É a fissura ou  quebra do osso normal devido à repetição de esforços localizados que enfraquecem a arquitetura natural da caixa torácica.  E...

Fratura de costela por esforço


É a fissura ou  quebra do osso normal devido à repetição de esforços localizados que enfraquecem a arquitetura natural da caixa torácica.  Esta, por ser fixa tanto anteriormente quanto posteriormente, limita os movimentos da espinha torácica. Inclinar-se à frente (flexão) ou para trás (extensão) através da espinha torácica produz uma deformação rotacional ao longo do eixo longitudinal das costelas. 

Em Remo, esta deformação é concentrada em um lado do corpo, pela rotação da coluna no momento de pegar a remada (lado esquerdo, se for boreste; lado direito, se for bombordo).  Embora esta deformação ocorra em qualquer remador, nem todos sofrerão fratura da costela.

Este tipo de fratura em remadores, portanto, é conseqüência da rigidez da coluna, o que exacerba a torção longitudinal ao longo da costela.  Estão mais sujeitos a ela os remadores de elite, que treinam de 12 a 20 vezes por semana e remam 150 km.

Em remadores de palamenta dupla, onde não há torção para qualquer lado e o movimento é mais simétrico, a fratura de costela por esforço está relacionada à tração de músculos sobre as costelas, arqueando-as, especialmente o Grande Dentado e os Romboides.

O esforço em foco ocorre, aproximadamente, na linha média axilar da quarta para a oitava costela.  A linha média axilar é uma linha imaginária vertical que vai do ápice da axila para baixo.

A fratura de costela por esforço pode se iniciar do mesmo modo que uma tensão na cabeça da costela, ou pode começar com uma dor repentina e forte no local da fratura.  Respirar profundamente torna-se desconfortável, assim como qualquer coisa que comprima o peito, como deitar sobre a área afetada e, às vezes, deitando mesmo em qualquer posição.  Os movimentos em geral são dificultados.  A costela fraturada fica sensível no local da fratura. 

Este tipo de fratura nem sempre é visível no Raio X, sendo que a única forma de evidenciá-la é através de ressonância magnética.

Tratamento : 

Como as costelas são presas uma nas outras (com exceção da 11ª e 12ª), esta fratura é melhor tratada com repouso, suspendendo o exercício que a provocou por 4 a 6 semanas. Geralmente, é necessário ter repouso total por 3 semanas, introduzindo-se um treinamento de manutenção física, seguido de retorno gradual ao Remo, depois que a dor desaparecer.

Prevenção :

Mantenha a mobilidade da espinha torácica e da caixa torácica por meio de exercícios que imitem um 8 (veja figura a seguir) e, quando em treinamento intensivo, com massagens para aliviar a coluna a cada três meses.

Exercício para manter a mobilidade da espinha torácica e da caixa torácica.

Não é raro ouvir notícias a respeito das distensões musculares. Quem acompanha a transmissão de eventos esportivos pela TV, certamente já o...

Fisioterapeuta na distensão muscular



Não é raro ouvir notícias a respeito das distensões musculares. Quem acompanha a transmissão de eventos esportivos pela TV, certamente já ouviu falar bastante sobre elas. Muitas pessoas que praticam exercícios, tanto as que o fazem de maneira regular quanto os "atletas de fim de semana", também já passaram por essa experiência nada agradável e geralmente bastante dolorosa.

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Não é difícil entender o modo pelo qual ocorre uma distensão muscular. Os músculos são tecidos compostos das chamadas fibras musculares, onde estão localizadas células capazes de realizar contrações, encurtando determinas regiões e produzindo tensão. Essas fibras musculares são tão abundantes em nosso organismo que normalmente constituem cerca da metade do peso total do corpo humano.

Pois bem, a distensão muscular ocorre exatamente quando há rompimento de fibras musculares. Isso acontece, no mais das vezes, quando a pessoa sofre um traumatismo local, quando a musculatura não está preparada para receber uma contração muscular muito forte e rápida ou quando é executado um movimento brusco e exagerado contra uma resistência.

De qualquer modo, há circunstâncias que podem favorecer significativamente a ocorrência de distensões, tais como a escassez de flexibilidade corporal, o sobrepeso, o cansaço e a falta de aquecimento muscular adequado.

Trata-se de um quadro clínico que pode ocorrer em diferentes grupos musculares. Porém, as regiões da virilha, da coxa e da panturrilha, apresentam distensões com maior freqüência. Quando ocorre a lesão, é comum o paciente apresentar inchaços e queixar-se de fortes dores na região atingida. Além disso, devido ao extravasamento interno de sangue, é comum surgirem hematomas, cuja intensidade varia conforme a proximidade e a coloração da pele.

Habitualmente, as distensões musculares são classificadas em graus, de acordo com a gravidade da lesão. A de primeiro grau dá-se quando a quantidade de fibras musculares rompidas é muito pequena. Já a de segundo grau, apresenta um número considerável de roturas. E por fim, a distensão muscular de terceiro grau, a mais grave, ocorre quando há uma ruptura completa da musculatura, produzindo grande incapacidade de movimentar a região implicada e fortes dores.

É recomendável procurar orientação médica tão logo a distensão ocorra, sendo que na maioria dos casos é aconselhável a aplicação imediata de gelo, por cerca de 20 minutos, enquanto se aguarda a prestação do atendimento por esse profissional da saúde.

Vale assinalar que a distensão é um fenômeno diferente do estiramento muscular. Embora muitas pessoas confundam, é certo que nos estiramentos há um alongamento exagerado da musculatura, mas, sem que as fibras se rompam, como acontece nas distensões.

Os sintomas mais comuns da distensão muscular são dores locais, principalmente durante o movimento, edemas, enfraquecimento muscular e alterações na coloração e na temperatura da pele do local da lesão. 

O seu tratamento depende do grau, da localização e outras particularidades de cada caso. Normalmente, são prescritos pelo médico antiinflamatórios, analgésicos e Fisioterapia. 

O Fisioterapeuta pode administrar uma série de condutas que vão depender da situação concreta que lhe é apresentada. Em geral, no tratamento fisioterapêutico dessa lesão, são empregados aparelhos para combater a inflamação e promover alívio de dores e desconfortos; realizadas bandagens, compressões locais e aplicações de gelo para combater a formação de edemas e hematomas, acelerando-se assim o processo de recuperação; são, também, prescritos exercícios terapêuticos específicos, intercalados com repouso relativo.

Cuide de sua saúde, mantendo-se sempre bem informado!

As tendinopatias são uma das lesões mais comuns no esporte pelo estresse e força gerada no tendão durante as atividades esportivas, o que ...

