Muitas vezes, por questões estéticas ou mesmo falta de informação, as pessoas fortalecem apenas a musculatura mais superficiais e de forma...

Treinamento funcional e seu benefícios



Muitas vezes, por questões estéticas ou mesmo falta de informação, as pessoas fortalecem apenas a musculatura mais superficiais e de forma isolada, sem se preocupar com o movimento integrado e natural do organismo. Isso acontece na musculação convencional. Assim, os músculos fortes ficam cada vez mais fortes e consequentemente os músculos mais fracos estabilizadores e importantíssimos na estabilização corporal ficam cada vez mais fracos. Esta forma de treinamento gera assimetrias e um desequilíbrio progressivo, com redução da harmonia e eficiência dos movimentos, gerando condições diretas para lesões comuns.

O equilíbrio pode ser entendido por três caminhos: a capacidade de manter uma posição, a capacidade para voluntariamente mover-se e a capacidade para reagir a uma perturbação.

Os músculos do corpo apresentam continuamente uma corrente para corrigir os distúrbios no centro de gravidade. Vale ressaltar que, quando o atleta está em pé, o centro de gravidade passa proximalmente e anteriormente à segunda vértebra sacral da coluna e esse ponto se modifica conforme os movimentos do jogo. Sendo assim, posso citar como exemplo o desafio do equilíbrio que força o corpo para frente, quando a base de suporte está nos pés e a cadeia de sistemas que contrapõe esse movimento começa com o tornozelo. Os músculos posteriores do tornozelo e das pernas contrairão para contrapor-se ao movimento, puxando o corpo e conseguindo promover o equilíbrio de modo a levar o ponto gravitacional ao lugar específico do corpo. Se o equilíbrio está forçando para trás, os músculos anteriores da perna serão contraídos e o trabalho para puxar as costas para o centro de gravidade se realizará.

Os principais benefícios estão diretamente relacionados a melhora na postura, mais equilíbrio, agilidade, flexibilidade, força muscular, coordenação motora, alívio das dores nas costas, melhora do sistema cardiorrespiratório. Os exercícios contribuem para um emagrecimento saudável pois melhoram o tônus muscular e aumentam o gasto calórico.

O treinamento funcional bem sistematizado ajuda a fortalecer o CORE (centro de gravidade do nosso corpo) onde se encontram os músculos abdominais, lombares, glúteos e os oblíquos.

Localizados na região ao redor do tronco na linha da coluna lombar, esses músculos suportam e estabilizam a bacia, pélvis e o abdômen. Ao fortalecer essa região, adquirimos uma força muscular nos principais músculos atuantes na função do equilíbrio corporal. Outros regiões do nosso corpo também podem ter exercícios específicos para o equilíbrio corporal como os quadríceps e posteriores da coxa.

Além da tonificação muscular, o Treinamento Funcional implica numa maior complexidade do movimento e no envolvimento de várias capacidades físicas. Isso faz com que o organismo tenha um gasto energético muito maior, além de trazer grandes contribuições, como a melhora da flexibilidade, o emagrecimento, a otimização da coordenação motora, o ganho de equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório, melhora da postura, estabilidade das articulações e principalmente da coluna vertebral.

A área desportiva é, sem dúvida alguma, uma das especializações que mais crescem na área da fisioterapia. Hoje em dia, o esporte movim...

Fisioterapia nos esportes






A área desportiva é, sem dúvida alguma, uma das especializações que mais crescem na área da fisioterapia. Hoje em dia, o esporte movimenta milhões de dólares e o cuidado com o atleta se tornou ferramenta de grande valia para clubes e agremiações.

Conseqüentemente, o investimento em profissionais altamente qualificados e especializados é inevitável. Atualmente, o fisioterapeuta da área desportiva deve ter conhecimento nas três áreas de atuação fisioterapêutica: primária, secundária e terciária.

Na fase primária, que envolve a prevenção de lesões, o fisioterapeuta deve ter conhecimento específico em Anatomia e Histologia Esportiva, Fisiologia do Exercício, bem como a Biomecânica e a Cinesiologia Desportiva, nas quais se estudam movimentos e forças atuantes nas estruturas osteomioarticulares do corpo humano; além de conhecimentos básicos de Farmacologia e Nutrição Esportiva, os quais são essenciais para conseguir identificar fatores que possam contribuir para trabalho preventivo.

O estudo das principais lesões esportivas e suas respectivas etiologias se torna imprescindível, tanto para um trabalho na fase primária, como na secundária, a qual atua no tratamento das afecções esportivas. Na fase terciária, objetiva-se a manutenção da performance atlética e a prevenção de recidivas de lesões. O uso de técnicas adequadas, aprimoramento tecnológico e a busca de conhecimentos científicos aliados à prática clínica devem ser os objetivos do fisioterapeuta atuante na área desportiva.

