Além da melhora da lesão e sintomas, o tratamento fisioterapêutico tem como objetivo o retorno à corrida sem riscos de recidivas (nova les...

Fisioterapia na lesão em tendão de Aquiles


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Além da melhora da lesão e sintomas, o tratamento fisioterapêutico tem como objetivo o retorno à corrida sem riscos de recidivas (nova lesão).

Numa fase inicial de lesão, o objetivo é minimizar a lesão tecidual com a utilização de ultra-som e gelo numa posição alongada do músculo da panturrilha, ou seja, com o tornozelo dobrado (dedos em direção à "canela").

Numa fase intermediária, é indicada a utilização de ultra-som e laser para estimular a síntese de colágeno e cicatrização. Um alongamento suave dos músculos da panturrilha contribuirá para o realinhamento das fibras de colágeno e deve ser seguido pela aplicação de gelo numa posição alongada do tendão.

Já a fase final do tratamento visa melhorar a cicatrização da lesão e fortalecer os músculos. Deve-se aplicar o gelo no final dos exercícios com objetivo de diminuir a dor e prevenir possíveis reações inflamatórias.

A aplicação de técnicas de massagem também auxiliará na melhora das aderências e contribuirá para a reorganização das fibras do tendão, além de ajudar no deslizamento da camada que o recobre.

O músculo da panturrilha ou tríceps sural é um músculo estático, ou seja, tem a função de sustentação, manutenção de postura e posição, além de auxiliar na flexão do joelho e fazer a flexão plantar (dedos para baixo, longe da "canela"). Por estes motivos e por sua própria fisiologia, tem tendência a se encurtar (mesmo em quem não pratica esportes!). Além disso, o encurtamento deste músculo estimula a pronação do retropé e predispõe a lesões e alterações na postura. Por isso é importante mantê-lo alongado.

Como é comum alterações posturais predispor a lesões, técnicas como a RPG (reeducação postural global), que visam alinhar o corpo e seus segmentos, podem auxiliar no tratamento ou evitar lesões, além de contribuir para a melhora da flexibilidade.

Tão importante quanto os alongamentos e fortalecimentos que irão reequilibrar a musculatura são os exercícios de propriocepção que levam informações ao cérebro e otimizam a função motora. Eles melhoram as reações da articulação quando há mudanças de direção, velocidade e terreno, favorecendo a biomecânica correta da corrida e evitando lesões. Eles devem ser orientados pelo fisioterapeuta, de forma gradual e introduzidos na fase correta do tratamento.

O retorno à corrida deve ser gradual, acompanhado dos exercícios para alongar e fortalecer os músculos da panturrilha, até que força, resistência, flexibilidade e amplitude de movimento estejam adequadas (quando comparados ao lado não lesionado). Dessa forma o tendão estará preparado para exercer sua função plenamente e receber as tensões transferidas a ele durante a corrida.

A prevenção é a melhor medida quando falamos em lesão tendínea. Apesar do tendão ser inelástico, ele se beneficia com o alongamento muscular pois ocorre diminuição das forças e tensões sobre ele. Portanto, o alongamento deve ser realizado mesmo distante dos treinos (pode ser feito em casa) para manter a elasticidade do músculo e evitar lesões no tendão. Da mesma forma, é importante fazer um aquecimento adequado da musculatura para que esta esteja preparada para a corrida, além do desaquecimento.

O atacante Adriano se submeteu a uma cirurgia, na manhã de hoje, por causa de uma ruptura total de ligamentos no tendão de Aquiles. Essa l...

Saiba tudo sobre a lesão do atacante Adriano


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O atacante Adriano se submeteu a uma cirurgia, na manhã de hoje, por causa de uma ruptura total de ligamentos no tendão de Aquiles. Essa lesão no tendão de Aquiles é muito comum, principalmente quando falamos de um esporte como a corrida, que tanto solicita a função do músculo da panturrilha. Estima-se que 11% de todas as patologias que acometem corredores estão relacionadas ao tendão de Aquiles.