Tendinopatia no Esporte


As tendinopatias são uma das lesões mais comuns no esporte pelo estresse e força gerada no tendão durante as atividades esportivas, o que aumenta o risco de lesões.
Movimentos repetitivos de determinados segmentos corporais e/ou posturas anormais que modificam o padrão normal das forças que o tendão pode suportar, são exemplos claros de mecanismos facilitadores de lesão tendínea. A lesão tendínea que resulta de fatores externos é comumente denominada de overuse ou lesão por excesso de uso.
O tendão pode ser danificado por três fatores, tensão, compressão e/ou abrasão. O mesmo é pouco vascularizado e possui baixa taxa metabólica, necessitando de um tempo maior para resíntese de colágeno, diminuindo dessa forma seu processo de recuperação após a ocorrência de lesões.

Estudos histológicos de tendões utilizando ultrasom diagnóstico e Doppler apresentaram áreas de neovascularização no tendão. Foram avaliados tendões de calcâneo, patelar, extensores do carpo, porção longa do bíceps, supra-espinal, bíceps femoral...  Um desses estudos realizou um bloqueio neural mediante um anestésico local injetado na área que apresentava neovascularização o que eliminou a dor temporariamente. Estudos com análise imunohistoquímica que demonstraram a presença de estruturas nervosas adjacentes aos neovasos sendo que as mesmas não foram encontradas nos controles.

Os autores concluíram que tais estruturas nervosas que acompanham os neovasos estão implicadas na dor presente nas tendinopatias.

Diversos estudos com análise histológica dos tendões normais e com tendinopatias, apresentam evidências cientificas suficientes para afirmar  que a patologia do tendão não é do tipo inflamatório mas sim degenerativo, como se demonstram os resultados das biópsias e os estudos radiológicos (ausência de infiltrado celular inflamatório e degeneração colágena) e ainda existe uma correlação entre a neovascularização e as mudanças estruturais e a dor nas tendinopatias.

Na literatura atual existem inúmeros artigos sobre a eficácia da utilização de exercícios excêntricos no tratamento das tendinopatias. Os resultados são bem eficazes, normalizando a função, reduzindo/abolindo a dor e melhorando a estrutura histológica do tendão. Os principais autores que estudam as tendinopatias são H. Alfredson, J. Cook, dentre outros.

Baseado na literatura estudada pode-se concluir que o exercício excêntrico é um meio de tratamento eficaz para as tendinopatias, com exceção da tendinose de inserção do tendão de Aquiles. A evidência sugere que o exercício excêntrico contribui para melhorar as tendinopatias dos membros inferiores, possivelmente mediante a isquemia nos neovasos e reorganização colágena.

  O tratamento excêntrico utilizado é com altas cargas, sempre sintomático, antes do ponto de incapacidade funcional. O protocolo padrão mais utilizado é : 3 x 15 repetições, duas vezes ao dia, sete dias por semana. A duração média do tratamento é de 8 a 12 semanas. O exercício deve ser realizado lentamente, deve-se aumentar a carga quando a dor for mínima ou ausente. 

Outra técnica que apresenta boa resposta no tratamento das tendinopatias é a crochetagem.

A Crochetagem é uma técnica manipulativa fisioterapêutica, baseada na utilização de ganchos para o tratamento dos tecidos lesionados. Tem como objetivo remover aderências e/ou fibrose do tecido miofascial ocasionadas por disfunções mecânicas.

A manipulação através do gancho sobre o tecido cutâneo promove realinhamento e restaura o movimento entre as fibras do tecido miofascial, restaurando assim, as características anatômicas.  A crochetagem tem apresentado bons resultados no tratamento das tendinopatias, pois promove uma hiperemia profunda melhorando a nutrição tecidual e otimizando a recuperação, visto que o tendão é pouco vascularizado, auxiliando na retirada de metabólitos do local, além de promover um realinhamento 

Outra técnica que apresenta bons resultados na abordagem de tratemento das tendinopatias é a Kinesio Taping, melhorando a vascularização local, corrigindo disfunções fasciais e reduzindo as tensões imposta no tendão, visto que dificilmente um atleta irá ficar 10 semanas tratando uma lesão sem treinar ou competir, a não ser que esta limite consideravelmente sua capacidade funcional.

A fisioterapia desportiva tem como objetivo identificar alterações biomecânicas do movimento, avaliar as condições fisiológicas do atleta e intervir precocemente, atuando de forma preventiva a possíveis lesões ou mecanismos lesionais conhecidos.

A fisioterapia desportiva deve utilizar todas as abordagens de tratamento disponíveis para otimizar o tratamento deste atleta.

Fonte

As dores nos membros inferiores em corredores podem ter várias causas: musculares, tendinosas e/ou ósseas. A síndrome de estresse do tibial ...

O que é canelite?



As dores nos membros inferiores em corredores podem ter várias causas: musculares, tendinosas e/ou ósseas. A síndrome de estresse do tibial medial, popularmente conhecida como periostite medial de tíbia ou Canelite, é uma inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da tíbia, podendo se tornar fratura por estresse. É uma queixa comum em atletas, principalmente aqueles que costumam correr médias e longas distâncias. Além da corrida, essa síndrome pode estar presente em outros esportes que envolvam o ato de pular, sendo os pousos e decolagens em superfícies duras, a principal causa da dor.

A Canelite é caracterizada por dor na região anterior da perna que inicialmente ocorre durante o exercício e melhora após algumas horas, evoluindo para dor persistente mesmo com a cessação da atividade, podendo dificultar até o andar de forma lenta. 

A Canelite é caracterizada por dor na região anterior da perna que inicialmente ocorre durante o exercício

Inicialmente ocorre uma inflamação no periósteo (fina camada que recobre o osso) e estruturas adjacentes como músculos e tendões da perna, podendo evoluir para micro fissuras no osso e até promover uma fratura por estresse caso o individuo não pare de correr.

Dentre os fatores de risco para o aparecimento da Canelite, podemos citar:

- Aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física.
- Pessoas iniciantes no esporte ou que mudaram de atividade recentemente.
- A fraqueza dos músculos dos membros inferiores, como também a falta de alongamento dos músculos da panturrilha.
- Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados. Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia. 
- Pés hiperpronados e hipersupinados.
- Correr inclinando o tronco para frente. 
- Mulheres na menopausa.
- Tênis inadequado para o seu tipo de pisada. 

O diagnóstico exato da lesão é feito pelo médico, a fim de excluir a possibilidade de ser uma fratura por estresse. O relato da história clínica, como também o exame físico, é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

O tratamento é feito através de:

- Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé. - Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
- A Crioterapia (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
- Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (Panturrilha).
- Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural).
- Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15% semanalmente. É importante ressaltar que ele já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.  

Algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da canelite, dentre elas podemos destacar:

- Uso do tênis correto. Adequado ao seu tipo de pé e com amortecimento também na parte anterior. O uso de uma palmilha de silicone pode ajudar.
- Alongue antes da corrida, e mais uma vez depois do aquecimento.
- Aquecer. Informe ao seu corpo que ele será sobrecarregado. Podem-se usar meias de cano longo para ajudar no aquecimento.
- Não corra com dor nem em excesso. Respeite os sinais do corpo.
- Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento (não aumentar mais que 10% à 15% semanalmente). Não faça treino de velocidade prematuramente.
- Caso cometa um erro no treinamento e sinta dor na canela, coloque gelo, tome antiinflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente.
- Faça musculação. Músculos fortes diminuem o impacto sobre ossos e articulações.
- Corra em superfícies adequadas.

