A TAF é definida como sendo a combinação de: desordem alimentar , amenorréia e osteoporose . É uma desordem muitas vezes não reconhecida, ...

O que é a Tríade da Atleta Feminina (TAF)?



A TAF é definida como sendo a combinação de: desordem alimentar, amenorréia e osteoporose. É uma desordem muitas vezes não reconhecida, e suas complicações podem ser devastadoras para a vida da atleta. Apesar de não se saber a prevalência exata deste distúrbio, vários estudos mostraram que cerca de 15% a 62% das atletas universitárias norte-americanas têm uma desordem alimentar. A amenorréia é encontrada em 3,4% a 66% das atletas femininas enquanto em 2% a 5% das mulheres em geral. Muitas atletas femininas passam despercebidas devido à natureza secreta dos distúrbios alimentares e pelo fato de muitas considerarem como uma conseqüência normal a cessação menstrual durante as atividades físicas competitivas.

Os distúrbios alimentares podem ser manifestados de diferentes formas, sendo a anorexia nervosa e a bulimia nervosa os dois extremos deste amplo espectro. Mesmo que muitas atletas não venham a apresentar todos os sintomas necessários para o diagnóstico dessas duas entidades acima, elas apresentam com freqüência uma combinação de ambas. A anorexia nervosa é caracterizada por um medo intenso de ganhar peso mesmo quando magra, mantendo o peso em menos de 85% do esperado. Há uma influência exagerada do peso e forma corporais na auto-avaliação da pessoa, e uma negação da seriedade e da gravidade da perda de peso exagerada. Há, nas mulheres que já começaram a menstruar, uma parada na menstruação por pelo menos três ciclos consecutivos (amenorréia). Essas pacientes podem vir a ter momentos de compulsão para alimetarem-se utilizando posteriormente, o vômito, diuréticos e laxantes para expelirem o excesso de comida da qual fizeram uso. A bulimia nervosa por sua vez, caracteriza-se por uma falta de controle alimentar, onde a pessoa come uma maior quantidade de comida em um pequeno espaço de tempo (2/2hs). Há comportamentos compensatórios inapropriados para prevenir o ganho de peso como indução de vômitos, uso de diuréticos e laxantes, jejum prolongado e atividades físicas intensas.

A amenorréia pode ser primária (atraso da primeira menstruação) ou secundária (ausência de menstruação após ciclos anteriores). Quando relacionadas ao treinamento físico excessivo, são causadas por alterações hipotalâmicas (cerebrais), que levam a uma diminuição de estrogênio circulante.

A osteoporose é definida como a perda de tecido ósseo diagnosticado através da diminuição da densidade óssea. Isso leva à fragilidade óssea, predispondo a fraturas de estresse (quando atletas) e a fraturas de coluna e quadril (quando mais velhas). No caso da TAF, ela é causada pela diminuição do estrogênio circulante. A morbidade (grau de lesão e desconforto) associada à osteoporose é significante e a perda óssea pode ser irreparável.

A palavra flexibilidade é derivada do latim flectere ou flexibilis, "curvar-se". Talvez uma das definições mais simples seja a am...

Pilates na flexibilidade de atletas juvenis de futsal



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A palavra flexibilidade é derivada do latim flectere ou flexibilis, "curvar-se". Talvez uma das definições mais simples seja a amplitude de movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações, sendo limitada por ossos, músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares.

Ao contrário do que ocorre com a musculatura, a capacidade de alongamento de tendões, ligamentos e cápsulas é muito limitada, devido a sua função de estabilização articular. Weineck descreveu a influência dos diferentes tipos de tecidos que contribuem na flexibilidade para resistência articular: cápsula e articulação, 47%; musculatura, 41%; tendões, 10%; e pele, 2%.

A flexibilidade é uma capacidade individual, pois depende de fatores como: herança genética, sexo, idade, volume muscular e adiposo, além de fatores externos como treinamento, temperatura ambiente, etc.

Essa capacidade vai se perdendo com a idade, principalmente durante a adolescência e, acentuadamente, no sexo masculino. Acredita-se que até os 17 anos a flexibilidade possa ser recuperada e, inclusive, incrementada por programas de treinamento adequados. Após essa idade, tanto para homens quanto para mulheres, essa capacidade tende a reduzir-se progressivamente.

Com o aumento da flexibilidade muscular, os exercícios podem ser executados com maior amplitude de movimento, maior força, mais rapidamente, mais facilmente, com maior fluência e de modo mais eficaz. Enfim, a falta de flexibilidade é um fator limitante ao desempenho esportivo, sendo um fator facilitador de lesões musculares.

O futebol de salão (futsal) é um esporte em ascensão mundial, atraindo cada vez mais adeptos. Devido à facilidade de encontrar espaços para sua prática, é um dos esportes mais difundidos no Brasil, sendo jogado por mais de 12 milhões de brasileiros, segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol de Salão – CBFs.

Grau(10) afirma que, quando adolescentes entram em centros de formação futebolísticos, os treinamentos intensos, a musculação e, talvez, programas de flexibilização mal-elaborados formam um atleta com pouca flexibilidade. Conseqüentemente, o gesto esportivo (no caso, o chute) apresenta-se menos preciso e menos potente, justamente pela deficiência de flexibilidade, especialmente na musculatura posterior de coxa (isquiotibiais).

Este grupo muscular, juntamente com o grupo posterior da perna (gastrocnêmios), são os mais propensos a estiramentos musculares (lesão gerada pelo alongamento exagerado das fibras ou contrações musculares bruscas). Estes músculos caracterizam-se por ser biarticulares e por solicitação excêntrica em grande parte do tempo (por exemplo, os isquiotibiais na fase de desaceleração do chute e os gastrocnêmios na aterrissagem).

As principais técnicas para o desenvolvimento da flexibilidade são: balística, alongamento, estática e FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva)(5). Entretanto, técnicas como o Pilates® vêm surgindo como novas opções a serem estudadas, testadas e comprovadas.

A técnica recebe esse nome por fazer referência a seu criador, Joseph Pilates (1880-1967). Os primeiros praticantes da técnica foram quase exclusivamente dançarinos e atletas. No entanto, nos últimos anos, o Pilates® tornou-se um método popular na reabilitação e no fitness. Nos Estados Unidos, são mais de cinco milhões de praticantes e em uma simples busca na internet surgem mais de 200 vídeos disponíveis sobre o assunto.

O treinamento de Pilates® pretende melhorar a flexibilidade geral do corpo e busca a saúde através do fortalecimento do "centro de força", melhora da postura e coordenação da respiração com os movimentos realizados. Visando o movimento consciente sem fadiga e dor, o método baseia-se em seis princípios: a respiração, o controle, a concentração, a organização articular, o fluxo de movimento e a precisão. É um método que trabalha com exercícios musculares de baixo impacto contracional, fortalecendo intensamente a musculatura abdominal. Entretanto, mesmo com os efeitos benéficos proporcionados pela técnica, existe escassez de estudos acerca dessa modalidade terapêutica, sobretudo em atletas.

Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito sobre a flexibilidade proporcionado por um programa de Pilates® em uma população altamente propensa a limitações dessa capacidade e que pode usufruir de inúmeros benefícios com o incremento da mesma.

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