piso e para a absorção de impactos. Grandes empresas investem muito no aprimoramento dos calçados esportivos específicos, basta escolher o mais adequado ao tipo de esporte praticado. As meias fazem uma relação de grande importância na estabilidade junto ao calçado.

i. Controle da Fadiga Muscular: a fadiga muscular leva a inabilidade de gerar força, dificulta a coordenação motora pela diminuição da sensibilidade dos receptores musculares. A fadiga é normalmente caracterizada pelo desconforto e dor, por acúmulo de ácido lático no músculo. Segundo ROZZI E LEPHART (1999), uma redução na velocidade de condução da membrana leva há uma má qualidade da contração muscular, diminuindo a pré-ativação dos mecanismos de defesa.

j. Estabilizadores de Tornozelo: é um auxiliar que contribui na redução das lesões no tornozelo, pode ser incluída como estratégia de prevenção. No entanto, o uso indiscriminado por longo período sem a associação dos incessantes exercícios de propriocepção e fortalecimento, pode ser prejudicial. Porém, ainda existam controvérsias em relação ao desempenho do atleta com o uso dos estabilizadores de tornozelo (BAHR, et al., 1997; THACKER, et al., 1999). Os atletas que utilizaram estabilizadores associados a um programa de prevenção proprioceptiva tiveram significativamente índices menores de lesões, estas diferenças estão relacionadas em atletas com história prévia de lesão. BRINER E BENJAMIM (1999) recomendam o uso dos estabilizadores enquanto o atleta estiver realizando a reabilitação ativa. Sugestão: sabendo-se que a maioria das lesões ocorrem durante os exercícios específicos da modalidade e não nos jogos coletivos, entre as atletas das categorias de base (FARINA, 2006). Talvez, seja importante considerar a utilização do mesmo, nestas situações, como auxílio preventivo, antes de adquirir lesão. Novamente, associado a outros métodos e técnicas preventivas.

k. Alterações na Regra de Voleibol: outro fator que poderia contribuir na prevenção das lesões seria a alteração de uma das regras oficiais da modalidade de voleibol, item, invasão sob a rede. Este parece favorecer o contato entre os oponentes. Metade das lesões acontece nesta área (BAHR & BAHR, 1997). Porém, existe uma discussão, que tal mudança poderia ocasionar uma alteração no fluxo do jogo, aumentando as interrupções pelas faltas cometidas. Foram realizadas testes com estas alterações, os atletas não poderiam ter nenhum contato com a linha central. No entanto, foi constatado um aumento nas interrupções em 8,4% de 1355 rallys contra 0,3% de 1768 rallys com as regras atuais. A alternativa, para os futuros estudos, diferentemente de BAHR & BAHR (1997), atentaria apenas na diminuição da área de contato, deixando a linha central como parte integrante da quadra, aplicando a penalidade quando o atleta ultrapassasse com qualquer parte do pé, além dos limites da linha como mostra a Figura 3.

Figura 3. Ilustração adaptada e sugestiva das alterações das regras de voleibol.

l. Crescimento Rápido: Pode-se ter como hipótese que o crescimento (2º estirão) possa ser um dos fatores contribuintes pelo alto índice de lesões em atletas com idades mais baixas que estão em período de formação esportiva (FARINA, 2006). Neste período há uma diminuição da coordenação motora geral e da consciência corporal, pelas alterações dimensionais abruptas das estruturas músculo-esqueléticas.

m. Outros fatores: refere-se às atividades que auxiliam na preparação das atletas para a prática do voleibol, atividades como: aquecimento, corridas, além das atividades recreativas e comemorações. Estas situações são responsáveis por uma parcela das lesões, afetando principalmente a região do tornozelo. Em situações de corrida ou trotes (aquecimento ou condicionamento cardiovascular), foram relatadas lesões por irregularidades no terreno, como degraus e buracos. Nas comemorações, estas ocorrerem durante os saltos ou saltitos comemorativos pela pontuação alcançada durante o jogo. O futebol como atividade alternativa, teve uma considerável contribuição para a aquisição de lesão por mecanismo de entorse na região do tornozelo (FARINA, 2006). Segundo os autores, HEWETT & LINDENFELD (1999) e HARRIS (2000) ressaltam, a falta de habilidade como fator de risco de lesão. Portanto, praticar o "futebol" ou qualquer outra modalidade esportiva diferente do voleibol, como forma de aquecimento ou recreação pode ser um fator de risco, pela inabilidade das atletas nestes esportes. Com as devidas precauções, seria possível prevenir em quase 100% os riscos de lesões nestas situações.

Considerações finais

    A prevenção no esporte é fator primordial, é a primeira forma de proteção para o atleta. Esta proteção deve ser iniciada na infância, respeitando as distintas fases do desenvolvimento humano junto ao processo de aprendizagem motora desportiva. Uma equipe de profissionais qualificados, responsáveis e sensíveis ás respostas fisiológicas individualmente, é relevante.