Dica: Aos primeiros sinais de dores na região anterior da perna, procure um profissional para uma completa avaliação e o correto diagnóstico e tratamento, só assim você terá condições de realizar suas atividades esportivas sem maiores complicações. 

Eles ficam o tempo todo com o rádio ligado, e é só aparecer um chamado, que a correria começa. Já com maleta na mão, em instantes os fisio...

Fisioterapeutas em torneio de Tênis



http://fisiotenis.files.wordpress.com/2010/09/quadril.jpg?w=300&h=187

Eles ficam o tempo todo com o rádio ligado, e é só aparecer um chamado, que a correria começa. Já com maleta na mão, em instantes os fisioterapeutas do VIII aberto  de tênis de São Paulo, torneio internacional realizado no Parque Villa Lobos até 6 de janeiro, já estão na quadra atendendo o atleta lesionado. Procedimentos como manipulação na coluna e bandagens funcionais têm de ser feitos no máximo em 3 minutos, ou em apenas um minuto e meio, se o atendimento ocorre nos intervalos do jogo. Mas o trabalho não para por aí. A equipe de dois fisioterapeutas e um médico também atende durante todo o dia os tenistas no ambulatório instalado no local do evento, além de fazer um trabalho de prevenção.

Apesar de ser montado para funcionar alguns dias, o ambulatório tem uma estrutura comparável a de torneios internacionais e equipamentos de ponta para receber os 128 atletas, muitos deles vindos de outros países. O ambulatório conta com máquina de gelo, maca para relaxamento, aparelhos de eletroterapia, com ultrasom, laser e outras correntes elétricas. No ambulatório os fisioterapeutas fazem manipulações, RPG e até acupuntura.  Foram cerca de 20 atendimentos em ambulatório e oito em quadra por dia, totalizando, em todo o torneio, cerca de 270 atendimentos. Segundo o fisioterapeuta Dr. Willian Miotto Nadir, com 11 anos de experiência em fisioterapia do esporte, todos os atletas do evento são atendidos pela equipe, pois praticamente todos apresentam algum tipo de lesão. Entre as lesões mais comuns estão as musculares, como contraturas e estiramentos. Algumas das áreas mais atingidas são coluna, cotovelo, ombro e joelho.

De acordo com o tenista Tomas Bellucci, um dos atletas atendidos, a fisioterapia é uma das áreas da saúde mais importantes dentro do esporte. "O esporte está muito agressivo, há muita exigência, sempre tem alguém com alguma dor ou um probleminha". Ele ressalta que o fato de o esporte estar cada vez mais competitivo aumenta o número de jogadores com lesões. "Hoje os tenistas jogam por 30 semanas em média. É duro de o corpo agüentar". 

Atualmente há exigência de pelo menos um fisioterapeuta nos torneios de tênis da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). De acordo com o supervisor da ATP, Paulo Pereira, a necessidade de fisioterapeutas é grande no tênis, já que é um esporte que exige muito impacto, muita mudança de ritmo. Além disso, Pereira diz que a temporada dos tenistas em geral dura o ano inteiro, com apenas duas semanas de férias, o que propicia o aumento de lesões. Pereira explica também que o fato de o tênis ser um esporte individual contribui ainda mais para a importância do fisioterapeuta nos torneios, pois se um dos jogadores tem de parar, a partida é interrompida. Assim, o atendimento fisioterapêutico possibilita condições para os atletas conseguirem terminar o jogo.

Dr. Willian afirma que há muito espaço para os fisioterapeutas na área do esporte, mas enfatiza que é preciso que o profissional crie estruturas, explore novos caminhos. Mais do que agilidade, é necessário também que o fisioterapeuta do esporte tenha amplo conhecimento da área e das diversas técnicas fisioterapêuticas. Segundo Dr. Willian, é fundamental que o profissional faça especialização e saiba falar línguas estrangeiras, como o inglês e o espanhol.

Vi aqui e achei bacana.

O futebol é a modalidade esportiva mais praticada no mundo. O futebol arte vem sendo substituído pelo futebol força, resultando em estresse ...

Fisioterapia na futebol



O futebol é a modalidade esportiva mais praticada no mundo. O futebol arte vem sendo substituído pelo futebol força, resultando em estresse físico e psicológico dos atletas. Por ser uma modalidade de exigências múltiplas acerca do corpo, o risco de lesões é muito grande, por ser de alta competitividade e de grande contato físico. Essa questão é ainda mais preocupante quando envolve atletas jovens com o sistema osteomioarticular em desenvolvimento. Considerando essa realidade, o futebol em ''em alguns clubes'' do Brasil é um dos esportes que mais investe em medicina esportiva (preparadores físicos, fisiologistas, fisioterapeutas, médicos, nutricionista, psicólogo), porém em contrapartida a esses avanços, temos o excesso de jogos e treinamentos que colocam os atletas nos limites de ocorrência de lesões.

A Fisioterapia Desportiva é uma especialização da fisioterapia que trabalha na prevenção e reabilitação do atleta acometido por lesão relacionada a sua prática desportiva ,ou seja,  dedica-se não somente ao tratamento do atleta lesado, mas também, à adoção de medidas preventivas, a fim de reduzir a ocorrência de lesões.

Como aspectos preventivos, temos os intrínsecos (relacionados ao atleta) como biótipo do atleta,  a presença de lesões prévias, as capacidades físicas desenvolvidas, a presença de alterações corporais. Os desequilíbrios musculares presentes, são tão importantes nesta análise quanto os extrínsecos (relacionados ao esporte), por exemplo: tipo de esporte, material utilizado, tipos de campo (solo), quantidade e qualidade de treinamento ministrado. Atualmente, o repouso, é uma das medidas preventivas bem observadas e utilizadas pela fisioterapia pois quando em pouca quantidade ou inexistente, pode gerar lesões por uso excessivo, o "over use".Quando pela ausência de atividades direcionadas pode gerar instabilidade muscular e articular.

Uma avaliação física, com o intuito de identificar áreas com maior suscetibilidade a lesões; elaboração de um programa preventivo (treinamento proprioceptivo) e de estratégias para a otimização do desempenho, realizado por uma equipe multidisciplinar, é de extrema importância para um melhor seleção , qualificação e futuro rendimento do atleta. Além disso, devemos educar e ou reeducar o atleta sobre a importância do auto conhecimento,  assim reconhecer o próprio corpo e seus limites (conexão corpo/ mente)  no treinamento diário, evitando  assim  a probabilidade de uma lesão e estando melhor preparado para o  caso a mesma ocorra.

Acreditamos também que organizar , quantificar e qualificar um trabalho de treinamento é a melhor forma para que a equipe multidisciplinar de futebol fale a mesma línguagem visando identificar fatores de risco no cronograma de treino, prevenindo perdas de atletas em atividade na pré temporada e na temporada.