Ele é um grande e calibroso tendão que se localiza atrás do tornozelo, ligando os músculos da panturrilha (sóleo e gastrocnêmio) ao osso do calcanhar (calcâneo). Ele fornece força na fase de impulso da passada (ciclo da marcha), pois sua função é levar a ponta do pé para baixo, ou seja, nos ajuda ficar na ponta do pé (flexão plantar) ou saltar.

É formado por um tecido inelástico, composto, na sua maior parte, por colágeno, porém é pobre em suprimento sanguíneo. São as fibras colágenas que dão resistência às trações sofridas pelo tendão.

Durante a corrida ou atividades que incluem saltos, o tendão de Aquiles sofre forças de tensão repetidas por contração e estiramento dos músculos da panturrilha e isso pode facilitar o aparecimento de lesões por falta de oxigênio (hipóxia).

Uma lesão no tendão de Aquiles pode causar desde um processo degenerativo ou inflamatório até uma ruptura que pode ser parcial ou total. Uma inflamação no tecido que envolve o tendão é chamada de paratendinite. Já a inflamação ou degeneração sofrida pelo próprio tendão é conhecida popularmente como tendinite de Aquiles (atualmente conhecida por tendinose de Aquiles).

Tendinose é o termo mais adequado para descrever o processo degenerativo que ocorre no tendão, pois estudos comprovaram que, numa lesão, o processo inflamatório é ausente ou insignificante, predominando a degeneração. A inflamação, se ocorrer, é mínima e nos primeiros dias de lesão apenas. Por este motivo, o termo "tendinite" está sendo substituído por "tendinose". Esta pode ser considerada aguda ou crônica, de acordo com o tempo de permanência dos sintomas. Já a ruptura pode ser total ou parcial, que é quando parte das fibras são lesadas.



Os sintomas podem acometer somente um lado ou bilateralmente. A dor geralmente se localiza de 2 a 6 cm acima do calcanhar.

Como estamos falando sobre lesões do tendão de Aquiles e estas incluem desde um processo inflamatório numa fase inicial até uma lesão completa do tendão, é importante salientar que os sintomas podem ser parecidos, apesar das lesões se diferenciarem, como nos casos das tendinoses e rupturas parciais. Por isso, é importante a consulta com um médico ortopedista para que seja feito um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

No caso de uma lesão aguda os sintomas se manifestam com as seguintes características:

- Dor no tendão durante os exercícios. Melhora com o repouso. A dor aparece gradualmente durante os exercícios, podendo até diminuir ou desaparecer ao longo da corrida.
- Edema (inchaço) sobre o tendão.
- Vermelhidão sobre a pele, no local da lesão.
- O atleta pode sentir um rangido quando pressiona seu dedo no tendão ou move seu pé.
- As dores experimentadas na fase aguda da patologia tendem a desaparecer após um aquecimento antes da corrida, mas retornam quando a atividade é interrompida.

A tendinose ou ruptura crônica é uma condição difícil de tratar, particularmente em atletas mais velhos que parecem sofrer mais desta patologia. Se não tratada, os sintomas pioram até ficar impossível correr.

Os sintomas são parecidos com a fase aguda, só que mais presentes ou intensos:

- Dor difusa e rigidez no tendão, principalmente pela manhã ou após tempo prolongado na posição sentada. A dor não cede ao repouso.
- Podem aparecer nódulos ou regiões inchadas no tendão.
- Edema, vermelhidão e aumento de temperatura sobre o tendão.
- Dor no tendão quando anda, especialmente em subidas ou ao subir escadas.
- Diminuição de força dos músculos da panturrilha, que pode acontecer durante a caminhada ou corrida.
- Limitação da amplitude de movimento do tornozelo na flexão dorsal, ou seja, quando dobramos o tornozelo levando os dedos em direção à "canela".
- Pode ocorrer crepitação durante os movimentos ativos do tornozelo.