Fisioterapia desportiva, ou esportiva, tem um papel fundamental na prevenção das lesões, assim como na resolução dos problemas mais comuns que afetam esses atletas, contribuindo para a redução do tempo de tratamento e retorno mais rápido à prática esportiva. Estudos científicos têm sido feitos e publicados quase que diariamente em fontes de pesquisa, como MedLine, Lilacs, Bireme, PeDro… permitindo que nós, profissionais da Fisioterapia, estejamos sempre antenados com as mais recentes pesquisas científicas, podendo aplicá-las em nossos atletas de forma clara e consciente.

O Tratamento fisioterápico nessa área esportiva é muito parecido com o tratamento ortopédico desenvolvido nas clínicas em geral, porém, algumas peculiaridades são fundamentais e a principal delas é a necessidade do fisioterapeuta conhecer o esporte em questão, para, de acordo com as necessidades exigidas no ato esportivo, traçar um plano de tratamento adequado.


pequena-como-é-o-trabalho-da-fisioterapia-no-esporte-2Nesse sentido, os recursos eletroterápicos, como TENS (Neuroestimulação Elétrica Transcutânea), FES (Estimulação Elétrica Funcional) e demais ”correntes” são uma ferramenta importante nas fases inicias da dor e redução do processo inflamatório. A termoterapia, com o infra vermelho e o ultrassom, ajuda na aceleração do metabolismo anti-inflamatório, contribuindo para a aceleração na cicatrização.

Já o Laser, tem sido largamente utilizado em lesões nos músculos, devido à sua grande atuação na regeneração dessas células. Esse aparelho tem sido foco de estudos recentes que têm evidenciado os inúmeros benefícios da laserterapia. Além dos aparelhos citados, a terapia manual, com alongamentos, manipulações, correções posturais e aplicações de bandagens são fundamentais para um plano de tratamento bem estruturado. Seja com a Osteopatia, o RPG, Pilates, Hidroterapia ou outra técnica, a atuação do fisioterapeuta permite uma análise do movimento e consequentes adequações para a prática esportiva.


Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização, pois recebem pouco aporte sanguíneo. Eles têm como principal função transmi...

Tendinites em corredores



Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização, pois recebem pouco aporte sanguíneo. Eles têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do nosso corpo. As inflamações que ocorrem nos tendões podem ser denominadas tendinites.

As causas que podem gerar um processo inflamatório sobre o tendão são diversas. Entre os corredores podemos citar: Falta de alongamento e flexibilidade de algum grupo muscular, aquecimento inadequado ou inexistente antes de atividades esportivas, excesso de movimentos repetitivos, sobrecarga dos treinamentos e calçados inadequados.

As tendinites se manifestam através de dores localizadas próximas as articulações. Geralmente são dores difusas que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas. O diagnóstico é realizado através das queixas do atleta ou paciente através de palpação do local da dor, presença de calor e rubor (vermelhidão) no local. Além disso, exames de ultra-som e ressonância magnética podem ser empregados.

Entre as tendinites mais comuns que acometem os corredores podemos citar:

Tendinite de Calcâneo (Aquiles)

Também conhecida como tendinite de Aquiles, é a lesão inflamatória mais comum entre os corredores e acomete o tendão dos músculos da panturrilha (Tríceps Sural) e as dores se localizam na região posterior do calcanhar. Essa lesão pode ocorrer por insuficiência e/ou desequilíbrio muscular da panturrilha, excesso e/ou aumento da carga de treinamento e uso de calçados inadequados para a prática esportiva, como por exemplo, aqueles sem elevação do calcanhar.

Tendinite Patelar

Lesão conhecida como tendinite do saltador, geralmente associada a atletas de vôlei e basquete, nos últimos anos tem aumentado entre um grande número de corredores. Acomete o tendão do músculo anterior da coxa (Quadríceps) e as dores são localizadas bem abaixo do osso patelar. Esse tipo de lesão pode ocorrer por movimentos repetitivos, excesso de treinamento e desequilíbrio dos músculos da coxa. Pode também estar associada com o desalinhamento dos membros inferiores como: joelho valgo (desalinhamento lateral dos joelhos), quadris largos (principalmente em mulheres) e pé plano (Chato).

Dicas e cuidados

As tendinites fazem parte de um grupo de patologias chamadas tendinopatias, ou seja, lesões que acometem os tendões. Geralmente uma tendinite mal avaliada, sem tratamento ou tratada de forma incorreta, pode gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de total degeneração do tendão, o que pode levar a ruptura do mesmo.

Nos casos em que ocorre a ruptura do tendão, o tratamento passa a ser cirúrgico e o atleta geralmente fica afastado por alguns meses da prática esportiva para tratamento e recuperação. Dependendo da gravidade da degeneração o atleta pode ser afastado definitivamente do esporte.

Portanto, se você já apresentou caso anterior de tendinite ou tem dores nas regiões distais dos músculos próximos às articulações, procure profissionais médicos e fisioterapeutas, a fim de obter diagnóstico e tratamento adequados. Só assim você terá condições de continuar sua prática esportiva com segurança.

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