    Cada item da proposta pode contribuir no resultado geral, na redução das incidências de lesões na região do tornozelo. É necessário discutir a importância da prevenção e da realização do trabalho em equipe e, convencê-los (todos) a assumir as responsabilidades de prevenção durante os treinos e jogos. A equipe técnica é o agente direto na prevenção, trabalhar conjuntamente na elaboração dos treinamentos, na adequação e na segurança é fundamental, para deixar os atletas livres dos perigos desnecessários.

    As intervenções profiláticas estão além da ação direta com os atletas, esta integração é de extrema importância para o sucesso do programa, dando ao atleta a oportunidade de torna-se não só um vencedor, mas principalmente um adulto seguro e sadio dentro e fora das quadras.

Fonte

Poucos estudos tem sido publicados sobre a relação entre dança e lesão no bailarino levando ao desconhecimento do mesmo no que diz respeito...

Flexibilidade e lesão no tornozelo do bailarino


Poucos estudos tem sido publicados sobre a relação entre dança e lesão no bailarino levando ao desconhecimento do mesmo no que diz respeito aos cuidados necessários a serem tomados durante esta prática. A falta de informação por parte dos bailarinos, sobre o seu próprio corpo, faz com que o número de lesões seja cada vez maior, uma vez que muitos professores de dança apresentam-se totalmente despreparados no sentido de orientar seus alunos em questões anatômicas, cinesiológicas e fisiológicas, questões estas que estão diretamente ligadas à prática da dança no que se refere ao rendimento técnico e o máximo de segurança.

Observou-se durante a vivência entre bailarinos (iniciantes e experientes) com hipermobilidade da articulação talocrural (tornozelo), a sistemática falta de força dos mesmos e maior tendência à instabilidade articular em inversão na realização do trabalho de pontas durante a prática da dança, ou seja, a ocorrência de um desalinhamento do eixo vertical do tornozelo durante o trabalho de pontas onde o dedo mínimo é projetado em direção ao solo. Partindo desta observação fez-se necessária uma investigação mais aprofundada da presente questão objetivando conferir se esta hipótese é verdadeira para então prevenir o acontecimento de lesões.

Palazzi, Hernandez e Perez (1988) relatam que dança quando praticada com dedicação objetivando a perfeição, pode ser comparada aos esportes de competição, no que se refere ao número de horas praticadas diariamente. A partir do relato destes autores podemos pensar em dança como uma atividade com grande probabilidade de ocorrência de lesões pela alta exigência sofrida por alguns segmentos corporais, onde podemos citar a articulação do tornozelo.

Autores como Minguez (1988), Palazzi, Hernandez e Torrens (1992), entre outros, apontam a articulação do tornozelo como um dos segmentos onde acontece o maior número de lesões em bailarinos. Ocorre que, alguns bailarinos são donos de uma mobilidade articular acima da média, em que tem se observado uma possível relação entre esta característica articular e uma falta de força local, podendo ser este, um forte agravante no acontecimento de lesões. Segundo Minguez (1988), um aumento da prevalência de hipermobilidade articular em bailarinos, os predispõe a apresentar lesões ligamentares entre outras patologias; este autor ainda cita que, dada a intensidade desta atividade, a hipermobilidade em bailarinos pode ser considerada mais como uma desvantagem. A inter-relação entre hiperlassidão articular e a dança é freqüentemente ponderada e debatida, ainda que seu estudo científico seja bastante escasso.

Howse (1987) relata que, a partir de estudos com jovens bailarinos, concluiu-se que os bailarinos hipermóveis apresentam maior propensão a sofrer lesão do que aqueles sem hipermobilidade articular Em um bailarino com hipermobilidade articular a força é extremamente importante no controle deste aumento de mobilidade, que acompanha, com relativo equilíbrio, uma fraqueza muscular. Infelizmente estes jovens bailarinos hipermóveis, podem apresentar grande dificuldade em desenvolver força suficiente para controlar o aumento da mobilidade articular.

Segundo Shafle, apud Hergenroeder (1988) a falta de força no pé e tornozelo do bailarino pode resultar em entorses agudos do mesmo ou lesões por uso excessivo destes. A flexão plantar sobre o solo (trabalho de pontas) é um movimento articular de grande solicitação na maior parte das modalidades de dança. Este movimento é na dança denominado relevé. Bordier (1985) cita que o relevé executado em inversão é erro freqüente realizado pelo bailarino na prática da dança.

Gangneire, Euler-Zigler Fournier, Commandre (1998) apontam que a lesão mais comum no bailarino ocorre com freqüência em inversão do tornozelo. Distensões podem ocorrer em qualquer ligamento do pé e tornozelo, porém o mais comum envolve o complexo de ligamentos localizados lateralmente no tornozelo.