Nos casos de ruptura do tendão, o atleta poderá sentir um estalo e muitas vezes se descreve uma sensação de ter levado uma pedrada na panturrilha ou um chute (síndrome da pedrada). Nos casos de ruptura total haverá impossibilidade de levantar o calcanhar do solo quando em pé ou de fazer o movimento como de acelerar quando sentado ou deitado. E no exame físico se percebe um "defeito" no local onde ouve a ruptura do tendão.

AS PRINCIPAIS CAUSAS

- Sobrecarga ou excessos no treino (tempo, distância e intensidade). Uma tensão exagerada ou tensões repetitivas em demasia aumentam o risco de lesões no tendão por falta de oxigênio (hipóxia), o que dificulta a recuperação deste tecido após grandes atividades.
- Trauma causado pela contração repentina e/ou excessiva dos músculos da panturrilha como num sprint final.
- Falta de flexibilidade da musculatura da panturrilha.
- Uso de calçados inadequados.
- Alterações posturais como anteversão do fêmur, tíbia vara, pé pronado, entre outras.
- Alterações da biomecânica na corrida: modo como o pé toca no solo, movimentos dos membros inferiores, passada, ritmo, correr sem tocar o calcanhar no solo.
- Corridas em aclives, corridas com saltos ou subidas em escadas: correr nestas condições tencionará o tendão, que ficará mais alongado do que numa passada larga (passo grande) e isso fará com que ele fique fadigado mais precocemente.
- Tipo de pisada: pronação excessiva pode aumentar a tensão no tendão. Como o pé rola para dentro (pé chato), a região inferior da perna roda para dentro assim como roda o tendão de Aquiles, causando um estresse longitudinal, em toda sua extensão.
- Aumento súbito na velocidade ou distância percorrida.
- Tempo de descanso insuficiente.

O Joelho é uma articulação complexa com três ossos (Fêmur, tíbia e patela), dois graus de liberdade de movimento (Flexo-extensão e rotação...

Prevenção em lesões de joelhos


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O Joelho é uma articulação complexa com três ossos (Fêmur, tíbia e patela), dois graus de liberdade de movimento (Flexo-extensão e rotação), e três superfícies que se articulam: as articulações tibiofemural medial, tibiofemural lateral e patelofemoral, as quais estão encerradas dentro de uma cápsula articular comum.

Funcionalmente, o joelho é capaz de suportar o peso corporal na posição ereta sem contração muscular; ele participa em abaixar e elevar o peso corporal ( até 0.5 m ) ao sentar, acocorar ou subir; e permite a rotação do corpo quando virando-se sobre o pé plantado, como um jogador de futebol americano faz quando evita o contato de um perseguidor.

Na marcha, o joelho normal reduz o dispêndio de energia ao diminuir as oscilações verticais e laterais do centro de gravidade do corpo, enquanto sustenta forças verticais iguais a 4 a 6 vezes o peso corporal. As múltiplas funções dos joelhos normais são: Resistir a grandes forças, fornecer grande estabilidade e proporcionar grande amplitude de movimento que são alcançadas de maneira única. A mobilidade é provida pelos tecidos moles: Ligamentos ( Ligamento Colateral Lateral, Ligamento Colateral Medial, Ligamentos cruzados anterior e posterior e Ligamento transverso ), Músculos ( Quadríceps que realiza a extensão, Bíceps Femoral que realiza a flexão e rotação lateral, Semitendinoso e Semimembranoso que realizam a flexão e rotação medial ) e Cartilagem ( Meniscos ). Lesões atléticas e industriais a estas estruturas de estabilização são comuns e frequentemente são causadas pelos maiores torques desenvolvidos pelas forças que atuam sobre os longos braços de alavanca do fêmur e tíbia.

Meniscos

Os Meniscos são as estruturas mais conhecidas do joelhos pois são mais frequentes as lesões e comentados toda hora na televisão revistas e jornais. Afinal quase todos os jogadores de futebol apresentam algum tipo de lesão nessa estrutura.