Em conclusão, podemos afirmar a importância da fisioterapia desportiva preventiva, assim como a integração entre equipes multidiciplinares, como fatores preponderantes extremante essenciais para a resposta positiva nos objetivos de um clube que deseja alcançar o ápice: "a vitória"!.

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Movimento Funcional Humano: Mensuração e Análise



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Em volume sucinto, este livro apresenta uma análise do movimento humano vista pela perspectiva do profissional de saúde.

Movimento Funcional Humano
é um ponto de partida ideal para profissionais cujas atividades incluem a restauração da função em indivíduos que apresentam distúrbios do movimento.
  • O leitor será capaz de compreender a natureza científica do movimento humano normal e as maneiras pelas quais este pode ser descrito, medido e analisado.
  • Abordagem única, aproximando a teoria da prática;
  • Referências completas;
  • Colaboradores especialistas no campo;
  • Revisões autorizadas de pesquisadores conceituados, descrevendo o conhecimento relacionado às funções e métodos de avaliação.
  • Editora: Manole
  • Autor: BRIAN R. DURWARD & GILLIAN D. BAER & PHILIP J. ROWE
  • ISBN: 8520411649
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 233
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos...

Obrigada Fisioterapia



Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos Fisioterapeutas. Desejar PARABENS efusivamente. Mas eu quero mais.

Queria dizer  quanto é importante ter um dia para comemorar alguma coisa. Se no dia do nosso aniversário, o dia é nosso, com todo mundo parabenizando e fazendo teroricamente tudo que a gente quer, devemos fazer isso pela Fisioterapia também.

Então hoje, mais do que mandar mensagens via internet ou parabenizar pessoalmente um colega de profissão, pense, reflita ssobre o que você pode fazer para elevar cada vez mais o nome da Fisioiterapia. Porque elevando o nome da Fisioterapia você estará entrando no seleto grupo de profissionais que fazem o que amam. Vamos refletir???

Deixo aqui, claro, o meu agradecimento a essa jovem senhora de 41 anos que ao longo de 8 anos de formatura me proporcionou tantas experiências que sou incapaz de lembrar uma a uma.  Mas é impossível esquecer a felicidade de paciente quando recebe alta, a Vozinha querida que leva o bolinho para o lanchinho da tarde, o sorriso quando você não está em um dia bom ou até mesmo a lição de pessoas que estão se recuperando funcionalmente, mas não tirão o sorriso da cara.

As lições que a Fisioterapia me proporciona são tantas que me fazem evoluir, dia após dia, não só como profissional mas como pessoas. E é por isso que eu agradeço. Efusivamente. Assim como é efusivamente que eu dou cada PARABENS, para cada profissional.

Gente, vamos cuidar da Fisioterapia?!

Pedalar parece muito simples para aqueles que andam de bicicleta desde criança. Basta pegar sua magrela e passear por aí, ...

Cuidado com as lesões no ciclismo



Pedalar parece muito simples para aqueles que andam de bicicleta desde criança. Basta pegar sua magrela e passear por aí, seja com um grupo de ciclismo ou sozinho pelas ruas e ciclovias. Certo? Errado. Inúmeros aventureiros da bike sofrem com lesões e incômodos dos mais diversos tipos, cujas causas variam desde as quedas, o uso inadequado dos equipamentos até a má postura e acidentes sérios.

"Em ciclistas é comum observarmos problemas nas rótulas e tendinites nos joelhos e no tendão de aquiles. Muitos relatam dores no pescoço, na lombar, e ao redor dos ombros na região dos músculos do trapézio", de acordo com o ortopedista Fabio Ravaglia.

O empresário Raphael Pazos pratica triathlon, modalidade que envolve natação, ciclismo e corrida, há seis anos. Apesar de não utilizar o esporte como profissão, ele leva os treinos e competições bastante a sério, mas já teve problemas de saúde por conta do esporte. "Em uma queda, acabei machucando o ombro. A ferida não cicatrizava, mas não dei muita importância na hora. Tempos depois, descobri um câncer de pele, relacionado à exposição ao sol e a falta de cuidado que tive com esse machucado". Uma boa dica que o esportista dá para aqueles que encaram competições ou longos percursos é não utilizar equipamentos diferentes daqueles utilizados nos treinos: "não invente de usar uma bermuda nova, que pode lhe causar machucados. Também é bom evitar comer durante a prova um lanche que você nunca ingeriu antes, por exemplo". Outro ponto importante é ter cuidado com a lombar, preocupando-se em fortalecê-la com exercícios de musculação. 

Bicicleta - Foto: Getty Images
Previna assaduras

As assaduras são também um problema frequente, porém fácil de serem resolvidas. O posicionamento correto do selim (assento) é fundamental, pois se ele estiver muito alto (em relação ao pedal) vai exigir maior movimentação das pernas e aumentar o atrito, favorecendo a irritação da pele. Além disso, o mais indicado é que o selim esteja em posição reta ou levemente abaixada. Os selins com amortecedor e com uma abertura central ajudam a evitar as assaduras. E vale usar bermudas de ciclismo que mantêm a pele livre de umidade.

Bicicleta - Foto: Getty Images
Mantenha a pose

A postura é fundamental para evitar dores e até lesões a longo prazo. "O guidão deve estar em uma altura que permita que você mantenha as costas eretas e os braços relaxados, mas não muito próximos ao corpo para não sobrecarregar as articulações", explica Fabio Ravaglia.

Há um truque simples para saber a altura correta do assento: "fique em pé do lado da bicicleta - o assento deverá estar na altura do seu quadril", diz Fabio. É importante manter a cabeça alinhada, além de coluna e pescoços relaxados. "Relaxe também as mãos, os cotovelos e os ombros. Mantenha o joelho em uma altura inferior às mãos durante as pedaladas", diz o ortopedista.  

"Fique em pé do lado da bicicleta - o assento deverá estar na altura do seu quadril."
Cuide da lombar

As dores lombares são uma reclamação frequente e costuma também ser decorrente da má postura do ciclista sobre a bike. "Fortalecer o abdômen é um truque importante para a sustentação do corpo do ciclista sobre a bike e evitar as dores". Na academia ou em casa, capriche nos exercícios de musculação e abdominais para fortalecer o "core" ou cinturão de força, que é a região muscular que envolve essa região da coluna vertebral. É fundamental fazer alongamentos antes e depois de pedalar. E para quem está começando, vale pedalar por um período de tempo que não cause dores nas costas e ir aumentando o tempo gradativamente.  

Proteja os joelhos

Outro cuidado é que pedalar de maneira incorreta ou a sobrecarga pode causar tendinite nos joelhos ou problemas nas rótulas. "Manter o pedal muito frouxo contribui para esses problemas, além de aumentar as chances de estiramento no tornozelo", diz Fabio. No entanto, também é importante não jogar o peso do corpo todo sobre os membros superiores. Outra dica importante é não movimentar o quadril para os lados, como se estivesse rebolando, evitando problemas na articulação dos quadris. 

