Tenis Elbow


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Como não poderia deixar de ser, não se pode falar em tênis e fisioterapia sem falarmos do tennis elbow, porém tentaremos abordar também outras patologias que podem aparecer devido à técnica inadequada e suas relações com as raquetes.

Antes de qualquer coisa é importante definir dois grandes grupos, o primeiro dos atletas de elite e também dos amadores competitivos e o segundo, o dos atletas recreacionais, que também são chamados de atletas de fim-de-semana. O primeiro grupo tem características bem diferentes do segundo, de maneira geral o atleta está bem preparado fisicamente, joga tênis desde criança, tem técnica apurada e atividade específica constante, já o segundo grupo não apresenta bom condicionamento físico, tem uma técnica pobre e não apresentam uma regularidade na prática do tênis. E porque fazer essa diferença entre os dois grupos, simplesmente porque atleta de elite não apresenta esse tipo de lesão, só o atleta recreacional é que vai apresenta-los.

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O tennis elbow, cujo nome correto da patologia é epicondilite lateral do úmero, normalmente vai aparecer no cotovelo do atleta de fim-de-semana, que bate o backhand (golpe de revés ou esquerda no tênis) com uma das mãos, com o cotovelo flexionado, usando os músculos extensores do punho para resistir ao impacto contra a bola, porém o golpe correto deve ser realizado como um "desembainhar de uma espada", cotovelo estendido no contato com a bola, usando o punho apenas para acelerara-lá usando o spin no fim do movimento, porém mesmo que ele tenha uma técnica apurada, se o condicionamento físico não estiver em dia, depois de alguns games ele não vai mais conseguir entrar na bola para golpear e começará a esticar o braço à frente para aumentar o alcance e novamente utilizará os músculos do punho para golpear, e ainda assim, mesmo tendo a boa técnica e o bom condicionamento, o atleta recreacional ainda pode favorecer o aparecimento da patologia devido a uma troca de raquetes, por exemplo, na mudança de uma mais pesada para uma de titânio, o atleta precisará aumentar a aceleração no golpe e conseqüentemente aumentará a vibração na mão, no punho e no cotovelo do tenista, o que também pode acontecer pelo aumento inadvertido da tensão nas cordas da raquete, em ambas as situações o produto final do aumento da vibração provocada pelas raquetes e/ou cordas será a irritação das estruturas miotendinosas da loja extensora do punho, junto ao cotovelo.

Outras patologias também estão ficando comuns, com a era Guga, os golpes de direita ou o forehand têm sido treinados mais de frente para a bola, onde um movimento extremo de extensão de ombro e principalmente de punho é necessário para golpear bem, porém é também muito estressante para a musculatura flexora do punho, o que pode provocar uma epicondilite medial do cotovelo também conhecida como golf elbow, apesar de aparecer jogando tênis. A dor no ombro do tenista também pode aparecer. Nesse caso principalmente pelo erro da técnica onde rotações da articulação do são solicitadas para realizar um movimento que seria realizado por toda unidade funcional superior (coluna dorsal, cervical, escápula, ombro, cotovelo, punho e mão), pode também aparecer no início da utilização do saque com topspin onde uma rotação interna excessiva do ombro será solicitada no ponto mais alto de elevação do braço na hora do contato com a bola, o que pode provocar uma inflamação das estruturas do ombro.

Dicas importantes: Lembre-se, sempre é melhor prevenir que remediar,

- Alongue bem a musculatura do membro superior sempre, principalmente se for jogar no saibro (depois da coluna passada você já sabe porque);

- Procure tomar aulas para melhorar a técnica dos golpes;

- Melhore o seu condicionamento físico;

- Procure assistência especializada na hora de comprar uma raquete nova ou na hora de mudar a tensão do encordoamento.

Porém se a alteração já está instalada, não adianta chorar, é melhor parar um pouco e procurar um especialista na área desportiva para tratamento clínico e funcional. Depois de tratada a inflamação e restaurada a boa função do membro superior, o retorno à atividade é estimulado, porém no período inicial só batendo bola com um encordoamento 10% mais leve e de preferência com cordas de material orgânico, devido a menor vibração gerada por elas, após um mês com aumento gradativo da tensão das cordas, pode-se muda-las para as sintéticas que têm maior durabilidade. Alguns pacientes relatam alívio com o uso do brace de ante-braço porém sua eficácia na prevenção dos problemas descritos não apresenta embasamento científico.

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