Os meniscos lateral e medial são fibrocartilagens avasculares que servem para aumentar a congruência das articulações e para distribuir a pressão. São móveis dentro da cápsula preso apenas por algumas faixas fibrosas e ligamentos que permite a sua mobilidade de acordo com o movimento realizado. O ligamento Colateral Medial é fixado no menisco medial sendo esse com uma maior número de lesão. Se um menisco deixar de mover-se com os côndilos femorais, como pode ocorrer com torção súbita (comum em jogador de futebol ) ou um movimento forçado, o menisco pode ser esmagado ou lacerado pelos côndilos. Se engana que pensa que os dois meniscos são iguais, o menisco medial tem a forma de uma meia lua, enquanto que o lateral é menor e mais fechado chegando quase a formar um circulo. A remoção cirúrgica dos meniscos diminui a área de superfície e causa aumento de pressão sobre os côndilos femorais e tibiais, o que pode levar mais tarde à osteoartrite.

Ligamentos Cruzados

Os Ligamentos Cruzados anterior e posterior conferem controle e estabilidade ao joelho durante os movimentos de flexão e extensão. Estes ligamentos ficam no centro da articulação. Eles recebem esse nome porque formam uma cruz vistos de lado ou de frente. O ligamento cruzado anterior controla o movimento para frente da tíbia sobre o fêmur e o ligamento cruzado posterior controla o movimento para trás.

Os músculos que movem o joelho, particularmente o grupo do quadríceps, contribui consideravelmente para a sua estabilidade e podem compensar até certo ponto o ferimento ligamentoso.

Exame de Joelho

O andar. O paciente que tem um joelho dolorido anda habitualmente com o joelho rígido devido ao espasmo muscular. Um paciente com o joelho instável pode evitar movimentos súbitos giratórios que podem fazer com que o joelho "ceda".

Deformidade. São comuns as deformidades de flexão. Um joelho "trancado" é aquele que não se estende completamente, apesar de ser possível flexioná-lo. O "trancar" pode envolver apenas os últimos 10-15 graus de extensão. As deformidades de adução e abdução são comuns – perna arqueada ( coxa vara) e reentrância do joelho ( coxa valga ). Se essas deformidades são persistentes, predispõem à artrite.

A atrofia do quadríceps é quase sempre inevitável com a patologia orgânica do joelho. É habitualmente mais óbvia com a proeminência carnuda do vasto medial.

O inchaço do joelho é habitualmente devido a um derrame ou espessamento sinovial ou a ambos.

Inchaços localizados podem aparecer em qualquer parte em volta do joelho, particularmente na fossa poplítea e relacionados ao menisco lateral.

Aspectos típicos

O paciente, normalmente um jovem, torce o joelho, enquanto está fletido e o peso dele está sobre esta perna. Ele sente alguma coisa rompendo e sente dor no lado do joelho onde o menisco rompeu-se. O joelho pode trancar-se, isto é, a extensão pode tornar-se impossível. Ocasionalmente alguém pode manipular o joelho e este subitamente "destranca-se".

O ferimento é grave. O jogador de futebol fica incapaz de continuar jogando e pode Ter de ser carregado para fora do campo. O joelho incha, habitualmente dentro das próximas 6-12 horas. Ocasionalmente o inchaço ocorre dentro de 15-30 minutos. Isto é devido à hemartrose e pode significar o rompimento sinovial ou de um ligamento cruzado.

O curso típico é então que o inchaço e a dor acalmem-se dentro dos poucos dias e o joelho recupera gradualmente a extensão completa. Ocasionalmente a articulação permanece trancada e o inchaço e a dor persistem.

Após 12-14 dias, o joelho pode voltar ao normal. Os sintomas podem então recorrer se o joelho for provocado, por exemplo, pelo futebol ou pelo estirar de uma torcedura no trabalho. Pode então curar-se intermitentemente, "ceder" devido à inibição reflexa do quadríceps e causar o episódio de dor e inchaço. A dor pode deslocar-se de seu local de origem, causando dificuldades diagnósticas.

Os ligamentos mediais e cruzados anteriores são lesados frequentemente com o menisco medial causando instabilidade na articulação.