Pequeno ciclista

Não é só gente grande que deve se proteger contra lesões e acidentes. Os pequenos também. Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia da Unicamp, em Piracicaba, acompanhou 757 pacientes e concluiu que, nos casos de fratura facial, 98% das crianças não usavam acessórios de segurança ao andar de bicicleta, como o capacete.

Os meninos eram os maiores atingidos: 70% dos casos. Ou seja, vale lembrar aos pais que, mesmo na hora da brincadeira, é importante o uso, pelo menos, do capacete, que evita quase que por completo as lesões em casos de quedas e batidas leves.


Por ser um esporte que exige muito do atleta fisicamente, o atletismo depende de treinamentos eficazes para suportar as exigências que são i...

Lesões no Atletismo



Por ser um esporte que exige muito do atleta fisicamente, o atletismo depende de treinamentos eficazes para suportar as exigências que são impostas ao seu corpo sem a ocorrência de lesões. O presente estudo teve como objetivo analisar os tipos e as causas das lesões decorrentes da prática do atletismo. A amostra foi constituída por quarenta e três atletas, sendo dezesseis do sexo masculino e vinte e sete do feminino, com média de idade de 23,2 anos.

Para determinar as principais lesões decorrentes da prática do atletismo, foi utilizado, como instrumento de medida, um questionário contendo cinco questões abertas e cinco questões fechadas. Os resultados mostraram que 84% do atletas já sofreram lesões, sendo que destas, 77% ocorreram nos treinamentos e 23% nas competições. As lesões mais freqüentes foram estiramentos, tendinites, torções, contraturas e inflamações. A região mais atingida foi a dos membros inferiores, com 85% dessas lesões ocorrendo nos saltadores, 85% nos corredores e 60% nos lançadores. Durante o surgimento das lesões, 76% dos saltadores, 84% dos corredores e 85% dos lançadores não apresentavam nenhum tipo de problema de saúde, porém, deste total, 52,7% dos atletas estavam ansiosos para competir, e 13,8% apresentavam dificuldades de concentração. Em relação ao tratamento, 55,5% procuraram a fisioterapia, e 16,6% a fisioterapia e o médico. 

As conseqüências das lesões para a performance dos atletas foram: 75% perderam competições importantes e 70% ficaram meses sem treinar, esperando a recuperação total da lesão. Conclui-se que o melhor meio para evitar a lesão é a prevenção, a utilização de equipamentos, locais adequados e treinamentos eficazes e individualizados, elaborados por
especialistas qualificados.

A técnica de banho de gelo, ou o de imersão, começou no esporte. A primeira modalidade a usar foi o atletismo e atualmente essa técnica já f...

Banho de gelo em atletas


A técnica de banho de gelo, ou o de imersão, começou no esporte. A primeira modalidade a usar foi o atletismo e atualmente essa técnica já foi difundida. Para se ter uma idéia, até a seleção feminina de futebol usa a técnica de imersão.

Para lutar pelo ouro olímpico, por exemplo, as jogadoras fazem qualquer sacrifício, até entrar literalmente numa fria. Como mergulhar numa banheira de gelo todos os dias após os treinos e jogos. É nessa parte que entra a técnica de imersão. 

As aplicações do frio são utilizadas desde antes de Cristo, quando gregos e romanos utilizavam gelo natural e neve para tratar problemas médicos. Já no século 19, as compressas frias foram reconhecidas como auxiliares nas cirurgias. E hoje, século 21, aprimoramos técnicas e conhecemos fisiologicamente seus efeitos.

Benefícios - O uso da crioterapia (que pode ser através de banho de gelo) produz anestesia, analgesia, diminui espasmo muscular, incrementa o relaxamento, permite mobilização precoce, incrementa o limite de movimentos, quebra o ciclo dor-espasmo-dor e diminui o metabolismo.

A temperatura da água utilizada nos banhos de imersão varia de -1 grau a cinco graus. Utilizamos sempre esta técnica após atividade física, e em um tempo de três a cinco minutos. 

O banho de imersão em água com gelo é muito utilizado em provas de Fast Triathlon, onde ao término de cada bateria, o atleta dirigi-se à banheira e fica imerso em água com gelo. Esta é uma ótima técnica para recuperação muscular e prevenção de algum tipo de dor, através do efeito causado pelo gelo. 

Mas cuidado. É muito importante levar em conta que quando aplicada a imersão nos pés, nas pontas dos dedos é possível que aja uma isquemia e que você não sinta a ponta dos seus dedos, além de diminuir também, a circulação de sangue local. Isso porque temos poucas terminações nervosas nessas partes do corpo. Por isso uma boa saída para esse problema é colocar uma luva cirúrgica na ponta dos dedos.


Mais sobre crioterapia


Efeito fisiológico - O efeito fisiológico da crioterapia sobre a dor se dá pela diminuição da velocidade de condução nervosa de forma proporcional à quantidade de resfriamento.

Contra indicação - Não deve ser usado quando há ferida aberta ou até mesmo em pessoas que possuam algum tipo de lesão nervosa, que faça com que tenha diminuição da sensibilidade. Infecções de pele e gastrointestinais, sintomas agudos de trombose venosa profunda, doença sistêmica e tratamento radioterápico em andamento, micoses, fungos dentre outros.

Quando usar - Em fraturas consolidadas ou em fase de consolidação, alterações posturais, pós-lesões traumáticas como entorses, luxações, subluxações, lesões impactantes, etc., além de pós-operatórios ósseos e articulares. Após atividade física prolongada e de esforço físico máximo. Isso tudo de acordo com cada pessoa.

Resultados - Dentre os resultados podemos citar: benefícios como aumento da amplitude de movimento, diminuição da tensão muscular, relaxamento, analgesia, melhora na circulação, absorção do exudato inflamatório e debridamento de lesões, bem como incremento na força e resistência muscular, além de equilíbrio e propriocepção redução do tônus muscular.

Lembre-se que o gelo se usado indiscriminadamente (sem a técnica adequada ou por tempo excessivo) pode ser lesivo para os tecidos (principalmente a pele).

Por David Homsi - www.webrun.com.br 

Vi no excelente Faça Fisioterapia

"O ciclismo é um tipo popular de recreação entre as pessoas de todas as idades, porém acidentes relacionados a esta modalidade são bast...

Acidentes relacionados ao ciclismo



"O ciclismo é um tipo popular de recreação entre as pessoas de todas as idades, porém acidentes relacionados a esta modalidade são bastante comuns, podendo levar a seqüelas e até à morte. Em geral os acidentes são mais comuns com pessoas do sexo masculino e estão relacionados com a velocidade, sendo os fatais com freqüência devido a colisões com outros veículos motorizados. Apesar das lesões superficiais da pele e da musculatura serem as mais comuns, os traumas cranianos são os responsáveis pela maior mortalidade e pelo maior tempo de inatividade".

Introdução

Em 1994, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, estimou que 72,7% das crianças com idade entre cinco e 14 anos possuíam algum tipo de bicicleta (62% do tipo mountain-bike), perfazendo um total de 27,7 milhões de crianças ciclistas.