Reenstram (1999) concorda com os autores acima e explica que, a lesão ligamentar lateral se dá tipicamente em flexão plantar em inversão, pois é a posição de máximo estresse do Ligamento Tíbio Fibular Anterior (LTFA), este é o mais frágil dos ligamentos laterais. Com o pé na posição anatômica, o LTFA corre paralelo ao eixo do pé, quando este se encontra em flexão plantar sobre o solo (relevé), o LTFA, corre paralelamente ao eixo da perna, ficando desta forma, mais suscetível à lesão, uma vez que as torções ocorrem geralmente em flexão plantar e em inversão. O trabalho de pontas é um exemplo típico que pode enquadrar-se no que explica este autor.
Hamilton (1988) afirma que muitos problemas podem ocorrer em uma distensão dos ligamentos durante um entorse de grau III (entorse severo). Esta situação ocorre no momento em que o tornozelo deixa de seguir o alinhamento da perna por uma questão de instabilidade, gerada provavelmente pelo déficit de força da musculatura local para manter a posição de relevé perpendicular ao solo.

Segundo Gleim, Mchugh (1997) muitos especialistas em Medicina do Esporte acreditam que a flexibilidade assume importante papel na ocorrência de lesões, ainda que possa apresentar-se de diferentes formas conforme a modalidade esportiva realizada; porém, estes autores concordam que a flexibilidade dinâmica para lesões ainda não tem sido investigado.


PESQUISA

Relacionando-se a observação de bailarinos hipermóveis com fraqueza muscular e, a revisão bibliográfica realizada anteriormente, conclui-se que somente através de uma pesquisa científica seria possível considerar a possibilidade desta questão ser verdadeira. A partir desta pesquisa bibliográfica foi realizada também uma pesquisa de campo onde se investigou a relação entre flexibilidade e lesão da articulação talocrural no trabalho do relevé em pontas (flexão plantar talocrural e metatarsofalangeana sobre o solo) em bailarinas semiprofissionais de Ballet Clássico.

Metodologia - a amostra pesquisada (composta por 8 bailarinas) foi selecionada através de Anamnese (informações como idade, tempo de prática de dança e carga horária e perna dominante), IMC (Índice de Massa Corporal, para certificar-se de que não há bailarina com aumento de peso) e mensuração da amplitude de flexão plantar talocrural de ambos os tornozelos a partir de um flexímetro (aparelho utilizado para medir a ADM - Amplitude de Movimento Articular). Vale salientar que os graus de flexão plantar talocrural encontrados nas bailarinas selecionadas para compor a amostra variaram em seus valores do mais baixo ao mais alto grau de flexibilidade, objetivando desta forma, verificar se as bailarinas com maior grau de flexibilidade talocrural apresentarão maior tendência a sofrer entorse em inversão na prática do relevé, do que as bailarinas com menor flexibilidade na referida articulação. O programa compreendeu de um período de dois meses e meio onde foram observadas (filmadas) dez aulas (sessões) de Ballet Clássico, sendo os exercícios realizados com leve apoio de uma barra fixa e no centro da sala sem apoio nenhum. Em aulas de Ballet, a maior parte dos exercícios tem uma duração que varia de quinze segundos a poucos minutos onde se trabalham contrações do tipo isométrica, concêntrica e excêntrica, exercícios de resistência muscular localizada (principalmente em membros inferiores), força rápida e resistência de força e flexibilidade. O tempo de duração de cada aula varia entre 1h30min. a 2h de duração.
Também buscando coletar dados, a amostra respondeu a um questionário do tipo fechado (informações sobre possíveis instabilidade articulares e lesões de tornozelo pregressas) e submeteu-se a um teste de equilíbrio (Eurofit, 1988).

Resultados - a análise dos resultados, a partir dos dados coletados, foi apresentada segundo valores encontrados a partir do teste t - student para dados pareados, onde foram levadas em consideração as variáveis ADM talocrural, IMC, teste de equilíbrio e número de inversões ocorridas durante a pesquisa. Em função dos resultados obtidos, concluiu-se que o número de inversões aconteceram com maior freqüência nos tornozelos mais flexíveis com um nível de significância < 0,05. A partir desta tendência, constatou-se que bailarinas com aumento de flexibilidade talocrural apresentaram um déficit de força local, ficando desta forma mais expostas ao risco de sofrer entorse.


CONCLUSÃO

A partir dos resultados obtidos, foi possível refletir e concluir que como um mecanismo de prevenção, seria prudente por parte dos professores de dança, uma maior interação sobre questões anatômicas, cinesiológicas e fisiológicas do bailarino e não somente nas questões artísticas. Um bailarino trabalhado de forma consciente e cuidadosa na parte técnica é um bailarino com maior probabilidade de apresentar alto rendimento em termos de performance além de um maior tempo de vida útil durante sua carreira, não somente no período profissional, mas desde sua iniciação na dança, momento este de suma importância na vida de um bailarino, pois compreende a fase de seu desenvolvimento, quando ocorrido na infância.

Fonte

Faça Fisioterapia