O quadro clínico é, com frequência, muito menos clássico que o descrito acima, e uma rotura pode ocorrer com violência mínima. Nestes casos é muitas vezes a persistência dos sintomas que leva ao diagnóstico.

Diagnóstico

Para fazer um diagnóstico exato, o paciente deve apresentar seja uma história clássica ou sinais físicos ou de preferência ambos. Muitos pacientes são atípicos e podem apresentar problemas difíceis para o diagnóstico. As doenças mais comuns de serem confundidas com uma rotura de menisco são as distensões ligamentares, a osteocondrite dissecante, a osteoartrite e a sinovite aguda. Mesmo na cirurgia, alguns pacientes com uma boa história e sinais físicos são considerados como não tendo nenhuma patologia óbvia.

Investigação

Um exame comum ao raio-X só tem valor para confirmar ou excluir outras doenças. A artografia de contraste usando-se qualquer meio rádio-opaco ou com ar pode ser de muito auxilio em mãos experientes.

A artroscopia é uma técnica nova que utiliza um instrumento semelhante a um cistoscópio que é passado dentro da articulação por uma pequena incisão. Dá uma visão excelente da maioria das estruturas na articulação, incluindo a metade posterior dos meniscos que não são visíveis através de uma incisão anterior.

Esses processos ajudam a evitar a extirpação de um menisco normal sem necessidade.

Tratamento Fisioterápico para Problemas do Joelho

A fisioterapia para as alterações da articulação do joelho é comum a todas elas; porém a ênfase pode variar de acordo com a alteração a ser tratada, o grau de dor e deficiência, e a cirurgia realizada. A finalidade do tratamento é de aliviar a dor, desenvolver a potência e força muscular e manter íntegra a amplitude do movimento.

Recursos Utilizados para aliviar a dor:

* A aplicação de calor ou frio sob qualquer forma com finalidade de tirar inflamação e dor ( casos Crônicos ).
* Hidroterapia: o calor e apoio da água, aliviando a dor e facilitando o movimento.
* Crioterapia ( casos Agudos ).

Obs. Hoje em dia, é cada vez mais comum o uso da Acupuntura no tratamento com o objetivo de aliviar a dor do paciente.

Desenvolvimento da força muscular e da mobilidade do membro e particularmente ao redor do joelho pode ser conseguido por:

* Exercícios isométricos e técnicas de mobilização passiva
* Técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptivas (FNP) e técnicas com o intuito de induzir reações posturais normais.
* Exercícios de resistência com peso, e quando possível, exercícios de resistência a grandes pesos.
* Hidroterapia
* Uso da " Cama Elástica " com intuito de FNP e ganho de amplitude de movimento.
* Aulas sobre o Joelho

O fisioterapeuta deve observar e avaliar os efeitos do tratamento e mudar, adaptar ou interrompê-lo, se necessário. A criatividade do Fisioterapeuta conta muito nesse estágio de cura.

Os pacientes que requerem cirurgia corretiva, por exemplo aqueles com luxação recorrente da patela, são geralmente jovens que tiveram crises de dor e de incômodo durante um certo tempo, e que, após a operação, tendem a ser muito apreensivos e relutantes para mover o membro inferior, necessitando de encorajamento e confiança.

Fisioterapia pós-operatória

Após a cirurgia, o membro é amparado por um gesso ou uma atadura de pressão e tala posterior. Exercícios de glúteos, exercícios isométricos para quadríceps e movimentos para os pés são promovidos imediatamente mas uma contração satisfatória do quadríceps só pode ser atingida quando a dor diminuir e a elevação do membro inferior estirado não é geralmente tentada nos primeiros dias. O suporte de carga é determinado pelo tipo de cirurgia e a critério do cirurgião.

Quando a atadura é removida, são iniciados exercícios de mobilização e de fortalecimento do joelho, devendo-se tomar cuidado de evitar excessivos movimentos de alavanca no joelho até que a incisão cicatrize.