Um trabalho apresentado por MATTHEW J. THOMPSON, M.B., CH.B, and FREDERICK P. RIVARA, M.D., M.P.H. da University of Washington School of Medicine, Seattle, Washington, apresenta dados interessantes.

Os autores mencionam que os acidentes relacionados ao ciclismo são responsáveis por aproximadamente 900 mortes, 23.000 internações hospitalares, 580.000 visitas ao departamento de emergência e, a mais de 1,2 milhões de visitas médicas, por ano, nos Estados Unidos. O custo anual estimado em mais de oito bilhões de dólares. Em 1988 foi estimado que aproximadamente 4,4 milhões de crianças, com idade entre cinco e 17 anos, foram feridas em acidentes envolvendo a participação em esportes ou recreação, sendo que destes, 10% a 40 % se relacionavam com o ciclismo.

Fatores de risco

Entre as condições de risco para os acidentes devido ao ciclismo, o estudo destaca: ciclista do sexo masculino; idade entre nove e 14 anos; verão; fim de tarde ou no início da noite; não usar capacete; automóvel envolvido; ambiente inseguro; ciclista portador de distúrbio psiquiátrico; intoxicação (álcool e outras drogas); competições com de mountain-bike.

Causas

As causas apontadas foram principalmente falhas do ciclista como perda de controle, inexperiência, realização de acrobacias e alta velocidade, falha do motorista de outro veículo envolvido, ambientes perigosos (obstáculos, cascalho na pista) e problemas mecânicos na bicicleta. Em geral, as colisões com outros veículos e a alta velocidade são os responsáveis pelos acidentes fatais. 

Tipos de trauma

No levantamento realizado as lesões se localizam primeiramente nas extremidades, seguidas de lesões na cabeça, face, abdômen ou tórax e pescoço. Os traumas superficiais são os mais freqüentes e se caracterizam por abrasões, contusões e lacerações. As abrasões podem envolver parcial ou totalmente a espessura da pele, sendo no último caso, necessária uma intervenção cirúrgica para prevenir "tatuagens traumáticas". As distensões, fraturas e luxações também são comuns, podendo ser identificadas por deformidades, edema, dor, hematomas ou alteração da função. Muitas vezes é necessário um estudo de imagem para o diagnóstico.

Os traumas cranianos (contusão cerebral, hemorragia intracraniana, fraturas) ocorreram em 22% a 47% dos ciclistas acidentados, sendo responsáveis por 60% dos óbitos e por um longo tempo de inatividade. As lesões do pescoço foram raras, e geralmente decorreram de colisão direta com outro veículo. O trauma abdominal é representado por lesões no baço, fígado, pâncreas, rins, hérnias traumáticas e fraturas pélvicas dentre outras. O trauma perineal pode envolver os órgãos genitais e a uretra. Foi mencionado que os ciclistas "rurais" (off-road) têm uma incidência de acidentes 40% menor que os urbanos.

Outras lesões

O trabalho destacou que a atividade ciclística propicia, além do trauma, lesões tardias, que ocorrem principalmente devido à constância da atividade (principalmente em competidores) e ao posicionamento incorreto do ciclista (com relação ao assento e ao pedal). As dores no pescoço e nas costas foram as queixas mais comuns dos ciclistas. 

Prevenção

Os especialistas sugerem que os alongamentos são benéficos antes do ciclismo e que se deve diminuir a distância ao guidão e reduzir discretamente a inclinação do selim.(10 a 15 graus). A pressão prolongada do guidão e a posição dos punhos podem levar a uma neuropatia progressiva nas mãos, sendo a mais comum a síndrome do túnel do carpo.

Outras medidas preventivas sugeridas incluíram utilizar um selim mais confortável, vestir bermudas com almofadas e utilizar todos os equipamentos de segurança. A interação entre atrito, suor e roupas justas propicia maceração e irritação da pele na virilha.

O uso de capacetes produz um efeito substancial reduzindo em 74% a 85% as lesões na cabeça e em aproximadamente 65% traumas na região superior da face e no nariz, desde que utilizado corretamente. Medidas de conscientização quanto ao uso de capacetes estão sendo muito eficazes nos Estados Unidos, propiciando um aumento na adesão de 40% a 50% em várias comunidades. A utilização de luvas reduz substancialmente as lesões superficiais da mão e previne a compressão de nervos. O uso de óculos de policarboneto protege contra os raios solares e corpos estranhos.

No geral, crianças menores de 10 anos devem evitar pedalar em locais com tráfego de veículos e as demais devem treinar, antecipar os erros dos motoristas e avaliar as condições de tempo. Outras medidas eficazes sugeridas consistem em separar ciclistas e motoristas (ciclovia) e proibir que eles andem no passeio (um estudo recente mostrou que andar no passeio é mais perigoso que andar nas ruas). 

Comentário

É muito oportuna a discussão sobre os riscos e a prevenção de acidentes envolvendo ciclistas. O número de adeptos do ciclismo em todo o mundo é muito grande, seja como atividade esportiva, recreativa ou de trabalho. As crianças e os adolescentes são especialmente vulneráveis aos acidentes com bicicletas. Andar de bicicleta está associado a uma sensação de liberdade, aventura e prazer. Os benefícios para o desenvolvimento físico e emocional são inequívocos, entretanto, ao adotar o hábito é fundamental que os jovens sejam corretamente orientados e supervisionados pelos adultos responsáveis.

Fonte: Boa Saúde- UOL

Muitas vezes, por questões estéticas ou mesmo falta de informação, as pessoas fortalecem apenas a musculatura mais superficiais e de forma...

Treinamento funcional e seu benefícios



Muitas vezes, por questões estéticas ou mesmo falta de informação, as pessoas fortalecem apenas a musculatura mais superficiais e de forma isolada, sem se preocupar com o movimento integrado e natural do organismo. Isso acontece na musculação convencional. Assim, os músculos fortes ficam cada vez mais fortes e consequentemente os músculos mais fracos estabilizadores e importantíssimos na estabilização corporal ficam cada vez mais fracos. Esta forma de treinamento gera assimetrias e um desequilíbrio progressivo, com redução da harmonia e eficiência dos movimentos, gerando condições diretas para lesões comuns.

O equilíbrio pode ser entendido por três caminhos: a capacidade de manter uma posição, a capacidade para voluntariamente mover-se e a capacidade para reagir a uma perturbação.

Os músculos do corpo apresentam continuamente uma corrente para corrigir os distúrbios no centro de gravidade. Vale ressaltar que, quando o atleta está em pé, o centro de gravidade passa proximalmente e anteriormente à segunda vértebra sacral da coluna e esse ponto se modifica conforme os movimentos do jogo. Sendo assim, posso citar como exemplo o desafio do equilíbrio que força o corpo para frente, quando a base de suporte está nos pés e a cadeia de sistemas que contrapõe esse movimento começa com o tornozelo. Os músculos posteriores do tornozelo e das pernas contrairão para contrapor-se ao movimento, puxando o corpo e conseguindo promover o equilíbrio de modo a levar o ponto gravitacional ao lugar específico do corpo. Se o equilíbrio está forçando para trás, os músculos anteriores da perna serão contraídos e o trabalho para puxar as costas para o centro de gravidade se realizará.

