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Blog integrante do "Faça Fisioterapia"

sábado, 15 de outubro de 2011

Fraturas da coluna lombar nos esportes







Fraturas da coluna lombar são raras nos atletas, devido a grande massa muscular presente na região. A energia necessária para causar uma fratura deve ser intensa, estando relacionada a esportes de alta velocidade, como o automobilismo, motociclismo e esportes de inverno.

A classificação das fraturas da coluna tóraco-lombar é baseada no conceito de estabilidade das "três colunas". A coluna anterior é constituída pelo ligamento longitudinal anterior, a porção anterior do corpo vertebral e o disco intervertebral. A coluna média é representada pelo restante do corpo vertebral, disco intervertebral e ligamento longitudinal posterior. A coluna posterior inclui o processo espinhoso, os ligamentos interespinhosos e supra-espinhosos, as articulações inter-apofisárias posteriores, e os pedículos.

As fraturas com lesão de duas colunas são classificadas como instáveis. Cada fratura deve ser abordada individualmente, sendo o seu diagnóstico realizado por história, exame físico e com o auxílio dos métodos radiológicos. As radiografias simples em incidência ântero-posterior e de perfil possibilitam a visualização da fratura e da estrutura óssea. A tomografia computadorizada fornece informações a respeito do canal vertebral e possível compressão do saco dural por fragmentos ósseos. A ressonância magnética permite avaliação da estrutura ligamentar, do disco intervertebral e das estruturas nervosas presentes no saco dural.

O tratamento das fraturas é iniciado no local aonde ocorreu o trauma através de imobilização do atleta e sua remoção para um centro médico. A manipulação indevida do atleta pode causar danos transitórios ou permanentes, podendo promover incapacidades não somente para a prática esportiva, mas também para o convívio social. As fraturas consideradas estáveis são tratadas com o uso de órteses (colete de Putti ou de Boston), feitos sob molde, por um período entre 8 à 12 semanas. As fraturas instáveis geralmente necessitam estabilização cirúrgica, com tempo de recuperação mais prolongado.


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