A hidroterapia é uma forma efetiva de tratamento nos estágios iniciais da imobilização, o calor e apoio da água, ajudando a vencer a apreensão e facilitando o movimento ativo. A tala posterior é mantida durante a marcha até que o paciente consiga a extensão total ativa do joelho, 70-90 graus de flexão e bom controle do movimento ao redor do raio. Uma vez estabelecida a confiança em si próprio seja restabelecida, a reabilitação avança rapidamente e o paciente retoma gradualmente suas atividades normais.

Dicas Importantes para seu Joelho

Aqui seguem algumas dicas para que você, atleta ou não, conserve o seu joelho integro:

* Faça um bom alongamento antes e depois de cada treino. Cuidado com os excessos, principalmente após o treino quando o seu corpo já está aquecido
* Aqueça bem antes de tiros, treinos fortes ou dias frios.
* Cuide sempre dos seus músculos, deixando-os fortalecidos, para isso a musculação é indicada.
* Nunca ultrapasse o limite do seu corpo. Seja consciente.

Autor: Artemio D'Agosto Ayala

No desporto de alta competição, a melhoria do rendimento desportivo decorre, principalmente, da melhoria dos métodos de treino e da melhori...

Músculo deltóide na natação: técnica de crawl/crol


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No desporto de alta competição, a melhoria do rendimento desportivo decorre, principalmente, da melhoria dos métodos de treino e da melhoria da saúde e bem-estar do desportista. Tem-se tentado, cada vez mais, modificar os movimentos dos desportistas e o respectivo controlo motor, especialmente em desportos cíclicos e rítmicos dos quais a natação e a corrida são exemplos paradigmáticos (Clarys e Rouard, 1996). Segundo Clarys (1983), o padrão da acção muscular em natação pura desportiva (NPD) é um elemento muito importante, não podendo esta informação ser obtida simplesmente através de deduções anatómo-funcionais. Neste sentido, a investigação tem sido cada vez maior na área da biomecânica, na qual a electromiografia (EMG), tendo como objecto de estudo a actividade eléctrica muscular, se enquadra. A EMG tem sido usada por cientistas num vasto conjunto de áreas, que vão desde a Anatomia, à Reabilitação, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Medicina, Odontologia, Psicologia, assim como no Desporto e Educação Física. Mais especificamente na NPD, segundo Wakayoshi et al. (1994), a EMG tem sido utilizada para descrever os aspectos da participação muscular e analisar e/ou avaliar variações nas técnicas de nado. No entanto, com a EMG é também possível estudar a técnica e a coordenação intramuscular durante a realização dos movimentos, assim como validar meios de treino, sendo estes alguns dos aspectos que nos despertaram interesse para a realização do presente estudo.

    De entre os métodos utilizados pela biomecânica para abordar as diversas formas de movimento, i. e. a cinemetria, a dinamometria, a antropometria e a electromiografia (Winter, 1991), a EMG é aquele que apresenta condições para a realização de estudos da dinâmica muscular, ou seja, do estudo da função dos músculos. A EMG baseia-se num princípio estabelecido há mais de 200 anos por Galvani (Basmagian e DeLuca, 1985): um músculo-esquelético, quando estimulado electricamente, contrai-se e, por outro lado, produz corrente eléctrica quando se contrai voluntariamente. Na biomecânica, a EMG, é o único método directo de avaliação não intrusiva que permite determinar directamente parâmetros biomecânicos internos do corpo humano durante o movimento (Ervilha et al., 1999). Sendo que nadar o mais rápido e economicamente possível é um dos principais objectivos em NPD (Chatard et al., 1990), o que implica uma maior eficiência propulsiva e um menor arrasto (Vilas-Boas, 1997), torna-se muito importante estudar aspectos biomecânicos do nadador de forma a minimizar os erros técnicos que influenciam diretamente o seu desempenho.

    O objetivo principal deste estudo consiste na caracterização do padrão electromiográfico do músculo deltóide nos diferentes tipos de recuperação dos membros superiores (MS) na técnica de crol, nomeadamente no padrão de recuperação rectilínea (PRR) e no padrão de recuperação lateral (PRL).

Saiba mais sobre esse estudo clicando aqui



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