Os principais benefícios estão diretamente relacionados a melhora na postura, mais equilíbrio, agilidade, flexibilidade, força muscular, coordenação motora, alívio das dores nas costas, melhora do sistema cardiorrespiratório. Os exercícios contribuem para um emagrecimento saudável pois melhoram o tônus muscular e aumentam o gasto calórico.

O treinamento funcional bem sistematizado ajuda a fortalecer o CORE (centro de gravidade do nosso corpo) onde se encontram os músculos abdominais, lombares, glúteos e os oblíquos.

Localizados na região ao redor do tronco na linha da coluna lombar, esses músculos suportam e estabilizam a bacia, pélvis e o abdômen. Ao fortalecer essa região, adquirimos uma força muscular nos principais músculos atuantes na função do equilíbrio corporal. Outros regiões do nosso corpo também podem ter exercícios específicos para o equilíbrio corporal como os quadríceps e posteriores da coxa.

Além da tonificação muscular, o Treinamento Funcional implica numa maior complexidade do movimento e no envolvimento de várias capacidades físicas. Isso faz com que o organismo tenha um gasto energético muito maior, além de trazer grandes contribuições, como a melhora da flexibilidade, o emagrecimento, a otimização da coordenação motora, o ganho de equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório, melhora da postura, estabilidade das articulações e principalmente da coluna vertebral.

A área desportiva é, sem dúvida alguma, uma das especializações que mais crescem na área da fisioterapia. Hoje em dia, o esporte movim...

Fisioterapia nos esportes






A área desportiva é, sem dúvida alguma, uma das especializações que mais crescem na área da fisioterapia. Hoje em dia, o esporte movimenta milhões de dólares e o cuidado com o atleta se tornou ferramenta de grande valia para clubes e agremiações.

Conseqüentemente, o investimento em profissionais altamente qualificados e especializados é inevitável. Atualmente, o fisioterapeuta da área desportiva deve ter conhecimento nas três áreas de atuação fisioterapêutica: primária, secundária e terciária.

Na fase primária, que envolve a prevenção de lesões, o fisioterapeuta deve ter conhecimento específico em Anatomia e Histologia Esportiva, Fisiologia do Exercício, bem como a Biomecânica e a Cinesiologia Desportiva, nas quais se estudam movimentos e forças atuantes nas estruturas osteomioarticulares do corpo humano; além de conhecimentos básicos de Farmacologia e Nutrição Esportiva, os quais são essenciais para conseguir identificar fatores que possam contribuir para trabalho preventivo.

O estudo das principais lesões esportivas e suas respectivas etiologias se torna imprescindível, tanto para um trabalho na fase primária, como na secundária, a qual atua no tratamento das afecções esportivas. Na fase terciária, objetiva-se a manutenção da performance atlética e a prevenção de recidivas de lesões. O uso de técnicas adequadas, aprimoramento tecnológico e a busca de conhecimentos científicos aliados à prática clínica devem ser os objetivos do fisioterapeuta atuante na área desportiva.

Fisioterapia desportiva, ou esportiva, tem um papel fundamental na prevenção das lesões, assim como na resolução dos problemas mais comuns que afetam esses atletas, contribuindo para a redução do tempo de tratamento e retorno mais rápido à prática esportiva. Estudos científicos têm sido feitos e publicados quase que diariamente em fontes de pesquisa, como MedLine, Lilacs, Bireme, PeDro… permitindo que nós, profissionais da Fisioterapia, estejamos sempre antenados com as mais recentes pesquisas científicas, podendo aplicá-las em nossos atletas de forma clara e consciente.

O Tratamento fisioterápico nessa área esportiva é muito parecido com o tratamento ortopédico desenvolvido nas clínicas em geral, porém, algumas peculiaridades são fundamentais e a principal delas é a necessidade do fisioterapeuta conhecer o esporte em questão, para, de acordo com as necessidades exigidas no ato esportivo, traçar um plano de tratamento adequado.


pequena-como-é-o-trabalho-da-fisioterapia-no-esporte-2Nesse sentido, os recursos eletroterápicos, como TENS (Neuroestimulação Elétrica Transcutânea), FES (Estimulação Elétrica Funcional) e demais ”correntes” são uma ferramenta importante nas fases inicias da dor e redução do processo inflamatório. A termoterapia, com o infra vermelho e o ultrassom, ajuda na aceleração do metabolismo anti-inflamatório, contribuindo para a aceleração na cicatrização.

Já o Laser, tem sido largamente utilizado em lesões nos músculos, devido à sua grande atuação na regeneração dessas células. Esse aparelho tem sido foco de estudos recentes que têm evidenciado os inúmeros benefícios da laserterapia. Além dos aparelhos citados, a terapia manual, com alongamentos, manipulações, correções posturais e aplicações de bandagens são fundamentais para um plano de tratamento bem estruturado. Seja com a Osteopatia, o RPG, Pilates, Hidroterapia ou outra técnica, a atuação do fisioterapeuta permite uma análise do movimento e consequentes adequações para a prática esportiva.


Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização, pois recebem pouco aporte sanguíneo. Eles têm como principal função transmi...

Tendinites em corredores



Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização, pois recebem pouco aporte sanguíneo. Eles têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do nosso corpo. As inflamações que ocorrem nos tendões podem ser denominadas tendinites.

As causas que podem gerar um processo inflamatório sobre o tendão são diversas. Entre os corredores podemos citar: Falta de alongamento e flexibilidade de algum grupo muscular, aquecimento inadequado ou inexistente antes de atividades esportivas, excesso de movimentos repetitivos, sobrecarga dos treinamentos e calçados inadequados.

As tendinites se manifestam através de dores localizadas próximas as articulações. Geralmente são dores difusas que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas. O diagnóstico é realizado através das queixas do atleta ou paciente através de palpação do local da dor, presença de calor e rubor (vermelhidão) no local. Além disso, exames de ultra-som e ressonância magnética podem ser empregados.

Entre as tendinites mais comuns que acometem os corredores podemos citar:

Tendinite de Calcâneo (Aquiles)

Também conhecida como tendinite de Aquiles, é a lesão inflamatória mais comum entre os corredores e acomete o tendão dos músculos da panturrilha (Tríceps Sural) e as dores se localizam na região posterior do calcanhar. Essa lesão pode ocorrer por insuficiência e/ou desequilíbrio muscular da panturrilha, excesso e/ou aumento da carga de treinamento e uso de calçados inadequados para a prática esportiva, como por exemplo, aqueles sem elevação do calcanhar.

Tendinite Patelar

Lesão conhecida como tendinite do saltador, geralmente associada a atletas de vôlei e basquete, nos últimos anos tem aumentado entre um grande número de corredores. Acomete o tendão do músculo anterior da coxa (Quadríceps) e as dores são localizadas bem abaixo do osso patelar. Esse tipo de lesão pode ocorrer por movimentos repetitivos, excesso de treinamento e desequilíbrio dos músculos da coxa. Pode também estar associada com o desalinhamento dos membros inferiores como: joelho valgo (desalinhamento lateral dos joelhos), quadris largos (principalmente em mulheres) e pé plano (Chato).

Dicas e cuidados

As tendinites fazem parte de um grupo de patologias chamadas tendinopatias, ou seja, lesões que acometem os tendões. Geralmente uma tendinite mal avaliada, sem tratamento ou tratada de forma incorreta, pode gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de total degeneração do tendão, o que pode levar a ruptura do mesmo.

Nos casos em que ocorre a ruptura do tendão, o tratamento passa a ser cirúrgico e o atleta geralmente fica afastado por alguns meses da prática esportiva para tratamento e recuperação. Dependendo da gravidade da degeneração o atleta pode ser afastado definitivamente do esporte.

Portanto, se você já apresentou caso anterior de tendinite ou tem dores nas regiões distais dos músculos próximos às articulações, procure profissionais médicos e fisioterapeutas, a fim de obter diagnóstico e tratamento adequados. Só assim você terá condições de continuar sua prática esportiva com segurança.

Veja os melhores EQUIPAMENTOS de fisioterapia

A principal finalidade dos acessórios é proteger as articulações e os músculos.  De acordo com os fabricantes, sua utilização é indi...

Como funcionam os protetores esportivos


A principal finalidade dos acessórios é proteger as articulações e os músculos. 

De acordo com os fabricantes, sua utilização é indicada para uso ortopédico ou para a prática esportiva, auxiliando na recuperação de lesões por meio da compressão e retenção do calor corporal. 

No entanto, esta indicação só pode ser feita por um profissional, pois seu uso inadequado pode ser determinante para o agravamento de uma lesão, podendo até virar um caso cirúrgico. 

Uma das grandes armadilhas dos protetores é justamente a sensação de segurança que provocam. Por serem feitos de tecidos elásticos, eles comprimem os vasos sanguíneos e dificultam a irrigação nas articulações, afetando as noções de força, equilíbrio e espaço do corpo. Dessa forma, o sujeito fica muito mais suscetível a tombos e torções. 

O segundo perigo é o risco de uma nova lesão. "O acessório tira a sensibilidade do local lesionado, o que gera a falsa sensação ao corpo de que o problema não existe mais. Quando a utilização do acessório é suspensa, qualquer movimento pode causar o retorno ou ainda o agravamento da lesão", explica o fisiologista do exercício Paulo Correia, da Unifesp. 



A fisioterapia é a ciência que trabalha para prevenir e remediar distúrbios do movimento. A prática esportiva depende essencialmente do mo...

Saiba mais sobre a Fisioterapia no Futebol






A fisioterapia é a ciência que trabalha para prevenir e remediar distúrbios do movimento. A prática esportiva depende essencialmente do movimento. Só essas duas informações já são suficientes para mostrar a importância que essa área tem para qualquer modalidade de alto rendimento.

E o futebol, é claro, não foge a essa regra.

Por ser uma modalidade de exigências múltiplas acerca do corpo, o futebol exige dos profissionais da fisioterapia um conhecimento amplo sobre o funcionamento das articulações e sobre outras ciências que fornecem suporte teórico para o desenvolvimento de técnicas fisioterapêuticas, sobretudo quanto à prevenção de lesões.

Em um panorama normal, a atuação do fisioterapeuta no futebol acontece a partir de exames para identificar possíveis problemas físicos em jogadores e para fornecer informações sobre esses fatores aos profissionais da comissão técnica. Além disso, essa área deve contribuir de forma incisiva para a concepção dos treinamentos, a fim de evitar atividades que sejam prejudiciais à saúde e ao rendimento dos jogadores.

Nesse momento, a atuação do fisioterapeuta acontece em conjunto com os membros da comissão técnica e os fisiologistas, fornecendo uma base de dados para a manutenção da saúde e o fortalecimento dos atletas (com iniciativas para evitar os problemas).

A fisioterapia desportiva tem evoluído e trabalhado para reduzir o índice de lesões desportivas, principalmente ao nível do joelho e do tornozelo, dando ênfase ao treino de coordenação e ao treino de equilíbrio, técnicas que já demonstraram a sua eficácia e que têm como base a evidência científica.

Assim, a prevenção faz também parte do papel da Fisioterapia no futebol, podendo o Fisioterapeutajuntamente com o preparador físico e o treinador, auxiliar e orientar o período de aquecimento, de exercícios proprioceptivos, de treino de equilíbrio, de alongamento e de retorno à calma. Todas estas técnicas específicas, juntamente com o conhecimento específico da modalidade e do gesto técnico, darão aos atletas novas capacidades, optimizando a sua performance desportiva e diminuindo o risco de lesão.

No entanto, a atuação mais comum da fisioterapia no futebol é quando esse equilíbrio das equipes é abalado. O processo de recuperação de qualquer lesão depende substancialmente da ação e do planejamento dos fisioterapeutas responsáveis pelo dia-a-dia das equipes. O que o fisioterapeuta precisa pensar, de uma maneira bem clara, é que o jogador é um produto e o clube está perdendo dinheiro durante o tempo em que ele fica sem atuar. Portanto, qualquer iniciativa para recuperar os atletas representa uma economia para a equipe.

As lesões podem ser divididas entre as traumáticas (choques ou pancadas) e as não-traumáticas. Essa categoria compreende os problemas musculares e nas articulações, que têm três fontes principais: desgaste excessivo, falta de preparação adequada e fato estranho ao ambiente (movimento errado, buracos ou outra ação natural, por exemplo).

O diagnóstico da lesão é feito pelo médico. Então, de acordo com os resultados, a atuação do fisioterapeuta pode seguir dois caminhos. Se o distúrbio necessitar de uma intervenção cirúrgica, a fisioterapia deve ser colocada como parte da recuperação, sobretudo no período de readequação funcional. Caso contrário, a ação da fisioterapia começa logo depois de a lesão ser detectada.


Durante o processo de reabilitação, o fisioterapeuta desportivo averigua a melhoria do atleta através de reavaliações constantes e com a evolução da patologia modifica a forma de tratamento. É importante consciencializar o atleta das aplicações e das razões dos procedimentos terapêuticos, conferindo ao atleta um papel ativo na sua recuperação e na melhoria da auto-estima e auto-confiança.

Para além das técnicas já referidas, existem recursos comummente utilizados na Fisioterapia no Futebol, como a crioterapia, a eletroterapia, a termoterapia, a cinesioterapia ou a massoterapia. Há diversas metodologias e formas de abordagem diferentes acerca da fisiologia. As diferentes correntes vão desde métodos mais tradicionais (exercícios de fortalecimento, alongamento e flexibilidade, por exemplo) até estratégias menos usuais (como a propriocepção, que consiste no ato de perturbar o equilíbrio do atleta a fim de que ele consiga se adaptar com mais velocidade a esse tipo de situação)

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